EU ACHO …

JUSTIÇA PARA AS VÍTIMAS DE ESTUPRO

Atraso na análise de kits de evidências pode impedir prisão de mais criminosos

Por todo o país, uma imensa quantidade de kits de análises de crimes de estupro não está sendo corretamente testada. Essas caixas de papelão contêm envelopes repletos de pelos, células da pele, sêmen, roupas e outras evidências forenses coletadas das vítimas após o relato do ataque sexual. Se o DNA em um kit corresponder a algum DNA guardado em um banco de dados de criminosos, alguém pode ser preso. Portanto, é um crime levar as mulheres a um processo de coleta, que é difícil do ponto de vista físico e emocional e dura horas, e nunca analisar os kits. Porém, mais de 100 mil kits de estupro estão empoeirando nas prateleiras de laboratórios, hospitais e delegacias nos EUA porque falta aos estados dinheiro ou vontade de processá-los.

Agora sabemos que, se os kits forem analisados, mais criminosos serão capturados. Por exemplo: o promotor distrital de Manhattan, em Nova York, concedeu subsídios para kits de estupro para 20 estados entre 2015 e 2018, e foram feitas 186 prisões e 64 condenações, muitas envolvendo estupradores em série cujo DNA apareceu em vários kits. Um esforço contínuo para testar um arquivo de kits antigos em Cuyahoga Count) Ohio, levou a mais de 400 condenações, principalmente em casos antigos. “É perigoso deixar essas pessoas soltas”, diz llse Knecht, diretora de políticas da Joyful Heart Foundation, uma ONG que apoia sobreviventes de agressão sexual. “Pesquisas mostram que, quanto mais tempo elas ficam nas ruas, mais crimes cometem porque é comum que sejam criminosos seriais”. Mais jurisdições deveriam se juntar a esses esforços. Resolver esse problema não depende apenas de dinheiro. Muitos estados agem como se os kits não fossem importantes e não tivessem um sistema para rastreá-los e processá-los: eles sequer têm um registro exato de quantos estão sem uso.

 Além de Washington, D.C., 32 estados já aprovaram leis que exigem que os kits recém-coletados sejam testados e 25 estados exigem algum tipo de rastreamento. Mas as leis são uma colcha de retalhos e não atendem tudo o que precisa ser feito. Em nível federal, em dezembro de 2019, o presidente Donald Trump assinou a Lei Debbie Smith, autorizando novamente uma lei de 2004 para disponibilizar US$ 151 milhões por ano para testar evidências forenses criminais. Mas o dinheiro é para todos os tipos de evidências de DNA, não apenas kits de estupro, e suas subvenções ajudam apenas com os kits não testados que já foram enviados para laboratórios, e não tocam no maior estoque de kits ainda nos armazéns da polícia ou dos hospitais.

Como essas são apenas soluções parciais, a situação geral está piorando. Um relatório de 2019 constatou que, entre 2011 e 2017, o número de solicitações para análise de DNA de cenas de crime em atraso – compostas principalmente por kits de estupro – cresceu 85%. “A demanda [por testes] aumentou tanto que em alguns lugares há uma nova série de pedidos”, diz Knecht. Embora os estados ainda estejam tentando processar os kits antigos, a polícia os está usando com mais frequência, em parte porque há mais conscientização da utilidade das evidências forenses na obtenção de condenações. “Em geral, é preciso aumentar a capacidade do sistema como um todo”, diz ela.

Poucos estados estão implantando completamente todas as seis estratégias sugeridas pela Joyful Heart para resolver o problema: (1) exigir um inventário anual estadual de kits não testados, (2) tornar obrigatório o teste de todos os kits não testados, (3) tornar os testes de novos kits obrigatórios. (4) estabelecer um sistema de rastreamento em todo o estado, (5) exigir que os sobreviventes sejam informados sobre o status de seu kit e (6) fornecer o financiamento para cada uma dessas iniciativas.

Fazer isso é o melhor caminho para que as vítimas sobreviventes recebam justiça. Devemos acreditar no que elas nos dizem e honrar a coragem delas em denunciar crimes e fornecer evidências ao usarmos essas evidências para capturar estupradores.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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