A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

DESVENDANDO A PSICOPATIA – IV

LOBO EM PELE DE CORDEIRO

Embora pareçam inofensivas, crianças também podem apresentar características do transtorno de personalidade antissocial

Desrespeitar as regras estabelecidas pelos pais ou professores, maltratar animais, brigar com colegas da escola, mentir com frequência, colocar a culpa das suas ações em outras pessoas … Estas são algumas das atitudes de “psicopatas mirins”. Entretanto, o diagnóstico só é dado aos 18 anos, pois, até essa idade, os pequenos ainda não têm a personalidade totalmente formada. “Pode simplesmente haver um transtorno de conduta que pode caminhar ou não para um transtorno antissocial no futuro. Portanto, é recomendada uma avaliação profissional o quanto antes, caso haja suspeita”, explica o psicólogo Luciano Passianotto.

QUAL A ORIGEM?

De acordo com o psicólogo Flávio To!1’ecillas, não se sabe ao certo a origem e a causado transtorno. “Tantos os fatores genéticos quanto os fatores neurobiológicos podem estar implicados tanto na evolução quanto no desenvolvimento da doença”, explica. Os fatores ambientais também podem contribuir quando, por exemplo, há negligência dos pais e conflitos no ambiente familiar, além dos abusos físicos, verbais e sexuais. Assim, a vulnerabilidade do indivíduo aumenta.

Diferente de outras patologias, “não há evidências de uso de medicamentos na infância aumentando o risco para o transtorno”, acrescenta o psiquiatra Claudinei Biazoli. Entretanto, “outra possibilidade é a desnutrição. Crianças de três a 17 anos, que vivenciaram mal nutrição, mostram mais agressividade e atividade motora maior”, explica a neuropsicóloga Renata Alves Paes. Assim, apresentam mais probabilidade de desenvolver algum transtorno de conduta.

PEQUENOS MALVADOS

Até os sete anos de idade, toda criança pratica um pouco de maldade. Isso faz parte do desenvolvimento pois, até essa fase, os pequenos não tomaram a consciência total do que é permitido ou não. Ao longo dos anos, eles adquirem conhecimentos do seu ambiente e começam a se comportar conforme as regras sociais e culturais do local em que vivem. Dessa maneira, “crianças expostas a situações de abuso ou violência têm exemplos claros de ferramentas que elas podem adicionar a seu repertório para realizar seus desejos, reproduzindo facilmente comportamentos inadequados”, elucida Passianotto.

Ainda de acordo com o psicólogo, não há um padrão de comportamento, mas algumas pistas que apontam para a necessidade de procurar um especialista. Além disso, desde a infância, os pequenos desenvolvem habilidades para acobertar suas práticas.

DE OLHO DESDE CEDO

Segundo a psicóloga Cristiane Martin, os pais devem estar sempre atentos ao comportamento de seus filhos. Antes de dar o laudo, “é de fundamental importância que as avaliações sejam feitas por uma equipe multidisciplinar, com médicos (neurologista e psiquiatra), psicólogos e assistentes sociais. A partir dessas avaliações, teremos condições de fazer um diagnóstico mais preciso e não apenas rotular a criança”, acrescenta Martin.

Mesmo assim, segundo Passianotto, “quanto antes houver intervenção, maiores são as chances de a criança ter os efeitos desse transtorno diminuídos”. Por isso, é preciso que os responsáveis estejam sempre de olhos bem abertos para atitudes estranhas.

IDENTIFICANDO

Segundo o psicólogo Cristiane Martin, geralmente, os traços de comportamento indicativos de transtornos de conduta, em crianças e adolescentes, são:

• Comportamento irresponsável, explorador e insensível;

• Colocar a culpa nos outros;

• Baixa tolerância à frustração.

• Estabelecer relacionamentos, porém não manter vínculos por muito tempo;

• Não respeitar normas, regras e obrigações sociais;

• Presença de mentiras em todas as histórias;

• Falta de solidariedade;

• Cometer atos de vandalismo, sem a menor culpa;

• Maltratar, torturar e até matar animais;

• Serem altamente egocêntricos.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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