A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ESTRESSE – POR QUE ELAS SOFREM MAIS?

Respostas de homens e mulheres ao esgotamento físico e emocional são biologicamente diferentes mesmo no nível celular mais básico. Além de levar em conta os aspectos sociais que as expõem frequentemente a situações de sobrecarga emocional, é preciso considerar as especificidades físicas quando se estudam possibilidades de tratamento dos sintomas de psicopatologias como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ansiedade e depressão

Pense na última vez que se sentiu estressado. Sua frequência cardíaca acelerou? A respiração ficou superficial e rápida? Talvez seus músculos tenham se tornado tensos e você, entrado em alerta. O cérebro provoca todas essas mudanças fisiológicas para nos ajudar a sobreviver diante de uma situação potencialmente perigosa. Mas, quando a resposta é ativada de forma contínua e equivocada, pode se tornar perigosa. De fato, inúmeras pesquisas relacionam o estresse constante e descontrolado a diversos problemas de saúde, desde doenças cardíacas e diabetes até depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Um dado que chama atenção é o fato de mulheres terem probabilidade duas vezes maior, em relação aos homens, de sofrer de distúrbios psiquiátricos relacionados com o estresse, de acordo com análises epidemiológicas. Cientistas têm se perguntado por que isso acontece. Alguns especialistas argumentam que fatores culturais são, em grande parte, responsáveis por esse quadro. As mulheres estão muito mais sujeitas a violências cotidianas das mais variadas ordens, fazem jornadas duplas ou triplas e ainda são subjugadas no ambiente profissional, com salários significativamente menores do que seus pares do sexo masculino. Outro fator a ser considerado nas estatísticas: as mulheres costumam ser mais dispostas do que os homens a procurar ajuda em relação a doenças mentais, o que aumenta as chances de esses casos serem contabilizados. Mas chamam atenção novas evidências surgidas com estudos de animais que sugerem que a biologia também pode desempenhar um papel importante para entendermos esse quadro. Pesquisadores começam a perceber notáveis diferenças na maneira como o cérebro de homens e mulheres reage e se adapta ao estresse.

Esse conhecimento, porém, vem se construindo a passos curtos. Historicamente, cientistas estudaram quase que exclusivamente animais machos – mesmo na hora de investigar distúrbios que pareciam ocorrer mais frequentemente em mulheres. Muitos pesquisadores diziam temer que os hormônios femininos pudessem trazer complicações para os estudos e confundir os dados, criando a necessidade de investigar mais participantes, por um tempo longo e com maior custo. Pesquisas recentes contestam essa linha de raciocínio (dados coletados de fêmeas não variam mais do que de machos), mas a propensão ao masculino na pesquisa com animais persiste. Para resolver a questão, os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), que financia grande par- te dos estudos biomédicos do país, tem se empenhado numa nova empreitada. A partir deste ano, a agência exige que os cientistas que realizam pesquisas com animais incluam o gênero como uma variável biológica, estudando tanto os machos quanto as fêmeas. Como resultado, pesquisadores que investigam o estresse crônico têm possibilidade muito maior de entender como isso afeta a saúde de pessoas de ambos os gêneros – um trabalho que poderia levar a tratamentos mais eficazes e específicos (de acordo com o sexo) para os distúrbios psicológicos. De fato, algumas das mais promissoras terapias em fase de pesquisa – como a administração de ocitocina para ansiedade e de cetamina para depressão – parecem ter efeitos muito diferentes entre homens e mulheres.

CÉLULAS SUPERATIVADAS

Os modelos animais que os cientistas usam para explorar os efeitos do esgotamento físico e mental assumem muitas formas. Alguns pesquisadores expõem os roedores a algo estressante (talvez um som) e os condicionam a associar o estímulo a um choque leve por vários dias seguidos. Outros alteram os níveis de substâncias químicas relacionadas com o estresse, como os glicocorticoides ou o fator de liberação de corticotrofina (CRF), no cérebro dos animais por meio da manipulação genética. Independentemente do método, as intervenções parecem produzir reações mais rápidas e mais fortes em cobaias do sexo feminino.

Os processos celulares mais básicos envolvidos na resposta ao estresse diferem entre os gêneros. Por exemplo, a neurocientista Georgia E. Hodes, que trabalha no laboratório do neurocientista Scott Russo, da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, conduziu recentemente um estudo em que ela e seus colegas provocaram estresse em camundongos machos e fêmeas ao longo de várias semanas. Eles notaram que levou 21 dias para haver aumento nos comportamentos similares ao de depressão e ansiedade em ratos machos, mas apenas seis dias para observar a mesma reação nas fêmeas. Em busca de uma explicação, os pesquisadores investigaram o núcleo accumbens, uma região do cérebro envolvida na busca de atividades gratificantes e prazerosas. Os cientistas acreditam que a interrupção da sinalização neural normal nessa área pode contribuir com a anedonia, a incapacidade de experimentar o prazer, um sintoma comum na depressão e em vários outros transtornos relacionados com o estresse.

