EU ACHO…

A SAÍDA É A COOPERAÇÃO

Desafios globais exigem soluções globais, coordenadas. No centro desse tabuleiro se encontram organizações do porte da OMC e foros como o G20

É dramático o impacto da pandemia do coronavírus na vida das pessoas e nos sistemas nacionais de saúde. As consequências para a atividade econômica e o comércio não são menos assustadoras. A economia mundial sofreu choques de oferta e demanda repentinos, sincronizados, generalizados e profundos. Não há precedentes dessa natureza ou magnitude desde a Grande Depressão dos anos 1930. As projeções do FMI para 2020 indicam retração do PIB global em cerca de 3%. No comércio, a Organização Mundial de Comércio (OMC) trabalha com dois cenários. No otimista, estimamos uma queda de pelo menos 13% no volume global de comércio. No pessimista, a retração poderá chegar a 32% ou mais. Ou seja, mesmo no melhor cenário, o impacto comercial será maior que o da crise financeira internacional de 2008.  

Mas, enquanto nas crises anteriores a retomada trilhou um longo percurso, desta vez poderíamos testemunhar uma recuperação relativamente célere e sólida. Isso porque a crise atual não decorre de desalinhamentos ou vulnerabilidades nos fundamentos da economia global. Uma vez retiradas as medidas que congelam a economia, a retomada das atividades poderá nos recolocar em patamares pré-pandemia em prazo razoavelmente curto.

Dois fatores determinarão a velocidade e o dinamismo dessa recuperação. O primeiro é o tempo de duração da pandemia. O segundo são as políticas de estímulo econômico e comercial adotadas pelos governos – em casa e coletivamente.

A prioridade mais imediata é, sem dúvida, o combate à pandemia, buscando, onde possível, mitigar o dano econômico causado às pessoas, empresas e países. Mas olhar adiante também é crucial. As decisões tomadas agora determinarão os contornos da futura recuperação e as perspectivas de crescimento nacional e global. É preciso estabelecer as bases para uma recuperação forte, sustentável e socialmente inclusiva.

Para chegar lá, as políticas fiscal, monetária e comercial precisam apontar na mesma direção. Uma maior coordenação internacional também aumentaria nosso poder coletivo de combate à recessão. Após a crise de 2008, por exemplo, a imediata coordenação entre os governos para manter a economia global dinâmica e aberta funcionou como um eficaz multiplicador de forças. Aplacou-se o pânico, apontou-se o norte e conteve-se o ímpeto protecionista.

Manter os mercados abertos, conectados e previsíveis é fundamental para estimular os investimentos necessários à retomada econômica e permitir que o crescimento em um país alavanque o de outro. Famílias e empresas ficam mais protegidas do risco de escassez de oferta e aumento de preços.

A pandemia do coronavírus deixará, sem dúvida, sequelas psicológicas na sociedade. No comércio não será diferente. Empresas procurarão equipar-se para enfrentar choques semelhantes de oferta e demanda – seja em resposta a pandemias, seja para debelar crises de natureza econômica. Diversificarão suas cadeias de produção e suprimento – tanto no mercado interno quanto no externo. Haverá expressivo fortalecimento das plataformas digitais e do comércio eletrônico, favorecendo novos tipos de comportamento, como teletrabalho, compras on-line, impressões 3D, cuidados no contato físico entre as pessoas. Diversos países deverão adotar protocolos de saúde mais robustos e favorecer o aumento no estoque de suprimentos considerados críticos.

O comércio internacional continuará sendo um mecanismo fundamental para o abastecimento de bens essenciais a preços acessíveis. Alguns fatos são incontornáveis. Não tem volta atrás. Para produzir máscaras sanitárias na Europa, continuará a ser necessário importar o algodão. Para construir equipamentos de ponta para a saúde, a indústria precisará do conhecimento e da capacidade, das peças e componentes que outros países detêm, fazem melhor e a preços mais competitivos. Essa natureza fundamental do comércio não mudará.

Ainda que surja a tentação de buscar a autossuficiência em algumas áreas consideradas “essenciais”, aos poucos ficará evidente que esse não é o caminho. A autossuficiência é inviável na maior parte das vezes e tem um custo altíssimo para a sociedade, sobretudo no médio e longo prazo.

A cooperação e a solidariedade melhorarão nossas perspectivas econômicas. E no centro desse tabuleiro se encontram as organizações internacionais – como a OMC – e os foros políticos de coordenação, caso do G20.

