A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A MENTE DARWINIANA

A descoberta de que macacos e humanos têm origem comum questionou o lugar glorioso do homo sapiens na ordem natural. Estudos atuais em neurociências apontam que homens e animais têm processos cerebrais semelhantes – tanto cognitivos como emocionais

Em novembro de 1864, Benjamin, Disraeli, romancista e líder do Partido Conservador da Inglaterra, em palestra na Conferência Diocesana de Oxford, pronunciaram palavras que ficariam para a posteridade, “O homem é um macaco ou um anjo?”, – foi a questão que formulou perante uma plateia excitada. “Eu estou do lado dos anjos”, respondeu ele próprio. Ao se posicionar “do lado dos anjos”, Disraeli enfatizava a dimensão espiritual do homem, reafirmando, assim, a singularidade humana, focalizando a posse de uma mente superior, livre dos ditames biológicos.

A comparação entre macacos e homens já estava em cena. Os grandes primatas do Velho Mundo eram objeto de discussões anatômicas com implicações óbvias para a questão da mente animal. No início da década de 1860, Thomas Huxley, importante aliado de Darwin, envolveu-se numa prolongada e acalorada disputa com Richard Owen, eminente anatomista anti-darwinista.

O debate entre ambos, dizia respeito ao grau de similaridade cerebral e, portanto, de parentesco entre o homem e os grandes primatas. Owen e Huxley se enfrentaram inúmeras vezes nos fóruns científicos da Inglaterra vitoriana, e o mais notório confronto entre os dois ficou conhecido como “debate do hipocampo”, envolvendo a discussão da presença ou não nos cérebros dos grandes primatas de uma estrutura denominada hipocampus menor.

Owen defendia ser o hipocampo a sede da faculdade da razão – segundo o autor, estaria, portanto, presente apenas no cérebro humano. A ele se opunha Huxley, que acabou por vencer este prolongado debate, demonstrando que também o gorila (então considerado o mais próximo parente vivo da espécie humana) era dotado dessa estrutura cerebral.

Em 1863, Huxley publicou Man’s place in nature, onde explicitava o que Darwin não havia senão insinuado em A origem das espécies: o íntimo parentesco entre os homens e os grandes primatas, que partilhariam uma herança biológica comum. O cérebro já era então considerado o órgão por excelência da mente. Assim, embora a estrutura argumentativa do discurso de Huxley em Man’s place enfatizasse as estruturas físicas, sua defesa de uma continuidade biológica entre os cérebros primata e humano sugere também uma continuidade mental. Além disso, conhecedor da polêmica inerente ao tema, o autor não se furtou a discutir de forma mais direta tais aspectos da questão, e afirmou “não haver qualquer linha absoluta de demarcação entre o mundo animal e nós próprios”, e que “a tentativa de estabelecer uma distinção física é igualmente vã, e até mesmo as mais altas faculdades do sentimento e do intelecto começam a germinar nas formas inferiores de vida”.

Assim, a pergunta de Benjamin Disraeli sintetiza com maestria a polarização ideológica que envolvia tantos atores da Inglaterra vitoriana. Seria o homem, como os anjos, fruto de uma criação divina, como afirmavam as Escrituras ou a razão estaria com aqueles que defendiam para o homem uma origem animal?

A resposta de Disraeli constituía um contra-argumento à teoria da evolução por seleção natural, desenvolvida independentemente por Charles Darwin e Alfred Wallace e imortalizada a partir da publicação, em 1859, de A Origem das Espécies, de Darwin. Essa teoria representava uma revolução nas concepções naturalistas então vigentes, pois propunha uma nova forma de explicar os mecanismos de surgimento de novas espécies biológicas, a seleção natural, que trazia em seu bojo implicações inquietantes a respeito do status do Homo sapiens e sua mente na ordem natural.

Embora a obra de Charles Darwin mais conhecida seja A origem das espécies, de 1859, somente a partir da publicação de A origem do Homem (The Decent of Man), em 1871, Darwin aprofundaria o tema da origem do homem e sua participação no processo de evolução biológica. Explicitando desde o início dessa obra sua intenção de demonstrar que o homem apresenta uma relação de ancestralidade compartilhada com os demais seres vivos, Darwin construiu um discurso que afirmava a noção de mente animal, e as semelhanças deste com a mente humana eram defendidas a partir de múltiplas evidências e argumentos em favor da continuidade evolutiva.

A ÁRVORE DA VIDA

Particularmente importante na discussão da mente em Darwin é sua tese de que todos os seres vivos compartilham uma ancestralidade comum. A teoria da origem comum postula que a vida surgiu uma única vez no planeta e que todos os seres vivos, atuais ou extintos, seriam descendentes desse primeiro proto-organismo. A evolução da vida no planeta era representada pela imagem de uma árvore. Na base desta estaria o ancestral remoto de todas as formas de vida, e seus galhos representavam as complexas ramificações dos diversos grupos taxonômicos (classes, famílias, espécies) a compartilhar diferentes graus de parentesco.

