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BARIÁTRICA JUVENIL

Seguro e eficaz, o procedimento cirúrgico se tornou a melhor alternativa para tratamento da obesidade mórbida

A adolescente paulista Lívia Pizzi tem 14 anos, 1,64 de altura e 110 quilos. Seu índice de massa corpórea é de 40.9, ou seja, nesse momento ela está em situação de obesidade mórbida, o que caracteriza uma doença grave. Tal grau de obesidade pode comprometer seriamente órgãos como fígado, rins, coração e pulmões. Além disso, os ossos dos joelhos são prejudicados. Ultrapassando aspectos relacionados à saúde física, a obesidade mórbida é devastadora a tudo que está relacionado à vida interpessoal e aos relacionamentos, principalmente na idade de Lívia. “Ela sofria bullying com frequência na escola”, conta a mãe da estudante, Gislene Pizzi, que se viu obrigada a mudar sua filha de colégio. “Mudei porque ela ficava triste e isolada das colegas”, conta. No início do ano, a família procurou o mesmo médico que fez uma cirurgia bariátrica no pai de Lívia, Rene Pizzi, o cirurgião e diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em São Paulo, Luiz Vicente Berti. Lívia fará a cirurgia daqui um mês. “Se o paciente tem indicação para bariátrica, temos obrigação de fazer”, afirma o médico.

Desde 2013, esse tipo de cirurgia é permitido a partir dos 16 anos. As regras gerais para sua realização são o índice de massa corpórea (IMC) acima de 40, que caracteriza obesidade mórbida instalada, sem resposta a tratamento clínico, e a verificação de doença causada pela obesidade. A partir deste ponto, há acompanhamento de saúde e, em caso de menores de idade, e a exigência legal de concordância dos pais ou responsáveis. Assim como a família Pizzi, outras tentam realizar o procedimento médico a fim de melhorar a funcionalidade do corpo, evitar doenças, e retomar a convivência harmônica nos ambientes que frequentam. O filho do apresentador Fausto Silva, João Guilherme, de 16 anos, por exemplo, passou por uma cirurgia bariátrica em maio, que lhe tirou 20 quilos. Segundo Marcos Leão, presidente da SBCBM, ao longo do tempo a bariátrica foi melhorada tecnicamente e se tornou mais segura.

AUTOESTIMA

A obesidade mórbida acometeu o estudante amapaense Gabriel Alencar, 15, que sofreu com a doença até dezembro de 2019, quando foi submetido à cirurgia. “Foi à última solução encontrada para se ver livre desse mal”, conta Cristina Alencar, 47, mãe de Gabriel. Antes da realização do procedimento, o rapaz era de pouco papo e não conseguia se relacionar bem com os colegas. Além disso, tinha dificuldade de locomoção, devido aos 133 quilos em um corpo de 1,78 de altura. Gabriel está com 99 quilos e os problemas sumiram. “Meu filho está muito bem de saúde e de autoestima”, diz Cristina. A realização da bariátrica em jovens vai muito além de benefícios físicos. Há, realmente, uma vida antes e outra pós-cirurgia.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.