A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MAL DISFRAÇADO DE BEM

O mal assusta, afasta e, ao mesmo tempo, atrai como se fosse um feitiço, pois é poderoso, intenso, invasor e parece estar vencendo o bem. Como entender e sobreviver a relacionamentos tóxicos e destrutivos com psicopatas

O assunto do mal é muito difícil de ser abordado na nossa cultura e na nossa sociedade. O mal assusta, o mal afasta e, ao mesmo tempo, atrai como se fosse um feitiço, pois o mal é poderoso, intenso, invasor e dá a impressão de estar vencendo o bem.

A atração do mal parece algo esquisito. É sintomático que durante a Inquisição as mulheres que tivessem conhecimento de ervas e poções eram consideradas bruxas e condenadas à fogueira. Bastava um homem sonhar com uma mulher que desejava, que podia denunciá­la às autoridades dizendo-se vítima de bruxaria.

Aqui, o mal e a atração estão misturados. Ainda hoje encontramos indícios da caça às bruxas, imputando à mulher a culpa por ter sido estuprada, por exemplo, ou por sofrer violência doméstica, uma situação muito mais frequente na nossa sociedade brasileira do que gostaríamos de admitir.

As nossas batalhas diárias para sobreviver, para nos protegermos, conseguir uma subsistência digna, sermos respeitados como indivíduos únicos nos nossos direitos que deveriam ser iguais (mas não são) podem nos levar ao desânimo e à desistência. Mas o ser humano tem também uma capacidade de resiliência, uma força interna de persistir na luta, e insiste sempre em esperar por dias melhores, acre­ ditar que vencerá, que a bondade, a integridade, o respeito, a responsabilidade e o amor finalmente prevalecerão e construirão um mundo bom para todos.

No entanto, existe um tipo de criatura que parece ser humano, mas carece dessas qualidades acima citadas, e está entre nós na porcentagem entre 1% e 3%. Alguns pesquisadores chegam a 5%. Esses indivíduos trabalham pelo objetivo oposto. São a força destrutiva e cruel no meio de nós.

Costumamos cair na armadilha de um psicopata por vários motivos, os quais enumero e explico em meu livro. Entre eles: acreditamos na bondade inata em cada ser humano; não sabemos que seres como os psicopatas existem entre nós; temos a imagem hollywoodiana do serial killer e achamos que só esses são psicopatas, e estes acabam nas prisões; os psicopatas usam charme, sedução, eloquência, como ferramentas predatórias; os psicopatas usam o afeto como gancho para capturar e controlar suas vítimas; o assunto não é conhecido da maioria dos profissionais (na área da saúde, jurídica, social, educacional) que lidam com os psicopatas e suas vítimas; os psicopatas são detentores de uma capacidade extraordinária de manipular, mentir e controlar os outros.

Assumir responsabilidade pelo mal que está dentro de cada um de nós normalmente ninguém quer, ou nem vê. Por isso, projetamos a nossa agressividade, o nosso lado sombrio, destrutivo e mau, nos outros ou nas circunstâncias: “Não fui eu”. No entanto, quando essa atitude se torna constante, deve acender um alerta para quem estiver atento.

Muitos pesquisadores afirmam que psicopata já nasce psicopata. Não é produto do meio em que cresceu, pois muitos vêm de famílias bem estruturadas, amorosas. O psicopata já nasce com um cérebro incapaz de sentir emoções humanas. Num exame de PetScan, que fornece a imagem do cérebro em funcionamento, é visível a disfunção da área orbitofrontal, responsável por processar emoções como empatia, afetividade, responsabilidade, respeito, compaixão.

CRIANÇAS PSICOPATAS

Os pesquisadores costumam encontrar evidências de traços muito expressivos de transtorno de personalidade em idades precoces. Existe a polêmica de diagnóstico precoce, que pode levar a uma rotulação, exclusão social, estigmatização e a implicações jurídicas e sociais significativas.