A partir de algum momento no processo evolutivo, certos ramos dessa árvore começam a gerar seres com um novo atributo adaptativo: a mente. Mas em Darwin o primeiro broto de mente floresce muito antes do homem. Ela não coincide com a própria origem da vida. Bactérias, amebas e plantas, por exemplo, não a possuem. A mente darwiniana nasce na linhagem animal, em ramos mais recentes da árvore (acredita-se hoje que os primeiros seres vivos tenham surgido há 4 bilhões de anos, mas os primeiros animais surgiram há cerca de 1 bilhão de anos, e houve uma explosão de espécies por volta de 600 milhões de anos atrás).

Darwin não confirma a mente no cérebro, pois a atribui a vários animais como as minhocas e insetos. Mesmo hoje a identificação do cérebro com a mente não é consenso entre cientistas, filósofos e outros pensadores da condição humana. O estudo da mente em vários animais tem sugerido que ela não está restrita nem mesmo aos vertebrados. Entretanto é no homem que o desenvolvimento cortical estabelece a mais intensa e intrincada relação com partes do cérebro mais antigas do ponto de vista filogenético, como o sistema límbico. No livro O cérebro emocional, Joseph LeDoux, professor do Centro de Ciência Neuronal da Universidade de Nova York, argumenta como sistemas neuronais operam no cérebro respondendo a determinadas emoções, como o medo. Dentre seus fascinantes achados está a descoberta das funções da amígdala. Essa estrutura subcortical intermedeia o medo e outras respostas e, na verdade, processa as informações mais rápido do que outras partes do cérebro, como o córtex. Isso permite uma resposta mais imediata que pode mesmo ser fundamental para a sobrevivência de um organismo, mesmo antes de as partes do cérebro envolvidas na consciência tomarem conhecimento do perigo.

Assim, LeDoux retoma a pergunta do psicólogo e filósofo William James: “Nós corremos de um urso por que sentimos medo ou sentimos medo do urso por que corremos do urso”? Embora a resposta mais evidente é que fugimos por que sentimos medo (o eu consciente estaria no centro dessa resposta), na verdade mesmo antes de o objeto do perigo chegar à nossa consciência partes do sistema de medo são ativadas. Assim, ao que tudo indica, a seleção natural favorece um sistema de respostas rápidas a perigos iminentes, mesmo que tal sistema às vezes nos desperte indevidamente um súbito calafrio causado por um galho de árvore no chão, confundido com uma cobra. De qualquer forma, parece ser melhor fugir de algo que não poderia nos causar mal do que demorar um tempo extra para avaliar se o estímulo é de fato perigoso, expondo-nos ao ataque de um predador. Em todos os casos, esse sistema de resposta rápida, presente nos seres humanos, ocorre em muitos grupos de animais.

Voltando a Darwin, suas ideias foram publicadas no seio de uma comunidade científica regida pelos paradigmas da ecologia natural: a Natureza era um livro sagrado, e a função da ciência era traduzi-lo. Pode-se imaginar, portanto, o impacto de sua afirmação de que a mente humana tinha uma origem comum com a mente de meros macacos. Essa ideia de continuidade física e mental perturbava o glorioso lugar do homem na ordem natural. Pois apresentava um novo homem. Um homem que carregava em sua carne a herança de um passado muito mais longínquo que aquele relatado nos livros sobre antigos impérios e civilizações esquecidas. Um homem cuja origem remontava à origem da própria vida. Um homem cujos antepassados mais remotos nem sequer eram humanos. Era, em última análise, a ancestrais não-humanos que devia as raízes até mesmo de suas mais caras faculdades morais, de sua mais aguda racionalidade, de seus mais nobres e sublimes sentimentos.

Em nenhum momento Darwin nega a imensa distância entre as mentes animal e humana. Mas como tenaz defensor do “princípio de continuidade”, insiste que essa diferença não é de essência ou tipo, mas de grau. A vida mental já não era um atributo exclusivo da espécie humana, mas um produto dos processos naturais e históricos da evolução biológica no planeta. A passos largos e firmes, darwinismo e darwinistas ganhavam terreno, conquistando espaço na comunidade científica e no senso comum.

