A PSIQUE E AS PSICOPATIAS

DESVENDANDO A PSICOPATIA – XI

SEM DÓ NEM PIEDADE

Os 10 serial killers mais terríveis da história mundial

Segundo dados do Mapa da Violência 2014, mais de 52 mil homicídios – de pessoas entre 15 e 29 anos – foram registrados no Brasil somente no ano de 2011. É fato que nem todos foram cometidos por psicopatas ou assassinos em série; entretanto, casos conhecidos de crimes violentos costumam estampar as páginas policiais de jornais brasileiros e internacionais todos os meses.

Alguns deles parecem histórias de filmes de ficção por conta do seu grau de frieza e meticulosidade, enquanto outros são movidos por uma violência extrema de corrente de uma súbita emoção ou simplesmente daquilo que o homicida considera o correto a ser feito.

A seguir, contamos a história dos dez maiores assassinos em série da vida real, levando em conta registros de números de vítimas. Em cada caso, há uma justificativa diferente para os crimes e atos cometidos sem dó, nem piedade.

ISABEL BÁTHORY (A CONDESSA DRÁCULA)

NACIONALIDADE: HÚNGARA

NÚMERO DE VÍTIMAS: POR VOLTA DE 650

PERÍODO DE ATUAÇÃO: ENTRE 1600 E 1620

Também chamada de “A condessa sangrenta”, casou-se aos 15 anos com o conde Nádasdy. No entanto, seu esposo passava muitas temporadas longe de casa por ser um militar. Assim, Isabel assumiu os deveres de cuidar do castelo e de toda a família. Muito cruel com os seus funcionários, Isabel costumava punir friamente quem desrespeitasse suas ordens. Ela espetava agulhas nas partes sensíveis do corpo de suas vítimas ou as executava, deixando-as nuas e fazendo-as andar na neve até morrerem congeladas. Quando retornava à casa, o marido costumava ajudar a condessa com as punições. Mesmo após o falecimento do conde, as mortes continuaram. Isabel passou a beber o sangue de suas vítimas e contava com a ajuda de cinco cúmplices que acobertavam seus crimes. Depois de anos, ela começou a ser investigada e encontraram uma agenda com os nomes de mais de 650 vítimas.

SENTENÇA: seus ajudantes foram decapitados ou jogados na fogueira, enquanto Isabel – por ser nobre – foi condenada à prisão perpétua.

HENRY LEE LUCAS

NACIONALIDADE: NORTE-AMERICANO

NÚMERO DE VÍTIMAS: CONFESSOU MAIS DE 600 ASSASSINATOS

PERÍODO DE ATUAÇÃO: ENTRE 1960 E 1983

Henry Lee teve uma infância conturbada. Ele era filho de uma prostituta que agredia os filhos e os obrigava a assisti-la ter relações sexuais com os clientes. Em uma briga com um dos irmãos, foi atingido no olho e teve uma infecção, precisando utilizar um olho de vidro. A mãe também o vestia com roupas de menina e o obrigava a ir para a escola dessa maneira, onde era ridicularizado pelas outras crianças. Foi seu irmão mais velho – que também o molestava – quem ensinou o garoto a torturar e matar animais.

Aos 18 anos, ficou preso por roubo durante seis anos. Em 1960, após ser libertado, assassinou a própria mãe e voltou à detenção por mais dez anos. Depois de sair da cadeia, conheceu seu parceiro de crimes, Ottis Toole. Juntos, os dois mataram centenas de mulheres e cometeram atos de necrofilia e até canibalismo.

Lucas confessou muitos outros crimes ao longo dos anos, pois assim suas condições de vida na prisão melhoraram. Em alguns casos policiais chegaram a inventar crimes, dos quais o assassino se afirmava culpado.

SENTENÇA: prisão perpétua. Morreu em 2001 devido a um problema cardíaco.

