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BRINCADEIRA CARA

A chegada de novos consoles em novembro vai agitar o mercado brasileiro de videogames, que já é o 13º maior do mundo e avança para a próxima fase — apesar dos preços

Pode parecer brincadeira, mas o preço é de verdade. Em novembro chegam ao mercado os consoles de jogos mais esperados pelos fãs dos videogames. A estrela da Sony, o Playstation 5, custará nada menos que R$ 5 mil, valor semelhante ao do Xbox Série X, da Microsoft. Os jogadores que passam horas na frente da tela ainda podem ter que gastar com cadeiras específicas para gamers, com preços entre R$ 800 e R$ 2 mil. Já quem prefere jogar em computadores turbinados pode incluir na conta valores de até R$ 10 mil. Isso sem contar uma série de acessórios, como teclados de R$ 2 mil, mouses de R$ 600 e fones com som tridimensional que podem beirar a casa dos R$ 2,5 mil.

MERCADO BILIONÁRIO

Os preços são resultados da alta do dólar e dos pesados impostos cobrados do setor no Brasil. São reflexo também do interesse do público e da forte demanda que o mercado gera no Brasil, o 13º maior do mundo, movimentando cerca de US$ 1,5 bilhão por ano. Segundo a consultoria global Newzoo, já há 75,7 milhões de jogadores no País e 83% deles gastam muito com itens e acessórios, além do valor pago pelos jogos em si. Se somarmos esse interesse ao isolamento provocado pela pandemia, entendemos melhor por que o segmento deve crescer 9,3% globalmente apenas em 2020, gerando um faturamento de cerca de US$ 159,3 bilhões. O maior mercado ainda é o asiático, com 55% de participação mundial, seguido pela região formada pela Europa, Oriente Médio e África, com 28%. A América Latina tem 9% e a América do Norte, 7%.

A importância do segmento de games hoje é tamanha que já provoca impacto no mercado de trabalho. Segundo o 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais (IBJD), o número de desenvolvedoras de jogos cresceu 164% entre 2014 até 2018, chegando a 375 empresas e empregando 2,7 mil profissionais, alta de 144% no período. Os campeonatos do setor, categoria chamada de “e-esportes”, se multiplicaram e geraram rendas de US$ 1,1 bilhão em 2019 – o valor deve ser um pouco menor este ano, US$ 1,5 bilhão, em decorrência da pandemia, que impede os eventos presenciais. Um avanço significativo desde que o primeiro videogame chegou ao mercado brasileiro, o Odyssey, em 1983. Comparados aos sofisticados games atuais, nomes como Atari, Megadrive e Gameboy já pertencem a um passado distante e podem ser consideradas peças de museu.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.