A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

TDP – O PODER DA FICÇÃO

No cinema, séries… personagens com múltiplos personalidades fazem o maior sucesso!

O filme Fragmentado (2017), do diretor M. Night Shyamalan, trouxe no papel principal James MacAvoy, como Kevin Wendell Crumb, que também aparece em Vidro (2019) do mesmo diretor, completando a trilogia junto com Corpo Fechado. O filme trouxe à tona novamente o tema das múltiplas personalidades. Crumb está passando por um tratamento psiquiátrico que já dura longos anos (ele foi diagnosticado com o transtorno de personalidades múltiplas após abusos sofridos na infância), pois dentro de sua cabeça viviam ao mesmo tempo Hedwig (um garotinho de nove anos), Dennis (adulto e agressivo) e Patrícia (uma senhora), entre outras manifestações distintas e peculiares. No total são 23 “pessoas” diferentes se alternando num mesmo indivíduo.

PÉSSIMOS INTENÇÕES

O filme tem início quando Dennis sequestra três adolescentes com intenções sinistras e as prende num cativeiro. Há o confronto entre as personalidades, conflitos e comportamento obsessivos vêm à tona. Revelações e reviravoltas acontecem a todo instante movidas pelos desejos e manipulações que as “personalidades” promovem entre si. Enquanto isso, as personalidades dominantes Patrícia e Dennis parecem comandar os acontecimentos em nome de algo maior que vai se revelando ao longo da história: o surgimento de uma 24ª personalidade com poderes sobre-humanos e assustadores, chamada por eles de “A Besta”.

FOI INSANO

Em entrevista logo após o lançamento do filme, MacAvoy disse que “ter de interpretar todos esses personagens, às vezes na mesma tomada, pode confundir os espectadores, tanto quanto os atores que interpretaram os papéis. Foi insano fazer este filme”.

CLÁSSICOS DE DUAS CARAS

O MÉDICO E O MONSTRO, filme de 1931, direção de Rouben Mamoulian, talvez seja o exemplo mais clássico de personalidades diversas habitando numa mente apenas. E são bem diferentes um do outro: Dr. Jekyll e Mr. Hyde (vividos por Frederic March, ganhador do Oscar por sua dupla atuação). Um deles é gentil, o outro é diabólico. Um é doce e controlado, o outro um verdadeiro monstro selvagem. Tudo baseado numa novela em estilo gótico, escrita pelo escocês Robert Louis Stevenson, que teve várias adaptações e serviu inspiração para muitas outras obras e produções cinematográficas e literárias do mesmo gênero.

PSICOSE, filme de 1960, direção de Alfred Hitchcock. Um dos suspenses mais famosos e icônicos do cinema de todos os tempos. Mulher rouba a firma onde trabalha, vai para um motel de beira de estrada e lá desaparece misteriosamente. A irmã e o namorado vão para lá e se hospedam também para investigar. O motel é estranho, o clima é assustador, o suspense e os sustos são genuínos e o final, surpreendente. Anthony Perkins é o perturbado e assustador Norman Bates, dono do local. Em 2003 o American Film Institute classificou o personagem de Perkins como o segundo maior vilão do cinema de todos os tempos, perdendo apenas para o Dr. Hannibal Lecter, o psiquiatra canibal de O Silêncio dos Inocentes.

VESTIDA PARA MATAR, filme de 1980, direção de Brian de Palma. Difícil falar desta produção sem dar os famigerados spoilers. Dr. Robert Elliot, um psicoterapeuta vivido por Michael Caine, começa a ficar aterrorizado quando a polícia descobre que uma assassina está eliminando violentamente os seus pacientes. Ele resolve então investigar por sua própria conta o que está acontecendo. A tensão sobe à níveis insuportáveis e as reviravoltas acontecem a todo instante. Claramente influenciado pelos filmes de Hitchcock.

SYBIL, filme de 1976, dirigido por Daniel Petrie. Baseado no livro da jornalista Flora Rheta Schreiber, sobre o tratamento de uma mulher jovem que sofria do transtorno: um caso real. O período relatado no livro é de onze anos. A atriz Sally Field, que representou a paciente real Shirley Ardell Mason, recebeu um Emmy por sua atuação neste filme. No enredo, logo depois de tentar o suicídio, Sybil se submete à terapia e durante as sessões emergem aos poucos 16 personalidades distintas, criadas por ela para enfrentar os abusos físicos e emocionais sofridos na infância.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.