Dentro do núcleo accumbens, Hodes identificou diferenças de sexo na regulação de um gene chamado Dnmt3a (ADN metiltransferase 3a). Após um período estressor de seis dias, ele ficou mais pronunciado em ratas. Esse gene codifica uma enzima que altera o DNA de uma célula de tal forma que impede que outros genes sejam lidos e utilizados para produzir proteínas. Para determinar o papel do Dnmt3a no estresse crônico, Hodes removeu o gene do núcleo accumbens das fêmeas. Assim, elas se tornaram mais resistentes e responderam de forma similar aos machos. Os resultados sugerem que as ratas experimentam um aumento da expressão do Dnmt3a após apenas uma curta exposição a eventos estressores, o que então bloqueia outras proteínas que promovem a resistência ao estresse. Curiosamente, os pesquisadores estão desenvolvendo substâncias que inibem enzimas Dnmt para tratar certos tipos de câncer. Cientistas acreditam que drogas semelhantes podem ser úteis no tratamento de distúrbios relacionados com o estresse, particularmente em mulheres.

Alterações na expressão gênica não são as únicas diferenças cerebrais relacionadas com o gênero. Na época do pós-doutorado, minha orientadora, a neurocientista Rita Valentino, do Hospital da Criança da Filadélfia, e eu apontamos distinções associadas com o sexo nos receptores que respondem ao hormônio CRF, que ajuda a iniciar a resposta bioquímica do corpo ao estresse. Embora existam receptores de CRF em muitas áreas neurais, nos concentramos no locus coeruleus, uma estrutura responsável por mudar nossos níveis de excitação: de sonolentos a completamente acordados. Durante um evento estressante, o CRF inunda o locus coeruleus, onde se liga a receptores CRF para manter um animal em alerta máximo. Normalmente, esses recepto- res se acomodam na superfície externa das células do cérebro, à espera de um sinal CRF. Na medida em que os níveis de CRF aumentam, no entanto, os receptores migram da membrana celular para o seu interior, ficando literalmente off-line. Acreditamos que o pro- cesso ajuda a evitar que as células cerebrais fiquem superativadas.

Observamos que em roedores machos os receptores de CRF recuavam para dentro dos neurônios após exposição a um estressor padrão. E também agiam assim em camundongos geneticamente modificados para expressar CRF em excesso. Nas fêmeas, entretanto, os receptores permaneciam na membrana celular, onde ficavam sensíveis aos níveis elevados de CRF. Os resultados sugerem que o CRF pode aumentar a excitação e o estado de alerta de forma mais intensa nas mulheres do que nos homens. Em algumas situações, essa diferença pode ser, na verdade, adaptativa: permanecer totalmente ligado durante uma ocorrência estressante por ser algo positivo. Mas a superativação desse sistema também pode levar a hiperexcitação, um estado que, nos humanos, contribui com a insônia, o prejuízo da concentração e a sensação de sentir-se no limite.

Pacientes com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e depressão podem apresentar altos níveis de CRF e sintomas de hiperexcitação. Cientistas acreditam que, se encontrarem diferenças relacionadas com o gênero como essas nos receptores CRF humanos, estarão um pouco mais perto de explicar por que as mulheres são mais propensas a sofrer de TEPT e depressão. No entanto, pode não ser fácil demonstrar essa variação, já que, na hora de visualizar o cérebro humano, as limitações técnicas dificultam a detecção de alterações moleculares, como a localização do receptor de CRF. Mas temos outras razões para acreditar que, assim como camundongos fêmeas, mulheres podem ter maior sensibilidade ao CRF: injetá-lo na corrente sanguínea aumenta mais a quantidade de hormônios do estresse em mulheres do que em homens.

EXPLOSÃO DE HORMÔNIOS

De onde vêm essas particularidades? Pesquisas recentes apontam para os diferentes complementos de genes com que nascem machos e fêmeas – bem como as explosões hormonais no útero e durante a puberdade, que podem alterar permanentemente o cérebro em desenvolvimento. Além disso, níveis flutuantes de testosterona, estrogênios e progesterona podem modular funções neurais em adultos. Em meu laboratório na Universidade Temple, começamos a estudar o papel que esses hormônios circulantes desempenham na regulação das respostas comportamentais dos roedores a altos níveis de CRF, avaliando o grooming compulsivo (ato de se coçar, lamber ou morder).