Prefere-se considerar que o diagnóstico só pode ser feito após a adolescência. No entanto, os comportamentos desviantes nos aspectos afetivos e relacionais, que podem revelar uma psicopatia incipiente, devem ser considerados e precisam de uma abordagem ou educativa ou de contenção. Tais medidas podem reprimir ou diminuir o agravamento da criminalidade no jovem e no adulto, e/ou restringir ou até prevenir o dano social e relacional que essa criança certamente provocará ao longo de sua vida.

Como o psicopata tem medo de ser descoberto e cerceado, medidas disciplinares e de   monitoramento funcionam tanto para crianças e adolescentes como para adultos. Na Inglaterra já existe um monitoramento feito por assistência social dos indivíduos diagnosticados psicopatas, que não cometeram crimes hediondos, mas manifestaram conduta lesiva nos ambientes de trabalho e nos relacionamentos familiares e sociais.

Um programa disciplinar inegociável, com consequências claras que atingem sua gratificação, mantém a criança sob controle, já que o psicopata não aprende com o erro nem com incentivos positivos para se emendar. Tem baixa tolerância à frustração e não consegue retardar a gratificação. “Eu quero, e quero agora.” Maus-tratos e torturas em animais são sinais graves de alerta, pois, segundo estudos do FBI, na sua grande maioria (cerca de 8%), os psicopatas começam a carreira matando animais. Monitorar esses indivíduos representa uma medida preventiva de proteção não só dos animais como de toda a sociedade.

No entanto, a grande maioria não chega a praticar atos criminosos como esses. Aprende desde cedo a sutilizar suas torturas usando táticas psicológicas. Crianças psicopatas costumam ocasionar discórdia e confusão na sua família de origem, com chantagens emocionais com os irmãos, aterrorizando, explorando inclusive sexualmente, colocando o pai contra a mãe, usando máscaras diferentes para um e para o outro, a ponto de parecer que os progenitores não estejam falando da mesma criança. Há relatos de causar o divórcio do casal. Um filme que retratou de forma eficiente essa situação é Precisamos Falar sobre o Kevin. Os pais costumam entrar em desespero, pois nenhuma medida educativa normal tem efeito com essas crianças.

Um psicopata já na infância apresenta falta de noção do perigo. Não sente medo em ocasiões em que outras crianças sentiriam e acaba se metendo em situações perigosas. Essa imagem de indômito e corajoso é falsa. Quando encurrala­ do, o psicopata recua, acovardado. Adora o jogo de gato e rato.

Na escola apresenta os mesmos problemas que em casa, e costuma ser um bully. Mas atenção, nem todo bully é um psicopata, mas todo psicopata acaba fazendo bullying, pois isso lhe dá imenso prazer. Os professores saberem como identificar um possível psicopata entre seus alunos é primordial para evitar sofrimento ou situações perigosas para os outros alunos. Uma vez levantada a suspeita, recomendar aos pais ou cuidadores que busquem ajuda de um profissional que entenda do assunto, que saiba diagnosticar e indicar a conduta adequada.

É muito importante distinguir a conduta psicopática própria do ser da criança e a conduta psicopática adquirida por maus-tratos sofridos, abusos, negligência, espancamentos. Uma criança aprende a tratar os outros como ela foi tratada. Esse foi seu primeiro modelo de ser humano. Com tratamento adequado e muito amor ela poderá se curar. A criança psicopata, no entanto, não tem cura conhecida até hoje.

MULHERES PSICOPATAS

Muitos homens sofrem com mulheres traiçoeiras, dominadoras, manipuladoras, que se divertem em diminuir e humilhar seus parceiros. Aproveitam-se de seu charme e sedução sexual para manter o parceiro sob controle, fazendo-o acreditar que amam para explorar, fazê-lo trabalhar para elas e mantê­-lo no cabresto. Os homens não gostam de admitir essa situação e se escondem por trás da imagem de que amam essa mulher, ou então são tão manipulados por ela que estão cegos para a realidade.

