EU ACHO …

MÍDIAS SOCIAIS E SAÚDE MENTAL

Entre as plataformas avaliadas por jovens, só o YouTube obteve índices de aprovação

Dizem que as mídias sociais viciam mais os adolescentes do que o cigarro e o álcool. Paraavaliar o impacto das redes na saúde mental foi realizado o inquérito epidemiológico #StatusOfMind, publicado na United Kingdon’s Royal Society of Public Health.

A pesquisa entrevistou 1.479 jovens de 14 a 24 anos, no Reino Unido, no período de fevereiro a maio deste ano, para avaliar o impacto de 14 itens relacionados com a saúde mental e o bem-estar.

Foram eles:

1. Formas de entender as experiências de outros sobre a saúde.

2. Acesso a informações de saúde confiáveis.

3. Apoio emocional e empatia de familiares e amigos.

4.Ansiedade.

5. Depressão.

6. Sensação de solidão e infelicidade.

7. Qualidade do sono.

8. Capacidade de exprimir sentimentos, pensamentos ou ideias.

9. Autoidentidade – habilidade para definir quem você é.

10. Percepção da aparência física.

11. Relacionamento com a família e os amigos.

12. Relacionamento com a comunidade.

13. Bullying – ameaças e comportamentos abusivos.

14. Necessidade de permanecer conectado pelo medo de perder experiências importantes.

Com base nestas questões, os participantes atribuíram notas às plataformas mais populares: YouTube, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram.

As plataformas foram bem avaliadas nas questões referentes à autoidentidade, à autoexpressão, ao fortalecimento de laços comunitários e ao amparo emocional. Por outro, lado, os malefícios estiveram associados à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à necessidade de se manter conectado por medo de perder experiências vividas pelos amigos, à depressão e à ansiedade.

Os adolescentes entrevistados classificaram em ordem decrescente de feitos positivos as plataformas:

1. YouTube (a mais positiva).

2. Twitter.

3. Facebook.

4. Snapchat.

5. Instagram (a mais negativa).

O YouTube foi a única plataforma em que os benefícios para a saúde e o bem-estar foram considerados superiores aos malefícios. Obteve índices de aprovação mais elevados na percepção das experiências que afetam a saúde alheia, no acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, na redução dos riscos de depressão e de ansiedade e na sensação de solidão.

É interessante que o Snapchat e o Instagram, duas plataformas centradas na imagem, tenham sido consideradas as mais nocivas. A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, de depressão e de ansiedade, muito prevalentes nesta fase da vida. O Instagram foi bem avaliado nos quesitos de autoexpressão e de autoidentidade, mas esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, depressão, bullying e do medo de perder oportunidades.

A Royal Society recomenda que as plataformas publiquem avisos pop up advertindo o usuário sobre o número de horas acessadas, que chamem a atenção quando as fotos sofreram manipulação digital para exibir corpos com aparência de perfeitos, para que desenvolvam algoritmos que ofereçam ajuda no anonimato aos adolescentes em sofrimento mental.

***DRAUZIO VARELLA

OUTROS OLHARES

SUBSTÂNCIA EXPLOSIVA

Desastre que devastou Beirute causa preocupação no Brasil e aumenta cuidados com o armazenamento de nitrato de amônio, matéria-prima de fertilizantes

O mundo inteiro ficou atordoado com a explosão gigantesca causada por uma substância estocada em condições precárias num armazém portuário em Beirute, no Líbano. Passado o susto, muitas questões ainda se levantam sobre o potencial explosivo do nitrato de amônio. Especialmente no Brasil, que é um dos maiores produtores agrícolas e um usuário intensivo do produto em suas lavouras. A preocupação é grande, em especial quando se sabe que só no Porto de Santos existe até 10 vezes mais quantidade do produto do que havia no Líbano, conforme levantamento recente. Hoje, o consumo brasileiro chega a 1,9 milhão de toneladas de nitrato de amônio por ano. Deste total, 500 mil toneladas são produzidas no País e 1,4 milhão de toneladas são importadas, a maior parte da Rússia.