Espaços únicos de cooperação, as organizações internacionais são riquíssimas em informação e conhecimento especializado. Têm a visão do todo, que é fundamental no enfrentamento de desafios globais. Isso está evidente no papel que desempenham hoje a OMC, a OMS e outras organizações internacionais na coordenação das respostas à crise e na recomendação de políticas públicas. Essas instituições, porém, não são organismos supranacionais. Não podem tomar decisões pelos seus membros. Sua efetividade está diretamente ligada ao compromisso dos países em fazer uso desses espaços, participar de maneira vocal e construtiva dos trabalhos e, em última instância, implementar as recomendações que são feitas.

Líderes do G20, do setor privado, da sociedade civil têm destacado a importância dessa coordenação internacional. A comunidade internacional ainda precisa avançar muito nesse quesito, sobretudo no combate a pandemias. Se quisermos respostas rápidas e eficazes, precisaremos de coordenação e entendimentos internacionais que sejam objetivos e pragmáticos. Apesar de algumas tratativas no G20 e em alguns foros especializados, ainda não estamos vendo o tipo de coordenação que seria necessário.

Desafios globais exigem soluções globais, coordenadas, na saúde pública e na economia. As gerações futuras precisarão estar mais bem equipadas, com instrumentos de concertação ágeis, automáticos e eficazes. Essa lição precisa ser finalmente aprendida.

*ROBERTO AZEVED0 – diplomata brasileiro, é diretor geral da Organização Mundial de Comércio (OMC).

OUTROS OLHARES

EM ALTO E BOM SOM

O hábito de telefonar, posto em desuso pelas onipresentes mensagens de voz, ressurge em meio à pandemia aproximando pessoas em tempos de distanciamento social

O advento do telefone abriu, no fim do século XIX, a revolucionária possibilidade de a voz humana ser transmitida a longas distâncias, interligando as pessoas como nenhum outro artefato o fizera. Elas tanto se afeiçoaram à criação de Alexander Graham Bell (1847- 1922) que passaram a cultivar o hábito de ficar por horas ali penduradas (esse era o verbo). Muitas décadas depois, vieram os smartphones e com eles as mensagens por escrito, que foram rareando as ligações de voz – um fenômeno que alcançou o auge com a chegada do onipresente WhatsApp. Provavelmente Graham Bell acharia curioso o fato de seu invento ser acionado neste século XXI muito mais para disparar mensagens e e-mails, navegar nas redes ou mesmo consultar a previsão do tempo do que para… ligar. Foi apenas com o mundo posto do avesso pela pandemia que o telefone (leia-se o celular, já que os aparelhos com fio viraram peça de museu) reencontrou sua função original. Confinada em casa, uma multidão redescobre as alegrias do bom e velho alô. Alô!

O fenômeno é universal. Nos Estados Unidos, o fluxo de ligações diárias mais do que dobrou em comparação com o do Dia das Mães, quando sempre bate recorde – mesma expansão aferida pelo Facebook, que fez um levantamento de ligações de voz nos países mais afetados pela Covid-19, o Brasil aí incluído. Já as grandes telefônicas brasileiras registraram aumento no tempo de bate-papo de até 50%.

O FIM DA ERA DOS ”NÃO ME LIGUERS”?

Redescoberta: o cérebro é preparado para interpretar emoções a partir do timbre de voz

“Quase duas décadas atrás, minha missão era vender linhas fixas e, depois, tempo no celular. Lá pelos anos 2010, essa função começou a ficar obsoleta com o surgimento dos torpedos – e cobrar pelo uso da voz deixou de fazer sentido”, conta o vice-presidente de marketing e vendas da Vivo, Marcio Fabbris. Para ele e outros nesse mercado, os dias atuais soam como uma viagem no túnel do tempo.

As mensagens por escrito instauraram novos códigos – telefonar era só nos casos de elo forte entre as partes ou quando a delicadeza do assunto justificava. Gerações Y e Z até cunharam um apelido à tribo não afeita à voz: os “não me liguers”. Pois eles voltaram a ligar para romper a quietude do lar. “Quando não tem o peso de uma obrigação, falar ao telefone vira uma forma de passar o tempo apreciando o que o outro diz”, explica Carolina Salvador, de 28 anos, uma ex-“não me liguer”. A boa sensação experimentada por ela e tantos outros quarentenados tem raízes biológicas, afirma o pesquisador americano Julian Treasure, cuja palestra sobre o poder da voz é um dos dez TED Talks mais vistos da história. Ele diz: “A voz humana é um som extremamente poderoso, capaz de nos afetar cognitivamente. Enquanto a leitura e a escrita existem há cerca de 4.000 anos, a fala está aí há pelo menos 150.000 – o que significa que nosso cérebro é muito mais preparado para interpretar emoções a partir do timbre, das pausas e das entonações do que com base nas letras”.