PEDRO ALONSO LÓPEZ (MONSTRO DOS ANDES)

NACIONALIDADE: COLOMBIANO

NÚMERO DE VÍTIMAS: MAIS DE 300

PERÍODO DE ATUAÇÃO: DÉCADAS DE 1970 E 1980

López é acusado de matar e estuprar mais de 300 pessoas no Peru, na Colômbia e no Equador. Filho de uma prostituta, foi expulso de casa aos oito anos, por tentar abusar sexualmente de sua irmã mais nova. Durante a infância, foi acolhido por um pedófilo que abusou dele nessa fase da vida.

Aos 18 anos, foi preso por roubo de carros. Na cadeia, foi espancado por uma gangue e vingou-se assassinando quatro integrantes do grupo. Ao ser solto, começou a matar meninas entre nove e 12 anos. López declarou ter preferência pelas equatorianas, por pensar que eram mais gentis e inocentes. Ele estuprava e assassinava suas vítimas, depois as enterrava.

Então, em 1980, uma enchente revelou alguns cadáveres escondidos. Pedro foi acusado e capturado pela polícia, confessando seus crimes. No entanto, os investigadores não acreditaram na história até López levá-los ao local onde estavam enterrados cerca de 50 corpos.

SENTENÇA: condenado a 20 anos de prisão. Foi liberado, em 1998, e nunca mais visto.

HAROLD SHIPMAN (DOUTOR MORTE)

NACIONALIDADE: BRITÂNICO

NÚMERO DE VÍTIMAS: EM TORNO DE 215

PERÍODO DE ATUAÇÃO: NOS ANOS DE 1970 A 1990

Ainda aos 17 anos, Harold acompanhou lentamente a mãe lidar com o câncer. Ele viu seus últimos anos de agonia serem aliviados pelo uso das doses diárias de diamorfina (nome científico da heroína) que os médicos aplicavam. Após a morte da mãe, ingressou na Escola de Medicina de Leeds, no Reino Unido, e tornou-se médico.

O primeiro assassinato ocorreu em 1975, após se formar. Harold aplicava grandes doses de diamorfina em seus pacientes; a maioria era mulheres acima dos 40 anos, semelhante ao perfil de sua mãe.

Seus colegas de consultório, então, começaram a desconfiar do grande número de mortes dos seus pacientes. Após a abertura de uma investigação, Shipman foi considerado um serial killer. Mais de três mil nomes constavam nos arquivos de seu consultório, mas apenas 215 casos do Doutor Morte foram investigados.

SENTENÇA: condenado à prisão perpétua em 1998. Contudo, cometeu suicídio na sua cela em 2004, enforcando-se com os lençóis da cama.

PEDRO RODRIGUES FILHO (PEDRINHO MATADOR)

NACIONALIDADE: BRASILEIRO

NÚMERO DE VÍTIMAS: EM TORNO DE 100

PERÍODO DE ATUAÇÃO: DÉCADAS DE 1970 E 1980

Da pequena cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí, Pedro começou seus crimes ainda aos 14 anos, quando assassinou o prefeito do município. Seu pai trabalhava em uma escola municipal e foi acusado de roubar a merenda. Assim, foi despedido pela própria prefeitura. No entanto, o verdadeiro ladrão era um guarda do colégio, que Pedro também assassinou pouco tempo depois. Dessa forma, começaram os crimes daquele que se considera um justiceiro por matar apenas aqueles que “merecem”.

Na infância e adolescência, envolveu-se em brigas de facções, executando traficantes. Foi preso aos 19 anos, mas isso não o impediu de matar criminosos na cadeia durante sua estadia. Pedro também foi responsável pela morte do pai, após descobrir que ele teria assassinado sua mãe com 21 facadas. Ele jurou vingança, e, quando o pai foi preso, Pedro deu-lhe 22 facadas, arrancou o coração, mordeu um pedaço e cuspiu-o no chão. Ao todo, foram comprovados 71 homicídios cometidos por Pedro mas ele afirma ter matado mais de 100 pessoas.

