A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A DIFÍCIL RELAÇÃO COM O DINHEIRO

A maneira pela qual as pessoas convivem com o dinheiro está intimamente ligada aos ensinamentos recebidos na infância ou pontos de vista que a pessoa “comprou” de alguém a respeito desse assunto, pois essas informações ficam registradas no subconsciente

Já parou para pensar em como é a sua relação com o dinheiro? Ela é próspera e abundante? Ou é escassa e difícil? Pensar e falar cm dinheiro é confortável para você? Qual a sensação?

Dependendo dos ensinamentos sobre o dinheiro que você recebeu na sua infância ou pontos de vista que você “comprou” de alguém sobre esse assunto, essas informações ficam registradas no seu subconsciente como uma verdade absoluta e isso impacta diretamente nessa relação de abundância ou escassez.

Hoje em dia esse assunto ainda é abordado como se fosse um tabu na nossa sociedade. É como se você tivesse que escolher entre dinheiro e espiritualidade, como se fossem coisas opostas, ou ainda com o conceito de que se você gosta do dinheiro, é um “ganancioso”.

O dinheiro é importante e faz parte da nossa realidade física para alimentação, vestuário, saúde, transporte, passeios, educação, enfim, tudo que faz parte do nosso dia a dia. A espiritualidade, o universo, ou qualquer nome que você queira dar, não o julga se você tem ou não tem dinheiro para ter essa conexão. O fato é que não ter essa conexão necessária fluindo na sua vida faz com que você perca a paz, gerando ansiedade e medo no seu dia a dia a d ia, o que afasta a prosperidade cada vez mais.

Dependendo de como nos relacionamos com o dinheiro, podemos fazer a repulsa ou a atração dele na nossa vida. Há muitos comportamentos e hábitos diários que influenciam no acesso ou não a essa crença instalada em nosso subconsciente, e a presença dela é um limitador. É importante ressaltar essa informação de que, muitas vezes, a falta de dinheiro está ligada a uma dinâmica que age de forma oculta no seu subconsciente e faz com que seja tão desafiadora de acessar.

Agora, pare e perceba quais são suas crenças em relação ao dinheiro. Elas influenciam diretamente na sua realidade. O quanto você é influenciado pelas notícias do mundo, pelo que você ouve dos seus familiares, ou seu local de trabalho, pelo inconsciente coletivo que “diz” que não há suficiente para todos, que o dinheiro corrompe ou que você possa ter sido ensinado que “dinheiro o afasta de Deus”, que ”rico não entra no reino dos céus”. Enfim, inicie esse inventário interno do que você entende ou aprendeu sobre dinheiro. Esse será um bom começo para que você inicie uma mudança na sua forma de pensar e, consequentemente, mudar essa relação.

Gosto de dar exemplos de como isso funciona dentro de nós para facilitar o entendimento: imaginemos que uma pessoa teve uma infância escassa, na qual dia após dia a dificuldade com dinheiro estava presente. Essa criança presenciou seus pais “matarem um leão por dia” para sustentar a família. Pode ser que tudo isso que ela viu tenha sido registrado no subconsciente como se fossem “‘aprendizados sobre dinheiro”, A mente dessa pessoa vai se encarregar de repetir essa informação de dificuldade como dinheiro na fase adulta para validar o que você registrou quando criança. Como se a vida fosse “difícil mesmo” e assim, por mais que essa pessoa se esforce nos estudos e digamos que seja um sujeito de boa índole e honesto, acaba atraindo para si situações de dificuldade em relação ao acesso do dinheiro. Lembre-se que isso tudo acontece de forma inconsciente. A única coisa que a pessoa sabe é que ela se autossabota em relação a esse assunto e não sabe a razão.

Vamos a outro exemplo: imagine que uma pessoa cresceu em uma família onde o dinheiro era visto como algo ruim e ela escutou frases do tipo: “dinheiro é sujo”, dinheiro o afasta de “Deus e do mundo espiritual”, “quem tem dinheiro não entra nos reino dos céus”, “quem busca prosperidade financeira não tem alma”, “os que estão ligados ao dinheiro não são pessoas do bem”, enfim, essas frases que muitas pessoas escutaram e até riem quando falam da fase adulta. Bem, essas informações certamente ficaram gravadas na mente e acabam virando um “programa”. Isso mesmo, como se fosse um programa de computador que fica executando essa tarefa de lembrar tudo isso que você aprendeu de forma inconsciente.

