EU ACHO …

O PADEIRO DE LOS ANGELES

                Um desempregado se salvou com pães – e quem não tem chance?

O Gjusta é um dos melhores cafés de Los Angeles, onde vivo. Durante a pandemia, suas portas estiveram fechadas. E então o padeiro Jyan Isaac, de apenas 19 anos, ficou desempregado e resolveu alugar um forno de um imóvel onde funcionava uma pizzaria e fazer pão para a vizinhança. Foi um sucesso. Ganhou notoriedade e uma legião de pessoas que encomendavam seu delicioso pão. O Los Angeles Times fez

matéria de página inteira e manchetou: “Fazendo pão para ganhar o pão de cada dia”. E daí? Bem, e daí que estou um pouco cansado (o.k., serei honesto: de saco cheio) do uso destas histórias para

perpetuar exploração. Nada contra narrativas lindas como a de Isaac — de verdade, eu me emociono. Quero inclusive ir experimentar o tal pão. O problema é o exército de “líderes” motivacionais que vendem a ideia de que basta querer para conseguir (e dizer isso não quer dizer que não é preciso querer para conseguir).

Uma das deputadas brasileiras que mais admiro é a Tabata Amaral, de origem simples da periferia de São Paulo e que ganhou bolsa de estudos em Harvard. Sua trajetória é repetida à exaustão, mas sempre omitem o que a própria Tabata reafirma: ela é exceção e não regra. Sim, e volto a Los Angeles: relatos como o do padeiro são evocados na melhor das intenções, pretendem motivar as pessoas a encontrar o padeiro dentro de si. Têm, contudo, um efeito perverso: e quem não tem essa possibilidade?

O mundo está em um poço de desesperança tão profundo que muito dificilmente funcionará um discurso de guru de executivo de Instagram para que a civilização se reencontre. Seja qual for o lado ideológico — liberal, comunista, fascista —, há um ponto em comum: todos se apoiam em ilusões para vender ideias. Cada um constrói o seu castelo de areia como quer, seja gritando por direitos sem maiores preocupações em como garanti-los, seja vendendo pote de ouro no final do arco-íris como se as oportunidades fossem iguais para todos. Enquanto alguns ficam brincando de cabo de guerra, nossa vida é atropelada, atrelada a um certo saudosismo por um passado autoritário e também a uma revolução tecnológica que não autoriza concessões. As redes sociais prometeram unir as pessoas — mas, a rigor, as separam. Os jovens ficam cada vez mais dependentes de ilusões do Instagram, em alguns casos as taxas de suicídio disparam, e a vida de verdade passa lá fora, com uns poucos ficando cada vez mais ricos.

No início deste mês, o LAX, o aeroporto de Los Angeles, foi fechado porque um piloto da American Airlines viu uma pessoa voando com um jetpack, aquela mochila com propulsão, como nos filmes. Um vídeo que circula na internet mostra pessoas bebendo num Tesla, porque o carro, autônomo, vai sozinho pela estrada. Um aplicativo chamado Citizen faz sucesso por aqui, como uma rede social de segurança, que testemunha, enquanto outros comentam e aplaudem, feito torcida de futebol.

O mundo como o conhecíamos morreu. Vender ilusões não nos reinventará. Lembro do meme de um passarinho cantando na gaiola. Para muitos, o canto é lindo, mas quem sabe o passarinho não está protestando pela sua liberdade?

***FERNANDO GROSTEIN ANDRADE

OUTROS OLHARES

COM OS PÉS NO CHÃO

Sinônimo de feminilidade ao longo dos últimos séculos, o sapato de salto alto vem perdendo a preferência entre as mulheres – é decisão estética e política

Do cume de sua sinceridade e autossuficiência, o designer francês Christian Louboutin não vacilou um segundo quando lhe indagaram a respeito da obra-prima assinada por ele, o stiletto de salto alto, imitado à exaustão:” Nenhum sapato com salto de 12 centímetros é confortável, mas as pessoas não me procuram para ter um par de chinelos. Não quero que olhem para minhas peças e exclamem: ‘São realmente confortáveis!’. O importante é que digam: “Uau, são lindos!”. Corria o mês de fevereiro, naquele outro mundo antes da pandemia, e o estilista celebrava a inauguração de uma exposição retrospectiva em Paris como celebração de seus trinta anos de trabalho. Louboutin estava nas nuvens, ao ser tratado como um Matisse ou um Picasso, e de lá não sairia, por merecimento e influência – apesar das dores impostas às articulações femininas. Mas eis que veio o vírus para mudar inapelavelmente o eixo do planeta, inclusive na moda. E o salto alto teve de descer ao chão, modestamente – sobretudo os mais altos e de espessura finíssima, verdadeiras agulhas.

