GESTÃO E CARREIRA

NO RASTRO DOS DADOS

Os crimes cibernéticos são um dos grandes perigos da atualidade. Por isso, surge a demanda pelos peritos forenses digitais

Em agosto de 2019, milhões de brasileiros correram o risco de ter suas informações pessoais vazadas na internet. Isso porque a Caixa Econômica Federal sofreu uma tentativa de ataque cibernético, mas conseguiu conter os criminosos tirando do ar por uma madrugada o sistema que contém os dados de FGTS, seguro-desemprego, Bolsa Família e aposentadorias. Assim, tudo ficou em segurança. O Banco do Brasil não teve o mesmo sucesso e, em dezembro de 2019, hackers roubaram 420.000 reais da conta do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) da Prefeitura de Iguape, no litoral paulista.

Essas tentativas de invasão aos sistemas de dados ´de bancos, empresas e órgãos públicos são diárias. Os criminosos têm urna motivação forte: dados cibernéticos são, hoje, mais preciosos do que petróleo. Analistas do Fórum Econômico Mundial indicaram, em 2018, que uma única invasão a um servidor que armazene informações na nuvem pode gerar um prejuízo de até 120 bilhões de dólares.

Para defender as instituições desse problema, surge uma nova carreira: perito forense digital. “Existe uma demanda alta nos órgãos públicos e também um mercado para ser explorado nas empresas privadas”, diz Marcos Supioni, professor na HSM University. Derivada da função clássica de perito forense, o foco no campo digital surgiu após os avanços da informática. “O momento é ideal para a especialização, enquanto o boom de contratações não ocorre.”

As opções de emprego são múltiplas: é possível atuar por conta própria como perito técnico das partes (ou seja, diretamente com o cliente que esteja com processo aberto na Justiça), como perito judicial (designado pelo juiz do caso), como funcionário público concursado e como empregado de empresas e consultorias. “Há oportunidades, mas é difícil encontrar profissionais qualificados”, diz Leandro Morales, perito em computação forense e sócio diretor da STW Brasil, empresa de segurança em TI.

O caminho mais comum é ingressar em tecnologia da informação e complementar com o aprendizado jurídico. Não é necessário ter formação superior em direito – cursos voltados para a área são suficientes. “É preciso saber sobre o meio jurídico, mas existem certificações próprias que valem mais do que uma graduação”, diz Leandro. A carreira é mais focada em técnicas de informática, como rastreamento de sistemas, do que em conhecimento de leis e processos judiciais.

UM DIA NA VIDA

ROTINA DE TRABALHO:

Horas Trabalhadas: Até 10 horas por dia, mas a rotina varia de acordo com o projeto

DIVISÃO DO TEMPO:

40% – Análise (buscando caminhos e falhas no sistema e investigando crimes)

40% – Elaboração de relatórios

20% – Coleta de material e provas

PRINCIPAIS COMPETÊNCIAS:

É imprescindível que o profissional tenha raciocínio lógico, domine os meios tecnológicos e possua conhecimento jurídico. O inglês deve ser avançado ou fluente, para melhor uso dos programas e sistemas de investigação. Calma, atenção e disciplina são Soft Skills recomendadas.

ATIVIDADES – CHAVE:

Analisar informações de computadores, celulares, pontos eletrônicos e outros dispositivos para a elaboração de laudos que atestem crimes ou fraudes virtuais. A coleta e a preservação de evidências também são realizadas, assim como testes de segurança de sistemas.

PONTOS POSITIVOS:

Existe um forte senso de propósito no serviço, que é a proteção de dados e/ou a solução de crimes cibernéticos. Para os concursados, ainda há a questão social de apoio ao sistema judiciário.

PONTOS NEGATIVOS:

Exige atualizações constantes nos dois campos de conhecimento: jurídico e tecnológico. As certificações devem ser recicladas com frequência. “Os hackers modernizam seus processos com muita velocidade. 0 perito também deve”, diz Marcos, da HSM University.

O QUE FAZER PARA ATUAR NA ÁREA:

Graduações em Análise de Sistemas, Ciência da Computação e Tecnologia da Informação dão uma base, mas a especialização é fundamental e pode ser feita por meio de cursos internacionais, como CCFT (Certified Computer Forensic Technicals, CEH (Certified Ethical Hacker) E CHFI (Certified Hacker Forensic Investigat0r)

QUEM CONTRATA:

Empresas de tecnologia que trabalham com grande volume de dados, como bancos, consultorias, institutos de pesquisa. As esferas federal e estadual do governo também recrutam por meio de concursos públicos dos setores Criminal, Trabalhista e Civil.

SALÁRIO:

19.000 Reais para concursados e quem trabalha em empresas, ou 430 Reais por hora para autônomos.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s