Quando um rato lambe a própria pele (grooming) de maneira compulsiva, às vezes a ponto de causar queda de pelos, acreditamos que isso reflita um estado de intensa ansiedade. O comportamento, porém, pode ser uma forma de se acalmar. Observamos que, quando injetávamos CRF em ratos para induzir estresse, as fêmeas se lambiam mais que os machos. Além disso, a intensidade desse comportamento mudava ao longo do cio, que tem um paralelo ao ciclo menstrual humano, mas que dura somente de quatro a cinco dias. Na fase em que os hormônios ovarianos (como estrogênios e progesterona) atingiam o pico, o CRF desencadeava ainda mais o grooming – sugerindo que, de alguma forma, os hormônios amplificam os efeitos do CRF.

Respostas comportamentais como o grooming dependem de muitas regiões neurais. Assim, ao tentar explicar as diferenças entre ratos machos e fêmeas, a pesquisadora Kimberly Wiersielis, que desenvolve estudos em meu laboratório, levantou a hipótese de que o CRF talvez ativasse circuitos diferentes no cérebro de cada indivíduo. Para testar a ideia, ela examinou os cFos em tecidos cerebrais, uma proteína expressa apenas quando as células neurais estão ativadas. Em seguida, comparamos estatisticamente os padrões de estímulo celular. A análise revelou que, independentemente do sexo, o CRF ativou diversas regiões do cérebro, embora com diferentes padrões – e principalmente entre machos e fêmeas durante o cio, quando elas tinham os níveis mais altos de estrogênio e progesterona.

ESPERTAS E SOBRECARREGADAS

Essas diferenças são importantes. Enquanto procuramos melhores medicamentos para tratar distúrbios psiquiátricos relacionadas com o estresse, é vital considerarmos esses aspectos. Até hoje, terapias potenciais são testadas em roedores machos com maior frequência. Mas os mesmos compostos podem ter efeitos muito diferentes nas fêmeas. Por exemplo, o neurocientista Brian Trainor e seu aluno de pós-graduação Michael Q. Steinman, da Universidade da Califórnia em Davis, testaram uma terapia com ocitocina em camundongos de ambos os sexos. O hormônio favorece a ligação social em mamíferos, por isso os cientistas levantaram a hipótese de que administrá-lo pelo nariz das pessoas, na forma de spray, poderia ajudar a reduzir a ansiedade social e a evitação de conflitos, bem como amenizar dificuldades no processamento de sinais sociais, um problema observado com alguma frequência em pacientes com distúrbios psiquiátricos relacionados com o estresse. O grupo de Trainor constatou que a ocitocina intranasal de fato ajudou a reduzir a inquietação em camundongos machos, mas em muitas situações estimulou a ansiedade nas fêmeas. Essa reação deve ser considerada e nos alerta para a necessidade de nos certificarmos de que os sprays de ocitocina não causam efeitos secundários adversos similares nas mulheres.

A cetamina oferece outro exemplo. O medicamento, geralmente utilizado como anestésico, bloqueia o receptor N-metil-D-aspartato (NMDA), uma proteína que pode regular diversos processos, como aspectos da resposta ao estresse. A droga criou muita empolgação como terapia potencial contra a depressão, porque, ao contrário de antidepressivos tradicionais que podem levar semanas para oferecer qualquer benefício, baixas doses de cetamina podem ajudar a reduzir os sintomas rapidamente, em alguns casos, após uma única infusão. Infelizmente, altas quantidades da substância podem induzir delírios, alucinações e uma experiência “fora do corpo” (razão pela qual é também uma droga recreativa bastante popular).

Pesquisadores têm estudado a cetamina em animais machos para desenvolver terapias mais direcionadas contra a depressão. Em 2013, porém, o neurocientista Mohamed Kabbaj e a estudante de pós-graduação Nicole Carrier, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual da Flórida, também testaram a substância em ratas. Eles descobriram que foi necessária menor dose de cetamina para aliviar os sintomas de depressão nas fêmeas e que o motivo não estava relacionado apenas com uma questão de diferenças na massa corporal, mas sim que parecia haver um mecanismo biológico distinto em ação. Se essas mesmas diferenças existirem nos humanos, os cientistas que pesquisam novos fármacos com propriedades semelhantes à cetamina podem ter de desenvolver terapias distintas para homens e mulheres. Atualmente, os cientistas avaliam a segurança e eficácia em longo prazo da substância. Esses estudos podem revelar que, assim como as fêmeas, as mulheres devem receber uma dose menor. Não sabemos por que fêmeas e machos teriam evoluído com diferentes respostas biológicas ao estresse. Uma possibilidade é que uma fêmea que protege seus filhotes, ou mesmo outros indivíduos mais jovens e vulneráveis do grupo, precise manter um estado elevado de alerta e consciência em seu ambiente – ainda que à custa do desgaste físico e mental intenso. Essa “vantagem cognitiva” parece intimamente associada à maior sensibilidade ao estresse, como maior vulnerabilidade à depressão e a transtornos de ansiedade.

