EU ACHO …

SOBRE OS GASTOS COM EDUCAÇÃO

O investimento por aluno não pode ser o mesmo de países ricos

Com a aprovação do novo Fundeb, passou-se a debater a questão dos gastos públicos em educação, renovando a crença equivocada de que aumentar despesas é o que garante a melhoria da qualidade do ensino. Vem daí, em parte, a expansão dos gastos, que passaram de insuficiente 1,4% nos anos 1950 para os atuais 6,2% do PIB. O Brasil despende para a área, proporcionalmente, mais do que a média dos países ricos, que fica em 5% do PIB. Apesar disso, a qualidade da educação continua lamentável. No teste do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o Brasil está na posição 57 entre os 77 países participantes. Regiões da China ocupam a primeira, a terceira e a quarta colocações. Singapura figura na segunda. A China aplica em educação 4% do PIB; Singapura, 2,9%.

Mais uma iniciativa para elevar as despesas com o ensino, o novo Fundeb, o fundo de desenvolvimento da educação básica, foi recebido com entusiasmo pela opinião pública. Entidades que lutam por mais investimentos em educação aproveitaram para reviver antiga reivindicação. Teria chegado a hora de realizar novo esforço de modo que os gastos por aluno sejam iguais aos do mundo desenvolvido. Outra ideia equivocada.

Comparações internacionais não podem ser feitas com valores absolutos. O correto é fazê-las em termos relativos. É por aí que se mede o esforço de cada país em diferentes áreas. Na educação, por exemplo, adota-se a relação entre os gastos e o PIB. Isso nos permite perceber que países asiáticos, mais bem-sucedidos em relação ao Brasil, gastam proporcionalmente muito menos do que nós. Em muitos outros campos o padrão é o mesmo, isto é, comparam-se grandezas em relação ao PIB. É assim que são expressos os investimentos, as finanças públicas – carga tributária, dívida e déficit ou superávit – e a conta- corrente do balanço de pagamentos. Na área da defesa nacional, a metodologia é igual. É por isso que o Ministério da Defesa do Brasil reivindicou recentemente a elevação dos seus gastos para 2% do PIB.

Segundo a última edição da publicação Education at a Glance, da OCDE, de 2019, os países ricos dessa organização gastavam 10.581 dólares por aluno. Na Suíça, o país campeão, o valor chega a 16.090 dólares. Os Estados Unidos atingem 15.345 dólares. No Brasil, utilizando o mesmo parâmetro, gastamos 3.066 dólares por aluno.

Se coubesse igualar nossa situação à média dos países ricos, os gastos com educação precisariam ser multiplicados por um fator 3,4. Alcançariam 21,1% do PIB. Caso o padrão escolhido fosse a Suíça, o fator seria 5,2. Catapultaria tais gastos para 32,2% do PIB. Nessa hipótese, a carga tributária do país se destinaria exclusivamente à educação, não sobrando dinheiro para despesas com saúde, servidores públicos, aposentados, pensionistas, investimentos, pesquisas, serviço da dívida pública e manutenção da máquina pública. Não precisa pensar muito. Seria impossível fazer isso.

O Brasil pode um dia gastar por aluno tanto quanto os países desenvolvidos, mas para isso teremos de atingir o PIB das nações ricas. Estamos longe, muito longe disso.

***MAILSON DA NÓBREGA

OUTROS OLHARES

ISTO, SIM, É SELF-SERVICE

Mercados autônomos, sem a necessidade de atendentes nem caixas, avançam no Brasil e trazem a tecnologia para o centro da vida dos consumidores

Quando a Amazon lançou seu primeiro mercado físico 100% autônomo, o Amazon Go, em 2018, o mundo ficou espantado: graças a tecnologias de ponta, uma pessoa podia pegar um produto na prateleira, pô-lo direto na bolsa e ir embora, sem perder tempo em filas no caixa – tudo, claro, devidamente registrado no cartão de crédito. A loja da Amazon é a mais chamativa, mas não é a única. Também nos Estados Unidos, as startups AiFi e Grabango entraram no ramo de cashier-less stores (lojas sem caixa, em tradução literal) e planejam uma expansão agressiva. Na China, o Fresh Hippo, rede de mercados do gigante Alibaba, garante uma experiência de compra similar, mas com um diferencial: o aplicativo avisa, por exemplo, onde e quando a lagosta disponível no freezer foi pescada e dá sugestões sobre os vinhos que harmonizam com o prato. Após certo atraso, o Brasil começa a receber investimentos no setor e, por isso mesmo, o número de mercados autônomos cresce de forma surpreendente.