Conforme dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), o nitrato de amônio é muito usado na elaboração de fertilizantes porque contém o nitrogênio na forma nítrica e amoniacal, que é menos volátil e, assim, menos agressiva ao meio ambiente. A substância é a preferida nas plantações de cana, combinada com fósforo e potássio, conhecido NPK. “Assim como os humanos precisam se alimentar, as plantas precisam de nutrientes para crescer. E o nitrogênio, o fósforo e o potássio são essenciais”, explica Renato Tavares, diretor de projetos da norueguesa Yara, uma das maiores fabricantes de fertilizantes do mundo e que produz nitrato de amônio em Cubatão, na Baixada Santista. Apesar de inofensiva em condições normais, a substância exige cuidados. Ela não pega fogo sozinha e é considerada bastante estável. Exige apenas algumas regras de manuseio e armazenamento, para não ficar exposta a altas temperaturas, uma vez que a 200 graus centígrados ela pode explodir, como aconteceu no Líbano.

PODER DE FOGO

A potência do nitrato de amônio o coloca também como item fundamental na indústria de explosivos civis, para detonações de rochas e outros usos. Essa indústria, segundo a ANDA, utiliza boa parte do que é importado. Mas o controle é alto. Além de registro no Exército, a empresa autorizada a trabalhar com nitrato passa também por uma fiscalização de seus armazéns, que têm regras rígidas de estocagem em locais longe de fios elétricos, madeira ou qualquer produto que possa gerar fogo. O composto é fundamental também como matéria-prima para fabricação de gases anestésicos e tratamento de esgotos. Seja qual for sua utilização, porém, todo cuidado é pouco.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 28 DE SETEMBRO

A FAMÍLIA DEBAIXO DO SANGUE

O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós… (Êxodo 12.12a).

Israel gemia debaixo de um amargo cativeiro no Egito. A chibata do inimigo, o trabalho forçado e a falta de esperança tornavam a vida desse povo um pesadelo. Deus viu a aflição do povo, ouviu seu clamor e desceu para libertá-lo. Por intermédio de Moisés, Deus demonstrou seu poder àquela terra eivada de deuses, desbancando do panteão egípcio suas divindades pagãs. As dez pragas que acometeram os egípcios foram ações do juízo divino sobre aquelas divindades. A libertação, entretanto, deu-se somente na noite da Páscoa. Um cordeiro tinha de ser imolado e seu sangue devia ser passado nos batentes das portas. Onde não houvesse o sangue do cordeiro, o primogênito seria ceifado. Todos os hebreus obedeceram à risca a ordem de Deus e, naquela noite, quando o anjo de Deus passou pelo Egito, a morte não entrou nas casas que estavam debaixo do sangue. Os hebreus foram salvos não por suas virtudes, mas pelo sangue. De igual modo, ainda hoje, somos salvos não pelas nossas obras, nem pelos nossos predicados morais, mas pelo sangue do Cordeiro imaculado que tira o pecado do mundo. Sua família já está debaixo do sangue de Jesus? Sua família já foi resgatada pelo Cordeiro de Deus? Sua família já saiu do cativeiro? Hoje é dia de libertação. Jesus veio proclamar libertação aos cativos.

GESTÃO E CARREIRA

JOGO DE EQUILÍBRIO

Contabilizar despesas e receitas é muito importante para planejar o futuro e identificar eventuais gastos desnecessários e/ou exagerados no fluxo de caixa

Receitas E Despesas, sazonalidade, investimentos… Ser empreendedor é, além de ter boas ideias, saber colocar no papel tudo o que recebe versus o que precisa gastar/investir para manter o funcionamento do negócio, considerando diversas variáveis. É uma tarefa diária, extremamente importante, e que exige um controle e planejamento para manter a saúde do fluxo de caixa, que nada mais é do que o planilhamento de todos os custos e receitas da empresa.

