A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

COMO LIDAR COM O BURNOUT?

Por inúmeras razões, o ambiente profissional pode se tornar um centro de produção de estresse. Exaustão emocional, despersonalização e insatisfação são características da síndrome

Fatores como a pressão, a competição, os prazos curtos, as incertezas, as mudanças rápidas e as cobranças por resultados podem sobrecarregar e, até mesmo, causar a desarmonia e a preocupação constante entre as equipes. Também é importante alertar sobre o excesso de atividades e responsabilidades, que somado à pressão para “ser o melhor'”, “o inovador”, o mais competente e o mais produtivo, faz com que as pessoas sintam-se perdidas no turbilhão do dia a dia. Dessa forma, elas ficam prisioneiros dos hábitos mecânicos e automáticos, que afetam negativamente a saúde, a vida e a realização.

Estados emotivos – como a apatia, a perda de entusiasmo, a desmotivação, a frustração, a insatisfação, a intolerância, a impaciência, a falta absoluta de energia, as reservas esgotadas e a sensação de fracasso – podem aparecer e configurar um estado ainda pouco conhecido pela maioria das pessoas: a síndrome de Burnout, termo que indica a exaustão emocional causada pelo estresse do trabalho e/ou dos aspectos pessoais.

Essa expressão foi utilizada pela primeira vez na área esportiva, em 1930, para indicar a incapacidade de um atleta que, depois de ter vivenciado momentos de sucesso, não conseguia mais obter resultados adicionais nem mesmo manter o rendimento.

O assunto foi retomado na década de 1970, nos Estados Unidos, pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger e pela psiquiatra americana Christina Maslach. Ambos utilizaram o termo para descrever uma síndrome cujo sintoma é, geralmente, definido como exaustão emocional. Mas como identificar o Burnout? Normalmente, os sintomas incluem três experiências que representam as dimensões básicas do problema.

A primeira característica é a exaustão emocional, que é experimentada por um esgotamento, um sentimento de não ter mais energia para trabalhar, uma sensação de impotência, tensão, impaciência, nervosismo, pela falta de motivação em relação às atividades profissionais e, até mesmo, pela depressão.

O segundo aspecto típico do problema é chamado de despersonalização e corresponde à tendência de reagir de forma fria ou clínico-agressiva ao próprio trabalho e às pessoas envolvidas. É um estado mental de distanciamento, de indiferença ao próximo.

Por fim, a terceira particularidade é o sentimento de insatisfação profissional, que resulta em falta de confiança nas próprias habilidades e competências, na falta de ambição de sucessão e de carreira, na sensação de insatisfação e raiva. É uma verdadeira mistura de sentimentos que desfavorece a felicidade no trabalho e impede a pessoa de evoluir e aprender. Infelizmente, a síndrome de Burnout tem atingido um número de pessoas cada vez maior. Mas como contornar esse estado de sofrimento? Fortalecer a inteligência emocional e o autoconhecimento é fundamental para superar os três aspectos do problema, além de estimular a automotivação e a persistência diante das decepções e frustrações. Essa é a melhor maneira de crescer e melhorar constantemente.

Algumas ações são fundamentais para colocar esse processo de evolução em prática: estabelecer metas realistas e se comprometer para alcançá-las; não desanimar diante de possíveis insucessos e sim considerá-los transitórios e momentâneos; dedicar-se a aprimorar as competências e o profissionalismo; enfrentar as dificuldades e as situações de conflitos em se sentir esmagado por elas, mas procurando soluções e alternativas. O mais importante passo, porém, é cuidar da mente. Ou seja, focar os pensamentos em direção ao positivo e às soluções (não nas dificuldades e nos problemas); ser você mesmo (não é preciso ser igual aos outros para ser feliz e satisfeito); ser original e autêntico.

Não existe mágica, mas existem cuidados que podemos ter. Lembre-se de cuidar das amizades e dos relacionamentos familiares. O suporte social ajuda a controlar a ansiedade e as pressões. Nãose isole no cansaço. Para manter o equilíbrio e viver com qualidade são necessários ajustes contínuos na direção e maior responsabilidade em relação a consciência de si mesmo, aos desejos e aos acontecimentos ao nosso redor.

Aproveite o tempo para cultivar o amor, os sentimentos e a amizade. Cuide do estado emocional. Mantenha claro na sua mente quais são os seus objetivos e a direção que pretende seguir. Não se esqueça dos seus sonhos, pois, quando as vontades e as necessidades não são respeitadas, a vida se torna cinza e sem graça.

Esse comprometimento individual possibilita aumentar a resistência ao estresse, a clareza mental, a capacidade de tomar decisões, para diminuir a ansiedade e, consequentemente, melhorar o desempenho profissional.

EDUARDO SHINYASHIKI – é mestre em Neuropsicologia, liderança educadora e especialista em desenvolvimento das competências de liderança organizacional e pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa é referência em ampliar o crescimento e a autoliderança das pessoas.

www.edushin.com.br

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.