A pioneira Zaitt iniciou 2020 com duas lojas, uma em Vitória e outra em São Paulo, mas deve encerrar o ano com doze. Não há funcionários nos mercados. O cliente acessa a unidade após a leitura de um QR code pelo smartphone, seleciona os produtos usando o aparelho para a leitura do código de barras e finaliza a compra pelo aplicativo. “Ajustamos o nosso modelo de negócios, entendemos o gosto dos clientes e agora estamos prontos para crescer”, diz Rodrigo Miranda, presidente da Zaitt, rede comprada recentemente pela empresa de restaurantes corporativos Sapore. A companhia não revela o faturamento, mas o executivo diz que, durante a quarentena, as vendas subiram 50%.

É nos prédios e condomínios residenciais que os mercados autônomos mais crescem no país, o que pode ser atribuído ao distanciamento social imposto pela pandemia. Para evitar o risco de circular em lugares públicos, muitas pessoas recorreram às compras literalmente na esquina de casa. Estima-se que pelo menos 500 condomínios contam com o serviço. Um dos maiores representantes do setor é o paranaense market4u. Criado no ano passado por três sócios em Curitiba, o market4u começou a pandemia com dezesseis lojas. Atualmente, são 269 em 35 cidades de vinte estados, além de contratos assinados para outras 1.000 unidades. “No ano que vem, queremos abrir 1.000 mercados por mês e, em três anos, estaremos em 50.000 prédios ou condomínios”, diz Eduardo Palu de Cordova, presidente do market4u. Um estudo contratado pela empresa listou que, só na cidade de São Paulo, há 55.556 condomínios com capacidade para receber as unidades autônomas.

No início, a estratégia da empresa estava baseada na comodidade. O objetivo principal era capturar as compras por impulso ou necessidade. Por exemplo: espera-se que quem organiza um churrasco compre a carne e as bebidas num mercado tradicional. E se a cerveja acabar? Nesse caso, basta descer e comprar na loja instalada dentro do prédio. Ainda que esteja longe do modelo da Amazon Go, há bastante tecnologia envolvida. O market4u trabalha com cerca de 5.000 itens, mas cada unidade

vende um décimo desse número e é customizada de acordo com os hábitos dos consumidores. A análise é feita por um software de inteligência artificial. Na versão mais hi-tech, as gôndolas são fechadas e o acesso é feito a partir do aplicativo instalado no smartphone. Há trava de proteção para impedir que menores de idade comprem bebidas alcoólicas.

Para as grandes companhias, o maior ativo desse tipo de mercado está nas informações sobre os hábitos de consumo, que valem ouro hoje em dia. Não à toa, marcas como a cervejaria Ambev, a empresa de bens de consumo Unilever e o frigorífico Seara pagam ao market4u para ter seus produtos expostos nas prateleiras. “Os mercados de condomínio servem como laboratórios para conhecer os gostos de nossos consumidores”, diz Manoela Victal, diretora de Novos Canais da Seara. A empresa entrou nesse filão em maio. Atualmente, está presente em oitenta unidades, com planos de atingir 2.000 até o fim de 2021. Um dos obstáculos à viabilidade do negócio são os furtos. No começo, o índice de perdas no market4u era próximo de 10%. Após o reforço em tecnologia e campanhas de conscientização com condôminos, o índice chegou próximo a 3%. Apesar dos entraves brasileiros, os mercados autônomos são uma boa novidade.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 26 DE SETEMBRO

SIMPLESMENTE OBEDEÇA

… [Jesus] disse ao homem [com a mão ressequida]: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada (Marcos 3.5b).