Pois de fato amam. Mas essa mulher, com absoluta certeza, não. Cuidado, esse homem pode estar nas mãos de uma psicopata, precisa abrir os olhos o quanto antes e traçar uma rota de saída enquanto ainda tiver forças para isso. Homem, assuma o comando da sua vida. Saiba distinguir o verdadeiro amor. Junte provas, você com certeza precisará delas para se defender.

PAIS PSICOPATAS

Outra situação é o pai ou a mãe serem psicopatas. No meu livro há um relato de um menino que cresceu num lar em que a mãe perversa controlava toda a família. O pai não via como sair da situação, e acabou morrendo cedo. O menino saiu de casa e construiu sua vida, mas até hoje é assolado por essa família de origem. Pois além da mãe, a avó era psicopata e o irmão também é.

Há muitas histórias assim. Uma mãe psicopata deixa uma marca no filho para a vida inteira. Aquela que deveria proteger e nutrir a criança em formação não tem interesse algum em fazer isso, e usa a criança para explorar o parceiro, extorquir dinheiro, divertir-se com o sofrimento que causa nele maltratando o filho. Isso tudo é possível porque uma mãe psicopata não tem vínculo afetivo com o filho nem com ninguém.

A justiça precisa urgentemente reconhecer esses casos e imediatamente tirar das garras dessa mãe essa criança, que corre perigo inclusive de vida. Considerações normais em processos de disputa pela guarda de um filho não se aplicam de jeito algum a um caso em que um dos progenitores é psicopata. Não vamos esperar essa criança ser gravemente lesada para agir, não é?

Portanto, advogados, quando receberem um caso no mínimo suspeito de um dos pais ser psicopata, investiguem. Prestem atenção naquele pai ou naquela mãe que parece perfeita, bem­ educada, amorosa e dedicada, e o outro confuso e desequilibrado, pois o primeiro pode ser exatamente o pai ou a mãe psicopata fingindo ser o que não é. Uma psicopata interessada em ganhar a causa é capaz de apresentar provas falsificadas, mentir, fazer-se de vítima, convencer pessoas a darem testemunhos manipulados por ela, aterrorizar o filho para falar a favor dela, enganar o advogado e tentar ludibriar até o Juiz.

A justiça pode incorrer no equívoco de afastar a criança justamente do progenitor verdadeiramente amoroso e psiquicamente saudável, capaz de dar-lhe um lar. Na guarda compartilhada a criança estará vivendo numa corda bamba, exposta a manipulações, jogos e distorções de sua saúde psíquica e emocional. No caso de ganhar a guarda, acontece amiúde o progenitor psicopata instigar o filho contra o outro progenitor, chegando a isolá-lo, a ponto de o filho ficar anos e anos sem ter contato com esse progenitor.

Há casos em que após anos de afastamento, agora o jovem obtém a liberdade de decidir e vai procurar o progenitor perdido, para resgatar o relacionamento que lhe foi negado. Essa reconstrução nem sempre é bem-sucedida, pois o estrago pode ter sido bem profundo e irreparável. Essa situação pode ter adoecido o progenitor lesado, injustiçado e profundamente entristecido.

Também há situações em que o filho sofreu muito, pois sabia o tempo todo quem era quem entre os pais, e mal via a hora de chegar à maioridade para escapar do jugo do psicopata. O progenitor normal precisa tomar o seu caso em suas próprias mãos, porque só ele sabe realmente quem o outro é; usar todos os recursos judiciários disponíveis; não aceitar ser desacreditado. Já assisti ao desespero da mãe ou do pai que não consegue mostrar às autoridades a realidade.

Um pai psicopata costuma ser autoritário, cruel e aterrorizante, a começar com a esposa, que mantém refém do casamento. Ela pode depender dele para sobreviver, assim como os filhos, e fica dentro do casamento por não ver saída, aceitando o inaceitável, justificando as atitudes do marido, imaginando que assim não corre perigo. Como o psicopata não tem vínculo afetivo com ninguém, pode manter a situação familiar para oferecer à sociedade uma imagem de respeitabilidade, enquanto na intimidade a situação é outra.