O que acontece é que a sua mente não o julga e ela vai fazer com que esses programas sejam executados de forma a manter você longe do dinheiro para validar essas informações colocadas no seu subconsciente. Porque, afinal de contas, você não quer se “sujar”, você não quer “se afastar de Deus” e você quer “entrar para o reino dos céus, dependendo da sua crença. Para isso, esses “programas” vão continuar rodando na sua mente até que você troque essa sua forma de pensar para o conceito de que “é permito ter dinheiro e ainda assim estar perto de Deus” e ainda “rico entra nos reinos do céu” ou possuir estrutura financeira abundante e ser uma boa pessoa. Mas para isso é preciso mudar a crença limitante instalada no subconsciente.

INÍCIO

O primeiro passo é entender que a missão da nossa mente é nos manter vivos. E ela sempre vai nos proteger se algo nos colocar em perigo. Se você atrair uma situação diferente daquela que você registrou na sua mente lá, a sua infância como sendo uma “verdade absoluta”, ela rapidamente vai tratar de colocá-lo em segurança, acionando todos os seus autossabotadores e fazer você ficar longe da prosperidade relacionada ao dinheiro.

É importante destacar que escassez não se refere somente ao dinheiro. Há muitas pessoas que viveram escassez de amor, carinho, atenção, cuidado e isso se reflete em todas as áreas da vida, porque é como se a mente registras.se o “não merecimento” de acessar a abundância.

Por causa disso você pode trazer à tona uma sensação de não merecimento, ou seja, todo mundo pode, menos você. Enfim, é como se fosse sempre uma “luta” para acessar esse merecimento dia após dia.

Temos um tesouro dentro de nós chamado subconsciente. É nele que estão todos esses registros e podemos acessá-lo para alterar aquelas informações que não são mais necessárias para a fluidez da vida como ela deve ser.

Além da questão dos limitadores que temos registrados na mente, as pessoas, em geral, perderam a conexão prática com o dinheiro. Acabam bloqueando a abundância por aquilo que pensam e por algumas atitudes no dia a dia que, se mudassem, já começaria a movimentar essa crença de escassez de uma forma diferente.

EXEMPLOS

Vou dar alguns exemplos para que você reflita um pouco mais sobre esse assunto e sobre suas atitudes:

1 – O QUE MAIS SE OUVE SÃO RECLAMAÇÕES. Pessoas se juntam para reclamar da vida, do governo, do trabalho, da empresa que trabalham. Olhe para você, se considera uma dessas pessoas? Se sim, você está vibrando na crença da escassez e ingratidão, principalmente quando você reclama do seu chefe ou da sua empresa. Se esse é o seu caso, saia agora da crença da reclamação e da vitimização. Pense em ser grato pelo que tem na vida, e mãos à obra para mudar aquilo que não está legal sem ficar reclamando de tudo e de todos.

2 – COMPETIÇÃO: o que essa palavra significa para você? O que você aprendeu sobre competir? Você é uma pessoa competitiva, daquelas que acreditam no ditado ‘farinha pouca, meu pirão primeiro?”. Se sim, você vibra na Lei da Escassez, que diz que não tem para todo mundo. Quando você entender que há para todos, você passa a vibrar na Lei da Abundância e as conquistas vão ficando mais fáceis e leves. Nosso inconsciente traz o movimento daquilo que acreditamos, sem a necessidade de conquistar tudo a qualquer preço. Quando resignamos nossas crenças de merecimento, parece que tudo acontece de forma mais natural, sem o peso da Lei da Escassez.

3 – PAGAR AS CONTAS ANTES DA DATA DO VENCIMENTO PENSANDO NA ESCASSEZ: se esse é seu caso, você também vibra na escassez. Pagar contas antes do vencimento não há problema algum, mas fazer isso pensando que vai faltar é escassez. Mude esse pensamento para resignificar os registros do subconsciente e poder assim, mudar a crença do não merecimento ou escassez.