A marca distintiva de um cristão é a obediência. A falta de obediência nos priva de grandes bênçãos, enquanto a desobediência nos coloca na larga estrada da condenação. A rebeldia, ou a indisposição para obedecer, é como o pecado da feitiçaria. É conspiração contra a autoridade de Deus.  Nem sempre, porém, obedecer é coisa fácil. Nossa obediência precisa ser completa e imediata. Certa feita, Jesus estava na sinagoga e ali havia também um homem com a mão direita mirrada. Jesus lhe disse: Levanta-te e vem para o meio (Lucas 6.8) e Estende a mão (Marcos 3.5). Aquele homem poderia retrucar, dizendo que isso era impossível. Mas o mesmo Jesus que dá a ordem também dá o poder para que a ordem se cumpra. O homem estendeu a mão e ficou curado imediatamente. De outra feita, Jesus estava no tanque de Betesda e viu ali um paralítico adoecido havia 38 anos. Jesus perguntou-lhe: Queres ser curado? (João 5.6). O homem respondeu com uma evasiva: Não tenho ninguém (v. 7). Aquilo que era absolutamente impossível para o homem aconteceu no exato momento em que Jesus lhe ordenou: Levanta-te, toma o teu leito e anda (v. 8). O homem levantou-se curado. Jesus chegou a Betânia, e seu amigo Lázaro já estava sepultado havia quatro dias. Jesus gritou da boca do túmulo: Lázaro, vem para fora! (João 11.43). O morto ouviu sua voz e saiu! A ordem de Jesus é poderosa. Quando obedecemos à sua voz, o impossível acontece. Não duvide; simplesmente obedeça!

GESTÃO E CARREIRA

EMPREENDER SEM GASTAR UM TOSTÃO!

Ninguém nasce empreendedor, o ser humano torna-se um empreendedor ao longo da vida. Mas será que é possível aprender a empreender sem custo?

Se você deseja ser um empreendedor, mas não tem preparo, nem dinheiro, muito menos como investir nisso, não se desespere. Nesta Seção comprovaremos que isso é totalmente possível e mostraremos que muitos empreendedores tiveram sucesso no negócio apenas fazendo cursos gratuitos, frequentando palestras ou lendo livros da área.

Nesta matéria contaremos o caso de uma empreendedora que começou o seu negócio na cozinha de casa, criou uma franquia e se preparou para o mundo dos negócios com os cursos on-line gratuitos.

Para não deixar dúvidas, resolvemos experimentar tais cursos oferecidos por várias instituições conhecidas e referências no assunto empreendedorismo. Começamos por uma delas, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que oferece mais de 45 cursos on-line gratuitos, com duração de uma a cinco horas, com direito a apostilas e certificados.

A instituição oferece várias opções de temas dentro da categoria empreendedorismo, que vai desde como desenvolver um comportamento empreendedor até como iniciar um pequeno negócio. Para o especialista em inovação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Arthur Igreja, a dica principal é saber selecionar o curso. E a forma mais rápida de fazer isso é conversando com outras pessoas que já consumiram esse conteúdo. “É importante não perder tempo, o segredo está em saber selecionar o que é relevante e o que tem qualidade”; lembra o especialista.

CAPACITAÇÃO SEM CUSTOS

Foi o que fez a sócia-fundadora da rede de franquias Tio Coxinha, Elizabete Monteiro. Ela selecionou os cursos on-line egratuitos e presenciais do Sebrae que mais se encaixavam em seu negócio e se capacitou como empreendedora. Deu tão certo, que ela está abrindo uma rede de franquias do Tio Coxinha.

A história da empreendedora ilustra a de milhares de pessoas que também começaram o seu negócio na cozinha de casa. Em 2012, ela enfrentava uma situação difícil e, como sabia fazer coxinhas, resolveu fazê-las no aniversário da filha. A partir daí as encomendas começaram, ela não parou mais. Nasceu assim o Tio Coxinha. “Quando você está à frente de um negócio, é importante ter conhecimento amplo para tomada de decisões e construir seu legado com diretrizes”, conta.

Cada curso que faz agrega não só no lado profissional, mas também no pessoal. “Tenho aprendido muito sobre liderança e gestão de pessoas, por exemplo, área que hoje é muito desafiadora”, lembra a empresária.

Atualmente as maiores dificuldades do empreendedor, que decide se capacitar, são realmente o tempo e o dinheiro. “Durante esses seis anos em que eu empreendo, fiz muitos cursos gratuitos on-line e presenciais. Cheguei a fazer Gestão de Pessoas e Marketing. Participei também do Empretec, do Sebrae, além de alguns cursos para desenvolvimento de pessoal, como imersões sobre liderança. Geralmente todos eles através do Sebrae. Os cursos ajudam muito o empreendedor atualmente, pois, além do conteúdo, são disponibilizadas por lá diversas ferramentas que podem auxiliar o empresário em sua empresa no dia a dia”, conta Elizabete.

CURSOS, LIVROS, PALESTRAS

Nem só de cursos vivem os empreendedores, boas dicas podem ser tiradas de livros, e-books e até podcasts. A Founder e CEO da SPUTNIK, Mari Achutti, indica os sites reconhecidos, como TED, Podcasts e as plataformas de empreendedorismo que sejam bem ranqueadas em suas buscas. ”Certifique-se de que a fonte que você está pesquisando é de boa qualidade e mergulhe nesse universo em busca de informação”, diz ela.