Pode ter várias famílias e uma não saber da existência da outra. Há casos em que o psicopata é o padrasto, uma situação bem mais perigosa, pois costuma atacar sexualmente a filha da esposa, e ainda a obriga, sob ameaças, a manter segredo do ocorrido. Muitas vezes acontece que essa filha não tem a quem recorrer, nem mesmo à mãe, que prefere não acreditar na história dela. A família tampouco confia devido à fachada de bondade e respeitabilidade que o padrasto apresenta.

Uma mãe ou um pai psicopata podem estabelecer tal terrorismo numa família, fazendo dos filhos seus serviçais, sem direito às suas vidas nem a dedicação ao seu crescimento, que aborta qualquer desenvolvimento normal ao qual um ser humano tem direito. Os direitos da criança e do adolescente estão sendo violados diariamente de forma oculta entre quatro paredes e a justiça raramente vê e não tem como interferir. Se o assunto da psicopatia for de conhecimento público, os vizinhos, os professores podem notar sinais suspeitos e dar o alerta.

Por isso a necessidade urgente de formar redes de divulgação da informação no país inteiro, capacitar profissionais na área da saúde, na área jurídica e na educação, agir de forma a prevenir novas vítimas e a ajudar as vítimas existentes, que são em número espantoso, a reconquistar a integridade psíquica, física e financeira.

RELAÇÃO ENTRE BULLYING E TRAÇOS DE PSICOPATIA EM ADOLESCENTES

Escala Multidimensional Peer Victimization Scale; Inventário de Psicopatia para a Adolescência – YPL. Amostra: 428 adolescentes, entre 12 e 17 anos. Escolas de ensino regular: 342; profissional: 86. Gênero feminino: 230; gênero masculino: 192. Bullying verbal: 36,7%. Vítimas físicas sistemáticas: rapazes = 17,7%. Prevalência de vitimização física = 14 a 16 anos de idade = 15,5% e 16,4%. Menor prevalência: 12 anos de idade = 9,4%. Ensino regular: 14,6%; ensino profissional: 12,8%. Proporção de agressores: superior no sexo masculino (agressão física, social, verbal e ataque à propriedade). Entre o grandioso manipulativo e o frio não emocional: pontuação mais elevada para os indivíduos apenas agressores, com maiores traços de psicopatia. Maior média no total dos apenas agressores, seguido por indivíduos vítimas e agressores simultaneamente.

MAPA DO GRAU DE PSICOPATIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Já está traduzido para a língua portuguesa do Brasil; o PCL, que é um instrumento de avaliação da psicopatia de crianças e adolescentes. Dados importantes revelados: histórico precoce de delírios mais graves e repetitivos apresenta pontuações mais elevadas; meninos apresentam mais reincidência criminal, violenta ou não do que as meninas. Outros estudos utilizando WISC – Escola de Inteligência Wechsler para Crianças evidenciaram limitações com o significado emocional das palavras, visão de conjunto, flexibilização de estratégias, percepção da conexão entre elementos e proporções. A técnica de Rorschach apresentou vazio de respostas de agressão, ausência de vínculos, alta taxa de egocentrismo, maior grau de grandiosidade e menos taxa de ansiedade, o que leva à desvalorização dos afetos alheios e à exploração emocional. Como traços de psicopatia podem ser confundidos com outros transtornos comuns a essa faixa etária, os autores reafirmam que a essência da psicopatia se manifesta nos aspectos afetivos e interpessoais muito mais do que nos comportamentos transgressores.

NA TELONA

Um dos filmes que retratam bem a questão do psicopata é Precisamos Falar sobre o Kevin. Conta a história de Eva (Tilda Swinton) que mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temerosa. O motivo vem da época em que era casada com Franklin (John C Reilly) com quem teve dois filhos Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker) Seu relacionamento com o primogênito Kevin, sempre foi complicado. Com o tempo a situação foi se agravando e Eva jamais imaginaria o que ele seria capaz de fazer

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

Uma consideração sobre “A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS”

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