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MASKNE – A NOVA ACNE

O uso necessário da máscara pode causar espinhas e outros problemas na pele

É normal notar mudanças na pele em tempos de crise como a que se vive numa pandemia. Stress, sono desregulado e alteração de hábitos podem causar inflamações no rosto, mas, na prática, um novo item inserido no cotidiano às vezes traz, por si só, problemas. O uso da máscara facial, obrigatório desde maio no País como forma de proteção contra o coronavírus, propicia o aparecimento da acne. ”Maskne”, junção das palavras ”máscara” e ”acne”, pode até parecer só um termo inventado, mas o incômodo criado em muitas pessoas é real. ”Não é uma invenção. A máscara abafa o local, aumenta a temperatura e provoca maior sudorese e produção de sebo, entupindo os poros e gerando acne”, explica a médica Denise Steiner, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia. ”Ela também é considerada acne mecânica, ou seja, causada pelo atrito da peça no rosto. No caso de peles secas, o abafamento da máscara pode alterar o microbioma da pele (microrganismos protetores) e provocar dermatite atópica (irritação)”, completa a dermatologista Paola Pomerantzeff.

Como a máscara é a melhor forma de defesa fora de casa, as dermatologistas ressaltam que a condição da pele não pode ser desculpa para deixar de usar o acessório necessário.

”A proteção contra o coronavírus é mais importante do que a questão estética da pele, e a maskne é mais fácil de ser curada do que a acne comum porque não é determinada por predisposição genética ou fatores hormonais, não sendo necessária medicação”, esclarece Paola. O tratamento da acne mecânica está no cuidado básico da pele: lavar o rosto duas vezes ao dia, de manhã e à noite, usar hidratante e protetor solar específicos para peles acneicas. No mercado, há fotoprotetores com ação hidratante com toque seco, que não melecam a pele. A médica sugere testar na mão e sentir a consistência antes de comprar.

“Pessoas com tendência a espinhas precisam de sabonetes com agentes como ácido salicílico ou alfa-hidroxiácidos, que secam mais a pele e diminuem o sebo. Devem sempre ser recomendados por um especialista”, afirma Denise. Paola também indica a aplicação de um tônico adstringente para peles oleosas ou água micelar para peles mais secas depois da lavagem para remover impurezas, além de evitar maquiagem antes de usar a proteção. ”Make estimula a oleosidade, obstrui os poros e mancha a máscara. Como ninguém vê o que está embaixo do pano, use só nos olhos.”

A maskne não era tão conhecida porque a utilização da proteção era exclusiva de profissionais da saúde e por tempo limitado. ”Uso máscara desde o começo da faculdade de odontologia e não tive problemas, mas agora trabalho com ela por até dez horas por dia e também coloco na rua e na academia. Minha pele está mais oleosa e sempre nasce espinha perto da boca”, diz a dentista Thais Galbieri. Mas a condição pode aparecer até para quem não usa o item com frequência. ”Duas horas com a máscara já são suficientes para irritar meu nariz e meu lábio superior, além de aparecer acne no queixo, pescoço e bochechas. Uso lenços de papel por baixo para conter o suor”, relata Cristine Lore Cavalheiro, que põe a proteção apenas para ir ao mercado.

O material da peça também influencia na gravidade da condição. As médicas optam por máscaras feitas de algodão porque permitem que a pele ”respire”. Ela deve ser trocada de duas a quatro horas ou quando ficar úmida. “A umidade no tecido faz com que o vírus ‘grude’ e o mantém vivo por mais tempo”, diz Paola, que também explica que o pano deve ser lavado com detergente neutro ou sabão de coco e ser bem enxuto para não dar alergias na pele. As dermatologistas lembram que a proteção não deve ficar apertada a ponto de machucar o rosto, mas deve ficar justa e cobrir queixo, boca e nariz por completo.

Há outras condições na pele produzidas pelo contato de tecidos com o rosto que são confundidas com acne, como a dermatite perioral, pequenas bolinhas inflamadas na face. As máscaras também podem causar rosáceas, equimoses e dermatites de contato em peles sensíveis. Por isso, o diagnóstico médico correto é imprescindível para o tratamento certo.

MASCARA SÓ PARA BARBUDOS

A encorpada barba do noivo de Lara Luiza Oliveira, 31, foi um problema no início da pandemia. As máscaras convencionais eram pequenas demais para conter os longos fios ruivos do influenciador digital Alessandro Delarissa, 35. Dono da página no YouTube Canal do Barba Ruiva, negava a todo custo abrir mão do que é a sua marca registrada.

A empreendedora, com um pequeno ateliê em casa e experiência no mercado da moda, decidiu criar uma proteção facial sob medida, que cobre até o pescoço. Alessandro postou a novidade no Instagram e recebeu uma chuva de pedidos de outros barbudos angustiados. Com demanda alta, Lara criou a SoulNord em junho deste ano com a ajuda do irmão, designer e também barbudo, Leandro Oliveira, 38. O nome, “Alma Nórdica”, em português, remete às barbas vikings e também à palavra “norte”, por causa da localização da empresa na Zona Norte de São Paulo. “Foi na brincadeira.

Não achei que viraria negócio”, conta Lara. Os modelos básicos custam 27 reais e os estampados, 32 reais. Em um mês e meio, o trio faturou 24.000 reais e está criando bonés e camisetas para consolidar a marca masculina no mercado.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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