É preciso aprender além do setor de seu negócio, lembra também o fundador da DocLuz Consultoria e CEO da TOTVS Virtua, Tiago DocLuz. Ele acredita ser fundamental o empreendedor buscar os cursos direcionados para marketing digital, conversão, ROI e Adwords.

Quem deseja entrar no mundo dos negócios precisa adquirir conhecimento também em como manusear uma rede social e engajar seus clientes. “Costumo falar que o empreendedor, o de verdade, aquele que acredita no sonho, precisa saber de tudo um pouco”, relata a CEO da Francisca Joias, Sabrina Nunes.

Portanto, “os cursos on-line gratuitos podem ser complementados com leituras”, reforça o presidente do grupo Encontre Sua Franquia, Henrique Mol. Sem eles, o empresário diz que não teria desenvolvido a visão empreendedora que tem hoje. “Foi um livro de empreendedorismo que falava sobre cortar gastos desnecessários que me deu um norte sobre como eu poderia aplicar dentro da franqueadora para evitar desperdícios”, completa.

Ele conta que a leitura já proporcionou que ele criasse inúmeras estratégias dentro dos negócios. “A leitura possibilita ainda desenvolvermos um senso crítico melhor e mais apurado, sem nos levar pela opinião alheia, e ainda desenvolver a capacidade de persuasão”, afirma

O CEO da HeroSpark – solução para empreendedores digitais -, Rafael Carvalho, explica e reforça que esse material pode ser uma boa opção para quem deseja se tornar empreendedor, mas não tem como investir nisso. “Atualmente, oferecer um conteúdo de qualidade, um material rico como te e-book, por exemplo, pode ser a principal porta de entrada de uma pessoa em uma empresa”, indica e lembra que é bom avaliar criticamente todos os conteúdos gratuitos disponíveis. Faça comparações, critique e consuma os conteúdos.

LEITURA PARA EMPREENDER

• Busque sempre livros que contenham palavras­ chaves e que podem ser usados em diferentes contextos e situações.

• Crie o hábito diário de separar alguns minutinhos do seu dia para se dedicar à leitura.

• Crie proximidades com todos os tipos de veículos: jornais, portais, revistas, e-books, entre tantos outros meios que possam contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional oferecendo pontos de vistas distintos.

FONTE: Henrique Mol, presidente do grupo Encontre Sua Franquia.

NA PRÁTICA!

A nossa repórter foi atrás desses cursos gratuitos do Sebrae. Ela conta o que aprendeu e se vale a pena. Confira!

COMO SE TORNAR EMPREENDEDORA COM OS CURSOS ON-LINE GRATUITOS DO SEBRAE?

Não basta desejar empreender, é preciso se preparar e se capacitar parai isso. Antes de criar um negócio é importante tomar algumas medidas, escolher um produto ou serviço do qual goste ou conheça, pesquisar sobre ele, observar se há necessidade dele no mercado e montar um planejamento.

Para não atirar no escuro, é fundamental se capacitar, e isso só é possível fazendo cursos, lendo livros e agregando conhecimentos.

Com a crise no mercado do jornalismo e as mudanças na minha profissão, resolvi começar uma trajetória no mundo do empreendedorismo. E desde então tenho buscado caminhos gratuitamente para me capacitar.

Assim como milhares de novos empreendedores, eu não disponho nem de tempo nem de dinheiro para pagar cursos e graduações. Por isso, comecei a pesquisar cursos on-line gratuitos e fiz grandes descobertas.

Descobri que instituições bacanas como Sebrae, Senai, FGV, Endeavor, Unicamp e USP oferecem vários cursos on-line gratuitos de empreendedorismo.

Então fiz um planejamento, começaria pelos cursos do Sebrae, cujo envolvimento sobre o assunto é crescente, e depois seguiria para as outras Instituições.

O mais interessante desses cursos é que eles fornecem certificados e materiais de apoios, como e-books e livros em pdf. E o melhor: tudo gratuitamente.

Decidi fazer o primeiro curso do Sebrae, comecei pelo início do empreendedorismo. Eu queria saber os conceitos e o básico do tema. Acredito que é importante entender bem o conceito, para depois mergulhar nos temas mais específicos.

A minha ideia é trabalhar com marketing digital, marketing da web, SEO, Copy. Pretendo empreender nessa área, que é muito concorrida, por isso é fundamental a minha capacitação e encontrar um diferencial de negócio.