A MENTE DE GOODALL

Um século após a publicação de A origem das espécies, em 1960, a pesquisadora Jane Goodall estabeleceu acampamento nas selvas da Tanzânia, dando início a um projeto de pesquisa que continua até hoje. Goodall fora convidada pelo eminente antropólogo Louis Leakey para estudar o comportamento dos chimpanzés selvagens do parque de Gombe. Aqueles eram outros tempos: com o propósito de enxugar os estudos darwinistas do comportamento animal de seus excessos antropomórficos, as ciências comportamentais haviam adotado, desde o início do século, novas diretrizes metodológicas. A postura dos behavioristas radicais passara a dar o tom: os animais não pensavam, seu comportamento era inconsciente e seu aprendizado era fruto de mero condicionamento. Essa posição se tornaria um tanto dogmática, e a defesa da ideia de uma “mente anima” passaria a constituir uma espécie de heresia científica.

Desconfiado dessa abordagem, Leakey optara deliberadamente por convidar uma pessoa que não tivesse formação em biologia, como Goodall, pois queria que o comportamento dos chimpanzés em ambiente natural fosse observado por alguém não limitado por preconceitos a respeito do que um animal era ou não capaz de fazer. Tal precaução mostrou ter fundamento quando Goodall foi apresentar pela primeira vez os resultados de suas observações num seminário científico. Diante de uma plateia de etologistas, a pesquisadora mostrara como Figan, um chimpanzé macho adolescente, aprendera a ludibriar seus companheiros. Da primeira vez, ele ficara propositadamente para trás, esperando que os machos velhos já houvessem partido, a fim de receber, sozinho, as bananas que Goodall lhe oferecia. Ao ver as frutas, porém, o jovem chimpanzé emitira urros de satisfação, atraindo os mais velhos e fortes, que então lhe tomaram as bananas. Orgulhosa de sua descoberta, a jovem primatóloga contou ao grupo de cientistas como Figan, na oportunidade seguinte, conteve seus gritos diante das bananas, de modo a evitar o retorno dos machos adultos. Acrescentou que era possível ouvir os pequenos sons em sua garganta, mas tão baixinhos que seus companheiros não podiam ouvi-los. A ainda ingênua pesquisadora esperava que sua plateia ficasse tão fascinada e impressionada quanto ela própria. Mas a plateia reagiu com um silêncio gélido. Face a tamanha frustração, a jovem primatóloga aprendia a duras penas, como antes aprendera o jovem chimpanzé, a silenciar seu entusiasmo, a esconder suas conclusões óbvias a respeito da inteligência desses animais perante seus experientes colegas, treinados nos rigores metodológicos da ciência comportamental.

Mas, assim como Figan continuaria a obter bananas em segredo, também Goodall insistiria em suas convicções, e o acúmulo de observações pioneiras reunidas por ela e sua equipe acabaria por reabrir as comportas de uma represa. Contrariando crenças então vigentes sobre a singularidade humana, os chimpanzés de Goodall demonstraram ser animais de uma complexidade mental inimaginável. Após um longo período de obscurantismo, a mente animal ressurgia como tema legítimo de programas de pesquisa científica e discussões filosóficas. E os primatas, nossos     parentes mais próximos, estavam na frente de batalha desse apaixonado debate.

A observação prolongada e sistemática do comportamento dos chimpanzés em seu hábitat natural revelou que esses animais fazem amplo uso de ferramentas. Folhas são usadas como “papel higiênico” ou “esponjas”. Coquinhos são quebrados com a ajuda de uma pedra (o “martelo”) apoiada numa raiz de árvore (a “bigorna”). Goodall observou, também, chimpanzés retirando folhas de um pequeno ramo para torná-lo adequado à função de “pescar” cupins introduzindo o ramo desfolhado no orifício de entrada do termiteiro. Uma das definições então vigentes na afirmação da singularidade humana dizia que “o homem é o único animal que confecciona ferramentas”. Por isso, ao receber o relato de Goodall, Louis Leakey, extasiado, enviou a ela um telegrama, comentando: “Agora teremos de redefinir ferramenta, redefinir o homem ou aceitar os chimpanzés como humanos”.

Estudos comparativos entre minuciosas observações realizadas por diferentes equipes em diferentes regiões da África durante décadas têm demonstrado que as formas de uso de ferramentas variam conforme a comunidade de chimpanzés estudada. Por exemplo, uma determinada comunidade pode ter aprendido a usar ramos para capturar cupins, mas não a usar pedras para quebrar coquinhos, e, em outra, pode ocorrer o inverso. A explicação alternativa mais plausível para essas diferenças seria a da disponibilidade relativa de recursos, ou seja, onde as pedras são mais abundantes seria esperado que elas fossem usadas como ferramentas, e onde os ramos fossem mais fáceis de serem encontrados eles seriam aproveitados na “pesca” de cupins. Essa lógica não é observada, em algumas regiões onde as pedras são raras os chimpanzés fazem longas excursões para obtê-las, e noutras onde são facilmente encontráveis não fazem uso delas. O mesmo vale para os gravetos.

