A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

INCENTIVO LÚDICO

São atribuições da Psicopedagogia acreditar na capacidade e promover situações nas quais o sujeito possa aprender de diversas maneirasIncentivo lúdico

Em Psicopedagogia, temos como objeto de estudo a aprendizagem, por isso o atendimento está centrado no sujeito que aprende e a interface escolar torna-se o foco, já que é no espaço escolar que ocorre a sistematização do conhecimento. Por isso, inclui-se no atendimento o uso de elementos escolares, não apenas, mas também é necessário atentar-se para outras aprendizagens em que o sujeito é capaz de obter êxito, pois para ir do não aprender ao aprender, é recomendável que comecemos por aquilo que o sujeito é capaz de aprender, pois acreditamos na capacidade que todos temos de aprender com as diversas nuances do que podemos pensar sobre o aprender. É premissa da Psicopedagogia acreditar na capacidade de aprender daquele que está diante de nós.

É função do psicopedagogo promover situações onde o sujeito possa aprender. Há diversos modos de se promover aprendizagem. Ilustraremos brevemente alguns destes, para que o leitor possa consigo mesmo pensar outras situações possíveis de se criar oportunidade de aprendizagem. Um dos caminhos possíveis é por meio de perguntas que provoquem novas formas de pensar, ou mesmo propondo desafios que estejam ao alcance do sujeito superá-los.

Também podemos propor formas diferentes de fazer determinadas atividades, para as quais ele não se reconheça capaz, mas para que essas tarefas sejam possíveis de serem realizadas é preciso pensarem cada sujeito que tem diante de si, pois se tratando de desenvolvimento humano sabe-se que o que dá certo com um outro pode não se identificar a outrem e vice-versa. Por isso, o que usar, como usar, tem que ser pensado para cada um que está diante de nós.

Contudo, é importante afirmar que o melhor instrumento de avaliação psicopedagógica é o próprio psicopedagogo, ou seja, como ele se posiciona diante do outro é que vai possibilitar um vínculo onde seja possível ressignificar a sua aprendizagem, que é antes subjetiva, e o modo como essa subjetividade opera no sujeito (aquilo que está inscrito em mim) é que vai permitir ou não uma interação saudável com a objetividade (a sistematização esperada por todos os indivíduos inseridos na sociedade), encontrando o equilíbrio necessário para os processos de assimilação e acomodação, pré-requisitos para a aprendizagem escolar.

Em se tratando da temática proposta neste texto, a técnica “Hora do Jogo” é uma das mais importantes destas que comumente usamos, pois ali você vê o sujeito livremente operando com suas capacidades que estão disponíveis. Ali também se observam o vínculo que está se fazendo com o psicopedagogo e os vínculos já construídos anteriormente, pois estes aparecem na cena explícita ou implicitamente.

Os aprendentes atendidos em Psicopedagogia, em sua maioria, podem apresentar um déficit lúdico que, em algumas situações, está ancorado o prejuízo na aprendizagem. E, por meio da “Hora do Jogo”‘, podemos perceber a capacidade de jogar, pois esse recurso nos mostra com quais recursos ele conta para aprender. Por isso, há que se cuidar da proposição do jogo e dos elementos contidos nele.

No decorrer da aplicação da técnica percebem-se os momentos estabelecidos, observando: inicialmente como classifica o conteúdo da caixa que nos mostra, como é a interação entre sujeito e objeto de conhecimento quando ele experimenta seu funcionamento, manipula o material comas mãos ou por meio do olhar, avalia o material que tem para determinar o uso do que poderá fazer, que tipo de material escolhe para si. Seguidamente a observação está na exploração e seleção do material, usa o que está ao alcance das mãos sem se importar com o restante, faz brincadeira criativa ou repete o convencional, há planejamento e concentração na brincadeira, aparecem na brincadeira situações de desmanchar, separar, dividir, cortar ou reunir, juntar, construir, colar, usa o corpo na medida em que precisa, movimenta, troca de lugar. E, finalizando, a técnica dá-se no momento de integração e apropriação quando se observa se põe ou não sentido no que fez, estrutura uma brincadeira com início, meio e fim; dá explicações do que está fazendo durante a brincadeira.

A interpretação que o psicopedagogo fará da aplicação da técnica deve ter como ponto de partida principalmente o modo como o sujeito se envolveu na brincadeira, seguido pelo relato proferido, pois é dele o jogo e não podemos inferir senão a partir dele próprio.

