A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

O PRAZER COMEÇA NA PELE

As zonas erógenas são encontradas sobre todo o corpo humano, mas a sensibilidade de cada região varia e pode oferecer diversas sensações quando estimulada

As zonas erógenas são aquelas áreas do corpo humano mais sensíveis à estimulação sexual, também denominadas de zonas eróticas. A estimulação dessas regiões podem ocasionar e/ou aumentar a excitação sexual. Alguns as mencionam como sendo superfícies corporais que estão previamente sensibilizadas para receber essas estimulações. Portanto, zonas são regiões/superfícies do corpo humano, e erógenas se referem à estimulação dessas áreas que se relacionam com a excitação sexual.

Mas, afinal, como se estimulam essas regiões? Elas são excitadas pelo tato, pois ele é o único dos cinco sentidos que podem estimular as superfícies corporais, os demais sentidos (visão, audição, olfato e paladar) não.

Podemos considerar toda a superfície corporal como uma grande zona erógena, entretanto nem todas as áreas corporais têm a mesma sensibilidade, ademais o que para um pode ser atribuído como um toque prazeroso, para outro pode não ser. Assim sendo, o toque de uma zona erógena de uma pessoa pode ser entendido como um ato de intimidade física; todavia, algumas podem se sentir desconfortáveis quando estimuladas dessa maneira; já para outras, a sensação proveniente do toque está associada a sensações prazerosas, que provocam gratificação. Sem dúvida, essas sensações dependerão das suscetibilidades individuais e da relação entre as pessoas envolvidas.

As zonas erógenas podem ser classificadas pelo tipo de sensações que provocam. Muitas pessoas, quando tocadas gentilmente nas pálpebras, sobrancelhas, ombros, mãos, braços, e/ou sutilmente nos cabelos, as reconhecem como prazerosas, as quais irão contribuir no engajamento para uma relação sexual. Outras, por sua vez, relatam maior excitação quando suas zonas erógenas são acariciadas durante a atividade sexual.

De maneira geral, para melhor entendimento, podemos agrupar as zonas erógenas em dois grupos: primárias e secundárias. É importante ressaltar que o grau de sensibilidade de cada local pode variar muito entre as pessoas, bem como as preferências individuais, os fatores psicológicos (sensações de inibição, por exemplo), os aspectos sociais, o ambiente cultural no qual estamos inseridos, entre outros fatores.

As zonas erógenas primárias são aquelas relacionadas com áreas da genitália, que quando tocadas podem provocar intensa estimulação conduzindo ao orgasmo. Nos homens, comumente, a região que compreende a glande do pênis é muito sensível; por sua vez, as mulheres referem maior estimulação quando tocadas no clitóris, assim como no introito vaginal. As zonas erógenas secundárias, na maioria das vezes, são de menor intensidade e não estão relacionadas diretamente com a obtenção do orgasmo, entretanto há pessoas que relatam orgasmo com a estimulação de áreas que não são consideradas primárias. A própria genitália tem regiões que quando estimuladas podem provocar sensações prazerosas, sem estarem envolvidas diretamente com a obtenção do orgasmo, por exemplo: a bolsa escrotal nos homens e os lábios maiores e menores nas mulheres, que são regiões da genitália responsivas a estimulação tátil, porém com menor intensidade que as mencionadas anteriormente.

A parte inferior do abdômen, a região inguinal, assim como a região que compreende o ânus são descritas como zonas erógenas secundárias perigenitais. As zonas erógenas secundárias extragenitais são áreas afastadas da genitália. As mulheres costumam relatar essas regiões como sendo mais responsivas que os homens, mas não podemos esquecer que fatores sociais, culturais e psicológicos podem estar relacionados com essa percepção.

Entre as zonas erógenas extragenitais citamos: a boca (lábios, língua – muitas vezes empregados para estimular zonas erógenas da parceira), orelhas (sensibilidade especial é atribuída nessa região para muitos), colo e nuca, membros superiores (as próprias mãos quando tocadas provocam sensações gratificantes para várias pessoas), as mamas, os mamilos, o abdômen (incluindo o umbigo), as nádegas, regiões dos membros inferiores. É comum escutarmos, em nosso meio médico e psi, que a pele é a nossa maior região sexual. A gratificação vinda do toque, em diversas áreas corporais, além de ser relevante antes, durante e após a atividade sexual, pode ser fundamental na descoberta de novas possibilidades que enriqueçam nossa percepção e consequentemente o prazer.

GIANCARLO SPIZZIRRI – é psiquiatra doutor pelo Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP, médico do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do IPq e professor do curso de especialização em Sexualidade Humana da USP.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.