O uso de algum objeto natural específico como ferramenta parece ter início numa dada comunidade pela descoberta, parcialmente acidental, feita por um indivíduo curioso que, ao manipular de forma experimental os objetos disponíveis no ambiente, obtém maior êxito na execução de uma tarefa. Por um processo de imitação, outros membros do grupo aprendem a desenvolver aquela habilidade, que será depois culturalmente transmitida entre gerações.

Hoje a maioria dos primatólogos concorda que os chimpanzés são muito hábeis no chamado “xadrez social”, isto é, num jogo de estratégias e manobras sofisticadas que cada indivíduo desempenha para se mover no complexo tedio social que é uma sociedade chimpanzés. O monitoramento do comportamento do outro é de fundamental importância aqui, e incluía antecipação pelos indivíduos das intenções e a previsão das reações dos outros membros do grupo a suas ações.

O primatólogo Frans de Waal acompanhou durante anos uma colônia de chimpanzés cativos no zoológico de

Amhem, na Holanda e pôde presenciar cenas inacreditáveis. É o caso de Yeroen, macho robusto que após ser derrotado num combate e ferido por outro macho, de nome Nikkie, somente mancava quando Nikkie estava próximo, e parava de mancar tão logo este ficava fora do alcance de sua vista. Com essa demonstração explícita (e trapaceira) de fragilidade circunstancial, protegia-se de novos ataques do rival.

Os chimpanzés não são os únicos primatas a manter um comportamento social sofisticado. O mesmo vale para os demais grandes antropoides, como o bonobo, o gorila, o orangotango e até para outros primatas, como babuínos, macacos-resos e o brasileiro macaco-prego, capaz, em certas regiões, de fazer uso de ferramentas semelhante ao dos chimpanzés.

HOMEM, MENTE PRIMATA

Estudiosos do comportamento conhecem o diálogo de surdos entre os adeptos das ciências sociais e das ciências naturais na interpretação do comportamento e das motivações do homem. Essa disputa diz respeito a dois tipos básicos de compreensão do ser humano. Uma, de cunho mais culturalista, tende a conceber a mente humana como uma tabula rasa. De acordo com essa concepção, cada ser humano nasce como uma página em branco, sem quaisquer tendências comportamentais de caráter inato. Nessa página em branco, que é a mente de um bebê, a cultura inscreveria seus códigos e valores. Ou seja, nada haveria de comum entre as diversas culturas a não ser as necessidades básicas de proteção, alimentação e reprodução. Assim como não há dois indivíduos absolutamente iguais, também as culturas se caracterizariam justamente por suas diferenças.

Esse conjunto de proposições é conhecido como modelo, padrão das ciências sociais, que afirma não só a autonomia e independência dos estudos da sociedade, mas também a irrelevância da biologia. Para compreender e interpretar os anseios e desejos da mente subjetiva. Assim sendo, para os advogados mais ortodoxos dessa vertente, falar em natureza humana é incorrer num errogrosseiro, pois a força da cultura e dos processos históricos há muito teriam apagado da mente e do comportamento humanos quaisquer vestígios de uma influência significativa da Natureza.

A outra vertente, de cunho naturalista, considera a noção de Natureza Humana como objeto legítimo de investigação. Sem negar a importância da cultura na estruturação das sociedades, insiste que a cultura não opera numa tabula rasa, mas numa tabula incripta, resultante de nosso passado filogenético. Nessa abordagem podemos encontrar programas de pesquisa como a ainda jovem psicologia evolucionária, que propõe uma articulação entre as ciências sociais e psicológicas com as ciências naturais e evolutivas. Também a maior parte dos estudos atuais em neurociências tem importante referência na biologia evolutiva, e as mais recentes linhas de investigação da relação cérebro-mente e dos processos cognitivos e emocionais compartilhados entre o homem e os animais têm óbvia inspiração neodarwinista.

O homem é, sem dúvida, um animal simbólico-cultural. Mas, ainda assim, como a própria expressão designa, um animal. Pois se a mente humana apresenta inegáveis particularidades em suas possibilidades expressivas, cognitivas e de intervenção sobre o ambiente físico e cultural, ela não é de forma alguma singular ou sua origem. Ela provém do mesmo inexorável processo evolutivo que forjou os movimentos protoplasmáticos das amebas, o fototropismo dos girassóis, os formidáveis instintos das vespas caçadoras, o gregarismo de lobos e leões e a insuspeitada inteligência social dos chimpanzés.

Respondo aquela mesma pergunta formulada há mais de um século pelo ilustre ensaísta britânico – “É o homem um macaco ou um anjo?” – tomamos, assim, a liberdade de discordar de sua resposta. Nós estamos do lado dos macacos. E porque não?

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

Uma consideração sobre “A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS”

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