É ele o dia a dia financeiro do negócio, no qual o empresário deve basear-se para a tomada de decisões financeiras, tanto de emergência como de planejamento. É nada mais nada menos que a conta corrente da empresa. Se faltar, a empresa falha. “Apesar da boa gestão financeira, o fluxo de caixa acaba sendo um dos principais gargalos, porque investir demanda de capital imediato e muitas vezes mexer no fluxo de caixa acaba sendo prejudicial ao negócio”, diz o sócio- fundador da BizCapital, Francisco Ferreira.

Além disso, a contabilidade da empresa é um processo de controle e análise do desempenho. É com base nos resultados apontados por ela que o gestor financeiro deve se programar para o futuro e estabelecer regras para o fluxo de caixa. “A forma como a contabilidade organiza as informações é justamente o método que se utilizará para a leitura correta e a organização do fluxo de caixa financeiro da empresa”, complementa o coordenador dos cursos de Gestão Financeira do Centro Universitário Internacional Uninter, Daniel Cavagnari.

O fluxo de caixa é uma ferramenta simples e, portanto, qualquer dificuldade encontrada em resolução de problemas que ocorram no dia a dia pode estar justamente na forma como as informações são inseridas na ferramenta de controle, seja uma planilha simples de Excel, seja um app moderno. O equilíbrio é essencial: sintetizar demais as informações pode fazer com que a leitura do fluxo de caixa fique falha, enquanto o excesso de detalhamento pode esconder resultados importantes, principalmente para as leituras diárias.

Não existe uma receita pronta. “O importante é conseguir analisar todos os dados, saber encontrar os furos e, a partir dessas informações, direcionar e planejar estrategicamente sua empresa”, indica o diretor financeiro do Asaas, Jeferson L. Kortbein. “Para ter sua contabilidade em dia, vale atentar em passar as informações corretas ao contador e, com as informações consolidadas, saber analisar seus números para tomar as decisões corretas para planejar o futuro da sua empresa, de como gastar e onde”, completa.

NO DIA A DIA

De acordo com o docente da Uninter, o fluxo de caixa possui diversas formas, que variam desde a análise do resultado (baseados no DRE) até a apuração do valor financeiro da empresa. “No dia a dia, os modelos mais utilizados são o direto e o projetado. O primeiro tem relação com a visão diária do caixa da empresa, como uma conta corrente. O projetado considero como um dos mais importantes, porque não só apresenta dados regulares que se consolidarão, mas informações que ocorrerão no curto e no longo prazo”, afirma

Por isso, ele diz que para listar o fluxo de caixa a partir do dia seguinte até meses à frente, o gestor financeiro deve programar informações comuns e até mesmo riscos. “Como exemplo, digamos que há um recebimento programado para 15 dias, dado o faturamento de um cliente, vendido pelo prazo de 30 dias. Esse cliente, digamos que costuma atrasar os pagamentos em até 15 dias, então já programamos o fluxo de caixa projetado como o não recebimento no esperado, mas com um atraso previsto”, indica o especialista da Uninter.

Apesar de simples, o principal desafio de um pequeno empreendedor é entender a diferença entre o fluxo de caixa e as demonstrações contábeis. Receita, custo e lucro, por exemplo, são métricas de contabilidade, mas muitas vezes são encaradas como métricas de caixa. “Uma empresa pode estar gerando caixa sem saber que está no prejuízo, pois vai ter contas para pagar no futuro. Para um empreendedor, é importante ter um bom assessor financeiro ou contador, que auxilia nas decisões do dia a dia e ajuda a montar os demonstrativos financeiros”, sugere Ferreira, da BizCapital.

DESAFIOS

Manter uma margem de lucro saudável em todos os momentos é um dos meios de medir se o planejamento feito está sendo bem executado ou não. “Quando se faz uma análise de fluxos de caixa passados, os compara com os mais atuais e realiza o planejamento financeiro com recorrência, cria-se bases comparativas para verificar a evolução da empresa. De forma clara, passa a comparar a performance passada com a atual e planeja-se o futuro. Dessa forma, fica mais fácil gerenciar a empresa, saber quais os rumos que estão sendo tomados e onde estão os eventuais pontos de atenção”, indica o COO/ CFO da Adianta, André Buchaim.