O tropeço foi grande. A consultoria americana NPD Group estimou a queda de venda desses modelos no segundo trimestre de 2020 na casa dos 70% em comparação ao ano passado. Não se trata apenas de um efeito colateral das quarentenas impostas ao longo deste ano e que tornaram a vida em escritório, festas e todo tipo de encontro impraticável. Trata-se de uma nova faceta da moda que exalta a casualidade nos estilos e a valorização do conforto. A ideia, a rigor, já vinha sendo desenhada. Em 2019 registrara-se uma derrapada desse tipo de artigo em torno de 12% em relação ao ano anterior.

E o que anda por aí, como substituto? As versões que ganharam espaço são em especial as desenhadas com bico largo, que dá segurança ao pisar. A celebração da elegância desses sapatinhos mais básicos acaba de ser referendada pelas semanas de modas mais aguardadas do mundo, em Londres, Milão e Paris, ocorridas entre o fim de setembro e o início deste mês de outubro. Nas passarelas, marcas como as francesas Chanel e Dior e a italiana Prada exibiram volumoso número de modelos ao rés do chão. “A passarela está cada vez mais conectada com o que se usa nas ruas. Na vida real ninguém mais acha aceitável equilibrar-se sobre sapatos desconfortáveis para sugerir elegância ou poder”, diz a consultora de moda Mônica Boaventura. A mudança é emblemática, já que boa parte da sedução (para homens e mulheres) do salto alto, aquela louvada por Louboutin, é concentrada no gingado para manter-se firme sobre alturas.

Convém acompanhar a atual reviravolta com olhar enciclopédico. O salto alto foi criado para os homens. Entre soldados persas no século X, eles eram grandes aliados por elaborar uma espécie de trava nos estribos dos cavalos, o que permitia uma maior segurança ao disparar flechas. Ganhou requinte somente no reinado de Luís XIV (1643-1715), da França, quando se tornou símbolo de nobreza e glamour. As mulheres só passaram a adaptá-lo ao seu gosto alguns anos depois, e então eles foram progressivamente deixando de vesti-lo, abrindo alas para o universo feminino. Hoje, decidir calçar ou não plataforma de tanta altitude virou manifesto. Diz a consultora de estilo e professora do Centro Universitário Belas Artes, de São Paulo, Tathiana Santos: “Ao questionar o uso do salto alto, as mulheres não estão demonizando o acessório, mas apenas defendendo o direito de usá-lo apenas por estilo, quando bem quiserem”. Assim caminha a humanidade, ora lá em cima, ora cá embaixo.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 30 DE OUTUBRO

OS QUE MORREM NO SENHOR SÃO MUITO FELIZES

… Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham (Apocalipse 14.13).

A morte é a maior de todas as certezas. É o sinal de igualdade na equação da vida. Chega para todos: grandes e pequenos, ricos e pobres, doutores e analfabetos. A morte é o rei dos terrores. Sempre espalha medo e dor por onde passa. Não respeita idade nem posição social. Chega abruptamente, sem pedir licença. Precisamos enfrentar essa adversária até o último dia. A morte é o último inimigo a ser vencido. Parece algo estranho e paradoxal falar sobre morte e felicidade ao mesmo tempo. Mas a Bíblia diz: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor… para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham. Não são felizes todos os mortos, mas apenas aqueles que morrem no Senhor. Para eles, a morte não tem a última palavra. Para eles, a morte já foi vencida. Para eles, a morte não é um fim trágico, mas um começo glorioso. Morrer no Senhor é descansar das fadigas. Morrer para o cristão é lucro. É deixar o corpo para habitar com o Senhor. É partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Aqueles que morrem no Senhor entram imediatamente no gozo da bem-aventurança eterna. Ainda mais porque, embora tenham sido salvos pela graça, independentemente das obras, levam suas obras para o céu.

GESTÃO E CARREIRA

FAÇA VOCÊ MESMO O SEU NEGÓCIO

O isolamento social está impulsionando a criatividade e o empreendedorismo doméstico. Uma pesquisa do Facebook Audience Insights revela que no Brasil existem aproximadamente 30 milhões de pessoas interessadas em “faça você mesmo”, com 70% da demanda puxada pelas mulheres. Entre os temas mais procurados está a convivência com os filhos. Segundo a empresária Paula Zukerman, dona de uma página sobre dicas de lifestyle e família, a procura por dicas de como ter uma vida mais leve cresceu 30% na pandemia. “O propósito é mostrar que é possível ter uma vida normal e, com o que tiver disponível, fazer desse limão uma limonada. Temos que tornar a vida das pessoas mais leve, dentro de casa.”

