EU ACHO …

PRIVACIDADE E PROTEÇÃO NO 5G

O impacto da Lei de Proteção de Dados na escolha do novo sistema

O Brasil, provavelmente no ano que vem, definirá o modelo que vai utilizar para implantar o sistema 5Gde telefonia móvel em seu território. Estabelecidos os parâmetros tecnológicos, serão oferecidas às operadoras quatro bandas de frequência para transmissão de dados.

Devido ao impacto gigantesco da adoção do 5Gnas telecomunicações, a questão tem despertado preocupação. Tanto a velocidade quanto a qualidade da transmissão de informações terão decisiva influência na vida dos indivíduos e no mundo dos negócios.

Muitos países, apreensivos quanto à possibilidade de a nova tecnologia facilitar a captura de dados pessoais e empresariais, estão estabelecendo regras rigorosas para a implementação do sistema. Até mesmo pelo fato de que o tema também se relaciona com a propriedade intelectual, a concorrência empresarial e com a segurança nacional.

No plano interno, pouco se falou da relação entre a escolha da tecnologia 5G e a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que, entre outras coisas, define normas sobre coleta, armazenamento e tratamento de informações pessoais.

De forma clara, contudo, a nova lei tem forte influência no processo de escolha da tecnologia 5G a ser adotada no Brasil. Nada poderá ser feito sem que se atente para os pilares da LGPD. Sobretudo para que o uso de dados do cidadão aconteça apenas com o seu consentimento.

Não importa se a empresa que coleta os dados está no Brasil ou no exterior. Além disso, o compartilhamento de informações de brasileiros, desde que consentido, só poderá ocorrer com países que adotem legislação de igual rigor. A execução da lei contará com a supervisão da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que fiscalizará e punirá, caso haja violações. Falhas de segurança podem gerar multas de até 2% do faturamento anual da empresa infratora – e, no limite, de 50 milhões de reais por infração.

A questão, porém, deverá ir além. As informações que transitarão pelo sistema 5G, como disse Rafa Santos, em reportagem sobre o assunto no site Conjur, representam o poder econômico, tecnológico e militar do país.

O Brasil, por ser uma das maiores economias do mundo, o segundo maior produtor de alimentos e líder em commodities, deve ter especial preocupação com a proteção de informações estratégicas.

Nesse sentido, vale lembrar que a Lei de Segurança Nacional também influencia a escolha, ao prever as punições para os crimes que lesam ou expõem a riscos tanto a integridade territorial e a soberania nacional quanto o regime representativo e democrático.

Quem oferece a nova tecnologia deve se comprometer com a proteção e a integridade dos dados que transitarão pelo sistema. No entanto, o compromisso se estende também às práticas internacionais de compliance e transparência na relação de seus acionistas com o mercado e as autoridades em geral.

Dada a evidente relevância da tecnologia 5G e seu impacto no futuro do Brasil, fica claro que múltiplos aspectos devem ser considerados na escolha final.

***MURILLO DE ARAGÃO

OUTROS OLHARES

É OU NÃO É?

Níveis de testosterona são usados de forma preconceituosa para banir as atletas. A campanha ”Let Her Run” quer mudar as coisas

A atleta sul-africana Caster Semenya tem dois ouros olímpicos, três mundiais, o quarto melhor tempo da história na provados 800 metros e, desde 8 de setembro, a obrigação de se medicar caso queira defender seu título nas Olimpíadas de Tóquio, reagendadas para 2021. Com altos níveis de testosterona no sangue, condição natural em algumas mulheres chamada de hiperandrogenismo, a imposição das autoridades esportivas a Semenya reacendeu um antigo debate nos esportes que envolve preconceito, estereótipos, intolerância e um vergonhoso histórico de testes abusivos feitos em atletas do sexo feminino. A pergunta que move a discussão, ainda longe de acabar após a decisão do Tribunal Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês, baseado na Suíça), pode ser resumida em uma frase: o que significa ser mulher no esporte?

Semenya é negra, musculosa, tem voz grossa e é abertamente homossexual, características que a afastam do estereótipo de feminilidade normalmente imposto. Começou a ser observada pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) ainda no início da carreira, quando levantou suspeitas sobre seu sexo depois de colher ótimos resultados num período curto e conquistar o primeiro lugar no campeonato mundial de atletismo de 2009. Com diferentes acusações de que Semenya não seria mulher, a IAAF a submeteu a um teste de verificação de sexo disfarçado de antidoping e chegou a barrá-la de competições até o ano seguinte – um acordo da associação internacional com a federação sul-africana de atletismo permitiu seu retorno.