O primeiro passo para fazer os cursos do Sebrae é entrar no site deles: www.sebrae.com.br/ sites/ PortalSebrae/ cursosonline.

Para se inscrever e começar os cursos on-line gratuitamente, eu precisei criar uma conta no gmail. Com ela eu me cadastrei no site e escolhi um curso de empreendedorismo, com duração de duas horas.

O primeiro curso que fiz foi: Como agir de forma empreendedora. www.sebrae.com.br/ sites/PortalSebrae/cursosonline/como-agir-de-maneira­empreendedora,2ac0b8a6a28bb610 VgnVCM1000004c00210aRCRD.

O curso é uma introdução ao empreendedorismo. Ele vai tratar de assuntos mais básicos, por exemplo, como agir de maneira empreendedora, como se tornar um empreendedor de sucesso e quais são as atitudes necessárias para se desenvolver como empreendedor.

VAMOS A ELE!

O curso é dividido em quatro unidades: O que é empreender, Características do empreendedor, Fatores de sucesso e Definindo planos e metas. Comecei a fazer o curso no dia 25 de novembro às 23h20 e terminei pouco depois, à Oh49. Demorei um pouco mais, porque fui anotando os tópicos, mas o curso é bem rápido e nada cansativo. Mistura vídeos, histórias de empreendedores, conceitos sobre o que é ser empreendedor, quais características um empreendedor deve ter e alguns testes no final de cada seção. Testes bem simples também que ajudam a fixar o conteúdo de cada unidade.

Esse primeiro curso foi fundamental para me introduzir no assunto de empreendedorismo. Na introdução, ele já levanta algumas questões relevantes, como”Quais são as atitudes fundamentais para quem deseja empreender?”. Fala também sobre as ações do empreendedor, a descoberta de seus objetivos, a necessidade de se manter bem informado, estar aberto às oportunidades, entre outros fatores.

Logo no início, observei que o meu notebook estava lento. Para resolver o problema, cliquei na ajuda e fiz um teste de desempenho, solicitado por eles. Por fim, o computador melhorou e consegui fazer os cursos tranquilamente.

Após a pequena introdução, entramos na Unidade 1, que começa levantando várias perguntas sobre o empreendedorismo, por exemplo: É possível aprender a empreender? Sim, é, porque empreender é um padrão de comportamento. O empreendedor interfere no meio em que vive? Sim, ele é um ser social. E, por fim, uma das perguntas mais importantes para quem está entrando nessa área: Como transformar uma ideia em um negócio e fazê-la dar certo?

O empreendedor deve ver as adversidades e o insucesso como parte do sucesso, como um aprendizado. Por fim, a Unidade 7 define os três comportamentos do empreendedor: A ação, a razão e a emoção.

No final dessa unidade, para ilustrar as informações contidas, o empreendedor Carlos Magno conta um pouco da sua vida, de como saiu da informalidade e se tornou uma referência em empreendedorismo em sua cidade.

Para fechar, fiz os testes, que são bem fáceis e gerais. Eles fixam bem o conteúdo

APROFUNDANDO

Nessa unidade tratamos das características do empreendedor. Fica claro que ninguém nasce um empreendedor pronto, mas é preparado para isso por meio de capacitações e estratégias. Uma das partes mais interessantes são as características que um empreendedor precisa ter e, se não tiver, deve desenvolver. São elas: estabelecer metas; ser persistente; ter visão clara; criar objetivos mensuráveis; buscar oportunidades de produtos e serviços; buscar possibilidade de se expandir; buscar informações, ou seja, investigar sempre, conquistar pessoas por meio de uma rede de contatos, obtendo apoios; manter a qualidade de seus produtos; planejar e criar suas estratégias; trazer para si a responsabilidade; correr riscos calculados; ser independente e autoconfiante.

A grande questão que me fiz após essas informações é: quais características dessas eu tenho? Quais empreendedores que você conhece têm essas características? O que você pode fazer para desenvolver essas características? Novamente, após essa unidade, fiz outro teste, que ajuda a fixar o conteúdo.

Na unidade 3, o tema foi sobre Fatores de Sucesso. Essa parte do curso já começa contando as histórias de dois pipoqueiros, considerados sucessos em suas áreas. Um atua no sul do País e o outro no Rio de Janeiro. As histórias desses dois empreendedores demonstram que não basta ter as características de um empreendedor, mas é necessário uni-las aos fatores de sucesso. E quais seriam os fatores de sucesso? São o investimento no negócio, o preço, o serviço, a qualidade, se ele é uma novidade, entre outros.