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

VAMOS FALAR SOBRE O AUTISMO? – XII

ACEITAR, ENTENDER E INCLUIR

A importância de associações que fornecem apoio e orientações necessários para uma melhor qualidade de vida do autista e seus familiares

Só no Brasil estima-se que haja, aproximadamente, dois milhões de crianças dentro do espectro autista (em uma proporção de uma pessoa com autismo para 110 sem o transtorno, de acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, órgão norte-americano de saúde. Mesmo assim, entre o grande público, falta a conscientização de que o transtorno necessita do maior apoio e cuidados possíveis da parte dos pais e responsáveis. Devido aos sintomas característicos de dificuldades de interações sociais, no domínio da linguagem, atrasos da coordenação motora e outros comportamentos compulsivos e repetitivos, os pais devem sempre buscar a melhor qualidade de vida possível por meio da inclusão em escolas e, também, alguns cuidados em relação à própria convivência em casa com a criança.

MEU FILHO TEM AUTISMO, E AGORA?

É comum surgirem dúvidas a respeito de como vai ser o futuro do filho a partir do momento em que se descobre o TEA – se a sociedade vai aceitá-lo do jeito que ele é, se há algum tratamento, remédio, escolas que proverão uma educação e inclusão de qualidade.

A ansiedade de ter que lidar com todos esses novos questionamentos pode tomar conta dos familiares no início. Porém, hoje o apoio para as pessoas com autismo está cada vez mais presente na sociedade. Organizações não governamentais dedicadas exclusivamente à causa do autismo estão prontas para amparar tanto a pessoa com TEA como toda a família. A psicopedagoga Sheila Leal explica que “trabalhar a independência em qualquer criança é fundamental, desde que ela tenha todos os requisitos do desenvolvimento neurobiológicos e nenhum comprometimento motor que a impossibilite de realizar as atividades básicas”.

QUAIS OS CUIDADOS QUE OS PAIS DEVEM TER NO DIA A DIA?

Após realizado o diagnóstico multidisciplinar pelos profissionais indicados e confirmado o autismo na criança, o fundamental a se fazer em seguida é dar o máximo de apoio e amor no convívio diário.

Dependendo do nível do transtorno, situações mais ou menos complexas aparecerão. Por isso, a paciência é outro pré-requisito muito importante. O passo seguinte é não fingir que o autismo não está ali, aceitar e perceber que não é um luto, mas uma luta. E não querer enfrentá-la sozinho é imprescindível, pois existem profissionais que podem ajudar nesse caminho. “No formato que atuo (Método ABA – Análise do Comportamento Aplicada), existe uma sequência de treinos que os pais ou cuidadores aplicam e as crianças apreendem de forma eficaz como ir ao banheiro sozinho, lavar as mãos, sentar-se à mesa e utilizar talheres, entre outros”, explica Leal.

Segundo Katia Semeghini Caputto, pediatra, presidente da Associação dos Familiares e Amigos dos Portadores de Autismo em Bauru (Afapab) e mãe da Laura, 13 anos, que apresenta uma forma grave de TEA, “o mais difícil para uma criança muito comprometida são as atividades diárias. Até mesmo ir ao banheiro e comer exige muito treino da criança na própria escola, ou associação, para a família ir dando continuidade. A autonomia da criança é uma das coisas dentro desse transtorno que as famílias mais correm atrás”, revela.

É IMPORTANTE BUSCAR APOIO EM ONGS RELACIONADAS AO AUTISMO?

Como dito anteriormente, existem associações dispostas a fornecer o auxílio necessário para a pessoa e sua família que descobrem o autismo. É o caso da Luz Azul – Associação Pró-Autismo de Santa Cruz do Sul (RS), uma entidade sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento, a inclusão social e familiar e o bem-estar do autista. Hugo Braz, membro da ONG, esclarece a importância desses grupos – “organizações como a Luz Azul têm papel importante no apoio psicológico às famílias. Isso, aliado à conscientização dos direitos e ao fornecimento de conhecimentos básicos sobre como identificar e estimular potencialidades e como entender, lidar com e superar as dificuldades decorrentes do autismo, contribuem para a redução do estresse característico de famílias que convivem diariamente com pessoas autistas e, consequentemente, para o fortalecimento dos vínculos dessas famílias”.

Além disso, entidades voltadas à causa da melhor qualidade de vida de pessoas com autismo têm um importante papel de coletar informações sobre o transtorno, mostrar para o poder público, profissionais e outras famílias que não convivem com o TEA e tentar conscientizá-los a respeito do assunto para uma maior desconstrução em relação ao preconceito em volta dessa e outras deficiências. “Indiscutivelmente, o desafio é vencer a inércia e o descaso do poder público frente às necessidades e dificuldades características das pessoas com autismo”, finaliza Braz.

COMO OS PAIS PODEM PARTICIPAR JUNTO ÀS ONGS?