SENTENÇA: foi condenado a 120 anos de prisão, mas cumpriu aproximadamente 30 anos, quando foi solto em 2007. No entanto, três anos depois, foi preso novamente por participação em rebeliões.

DONALD HENRY GASKINS (PEE WEE)

NACIONALIDADE: NORTE-AMERICANO

NÚMERO DE VÍTIMAS: POR VOLTA DE 100

PERÍODO DE ATUAÇÃO: DE 1953 A 1982

Durante a infância, sua mãe foi muito negligente. Quando tinha um ano de vida, Donald bebeu uma garrafa de querosene e sofreu com convulsões até os três anos. Depois do trauma, vieram as agressões físicas dos padrastos. Seus primeiros crimes, durante a adolescência, foram roubos. Gaskins foi identificado por uma testemunha e enviado para uma escola reformatória. Após algumas fugas e retornos constantes à instituição, foi solto aos 18 anos.

No entanto, voltaria à cadeia poucos anos depois, acusado de tentar assassinar uma adolescente que teria o insultado. Ficou preso por mais seis anos, até conseguir fugir da prisão. Assim, viu-se livre para cometer seus crimes, motivado por ter sido insultado, roubado ou por lhe deverem dinheiro. Donald costumava torturar suas vítimas ao máximo e utilizava métodos como facadas, mutilação e asfixia. Ele também chegou a praticar canibalismo com os corpos de algumas pessoas.

SENTENÇA: foi denunciado por uma testemunha que ouviu, durante uma conversa, o local onde ele enterrava os corpos. Após confessar te matado mais de 100 pessoas e seu colega de cela, foi condenado a morte na cadeira elétrica.

THEODORE ROBERT COWELL (TED BUNDY)

NACIONALIDADE: NORTE-AMERICANO

NÚMERO DE VÍTIMAS: ENTRE 30 E 35 MULHERES

PERÍODO DE ATUAÇÃO: DÉCADA DE 1970

Na infância, uma tia do criminoso disse ter acordado no meio da noite e encontrado o garoto brincando com facas, ao lado de sua cama. Já na faculdade de direito, era conhecido por ser um excelente aluno e visto por seus amigos como sincero, bonito e bom comunicador. Em seus crimes, Bundy costumava se aproximar de mulheres jovens com cabelo liso e escuro, parecidas com sua primeira namorada. Por meio de sua simpatia, Theodore as abordava em locais públicos e convidava para passear em seu Fusca. Em seguida, a atingia com uma pancada na cabeça e sequestrava para praticar o estupro. Ted também gostava de ter relações sexuais após a morte das jovens ainda que os corpos estivessem em estado de putrefação. O assassino decapitou, pelo menos 12 mulheres e manteve suas cabeças em seu apartamento, como troféus.

Seus crimes foram descobertos quando, ao ser abordado por um policial, fugiu em seu carro, sendo capturado como suspeito de um roubo. Algum tempo depois, confirmou-se que era o assassino das jovens. Ted também fugiu da prisão duas vezes, mas foi capturado.

SENTENÇA: foi julgado e executado na cadeira elétrica em 1989.

JEFFREY LIONEL DAHMER (O CANIBAL DE MILWAUKEE)

NACIONALIDADE: NORTE-AMERICANO

NÚMERO DE VÍTIMAS: 15

PERÍODO DE ATUAÇÃO: ENTRE AS DÉCADAS DE 1970 E 1990

Na adolescência, Dahmer tinha o hobby de dissecar animais e até mantinha um cemitério particular nos fundos de sua casa. Seus amigos o descreviam como estranho e logo descobriram que o adolescente era alcoólatra.