Para o CEO da Vhsys, Reginaldo Stocco, quando se trata de gestão de tesouraria, o dinheiro sempre tem custo, seja para tomá-lo por empréstimo ou deixando-o parado. “É sempre importante estar preparado para quando o plano não funcionar e ter em mente que, às vezes, é mais barato você tomar dinheiro no mercado do que deixá-lo parado no banco. Para isso, é importante saber qual é o WACC (Custo Ponderado de Capital) na estrutura financeira da empresa e definir os cenários dentro da estratégia do negócio”, lembra.

O mesmo caso ocorre para períodos sazonais. “O fluxo de caixa projetado geralmente é programado para um ano, com revisões constantes. Por isso, é possível projetar até mesmo pagamentos e recebimentos futuros, dentro da experiência anterior revista. Parece complicado, mas é mais simples do que se imagina”, diz Cavagnari.

ESTABILIDADE E PLANEJAMENTO

Sazonalidades acontecem, principalmente para quem trabalha diretamente com varejo, por exemplo. Quando se tem um fluxo de caixa controlado, consegue guardar dinheiro em momentos bons e usar para cobrir despesas em momentos mais desafiadores.

Para chegar a esse ponto, existem alguns erros bem comuns. O primeiro é misturar as despesas pessoais com as empresariais, pois costumam confundir o fluxo de caixa, tornando difícil a identificação dos valores das entradas e saídas. “Outro erro comum de gestão é considerar valores que ainda não foram recebidos e gastá-los antecipadamente, ação que prejudica o controle e a organização do caixa. Há também um ajuste simples que pode ser feito para melhorar a organização, que é a separação dos gastos por categoria, por exemplo. Entender de maneira fácil para onde está indo o dinheiro ajuda muito a controlá-lo e a fazer cortes quando necessário”, sugere o fundador da BizCapital.

Entre outras medidas a tomar cuidado, o consultor tributário e presidente do Grupo Fradema Consultores Tributários, Francisco Arrighi, indica que as retiradas dos sócios em pró-labore ou distribuição de resultados de forma antecipada podem ser danosas ao fluxo. “Compras ou aquisições mal­feitas, nas quais a empresa passa a ser obrigada a tomar dinheiro emprestado para superar os momentos de crise, e estes juros no futuro acabam, comprometendo o negócio, também devem ser evitadas”, aconselha.

AUXÍLIO IMPORTANTE

A fim de diminuir erros nas contas e desiquilíbrio financeiro, hoje há inúmeras facilidades devido à difusão dos sistemas de gestão financeira, os famosos ERPs, que auxiliam na composição do fluxo de caixa de forma direta, ou seja, através da utilização dos extratos bancários da empresa. Assim, para quem tem dificuldade com esse processo, fica mais fácil a construção do fluxo de caixa e a classificação de contas.

André Buchaim, da fintech Adianta, explica que além dos sistemas de gestão, atualmente a tecnologia pode auxiliar na busca de notas emitidas contra a empresa, por exemplo. “Existe uma vasta gama de soluções para cada tipo de negócio, que variam de R$49 a R$1.000 aproximadamente, depende muito da necessidade da empresa, números e tipos de usuário do sistema e do tamanho do negócio”, afirma.

Um sistema de gestão simples e objetivo vai centralizar todas as informações, vai apresentar relatórios precisos, vai passar informações em tempo real. Além disso, não vai cometer falhas que uma pessoa cometeria, como erro de cálculos ou digitação. A tecnologia é uma ótima aliada para quem quer fazer uma boa gestão de caixa, indica Stocco, da Vhsys. O importante é entender que cada empresa funciona de uma maneira – vale pesquisar e decidir qual a melhor opção para cada realidade.

COMO ENCONTRAR A FERRAMENTA PERFEITA?

Para encontrar o sistema ERP, vale as seguintes dicas:

•  Classifique todas as áreas da sua empresa que o sistema controlará.

•  Divida os setores que são ligados e os que não são. Por exemplo, sua pequena empresa controla a produção, mas não controla a contabilidade, pois essa é feita por um escritório contábil.