Em diferentes formatos por décadas, testes para verificar o sexo de mulheres que “geravam suspeitas” são antigos no esporte e chegaram ao absurdo de, na década de 1960, terem o aspecto humilhante das chamadas nude parades. De frente para médicos homens, elas eram obrigadas a tirara roupa e mostrar suas genitálias, procedimento que evoluiu para práticas diferentes com os anos: agora são sorteadas para passar por testes que não envolviam nudez, mas exames parecidos com os de antidoping.

Em 2011, a IAFF decidiu acabar com o teste de verificação de sexo e instituiu um novo exame específico para mulheres com o cromossomo XY – combinação padrão para homens e verificado em atletas com uma condição intersexual, o que, supõe-se, seria a situação de Semenya. Chamada “46XYDSD”, ela provoca o crescimento de testículos internos no lugar de ovários, o que resulta na produção de testosterona acima da quantidade considerada “normal” pela IAAF entre as mulheres, ou 5nmol/L. O novo procedimento teria por base identificar a concentração no sangue a partir da dedução de que o hormônio dá vantagens desleais às hiperandrogênicas, especificamente nas provas entre 400 e 1,5 mil metros. Nos casos em que a concentração for maior que o limite, a organização estipula o uso de medicamentos para diminuir a produção natural da testosterona.

Com as idas e vindas do caso, incluída a concordância de Semenya em diminuir sua concentração de testosterona no passado, além de uma suspensão dos testes em 2015 após a suspeita de que o hormônio não era tão definidor nos resultados, a IAAF voltou a aplicá-los a partir de 2018. Nesse meio-tempo, a atleta sul-africana levou o ouro na prova dos 800 metros nas olimpíadas de Londres, em 2012, e do Rio, em 2016 – nesta última sob desconfiança declarada das colegas de prova.

A renovação na obrigatoriedade do exame dois anos atrás, depois de um estudo detalhado que mediu a influência do hormônio nas provas, foi contestada pela atleta em apelações. Após a última contestação, negada pelo CAS, ela publicou em suas redes sociais: “Recuso-me a permitir que a IAAF me drogue ou me impeça de ser quem eu sou. Excluir atletas do sexo feminino ou pôr nossa saúde em risco apenas por causa de nossas habilidades naturais coloca o atletismo mundial no lado errado da história”. Semenya não é a única prejudicada pela decisão. Francine Niyosaba (Burundi), Margaret Wambui (Quênia), Dutee Chand e Santi Soundarajan (ambas da Índia) enfrentam a mesma imposição.

“Alguém vai pedir para um atleta de basquete parar de jogar porque ele é alto além da conta?”, pergunta Guilherme Artioli, professor na Escola de Educação Física e Esportes da USP. “Chamamos isso de seleção natural do esporte e é normal que vantagens estruturais específicas aconteçam, ainda que isso torne um determinado biótipo mais predominante naquela prova.” O argumento contrário normalmente usado pelos defensores das exigências da IAAF é de que o nível de testosterona é capaz de oferecer vantagens maiores nas provas de atletismo do que diferenças corporais em outros esportes. Mas pedir para as atletas reduzirem artificialmente seus níveis de testosterona, afirma Artioli, contraria o discurso antidoping, que prega a não alteração dos níveis hormonais. “Isso não é condizente com o que ouvimos das organizações e impedi-la de correr por esses termos é cruel.”

O mesmo posicionamento tem o jornalista e especialista em Olimpíadas Guilherme Costa, que aponta o preconceito na postura da organização. Defensores das atletas prejudicadas costumam afirmar que a questão seria tratada diferentemente caso elas fossem europeias, viessem de países mais tradicionais no esporte e competissem em provas com maior destaque, além de pertencerem a um padrão de feminilidade esperado. Há ainda a comparação com homens, que não têm nenhuma limitação imposta nos níveis naturais de testosterona. “O caso de Semenya não chama tanta atenção porque ela é negra e africana, e provavelmente teríamos mais manifestações a seu favor se não fosse o preconceito”, avalia Costa.

Até o momento, o Comitê Olímpico Internacional não se pronunciou sobre o assunto. Sintomático, diz o jornalista. “Não se posicionar, nesses casos, é se posicionar a favor do que está sendo feito.” Desde o início da controvérsia, há mais de uma década, diversas personalidades saíram em defesa das atletas prejudicadas pela decisão da IAAF. O caso de Semenya estimulou a campanha “Let Her Run”, apoiada por atletas do mundo inteiro. Apesar da decisão do início do mês, Semenya continua a treinar e a tentar reverter por vias legais a imposição de tomar os remédios. Conta com o apoio do governo sul-africano. “Vou continuar a lutar pelos direitos humanos de atletas mulheres, tanto dentro quanto fora da pista, até que nós todas possamos correr livres e do jeito, que nascemos”, escreveu no Twitter. É um direito básico.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 29 DE SETEMBRO

UMA MESA NO DESERTO

Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-o entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam (João 6.1).