A preocupação das associações com a melhora da qualidade de vida da pessoa com autismo é bastante relevante. Porém, mais importante ainda é a participação da família e dos amigos junto dos trabalhos desenvolvidos. Segundo Braz, ”os familiares têm participação, basicamente, colaborando no acolhimento e apoio de outros familiares e participando de eventos e campanhas de conscientização social sobre o autismo. No projeto de educação física (desenvolvido pela Luz Azul), por exemplo, a contribuição ativa dos familiares é condição indispensável aos atendimentos”.

QUAL A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO SOCIAL DO CRIANÇA COM AUTISMO?

Outro tópico fundamental para ser não só discutido como colocado em prática é a questão da inclusão do autista, seja no ambiente familiar, social ou na escola, para aproveitar espaços de lazer, entretenimento e educação para que, assim, sejam estimulados seu desenvolvimento e sua participação em diferentes ambientes.

Segundo a especialista em educação inclusiva, Maibí Fernanda Mascarenhas, “a inclusão é importante também para que os diversos grupos de pessoas e espaços públicos se sensibilizem e desenvolvam um olhar direcionado à inclusão, planejando, dentro de suas estruturas e ações, possibilidades efetivas para acolhimento de pessoas com deficiência e seus familiares”.

É importante lembrar a respeito do limite e das características particulares de cada um, pois, de acordo com os diferentes níveis de TEA, o que pode funcionar para um, às vezes, não tem a mesma eficiência com outro.

É POSSÍVEL A INCLUSÃO DE QUALQUER PESSOA COM TEA?

Visto que, de acordo com os vários níveis do espectro autista, as pessoas podem apresentar mais ou menos dificuldades em comunicação ou, por vezes, comportamentos agressivos ou compulsivos em determinadas situações, os pais podem ficar incertos a respeito de como o filho pode reagir à inserção em um ambiente escolar ou social em geral. Contudo, Mascarenhas ressalta que “toda inclusão é possível, porém, a individualidade de todas as pessoas deve ser considerada e preservada”. Em casos mais severos do transtorno, é necessário que familiares, amigos e profissionais estimulem o indivíduo com autismo à interação social em um processo gradativo, sem que haja um desgaste por ambas as partes, e o mais importante: sempre com acompanhamento e orientação. Como exemplo dessa evolução, a especialista em educação inclusiva fala que, se a pessoa com autismo tiver desconforto com excesso de barulho, o melhor é que esse processo seja realizado em ambientes mais abertos, onde o som não ficará muito concentrado, como um piquenique no parque.

“O ideal é equiparar duas ações: conhecer as características de cada indivíduo e, com base nisso, planejar e praticar estímulos progressivos para que se desenvolvam habilidades de convivência social e conhecimento de regras, dentro das particularidades de cada situação e contexto, “indica Maibí.

EXISTE ALGUMA LEI QUE GARANTE A INCLUSÃO DO AUTISTA?

De acordo com o artigo primeiro da lei nº 8.146, de 6 de julho de 2015, “é instituída a lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”.

Contudo, não adianta apenas ter a lei; é necessário que educadores estejam plenamente capacitados para possibilitar essa inclusão da criança autista em relação às abordagens apropriadas para desenvolver sua capacidade de aprendizagem, para que, assim, a escola não acabe agravando sua situação.

Para isso, segundo Mascarenhas, “há documentos norteadores específicos sobre currículo e avaliação escolar, contendo diretrizes para a área de educação inclusiva, bem como cursos livres e de pós-graduação que abordam a teoria e práticas pedagógicas para a inclusão”.

COMO DEVE OCORRER A INSERÇÃO DO AUTISTA NO MERCADO DE TRABALHO?

Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento do autismo, melhores serão as condições de a pessoa ser inserida no mercado de trabalho posteriormente. Depois da confirmação do transtorno, é importante procurar uma escola que seja efetiva em relação à inclusão, além de profissionais capacitados para orientá-la em diversas áreas para seu desenvolvimento. “A estimulação deve ser constante, porém, o conhecimento técnico do quadro de cada indivíduo é fundamental para que algumas habilidades possam eventualmente ser desenvolvidas e fixadas. Mantendo estes estímulos, existe a possibilidade de integração do autista no mercado de trabalho”, completa Maibí.

EXISTE UM DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO?

2 de abril é o dia decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 para promover a união de famílias, profissionais e poderes públicos em torno da causa do Transtorno do Espectro Autista, em relação ao desenvolvimento do estudo da causa, tratamentos e conscientização. Em comemoração a este dia, diversos pontos turísticos de várias cidades ao redor do mundo são iluminados pela cor azul, símbolo do autismo, além de serem realizadas ações como passeatas e palestras sobre o tema.

E POR QUE A COR AZUL?

É a cor escolhida para representar o autismo devido à maior incidência de casos do TEA ser no sexo masculino.