•  Muitas das áreas são de simples controle. Exemplo: Você registra as vendas no caixa, que dá baixa no estoque e faz o registro financeiro. Isso pode ser parte de um sistema simples e dotado desses diversos controles.

•  Não procure os mais caros e, em caso de pequenas empresas, teste os diversos sistemas existentes. A maioria deles possui versões triais para uso de 30 a 90 dias, tempo suficiente para testar o sistema. Não tenha pressa acima de tudo.

•  Para empresas um pouco maiores, busque os distribuidores e representantes especializados. Peça demonstrações, propostas e referências.

•  Cuidado, principalmente, para as empresas que vendem seus sistemas e cobram mensalidades descabidas, ou seja, que oferecem suportes inexistentes e desnecessários ou atualizações corretivas e cobram por isso. Algumas empresas têm um hábito estranho de cobrar por manutenções de sistemas que são apenas correções, e não melhoramentos. Fique atento aos contratos para não gerar custos financeiros extras e insustentáveis.

•  Também fique atento à operação geral do sistema, desde relatórios, que devem ser claros e fazerem sentido para sua análise, bem como se a operação não é passível de falhas ou tenha excesso de cliques que atrapalhem os registros.

•  Por fim, tenha certeza. em qualquer sistema, se há um registro de totalizadores ou centros de custo que facilitem a observação financeira dos resultados e de forma clara e objetiva. Há muitos sistemas que oferecem plataformas práticas, bem desenhadas, mas falham em alguns princípios de organização financeira.

FONTE: Uninter.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

CASAMENTO E CRESCIMENTO

Para muitos homens a independência feminina ainda representa uma liberdade sem proteção ou garantias.

Grandes paixões, profundos vínculos amorosos ou ligações patológicas são circunstâncias que nos permitem uma abordagem daquilo que liga duas pessoas num casamento. Entretanto, é importante observar que nessa desejável união existe algo que esconde o fato desse vínculo prestar-se a estas uniões alimentam um interesse inconfesso de independência e dominação, quando a monotonia transformo este sonho dourado em um viver por viver. A independência pessoal arrefece e, com isso, os novos desejos pedem novos acordos para que o prazer da convivência se torne um bem comum. Quando isso não acontece, os desacordos desenvolvem os primeiros sinais das incompatibilidades pessoais, divergências constantes, machismos desnecessários e dominação. Divididos entre o desejo e o medo, o casal convive com a impossibilidade de saberem­ se donos do seu destino. Este é o “perfeito” casamento de dois condenados à mútua dependência de um amor sem garantias. Nesta situação, o casamento servirá para sustentar os aspectos neuróticos de suas personalidades e assim permanecerá até que um deles, ou ambos, se neguem a viver a farsa do casal perfeito.

No passado, admitia-se a hipocrisia da moral vigente em favor de casamentos, sem questionar se o desejo humano era considerado um bem natural. Casava-se por amor, por interesses pessoais, sociais e econômicos. Todo comportamento que saísse deste controle era punido como uma agressão aos bons costumes. Hoje isso continua acontecendo e se resolve nas violências domésticas ou na construção de mulheres independentes economicamente nos lares e no mercado de trabalho. Nesta situação a vida social e profissional da mulher cresceu em múltiplas responsabilidades no lar e no trabalho. Entretanto, para muitos homens, casados ou não, a independência feminina ainda representa uma liberdade sem proteção ou garantias. Esta concepção machista vê essa mulher disponível e aberta a múltiplos envolvimentos. Raramente pensam ou aceitam esse direito como uma conquista pessoal e profissional. A vida social da mulher se amplia com múltiplas responsabilidades no lar e no trabalho, e quando o casal se encontra, o diálogo amoroso se fortalece ou é abandonado, porque ambos estão cansados. É neste crescimento e desenvolvimento de personalidades autonômicas que o casal se respeita e busca na realização pessoal a confiança e segurança de tornarem sujeitos do próprio crescimento.

DR. JORGE PFEIFER – é psicólogo, psicanalista e articulista.