A voz também é potente ferramenta para espantar os incontornáveis mal-entendidos que as mensagens escritas perigosamente deixam pelo caminho. A linguagem cravada na tela dos smartphones, é verdade, dá aos mais tímidos o benefício da pouca exposição e aos emotivos – e explosivos – a chance de pensar duas vezes, de dedilhar e apagar uma ideia. Mas isso também pode significar um empobrecimento da comunicação. “Não ter de lidar com reações em tempo real é confortável, mas perde-se a oportunidade de aprender a regular as próprias emoções”, pondera Treasure, o defensor das palavras ditas em alto e bom som. Trancada em casa com os dois cachorros, a chef Nathalie Passos, de 27 anos, era do tipo que, literalmente, não fazia (nem atendia) ligações. Transformou-se. “Percebo que as conversas estão mais sensíveis, as pessoas prestam mais atenção ao que as outras falam”, diz ela, que, sim, engrossa a turma dos que resgataram o vocábulo “pendurado” no telefone.

Chamadas de vídeo – seja para aulas on-line, seja para reuniões de trabalho ou festas ao novo estilo, cada qual na sua casa – também foram impulsionadas pelo confinamento. Mas as ligações sem nenhum estímulo externo – nem sequer um emoji- definitivamente conquistaram seu lugar. “Quando um cliente fecha os olhos para se concentrar no cheiro de um prato, ele foca no olfato e limita os demais sentidos, aguçando aquele que está em uso. É o que acontece na conversa só com a voz, que envolve intimidade e imaginação”, observa David Baker, cofundador da The School of Life, grupo liderado pelo filósofo Alain de Botton. O retorno das conversas mais demoradas e densas pode ser uma boa herança destes dias de confinamento. Por ora, elas estão preenchendo um incômodo vazio, às vezes solidão, que emerge com o distanciamento social. Nos Estados Unidos, até as funcionárias de call center, normalmente rejeitadas ao primeiro alô, estão sendo atendidas com entusiasmo por gente que quer jogar conversa fora. Rsrsrs. É, o mundo não é mais o mesmo.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 15 DE MAIO

A CURA DA ANSIEDADE

Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós (1 Pedro 5.7).

A ansiedade é uma doença e um pecado. É um pecado porque envolve incredulidade; é uma doença porque pode tornar-se mórbida. Os psicólogos consideram a ansiedade a mãe das neuroses e a doença mais comum de nossa geração. Jesus disse que não devemos viver ansiosos com respeito ao dia de amanhã, quanto ao que havemos de comer, beber ou vestir. Disse que os pássaros do céu e os lírios do campo reprovam nossa ansiedade, pois, mesmo não semeando nem ajuntando em celeiros, confiam na provisão divina dia após dia. O apóstolo Paulo, nessa mesma linha, afirma: Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). Três remédios são oferecidos para a cura da ansiedade: adoração, petição e ações de graças. A palavra “oração” é a mesma para “adoração”.

Adoramos a Deus por quem ele é e damos graças a Deus por aquilo que ele faz. Quando focamos nossa atenção nos atributos exclusivos de Deus – sua auto existência, infinitude, imensidão, eternidade, imutabilidade, onipotência, onipresença, onisciência e transcendência –, nossos problemas se apequenam. Quando nos aproximamos de Deus como nosso Pai, depositando aos seus pés os nossos cuidados, podemos render graças a ele pela cura da ansiedade.

GESTÃO E CARREIRA

GRIFES DE MODA EM PARCERIA CONTRA FOME

Algumas das maiores empresas brasileiras estão se unindo em tempos de distanciamento social e dificuldades causadas pela Covid-19. Um exemplo disso é a parceria das grifes Reserva e Schutz. Com lojas e shoppings fechados, as marcas uniram o útil ao necessário: potencializar a divulgação para aumentar a arrecadação do projeto 1P5P: a cada peça vendida nas marcas Reserva e Reserva Mini, a empresa fornece cinco pratos de comida para pessoas em situação de vulnerabilidade. Lançado em 2016, a campanha já viabilizou mais de 36 milhões de refeições em todo Brasil. A cada venda, a Reserva faz o repasse financeiro à ONG Banco de Alimentos e para o Projeto Mesa Brasil, que coletam excedentes de alimentos em indústrias, mercados e hortifrutis, que distribuem a instituições de apoio a populações carentes. A Schultz decidiu entrar na campanha disponibilizando os canais de comunicação para a ação da Reserva. “O momento é de união e aproveitamos para fazer do limão a limonada”, conta Rony Meisler, CEO da Reserva. “Uniremos esforços para comunicar aos nossos clientes e com isso trazer ainda mais arrecadação para o projeto. Iniciaremos neste Dia das Mães e a proposta é seguir com a parceria em Namorados e Pais”, afirma. Com isso, toda venda feita nos canais Schutz de 4 a 10 de maio também contribuirá com o projeto 1P5P.

