A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

SEXO E TECNOLOGIA

As inovações tecnológicas têm transformado o modo como as pessoas compreendem e vivenciam o sexo

A relação entre sexualidade e tecnologia está cada vez mais próxima, formando um par polêmico. As inovações tecnológicas têm transformado o modo como as pessoas compreendem e vivenciam o sexo, pois a internet criou um novo espaço de interação (inclusive sexual) revolucionando os vínculos afetivos. Tal interação está criando relacionamentos ou pseudo-relacionamentos, em que os estágios são pulados com muita facilidade, tornando o sexo e o amor objetos de consumo independente do outro. O compartilhamento de conteúdo sexual pessoal explícito, os chamados “nudes”, é uma prática cada vez mais comum, principalmente entre os jovens, em um mundo onde as aparências físicas ganham um protagonismo cada vez maior. Apesar da prática fazer parte do jogo erótico, quando o material cai em mãos indesejadas pode se tornar um sério problema. Outra oportunidade criada pela internet é o sexo virtual ou cibersexo, que consiste em brincadeiras entre casais, que por meio de uma webcam se exibem um para o outro, criando um jogo erótico com fantasias culminando em prazer mútuo. Dependendo da forma como as pessoas vivenciam o relacionamento virtual, ele pode ser saudável se realizado de forma eventual e com clareza de que é parcial. Entretanto, quase sempre as pessoas permanecem no mundo virtual e criam personagens que não existem, enganando ao outro e, sobretudo, a si mesmos. A outra faceta disto é quando esses relacionamentos, por vezes idealizados, partem para o mundo real e não correspondem às expectativas criadas no mundo virtual, gerando assim frustrações ou ainda se envolvendo em armadilhas com pessoas mal intencionadas. O sexo, aliado à tecnologia de forma saudável, pode: aproximar as pessoas, proporcionando prazer rápido, fácil, sigiloso e seguro (tomando as devidas precauções), auxiliar principalmente os mais tímidos a se relacionarem mais facilmente, contribuir para o treino de fantasias sexuais e no processo de autoconhecimento. Portanto, a aplicação da tecnologia ao sexo não é algo ruim, o que determina os benefícios para cada um é a forma como ela é utilizada.

THAÍS FRANÇA DE ARAÚJO – é médica ginecologista pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com especialização em Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo (USP).

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.