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INTERDISCIPLINAR

Como a Psicopedagogia é uma área de conhecimento de natureza interdisciplinar, seja um instrumento de avaliação ou uma técnica aplicada não vão conseguir descrever isoladamente a situação de aprendizagem na qual o sujeito esteja envolvido, a esta devem se somar outros recursos a serem propostos pelo psicopedagogo e, quando necessário, ampliar a visão interdisciplinar, convocando outros profissionais nessa intersecção educação e saúde para que haja integração entre todo e parte, pois muitas vezes a precisão da avaliação psicopedagógica é marcada por essa capacidade de dialogar com outros profissionais, na busca de uma compreensão adequada das profissionais teremos como referência para nossos estudos, pois quanto mais o conhecimento se propaga e globaliza tanto mais aparecerá uma vastidão de opções teóricas, e a excelência profissional é saber quem eu sou, quem está comigo, com quem estou e aonde quero chegar. Para tanto, definir o que embasa minha atuação profissional é pressuposto para a competência profissional, e essa escolha tem que estar baseada na nossa própria área de conhecimento, ou seja, é preciso que habite em mim um outro psicopedagogo que me antecedeu, pois assim, ao lidar com as áreas de fronteiras de conhecimento com a Psicopedagogia, estará estruturado em mim qual é o meu lugar nesse cenário. Sem dúvida, as áreas de conhecimento nos complementam, ampliam nossos conhecimentos, mas não podem ser o cerne de nossa apropriação teórica, senão estamos nos desviando do caminho a ser seguido. É preciso trazer em si a pergunta: qual é o meu lugar? Para que não fiquemos perdidos na mediocridade de um mercado que muitas vezes quer nos confundir para que não tenhamos apropriação de nosso fazer, hoje vemos uma necessidade tola de nomeação que saiu da qualificação para a quantificação de títulos obtidos, sabe-se lá a qual custo. Quanto mais o mundo se torna confuso, mais clareza precisamos ter de quem somos e o que fazemos; único meio de fortalecer nossa identidade profissional, temos que reconhecê-la a cada instante diante de nós mesmos em primeiro lugar e diante do outro que se coloca junto de nós.

Por isso, a obrigatoriedade de leituras constantes, de formação continuada, da supervisão que nos ampara e abre outras possibilidades que de tão perto muitas vezes não conseguimos ver, enfim cuidar de nós, da nossa formação, da nossa identidade profissional e do nosso fazer psicopedagógico, para que possamos ser capazes de promover a transformação desse outro que se coloca diante de nós.

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UMA BREVE REVISÃO

Vários autores como Winnicott (1975), Pain (1985), Fernández (1990, 2001), Huizinga (2001), dentre outros, atribuem ao brincar da criança uma potência e uma grande oportunidade para conhecer e compreender seu modo de pensar e agir. Conhecer os singulares e surpreendentes caminhos tecidos pela criança na magia do brincar se constitui em imperativo para quem ocupa uma função mediadora junto a elas.

A Psicopedagogia, cuja função é mediar o processo de aprendizagem de quem se acha impossibilitado de fazê-lo e resgatar o prazer de aprender, encontra na ação do brincar os principais fundamentos para a sua prática emancipatória com crianças, pois não há como fazer Psicopedagogia fora da perspectiva lúdica, já que lúdico implica construção, autoria e prazer. É na construção lúdica realizada pela criança, no ato dinâmico do brincar, que colhemos significativos elementos para conhecer e compreender o funcionamento cognitivo do sujeito e a partir dele realizar a devida intervenção psicopedagógica.

O brincar e o aprender apresentam estruturas e dinâmicas similares. Para melhor compreender os processos de aprendizagem humana convém compreender os processos pelos quais o sujeito brinca, pois “o saber se constrói fazendo próprio o conhecimento do outro, e a operação de fazer próprio o conhecimento do outro só se pode fazer jogando” (Fernández, 1990, p. 165).

Pain (1985) considera que a atividade lúdica inclui os três aspectos da função semiótica, que se inicia aos dois anos de idade, quando construído o mundo prático, sendo o jogo, a imitação e a linguagem os três aspectos dessa função. O jogo é uma atividade predominantemente assimilativa, por meio da qual o sujeito alude a um objeto, propriedade ou ação ausentes, por meio de um objeto presente. A imitação, no entanto, é uma ação postergada, internalizada como imagem e que permite à criança realizar ações simbólicas sobre objetos simbólicos, que têm por base o seu próprio corpo (Pain, 1985).