UMA QUESTÃO DE SEGURANÇA ALIMENTAR

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

PALPITE, DÚVIDA OU CERTEZA?

Experimentos revelam como o grau de confiança naquilo que percebemos ou pensamos influi diretamente em nossas opiniões, apostas e decisões

É inegável que muitas de nossas ações se passam fora do alcance da consciência: se ajustamos a postura corporal durante uma conversa ou se nos apaixonamos por determinada pessoa, em geral não temos ideia – pelo menos não exatamente – de por que ou de como fazemos essas escolhas. Para a maioria delas encontramos explicações tão racionais quanto superficiais (“fico mais confortável nessa posição” ou “gosto do meu namorado porque temos muito em comum”, por exemplo). Por trás dessas justificativas, porém, existem mistérios.

Um exemplo simples: “Ao acionar um interruptor, você conscientemente viu a lâmpada acender?”. Embora pareça fácil responder à pergunta, mais de um século de pesquisas mostrou que o problema-chave por trás dessa pergunta é definir a consciência de tal forma que seja possível medi-la ao mesmo tempo que “captamos” seu caráter subjetivo.

Um experimento comum no campo do estudo da consciência se baseia na avaliação do grau de confiança naquilo que percebemos ou pensamos. No teste, um voluntário tem de julgar se uma nuvem de pontos numa tela de computador se move para a esquerda ou para a direita. Ele em seguida relata quão confiante se sente assinalando um número – por exemplo, 1 para indicar puro palpite, 2 para alguma hesitação e 3 para certeza completa. Esse procedimento mostra que, quando o participante tem pouca percepção da direção do movimento dos pontos, sua confiança é baixa, mas, quando “vê” claramente o movimento, sua segurança é alta.

Um relatório apresentado pelos pesquisadores Navindra Persaud, da Universidade de Toronto, e Peter Mcleod e Alan Cowey, da Universidade de Oxford, introduz uma medida mais objetiva de consciência: o desejo de ganhar dinheiro. Esse método foi adaptado da economia, em que é usado para avaliar a crença a respeito do resultado provável de um evento. Aqueles que acreditam na informação que têm se mostram dispostos a apostar nela. Isto é, aceitam pagar para ver.

Pense no investimento em fundos mútuos. Quanto mais certo você estiver de que a alta tecnologia vai render bem no ano seguinte, mais dinheiro alocará para um fundo destinado a esse setor. Persaud eseus colegas usam esse tipo de aposta para revelar a consciência – ou a falta dela. Em seus experimentos, os participantes não declaram confiança na percepção de maneira direta. Em vez disso. primeiro tomam uma decisão com base naquilo que perceberam eentão apostam uma quantia em seu grau de confiança na própria decisão. Se a escolha se mostra correta, o voluntário ganha o dinheiro; caso contrário, perde. A estratégia ideal é apostar sempre que se sinta seguro. As experiências aplicam essa técnica de apostas para três exemplos do processamento não consciente.

Um deles foi feito com o paciente G. Y. Devido a um acidente de carro que danificou áreas no seu cérebro responsáveis pelo processamento visual, ele tem o que se costuma chamar de “visão cega”. Essa condição o deixa com a capacidade não consciente de localizar uma luz ou relatar a direção na qual uma barra colocada numa tela de computador está se movendo, embora G.Y negue ter a experiência visual – curiosamente, ele insiste que está apenas chutando.

O paciente pode indicar a presença ou ausência de uma rede fraca e pequena em 70% de todos os testes, bem mais do que uma chance média (50%). Apesar disso, ele falha em converter esse desempenho superior em dinheiro quando está apostando: coloca quantias altas em menos da metade de suas escolhas corretas. Quando está ciente do estímulo. G. Y. aposta alto – exatamente o que qualquer pessoa faria. Suas escolhas parecem espelhar a percepção consciente que tem do estímulo (isto é, a crença de que ele o viu) em vez de sua detecção real (inconsciente) do estímulo. Isso sugere que as apostas podem servir de meio para medir a consciência.

As técnicas usadas por Persaud, Mcleod e Cowey dependem da capacidade intuitiva de fazer boas escolhas e obter lucros. Em comparação com a tática de forçar participantes a se tornar cientes de sua própria consciência – e, nesse processo, interferir no próprio fenômeno que se deseja medir -, as apostas representam uma forma mais sutil de avaliar a percepção, mostrando-se uma nova maneira mais lúdica – e reveladora – de estudar processos de tomada de decisão. Desses passos, aparentemente pequenos, surgem possibilidades para ampliar a compreensão de como a consciência surge da experiência.