Os discípulos estavam em férias. Por estarem muito cansados, tinham ido a um lugar deserto para renovarem suas forças. Mas, quando chegaram, uma multidão já havia descoberto o plano e aguardava Jesus. Ao ver aquela numerosa multidão, Jesus sentiu compaixão, porque as pessoas estavam exaustas e eram como ovelhas sem pastor. Além das férias frustradas, Jesus ainda diz a seus discípulos: Dai-lhes vós mesmos de comer (Lucas 9.13). Os discípulos, olhando as circunstâncias pelos óculos da razão, alegaram que o lugar era ermo e além disso não tinham dinheiro. No meio da multidão havia um garoto prevenido. Trazia cinco pães e dois peixinhos. Jesus tomou aquela pequena provisão, ergueu os olhos aos céus e deu graças. Imediatamente cestos e mais cestos cheios de pães e peixes eram multiplicados, e toda a multidão comeu e se fartou, sobejando ainda doze cestos. Jesus ainda hoje faz milagres. Em suas mãos, o nosso pouco pode alimentar uma multidão. Ele ainda hoje alimenta os famintos. Jesus é o Pão da Vida, a provisão divina para a nossa alma, e só ele pode saciar a fome do nosso coração. O que você tem nas mãos? Deus usou o cajado de Moisés para libertar Israel do cativeiro. Usou a funda de Davi para derrubar o gigante Golias. Usou duas pequenas moedas doadas pela viúva para ensinar sobre ofertas e usou cinco pães e dois peixinhos para alimentar uma multidão.

GESTÃO E CARREIRA

A TEORIA SUPERA A PRÁTICA?

Nem sempre os que conseguem sucesso no mundo são os que possuem mais diplomas

Vivemos a época do conhecimento, do capital intelectual. Mas, de onde vem o conteúdo? É uma questão a ser debatida. Até que ponto a teoria supera a prática? Dos mosteiros à primeira universidade, criada em 1150, em Bolonha na Itália aos nossos dias, o que mudou?

No Brasil ainda discutimos escolas sem ideologia. O polêmico filósofo Olavo de Carvalho defende que a questão da ideologia não é fato de ela existir ou não, mas sim existir apenas uma. Nisso, concordamos com ele. Não há crescimento sem debates. Do conflito entre teses e antíteses, temos a síntese. Não podemos acreditar que existe apenas uma cor, até porque a mesma cor é percebida de formas diferentes por diversas pessoas. E as teses têm perdido a validade em pouco tempo.

Hoje assistimos, com certo ceticismo, à história se repetindo: as universidades recheadas de livros e alunos se abastecendo nas redes sociais, onde 70% são dados fake. As empresas criando universidades corporativas, com visão setorial e pouco global. Na área da Administração há um vai e vem entre generalistas e especialistas. Não se percebe uma busca por conceitos universais.

Há fatos muito interessantes: nem sempre os que conseguem sucesso no mundo são os que possuem mais diplomas – não que estes não sejam importantes, mas é algo que acontece. Há uma distância entre o conhecimento e a prática. Sempre existiu, porém é pouco questionada. Temos que ser mais conclusivos, porque tem aumentado a distância entre a teoria e a prática, ou melhor, entre a teoria e a realidade.

HÉLIO MENDES – é professor e consultor de Planejamento Estratégico e Gestão nas áreas privada e pública. www.institutolatino.com.br

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

COMO SURGEM AS GRANDES IDEIAS?

É nos momentos de pausa contemplativa, quando nos livramos dos repetidos pensamentos sobre questões não resolvidas, que damos chance para os insights surgirem

Transitar por diferentes áreas do conhecimento nos garante a matéria-prima da criatividade: informações diversificadas e aparentemente desconexas que conseguimos combinar de forma única. Toda solução original nasce de uma combinação de fontes e, portanto, de uma mente aberta a novos conhecimentos da forma mais indiscriminada possível.

Essa coleta de informações é necessária, mas não suficiente para que a mente, como uma máquina de caça-níquel faça uma série de combinações inconscientes até que, quando menos esperamos, acerta o jackpot. E uma solução inusitada surge como se nos atingisse, como se acontecesse conosco e não fosse resultado de esforço. Nós temos uma grande ideia – e não a formulamos.

Tanto é que, na Antiguidade acreditava-se que as pessoas eram escolhidas por entidades externas para executar trabalhos considerados geniais. Entendiam a criatividade como algo que vinha de fora para dentro, fora do nosso controle. Ideia sobre a qual a escritora Elizabeth Gilbert, autora de Criatividade, apresenta uma versão poética e, naturalmente, bastante criativa (em entrevista Debbie Milman, Design Matters): “Acredito que as ideias querem nascer; elas têm consciência e circulam pela Terra a procura de um ser humano para colaborar, para fazê-las nascer. (…) E para conseguir ouvi-las você precisa ter suas prioridades definidas, precisa ter seus limites, precisa de tempo e energia para escutar a ideia quando ela vem sussurrar em seu ouvido – e isso é magia. E você precisa se aproximar dela como se aproxima do supernatural. Toma-se um servo desta relação.