4 – RELAÇÃO COM AS CONTAS RECEBIDAS: vou direto para um exemplo clássico que é quando você financia a compra da sua casa própria. Geralmente, quando você assina a escritura da sua casa própria é uma alegria que não cabe no peito, não é? Quem já passou por essa experiência sabe do que estou falando. Porém, as prestações vão chegando religiosamente todos os meses e muitas pessoas reclamam disso, esquecendo completamente do momento de alegria que sentiram. Acontece que, com essa atitude, você vai direto para a ingratidão, que é um sentimento que bloqueia a sua abundância. O primeiro pensamento que vem na mente é da dívida feita e não da conquista alcançada. Olhe para as suas contas com generosidade. Lembre-se dos momentos bons que essa conta proporcionou, a luz na sua casa que possibilita ver urna televisão, ligar seu ventilador ou ar condicionado, o cartão de crédito que você usou para comprar algo que o fez feliz naquele momento, que você foi ao cinema e se divertiu. Talvez seja um olhar “estranho” num primeiro momento, mas faz toda a diferença na hora de resignificar a mente. Afinal, sabemos que nosso cérebro é plástico e pode ser alterado sempre que quisermos.

OUTRAS SITUAÇÕES

Perceba também, como é a influência de suas crenças em situações que parecem bobas do cotidiano, mas que têm total influência com esse tema que estamos tratando aqui.

1 – VOCÊ VÊ TELEVISÃO? Que canais de televisão você assiste? Eles nutrem com informações ricas? Dependendo do canal, você só vai acessar informações de total escassez que vão causar ansiedade, medo, angústia e desencadear, por exemplo, uma síndrome do pânico ou insônia. Notícias do tipo: que não tem emprego para todos, que a economia vai mal, canais que só falam de violência, corrupção, revolta, crise, mortes e tragédias. Essas notícias trazem sentimentos que bloqueiam a sua expansão e abundância. Viver no medo é limitante. Você tem o poder de escolha, lembre-se disso.

FILTROS CONSCIENTES

Filtre aquilo que você quer ver e ouvir.

 2 – FOCO NO QUE NÃO TEM: você é dessas pessoas que só olham para o que você não tem? Pior ainda, olha para o que o outro tem e ainda fica com ressentimento? Procure mudar seu olhar de direção, o que você tem de bom na sua vida? Olhe para isso e agradeça. Você provavelmente vai perceber que pode olhar o “copo mais cheio”. Pare de ver a vida do outro e enxergue a sua vida e o que você pode criar nela.

3 – ENERGIA DO DIRECIONAMENTO DO DINHEIRO QUE ESTÁ SENDO POUPADO: você faz reserva de dinheiro? Se sim, faz para quê? Direciona essa reserva para caso alguma coisa de ruim aconteça? Então, que tal a partir de agora você direcionar esse dinheiro para utilizá-lo em algo que vai proporcionar prazer? Quando você direciona para algo bom, uma viagem, um estudo, uma festa, você está intencionando que ele será investido em algo prazeroso. Acredite, isso muda completamente. Faça esse exercício de pensar diferente e intencionar algo maravilhoso para essa reserva.

4 – PEGAR AQUILO QUE NÃO É SEU: já se deparou com aquele momento quando, por exemplo, a caixa do supermercado dá um troco a mais? Qual a sua reação? Você devolve o dinheiro ou fica calado e guarda? Se você devolve, você está de parabéns, a honestidade potencializa a sua abundância, Porém, se você guarda, automaticamente a sua consciência sabe que aquilo está errado. E, certamente, alguma situação vai ocorrer para que você se desfaça desse dinheiro que  não é seu.

Enfim, se quer potencializar e vibrar na abundância, primeiro verifique como você funciona, o que aprendeu, o que contaram a você sobre o dinheiro, para que faça esse trabalho interno de alteração dessas crenças que o estão limitando. Seu inconsciente é uma ferramenta poderosa que  pode mudar essa relação com simples técnicas de resignificação de crenças que envolvem a Lei da Escassez e a Lei da Abundância. A plasticidade cerebral nos permite novos e grandes aprendizados que com certeza influenciarão nas outras áreas da vida que também podem estar estagnadas nas crenças de escassez. O Thetarealing e o Access Consciousness são técnicas poderosas, que podem ajudar nessa direção. Existem caminhos gratuitos que você pode explorar sem custo para colocar.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.