A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

VAMOS FALAR SOBRE O AUTISMO? – VII

COMO ESTIMULAR O AUTISTA?

 As terapias e os cuidados essenciais no desenvolvimento comportamental e comunicativo da criança com TEA

Por se tratar de um transtorno que afeta o neurodesenvolvimento, o autismo não tem cura. Contudo, algumas experiências contribuem para uma melhor integração de quem é diagnosticado com TEA. Terapias e tratamentos monitorados por equipes multidisciplinares visam o desenvolvimento da criança e a consequente melhora da qualidade de vida. O mais importante é que essa intervenção profissional ocorra o quanto antes, amenizando o progresso dos sintomas.

Entre as principais características presentes nos quadros de autismo, uma das que mais se destaca é a dificuldade de comunicação, tanto verbal como não verbal. Com o processo comunicativo comprometido, a interação social também é afetada, podendo desencadear prejuízos à autoestima e isolamento.

O PAPEL DA FONOAUDIOLOGIA

O fonoaudiólogo pode contribuir significativamente na superação dessas dificuldades. É ele o responsável por promoveras habilidades comunicativas, investindo no desenvolvimento das diversas formas de expressão. “Seu diagnóstico e intervenção são fundamentais. Geralmente, esse profissional, após o pediatra, é o primeiro a identificar o quadro, já que o atraso de fala e linguagem costuma ser mais evidente”, aponta a fonoaudióloga Ana Lúcia Durán.

Com os avanços nas pesquisas sobre neurociência, alguns métodos de intervenção e tratamento surgiram. E o caso do ABA e do TEACCH, duas das técnicas mais conhecidas na terapia do autismo. Apesar de serem os processos mais difundidos e utilizados, Ana Lúcia alerta para a necessidade de se buscar centros de referência para o autista. Assim, dependendo de cada caso, são elaboradas estratégias que possibilitem interação.

À GALOPE

Outra técnica muito utilizada no tratamento do autismo é a equoterapia. Um recente estudo realizado no Reino Unido mostrou que, ao cavalgar, o corpo da criança realiza alguns movimentos que diminuem a tensão na região do cérebro responsável pela fala e visão. Devido ao maior fluxo sanguíneo na área, a atividade neural tem um ganho significativo, contribuindo com melhorias na comunicação, no humor e na atenção.

Outros benefícios da prática da terapia são o desenvolvimento da postura e do trabalho em grupo. “A percepção do outro é uma das coisas que mais tem ganho. Assim, o paciente se sente como ‘não sozinho’ no mundo, que é uma das grandes dificuldades dos autistas”, afirma a terapeuta Cláudia Pocci. “Além disso, propicia ritmo, concentração e afeto, enquanto que o cavalo tem um papel importantíssimo por ser condutor de afetividade”, completa. A equoterapia pode ser praticada por crianças e adultos autistas de diferentes graus de comprometimento.

EM CASA

Engana-se quem pensa que as terapias são praticadas apenas nos consultórios. Os especialistas garantem que o próprio lar pode ser uma extensão das sessões, e a orientação familiar é um dos aspectos mais importantes no tratamento do autismo. “As estratégias utilizadas no ambiente terapêutico devem ser compartilhadas e repetidas em outras situações da vida do paciente”, observa Ana Lúcia Duran. E isso reflete muito bem no progresso do paciente. “Na maior parte dos casos, os avanços com o tratamento adequado contribuem para melhorar a qualidade de vida e autonomia”, complementa. Para a terapeuta Cláudia Pocci, o envolvimento familiar é fundamental, pois “toda a estrutura emocional da família é fortalecida, contribuindo para o desenvolvimento da criança”.

MÉTODOS DE TRATAMENTO

Apesar de cada caso de autismo ser tratado de forma diferente, há algumas técnicas mais populares utilizadas pelos profissionais.

o ABA (Análise do Comportamento Aplicado, sigla em inglês), é um método baseado na psicologia comportamental que visa reduzir as condutas inadequadas e aumentar os desejados por meio de recompensas. Nele, ao praticar o tratamento desejado, a criança recebe a recompensa, e quando ocorre o não desejado, não recebe.

O TEACCH (Tratamento e Educação poro Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação, em sigla em inglês, também é um programa comportamental, mas voltado para um contexto pedagógico. Nesse método, o ambiente deve ser montado por meio de exposições visuais em quadros e murais, facilitando o reconhecimento das atividades por parte da criança. Além disso, há o cuidado para que não haja estímulos externos – como barulhos, brinquedos e movimentação – evitando, assim, a distração.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.