Como diamantes enterrados no fundo da mente, os insights dificilmente são revelados quando estamos concentrados em um problema tentando compreender algo complexo ou com a mente imersa em ocupações e preocupações. Aparecem quando conseguimos tirar as complexidades da vida do meio do caminho; quando nos dedicamos a atividades que livram a mente do desgaste que a elaboração de pensamentos exige.

Asideias costumam esperar para ser descobertas em um momento de descontraído. Basta lembrar da cena de Newton descansando sob a macieira quando teve o insight sobre a lei da gravidade. Manuscritos do cientista revelam que o ponto de partida para a descoberta da lei da gravidade ocorreu de fato, durante um estado contemplativo em seu quintal.

A história das invenções é repleta de exemplos semelhantes – como a forma como as famosas canetas estilo Bic foram criadas. Na década de 1930, ocorreu a Laszló Biró, um jornalista de Budapeste, que deveria existir uma ferramenta mais prática para escrever que as canetas tinteiro, que viviam vazando. Ao observar as prensas cilíndricas das gráficas rolando sobre os papéis, imaginou um sistema parecido, mas em miniatura e com a possibilidade de percorrer todas as direções.

Quebrou a cabeça pensando em soluções. Até que um dia, enquanto caminhava na rua, viu crianças brincando com bolinhas de gude e reparou no caminho de água deixado por uma que rolou por uma poça d’água. Foi assim, em um momento de pausa e descontração, que teve o insight que levou à criação da primeira caneta esferográfica.

Para que se deparasse com a solução que tanto buscava, Biró antes passou muito tempo pesquisando e refletindo – tanto antes quanto depois de ter tido a ideia. Sem o esforço dedicado ao problema, seu cérebro não estaria preparado para fazer uma associação brilhante. Mas essa associação aconteceu durante um momento contemplativo.

Ascaminhadas pela rua, como a que proporcionou a ele o encontro com as crianças brincando com asbolinhas, são famosos combustíveis para a criatividade. Elas nos incentivam a observar o mundo lá fora e tirar o foco dos próprios pensamentos. Como costumamos dispensar mais atenção ao novo, mudar de rota e buscar novos ambientes podem ser favoráveis” esse estado contemplativo. Grandes escritores relatam, com frequência, a importância das corridas e caminhadas ao ar livre para a formação das suas histórias.

Já Einstein costumava ter seus mais famosos insights durante pausas em que tocava violino. Ele visualizava uma solução quando não estava ativamente procurando e somente depois dedicava muita concentração para transformá-la em teoria. Tocar um instrumento (quando se é experiente), andar, correr, cuidar do jardim são atividades que mantém a mente alerta e livre tanto do excesso de distrações como do foco direcionado à resolução de um problema.

Ao afastar a mente dos diálogos interiores, afastamos também a ansiedade que os acompanha. E o estresse é um dos principais inimigos da criatividade. Quando nos ocupamos com repetidos pensamentos sobre questões não resolvidas, prevendo as possibilidades que cada escolha pode trazer, fazendo planos ou mesmo tentando assimilar novas informações, não deixamos lugar para o insight se manifestar.

Os momentos em que o pensamento flui livremente também nos permitem uma visão mais abrangente das situações. Nessas pausas, a informação transita pelas áreas subconscientes do cérebro e ganha a chance de se associar a outras informações aparentemente desconexas, formando um produto original. Pode ser uma história, um ponto de vista diferente para um problema, uma nova forma de abordar os clientes, uma estratégia original de vendas. Seja qual for o produto, ele surge não como um passe de mágica, mas como resultado de um processo subconsciente, que é revelado quando as preocupações lhe dão licença.

As ideias soam como um desenho na janela que só aparece quando o vidro é embaçado. O desenho está lá o tempo todo, mas é preciso o vapor para que ele se revele temporariamente. As pausas verdadeiras – sem celular, mídias sociais ou conversas interpessoais – são o vapor da mente. Por isso, a busca por momentos de introspecção deve ser ativa e diária quando se deseja uma vida mais criativa, quando se quer ouvir o sussurro da ideia, com a disposição para tornar-se seu servo e defensor.

MICHELE MULLER – é jornalista, pesquisadora, especialista em Neurociências, Neuropsicologia Educacional e Ciências da Educação. Pesquisa e aplica estratégias para o desenvolvimento da linguagem. Seus projetos e textos estão reunidos no site michelemuller.com.br