EU ACHO…

O RISCO DOS MAUS HÁBITOS

Fiquemos atentos à Pibe, a “propensão individual ao bem-estar”

“As condutas, assim como as doenças, são contagiosas”, assinalou o filósofo britânico Francis Bacon (1561- 1626) no século XVI, o mesmo Bacon que inspirou o presidente americano Donald Trump a dizer que “um trata­ mento não pode gerar efeitos piores que os da própria doença”. Trump se referia à economia, antes de ter certeza de que o isolamento social seria a única maneira de conter o avanço da pandemia nos Estados Unidos. Seu pensamento acabou em descrédito, mas a frase filosófica que abre este artigo permanece atual como nunca.

A vida saudável entrou em lockdown, e com ela a vontade de manter o corpo em movimento. Academias fecharam, parques foram cercados e grupos de corrida, desfeitos. Nas redes sociais, vejo muitos perfis de pessoas saudáveis, e até mesmo de influenciadoras fitness, trocando cenas de treino e corrida por imagens de sofá, cobertor, bolo de cenoura e vinho. Em poucas semanas ganhamos motivos de sobra para ficar mais tristes, ansiosos, deprimidos e indulgentes. A sensação é que o mundo inteiro encontrou a desculpa perfeita para relaxar nos cuidados com o corpo. Mas será que precisava ser assim?

O fato é que os maus exemplos de conduta, disseminados pelas redes sociais, geram um tipo de contágio cuja distância social não previne: a propagação dos maus hábitos. Infelizmente, pouca gente procura alternativas para – ou se questiona sobre – atividades que preservem o bem-estar físico nestes tempos de pandemia.

Para mim, até hoje não está claro qual o risco real de praticarmos caminhada na rua protegidos por máscara, sem tocarmos em nada e mantendo a distância segura de outras pessoas, de acordo com as boas normas. Hoje cada país define suas regras de circulação fora de casa. Muitos deles, como a França e a Inglaterra, permitem a caminhada esportiva individual ou com animais de estimação na vizinhança, desde que a distância social seja respeitada. Outros, como a Espanha, no auge da epidemia, multavam mesmo os corredores solitários em 601euros. Nova York também não permitiu treino externo de modo algum.

Ainda que estejamos diante de uma enorme ameaça à saúde pública, não podemos ignorar o fato de que a falta de atividade física, combinada com maus hábitos alimentares, abre caminho para diversas doenças, inclusive a depressão. E, quando estamos prostrados, ou simplesmente de baixo-astral, a vontade de zelar pelo corpo cai consideravelmente, o que incentiva uma espiral negativa de desânimo, letargia, abatimento, stress e melancolia.

Hoje já se sabe que caminhar a 4 quilômetros por hora não põe em risco ninguém que esteja além de um raio de 5 metros de distância. Pensando que o afastamento social pode durar ainda alguns meses, com eventuais recaídas, não caberia uma discussão aprofundada sobre como regular a prática de atividade física durante a quarentena? Será que os parques públicos não poderiam permitir a entrada limitada de praticantes de caminhada, contanto que as pessoas respeitassem uma distância segura umas das outras, tal como é feito em supermercados e farmácias?

*LUCILIA DINIZ é empresária, escritora, apresentadora, socialite e youtuber brasileira, especializada em temas de saúde e bem-estar.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.