EU ACHO …

COMO MELHORAR A SUA IMUNIDADE

Algumas medidas simples e práticas podem aumentar sua resistência aos vírus

À medida que a ansiedade por causa do coronavírus se espalhou, proliferaram as falsas panaceias prometendo proteção contra ela. Mas há algumas medidas baseadas na ciência que se pode “adotar” para manter um sistema imune saudável.

Para começar, não fume. Fumantes são muito mais vulneráveis a infecções respiratórias. Segundo, certifique-se de seguir uma dieta com uma ampla variedade de vegetais, frutas e outros elementos de uma dieta saudável. “Uma ótima dieta diminui o risco de infecções e reduz a severidade delas”, diz Wafaie Fawzi, professor de nutrição e saúde global na Universidade Harvard. Terceiro, pratique uma boa higiene do sono para aumentar as chances de um adequado descanso noturno. E quarto, faça regularmente exercícios, o que também ajudará a dormir.       

Na área da dieta, vários nutrientes têm sido associados a uma resistência melhor aos vírus. Tomar suplementos de zinco, por exemplo, foi associado a uma menor taxa de infecções respiratórias e menor duração de sintomas relacionados. A deficiência em zinco, um mineral encontrado em carnes, moluscos, nozes e cereais integrais, é mais comum em países pobres, diz Fawzi, mas pode ocorrer em países ricos, em períodos de alto desemprego e interrupções na cadeia de abastecimento alimentar.

Também se mostrou que as vitaminas C e D melhoram a resistência a infecções respiratórias. A vitamina C desempenha um papel em reduzir danos teciduais criados por nossas próprias respostas imunes, o que talvez seja relevante para a covid-19. Doses orais da vitamina também abreviaram o período de permanência na UTI e na ventilação em pacientes de cirurgias cardíacas, segundo uma metanálise de 2019. Ela poderia ajudar pacientes de covid? Isso está sendo investigado, diz Fawzi.

Quanto à vitamina D, uma metanálise de 2017 de 25 ensaios randomizados controlados descobriu que suplementos de vitamina D reduzem o risco de infecção respiratória aguda, em especial para pessoas com baixos níveis dessa vitamina, o que corresponde a cerca de 40% dos americanos. A porcentagem é muito maior em afro-americanos e hispânicos. Fawzi observa que o final do inverno, quando a pandemia teve início nos Estados Unidos, também é a época em que os níveis de vitamina D estão baixos porque nós a adquirimos principalmente através da exposição ao sol. Fawzi e seus colegas co1meçaram a investigar se a vitamina D pode ajudar pacientes da covid.

Sabemos há muito tempo que o sono é essencial para melhorar nossas defesas. Estudos mostram que se uma pessoa é privada de sono depois de receber uma vacina, ela produzirá uma resposta de anticorpos mais fraca do que alguém que dormiu. Pesquisas sugerem que o sono acentua a migração de células T para os nodos linfáticos, onde são apresentadas às estrangeiras que desencadeiam a produção de anticorpos, diz Luciana Besedovsky, da Universidade de Tübingen, na Alemanha.

Um estudo de 2015 que mediu a duração média do sono de 164 voluntários saudáveis e então pingou um rinovírus em seus narizes descobriu que os que dormiram seis ou menos horas por noite tinham quatro vezes mais chance de desenvolver um resfriado do que os que dormiam mais de sete horas. E outro estudo que acompanhou 57 mil mulheres concluiu que as que dormiam cinco ou menos horas por noite foram 40% mais propensas a sofrer uma pneumonia, ao longo de quatro anos do que as que dormiam oito horas. Uma privação do sono extensa, diz Besedovsky, pode criar um estado inflamatório de baixo grau: “Isso parece esgotar seu sistema imune no longo prazo, de maneira que ele pode não ser capaz de combater infecções tão bem”.

Comprometer-se com uma hora regular de ir para a cama e uma rotina noturna que ajude a dormir, junto com uma dieta saudável – e talvez um multivitamínico – não vai necessariamente manter o coronavírus longe. Mas essas medidas têm um verdadeiro lado positivo de ajudá-lo a aguentar e resistir melhor a quaisquer ameaças à saúde que soprem em sua direção.

*** CLAUDIA WALLIS – é uma premiada escritora de ciência e ex-editora-chefe de Scientific American Mind.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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