À medida que nos comprometemos a incluir fêmeas nas pesquisas, podemos aprender mais não apenas sobre distúrbios que são mais comuns em mulheres, mas também sobre aqueles que são mais frequentemente diagnosticados em homens, como autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Nesse caso, estudar as diferenças neurais do sexo feminino pode revelar fatores que conferem maior solidez. E isso levar ao desenvolvimento de tratamentos mais bem direcionados, de acordo com o sexo.

É cada vez mais evidente que a abordagem tradicional de realizar estudos apenas com animais machos é falha. De fato, nossa antiga confiança em pesquisas de desenvolvimento de drogas com essa premissa pode explicar, pelo menos em parte, por que as mulheres relatam mais reações adversas aos medicamentos do que os homens. Isso também pode ter barrado medicamentos que poderiam ser altamente eficazes para esse público, mas que nunca chegaram ao mercado. Essa situação reflete questões culturais mais amplas, embasadas na opressão, que precisam ser revistas e mudadas com urgência.

OS 12 SINAIS DE ALERTA

O estresse continuado se acumula, enredando a pessoa em uma espécie de círculo vicioso. É   importante ter em mente que a síndrome do esgotamento profissional se desenvolve devagar, à   medida que a relação com a atividade profissional se torna gradativamente marcada pela falta de entusiasmo. Diversos estudos reforçam a ideia de que a síndrome tem três componentes principais: esgotamento físico e mental, sensação de impotência e falta de expectativas (expressa como desânimo e pessimismo). As três características tendem a estar associadas, mas, em muitos casos, experimentar apenas uma delas já representa risco. Para fins didáticos, é possível agrupar os sintomas em estágios, que podem se suceder, se alternar ou ocorrer ao mesmo tempo, até que o quadro de fato se instale:

1. NECESSIDADE DE AUTOAFIRMAÇÃO

Anseio de fazer tudo de forma perfeita, medo excessivo de errar ou ambição exagerada na profissão levam à compulsão por desempenho

2. DEDICAÇÃO INTENSIFICADA

Para fazer jus às expectativas desmedidas, a pessoa intensifica a dedicação e passa a fazer tudo sozinha

3. DESCASO COM AS PRÓPRIAS NECESSIDADES

A vida profissional ocupa quase todo o tempo. A renúncia ao lazer e ao descanso é vista como ato de heroísmo

4. EVITAÇÃO DE CONFLITOS

A pessoa percebe algo errado, mas não enfrenta a situação temendo deflagrar uma crise. Surgem os primeiros problemas físicos

5. REINTERPRETAÇÃO DOS VALORES

Isolamento e negação das próprias necessidades modificam a percepção. Amigos e passatempos são desvalorizados. Autoestima é medida pelo trabalho

6. NEGAÇÃO DE PROBLEMAS

O profissional torna-se intolerante, julga os outros incapazes, exigentes demais ou indisciplinados

7. RECOLHIMENTO

A pessoa se afasta dos outros, parece irritada e sem ânimo

8. MUDANÇAS EVIDENTES DE COMPORTAMENTO

Quem era tão dedicado e ativo revela-se amedrontado, tímido e apático. Atribui a culpa ao mundo, mas sente-se cada vez mais inútil

9. DESPERSONALIZAÇÃO

Desvaloriza a todos e a si próprio, relega necessidades pessoais. Deixa de fazer planos, só pensa no presente e a vida limita-se ao funcionamento mecânico

10. VAZIO INTERIOR

Sensação de vazio interno é cada vez mais forte. Excede-se na vida sexual, na alimentação e no consumo de drogas e álcool

11. DEPRESSÃO

Indiferença, desesperança e exaustão. Sintomas dos estados depressivos podem se manifestar, desde a agitação até a apatia. A vida perde o sentido

12. SÍNDROME DO ESGOTAMENTO PROFISSIONAL

Total colapso físico e psíquico, pensamentos suicidas. É urgente recorrer à ajuda médica e psicológica

PEDÁGIO MAIS CARO PARA AS MULHERES

Elas têm maior probabilidade, em relação aos homens, de serem diagnosticadas com distúrbios psiquiátricos associados com o estresse, com exceção do abuso de substâncias. Essa discrepância pode estar, pelo menos em parte, relacionada com fatores sociais, como a relutância masculina em procurar ajuda, que faz com que homens sejam subdiagnosticados.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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