Para a autora, muito antes de ser capaz de desenhar e expressar graficamente, a criança é capaz de imitar. A compreensão em forma de imitação aparece precocemente na vida infantil, sobretudo quando ela empresta seu próprio corpo para construir uma cena lúdica. É no jogo que a criança combina e integra propriedades, “numa alquimia peculiar na qual o impossível pode ser experimentado” (Pain, 1985, p. 50).

Pain (1985) diz que a atividade lúdica nos dá informações sobre os esquemas que organizam e integram o conhecimento num nível representativo, considerando importante para o diagnóstico do problema de aprendizagem observar como o paciente joga. Estar atentos à dinâmica utilizada pela criança e os recursos por ela utilizados é indispensável na compreensão de sua modalidade de aprender.

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ESTRATÉGIA

A “Hora do Jogo”‘ como estratégia psicopedagógica para avaliação e diagnóstico está ancorada no seguinte, para Pain (1985): diagnosticar o processo de construção do simbólico; descobrir como a criança brinca; investigar o momento da ruptura na aprendizagem deficitária e o nível de sua gravidade e proporcionar a atividade lúdica num canal de aprendizagem.

Para Fernández (1990), os objetivos da “Hora de Jogo” são: compreender processos que podem ter levado à gestação de uma patologia no aprender; compreender a inter-relação, inteligência-desejo-corporeidade e o processo de construção do símbolo; observar os processos de assimilação-acomodação e seus equilíbrios, desequilíbrios e compensações; ajudar a criança a recuperar a autonomia e o prazer perdido de aprender. As autoras concordam que um dos objetivos centrais da “Hora do Jogo” é observar a aptidão da criança para criar, refletir, imaginar e produzir. A partir disso, é possível afirmar que o foco de atenção será sempre a potência do sujeito e jamais a fratura do seu aprender, geralmente transitórias e pontuais.

Em relação ao tempo e espaço de jogo, Huizinga (2001) diz que o jogo é limitado no tempo e no espaço. Mas a limitação do espaço é ainda mais flagrante que a limitação no tempo, pois todo o jogo se processa e existe no interior de um campo previamente delimitado, seja ele de maneira materializada ou imaginária. No brincar, a criança vive uma realidade de autoria. Por isso mesmo tem domínio sobre o tempo e espaço dessa ação.

Na Psicopedagogia tem especial importância a narrativa feita a partir do que foi construído pelo sujeito. Leboci e Diatkine (1985) dizem que a criança que não brinca não se aventura em algo novo. “Se, ao contrário, é capaz de brincar, de fantasiar, de sonhar, está revelando ter aceito o desafio de crescimento, a possibilidade de errar, de tentar e arriscar para progredir e evoluir” (p. 7).

Não existe um pensamento inteligente e outro simbólico. Ambos estão entrelaçados como fios, perfazendo uma trama na qual ambos se completam, e na falta de um deles não se constrói a trama. Nesse sentido, a capacidade de organização lógica e a significação simbólica acontecem concomitantemente e “o simbolismo não pode manifestar-se independentemente da intelecção, porque esta lhe dá a possibilidade de congruência” (Fernández, 1990, p. 219). Também para Pain (1996, p. 66), fantasia e conhecimento se constroem de modos diferentes e têm funções distintas. A questão é uni-los sem que formem uma patologia. Para isso, é necessário que funcionem independentemente, que cada um faça o seu trabalho e que se unam fluidamente no pensamento.

Nessa direção é possível dizer que o brincar, compreendido como processo de transformação do objeto (real ou imaginário) e caracterizado sempre por alguma forma de construção, resulta em aprendizagem e conhecimento, pois “conhecimento é essencialmente construção· (Piaget, 1996, p. 409). O mesmo autor, em relação à inteligência nos seus aspectos simbólicos e afetivos, diz que a inteligência e afetividade “são, pois, inseparáveis embora distintas. Assim, não se poderia raciocinar, inclusive em matemática pura, sem vivenciar sentimentos e que, por outro lado, não existem afeições sem um mínimo de compreensão” (Piaget, 1975, p. 33).

Sobre o brincar no campo psicopedagógico é possível dizer com Winnicott (1975) que “é no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de criação” (p. 79), construindo-se como sujeito aprendente.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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