Nessa unidade, uma das partes mais interessantes são as dez dicas relevantes para o sucesso do seu negócio: Dedicar-se totalmente ao seu negócio, pelo menos nos dois primeiros anos, como Administrar custos, Criar facilidade para os clientes, Entrar em um negócio que você conheça, Treinar os funcionários, Cobrar o preço justo, Criar parcerias, Participar de programas de capacitação, Manter relação estreita com os clientes, Oferecer um produto de qualidade.

Antes de terminar essa seção, algumas perguntas são feitas para a reflexão: O que você considera um empreendedor de sucesso?

Você tem algo em comum com os pipoqueiros da história? Como você aplicaria os Fatores de Sucesso no seu negócio? De que maneira os Fatores de Sucesso complementam as características do empreendedor?

Na Unidade 4, que é a última do curso, o assunto é Definindo Planos e Metas. Ele começa explicando a diferença entre objetivo e metas. O primeiro é aonde se quer chegar, e o segundo é a maneira concreta como se chega lá.

Para alcançar o sucesso, o empreendedor precisa ter objetos e metas claras. Então a pergunta é: Você tem metas claras? Não basta dizer que tem, é preciso definir com clareza o que se pretende e até quantificar e colocar prazos para alcançar isso.

Para complementar o curso, são fornecidos uma cartilha com mais detalhes sobre cada unidade e um audiolivro.

O curso foi bem interessante justamente porque ele introduz quem deseja empreender no tema por meio de conceitos e reflexões. O mais importante do curso é compreender que empreender é um aprendizado, e ele precisa ser desenvolvido em cada um de nós. Você toma consciência das características que um empreendedor precisa ter, e se não tiver algumas delas pode desenvolver.

Fora isso, faz com que você compreenda que não basta ter as características de um empreendedor, é preciso partir para a ação, correr atrás dos Fatores de Sucesso. O empreendedor precisa estar aberto às oportunidades, se arriscar, confiar em si e compreender que sua trajetória não será linear. Muitas vezes as coisas não darão certo e isso também será uma forma de aprendizado – e evolução.

Espero que você tenha gostado.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MORRER E PARTIR…

“Partir é morrer um pouco e morrer é uma grande partida”.

Existe uma citação antiga que me chama a atenção, “partir é morrer um pouco e morrer é uma grande partida”. De certa maneira, partir é poder dizer que somos da imobilidade, de perto dos familiares para ir atrás de qualquer coisa que seja supostamente estranha a si. Existe também a ideia de um estado fronteiriço que mistura o risco da perda e sua ultrapassagem. Partir é morrer, portanto é aceitar a ideia de que qualquer coisa em si morre, para renascer sendo transformado. A morte, como uma partida, é uma prática diária. O grão de trigo precisa morrer para frutificar. Nosso corpo inicia seu processo de morte quando nasce. Jesus morreu para que tivéssemos vida. Partir é de fato morrer, mas morrer não significa necessariamente partir. Quando alguém que amamos morre, se mantém viva em nossos corações pelos momentos vividos e ensinamentos deixados.

A citação parece nos dizer que por mais irremediável que seja, a morte é atenuada um pouco pela sugestão de que felizmente existe um eterno recomeço e por isso um renovo. Acho que isso acontece pelo legado que cada um pode deixar. É mais difícil nos despedirmos dos amigos, enfrentar a ausência de jantares regados a muitas risadas, mas, cremos na ressurreição. Existem aqueles que por mais que partam e morem longe sempre serão enraizados e outros que se sentem sem raízes, sem nunca terem partido.

Tudo depende do que se deixa. Se por morte, não sentimos o impacto de nossa morte, então nos resta a esperança de que existe uma eternidade em que passaremos com nosso Criador. Mas se é uma partida de mudança, a morte se faz para aquilo que deixamos para trás e o momento mais interessante será quando nos debruçarmos sobre a nossa história, muitas vezes é lá que encontraremos a chave. Essa chave nos dirá se se trata de morte ou de vida. Para nós é dada ao homem uma só morte e essa morte se dá na carne, posto que nosso espírito voltará ao Pai, nosso Criador, quem nos deu.

CÁSSIA DE FIGUEIREDO FREITAS – é uma desenraizada, porém frutífera. Este paradoxo só se dá mediante a Graça de Deus!

cassiafreitas7@gmail.com