Foi abandonado pela mãe – sem dinheiro e semcomida – após terminar o ensino médio. Mesmo assim, começou a faculdade e desistiu três meses depois. Nessa época, cometeu seu primeiro assassinato. O pai, semsaber do crime, o fez entrar no Exército. Nos dois anos de serviço prestado, Dahmer aprendeu muito sobre a anatomia humana e acabou sendo dispensado por conta do alcoolismo. Em 1982, foi morar com a avó por seis anos. Na cidade, foi detido algumas vezes por se masturbar em público e cumpriu dez meses na prisão. Sua avó então o expulsou de casa por conta de suas noitadas e pelos maus cheiros que vinham do porão. Assim, Jeffrey mudou-se para a cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos, onde cometeu crimes como necrofilia, canibalismo e abuso sexual. Foi descoberto, em 1991, após uma de suas vítimas escapar. Ao vasculhar a casa, policiais encontraram fotos dos assassinados, partes do corpo no freezer e cadáveres em vasilhas com ácido. Ainda foi descoberto um altar com velas e crânios dentro do seu armário.

SENTENÇA: 957 anos de prisão. No entanto, foi espancado até a morte por outro preso.

DENNIS ANDREW NILSEN (O ASSASSINO GENTIL)

NACIONALIDADE: ESCOCÊS

NÚMERO DE VÍTIMAS: APROXIMADAMENTE 15

PERÍODO DE ATUAÇÃO: DE 1978 ATÉ 1983

Nilsen não lidava bem com a sua orientação sexual, nem a sua família. Sua mãe, por exemplo, o pressionava para casar-se com uma mulher e ter filhos, mas isso não era o que ele queria. Então, a família se afastou e, solitário, Dennis passou a abusar de bebidas alcoólicas e a paquerar homens mais jovens nos bares.

Após alguns relacionamentos darem errado, Nilsen começou a se aproximar, na maior parte dos casos, de jovens homossexuais ou desabrigados. Ele os convidava com o intuito de oferecer abrigo, comida e alguns drinques. Depois, estrangulava suas vítimas ou as afogava em banheiras. Em seguida, deixava os corpos em sua cama por semanas, masturbando em cima deles e, algumas vezes, conversando com os cadáveres. Para escondê-los, costumava dissecar e mantê-los embaixo do assoalho, queimava junto a pneus no quintal ou desmembrava os corpos para jogá-los fora pelo encanamento. Os crimes foram descobertos após os canos do esgoto entupirem e um funcionário encontrar alguns pedaços de carne e pequenos ossos de origem desconhecida.

SENTENÇA: em 1983, recebeu a sentença de cumprir, pelo menos, 25 anos preso. Embora o tempo mínimo tenha passado, Nilsen continua preso.

FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA (MANÍACO DO PARQUE)

NACIONALIDADE: BRASILEIRO

NÚMERO DE VÍTIMAS: CERCA DE 10 MULHERES

PERÍODO DE ATUAÇÃO: FINAL DA DÉCADA DE 1990

Segundo os depoimentos do próprio Francisco, durante a infância, ele havia sido molestado por uma tia e criou grande fixação por seios. Além disso, em um de seus relacionamentos amorosos, uma namorada gótica quase arrancou-lhe o pênis com a boca. Assim, Francisco tinha fortes dores durante as relações sexuais com suas vítimas.

O Maníaco do Parque ficou conhecido por estuprar e matar diversas vítimas no Parque do Estado, ao sul da cidade de São Paulo. O motoboy, que trabalhava na região do Brás, na capital paulista, abordava as mulheres na rua, estacionando sua moto e apresentando-se como agenciador de modelos. Assim, convencia suas vítimas a fazer uma sessão de fotos na natureza. Então, eram levadas até o Parque do Estado. No local, ele estuprava e estrangulava as moças.

Em meados de julho de 1998, seiscorpos nus foram encontrados com marcas de mordidas nas coxas, ombros e seios. A polícia então começou as investigações e encontrou três mulheres que haviam registrado tentativas de estupro na região. Assim, após a divulgação de um retrato falado do Maníaco do Parque, Francisco foi encontrado.

SENTENÇA: foi acusado de estupro, roubo, homicídio e ocultação de cadáver. Passou por alguns julgamentos e foi sentenciado a cumprir cerca de 270 anos de prisão.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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