GESTÃO E CARREIRA

É TRABALHO OU MALHAÇÃO?

Uma academia dentro do escritório. Esse é o benefício da vez em empresas que levam a sério a saúde (e a produtividade) dos funcionários

O que uma empresa pode oferecer para fazer os olhos do funcionário brilhar? A lista tem crescido nos últimos anos: horário flexível, sala de descompressão, propósito… A resposta também passa pela saúde. É na área do bem-estar que parecem estar os novos e desejáveis benefícios. Umdeles é oferecer mais do que apenas acesso a uma academia de ginástica – e, sim, uma academia dentro do próprio escritório.

Foi o que fez a Asics, empresa de material esportivo, ao mudar de endereço em dezembro. Pedro, Zannoni, presidente da marca japonesa na América Latina, viu na passarela vazia que liga duas torres de escritórios o espaço perfeito para montar uma academia para os 130 empregados que atuam presencialmente – os colaboradores externos recebem uma carteirinha da Gympass, com descontos em várias academias. A própria Asics opera o espaço. “Em uma cidade como São Paulo, não precisar se locomover para praticar atividade física já traz um ganho para a qualidade de vida”, afirma Zannoni.

Na enorme sede do Mercado Livre não à toa batizada de “Melicidade”, em São Paulo, os 2.600 empregados têm acesso livre a uma academia própria, administrada pelo Grupo Bioritmo com toda a grade que a rede de fitness oferece: salas de musculação e exercícios aeróbicos, aulas funcionais, modalidades de luta, entre outras. ”Hoje, quase um terço dos colaboradores frequenta a academia local semanalmente”, diz  Patrícia Monteiro, diretora de recursos humanos do Mercado Livre no Brasil. “Pesquisas de satisfação com os usuários mostram que a academia no local é um benefício de valor e favorece a redução dos níveis de absenteísmo, combate o estresse e melhora o entrosamento com os colegas.”

A tendência é impulsionada por algo mais do que altruísmo: cuidar da saúde dos funcionários é bom, também para a companhia. No mundo, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde, os gastos anuais em consequência da inatividade física chegam a 67,5 bilhões de dólares, entre perda de produtividade e cuidados médicos. No Brasil, são 3,6 bilhões de dólares por ano. Uma quantia nada desprezível.

Ações de saúde e bem-estar são diretrizes globais em algumas empresas. A farmacêutica suíça Roche lançou mundialmente em 2013 o programa Live Well, Find Your Balance, com quatro pilares: práticas de prevenção, estilo de vida saudável, bem-estar emocional e recursos de bem-estar. “Olhamos para a saúde do funcionário de forma integrada e holística”, diz Cintya Silva, coordenadora de cultura, diversidade e bem­ estar da Roche. “Oferecemos desde acompanhamento médico e nutricional periódico até programas de acolhimento e suporte emocional, passando por facilidades como salão de beleza.” Lá, a academia de três andares, administrada em parceria com o Sesi, tem aulas de dança, pilates, circuito e spinning, além de infraestrutura para musculação.

Na empresa americana de bens de consumo Johnson & Johnson, a ambição é “ter a força de trabalho mais saudável do planeta”, diz; Retina Lackner, gerente de recursos humanos no Brasil. Para isso, os funcionários contam com aulas de meditação, boxe, treinamento funcional e dança em salas perto do escritório, e têm desconto na academia da Bodytech que fica no mesmo prédio. Os familiares também estão liberados para participar das aulas gratuitamente. “Pesquisas de clima e satisfação mostram o engajamento dos funcionários. Não se trata apenas de malhação, mas de promover um ambiente saudável física e mentalmente”, diz Betina.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.