OUTROS OLHARES

PEDÁGIO DA FELICIDADE

O governo trabalha com a ideia de elevar impostos para bebidas, cigarros e açúcar. Experiências tributárias semelhantes em outros países mostram que o assunto é mais complexo do que se imagina — mas pode dar certo

Obesidade, diabetes, câncer de pulmão, doenças hepáticas, aquecimento global, congestionamentos, qualidade do ar. São temas que, ao primeiro olhar, passam longe do sistema tributário de um pais, mas que têm dominado as discussões no mundo sobre como usar os impostos para reduzir o consumo de produtos que causem danos à saúde e ao meio ambiente. O debate foi incitado no Brasil pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao mencionar o “imposto do pecado” que poderia incidir sobre bebidas alcoólicas, cigarro e produtos com alto teor de açúcar, como refrigerantes, sorvetes e chocolates, em uma reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davas, Suíça. Guedes é defensor da ideia desde antes de migrar da iniciativa privada para o governo.

A fala do ministro gerou protestos em razão do temor sobre um novo aumento da carga tributária brasileira, que já está acima de 30% do Produto Interno Bruto (PIB), mas vai ao encontro da tendência mundial de taxar produtos nocivos à saúde. A despeito da declaração de seu subordinado, o presidente Jair Bolsonaro protestou: “Paulo Guedes, desculpa, você é meu ministro, te sigo 99%, mas aumento de imposto para cerveja, não”, disse, rebatendo o economista. A cerveja tem baixa taxação no Brasil – 5% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em média -, mas, se o presidente resolver tomar cachaça, vai pagar cerca 30% de imposto. No Brasil, as alíquotas das bebidas alcoólicas giram entre 5% e 30%, com taxação mais alta para os destilados, com teor alcoólico maior. O Brasil já taxa fortemente cigarros. Em média, 62% do preço do cigarro brasileiro são impostos, acima da média mundial de 50% e da média da América Latina, que é de 45%, de acordo com estudo do professor Nelson Leitão Paes, do programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rodrigo Orair, vem acompanhando essa discussão entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvin1ento Econômico (OCDE), grupo composto de economias desenvolvidas no qual o Brasil deseja ingressar. “Tradicionalmente, esses impostos seletivos, como são chamados, são muito focados em cigarros e alcoólicas. Mais recentemente tem havido interesse em bebidas não alcoólicas com alto teor de açúcar ou sódio. Esse imposto não tem função precípua arrecadatória. O objetivo é desestimular o consumo, uma finalidade extrafiscal. O que se quer é coibir o consumo e usar o recurso para fazer campanha de prevenção contra o uso do bem”, explicou. Segundo relatório da organização em 2016, 16 países aumentaram as alíquotas sobre tabaco e bebidas alcoólicas, e 11 países em 2017 tomaram o mesmo caminho. Somente o Reino Unido congelou impostos sobre cerveja, cidra e uísque em 2016. O México adotou o imposto entre 2014 e 2016.

No Brasil, taxação é defendida pela classe médica porque, além de doenças cardíacas e câncer, estão associados ao álcool também os traumas causados por acidentes de trânsito e episódios de agressão relacionados à embriaguez. Um estudo publicado em 2019 pela epidemiologista Katherine Keyes, da Universidade Columbia, em Nova York, cruzou dados de taxação de bebida com levantamentos sobre violência doméstica. A pesquisadora conseguiu detectar uma relação, que considerou “modesta”. “Nossas estimativas de redução no consumo de álcool indicam que um aumento de 10% no preço é associado a uma redução de 20% em episódios de consumo excessivo e diminui a violência ligada ao álcool em 30%”, escreveu a pesquisadora num artigo para o periódico acadêmico Addiction.

Para produtos com alto teor de açúcar, mais países aplicam alíquota maior. De 2016 a 2018, Bélgica, Reino Unido, Portugal, Espanha e Estônia resolveram taxar mais conforme aumenta a quantidade de açúcar, excetuando sucos prontos e naturais. Mas a dificuldade maior está exatamente em taxar produtos em que não é possível determinar a quantidade exata da substância, como em sorvetes e chocolates. “Algumas iniciativas são mais exitosas, quando o teor de açúcar é muito preciso. Outras são mais complexas, como em sorvete, café e chocolate. Alguns países voltaram atrás”, disse Orair, do Ipea. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defende o uso do imposto, inclusive para alimentos ultraprocessados. Igor Brino, diretor de Relações institucionais do ldec, relembrou que a maioria dos refrigerantes tem isenção fiscal por ser produzida na Zona Franca de Manaus. “Quando o ministro Paulo Guedes fala sobre isso, não está inovando, não está inventando. Há diretrizes muito claras da OCDE para os países membros. A má alimentação, com alto teor de sódio e açúcar, gera impacto nos índices de desenvolvimento econômico, na produtividade do mercado de trabalho e nos gastos com saúde pública. Não há o menor sentido em incentivar esses produtos”, disse. Produtoras de refrigerantes da Zona Franca não pagam IPI, mas têm direito a crédito tributário de alíquotas cobrados no restante do país. Até 2018, essa alíquota era de 20%. Foi reduzida ao longo do governo Temer e oscilou de forma errática com Bolsonaro, variando entre 10% e 4%. Se o desejo do ministro Paulo Guedes prevalecer na reforma tributária, os descontos tributários recebidos pelos fabricantes deverão cair ainda mais.

Na comunidade médica também há um alinhamento em torno da ideia de sobretaxar bebidas açucaradas. Especialistas enxergam na proposta aventada por Guedes uma possibilidade de avançar em políticas de prevenção mais eficazes, já que tocam no poder de compra da população. No caso específico do açúcar, há um pleito antigo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para que se criem propostas que reduzam o porcentual do ingrediente na produção de alimentos. A entidade considera o alto consumo da substância um problema de saúde pública, ainda que não existam estudos suficientes para comprovar tal afirmação. Como a obesidade e o diabetes, que podem ter origem no consumo de açúcar, são problemas que se manifestam no longo prazo, o impacto das políticas para frear bebidas doces, como refrigerantes, é menos perceptível que o daquelas para combater o tabagismo e o alcoolismo. “A obesidade e o diabetes são duas epidemias mundiais, e por mais que a gente fale em tratamento para elas, nós só vamos ver um impacto significativo nessas epidemias com uma intervenção ampla, num número significativo de pessoas”, disse o endocrinologista Rodrigo Moreira, presidente da SBEM.

Para o médico, o imposto é um caminho para solucionar o problema, mas a entidade também busca mobilizar a sociedade civil pela obrigatoriedade de rótulos de alerta para produtos com muito açúcar, sal ou gordura. “A taxação da adição de açúcar como única medida parece ser insuficiente para afetar a epidemia de obesidade, mas ela precisa ser incluída numa estratégia de múltiplos componentes estruturais”, escreveu um grupo de pesquisadores da Universidade de Navarra, na Espanha, que produziu recentemente uma análise investigando o imposto do açúcar em vários países. Liderados por Miguel Martínez-González, os cientistas afirmaram que, no caso dos impostos sobre refrigerantes, por exemplo, o benefício da redução de consumo pode se perder em outras externalidades. “Um imposto de consumo sobre refrigerantes pode resultar em substituições por sucos de fruta ou chás com conteúdo similar de açúcar, por exemplo. Por isso é preferível que uma taxa de consumo seja implementada sobre todas as bebidas adocicadas, não apenas os refrigerantes”, escreveram os pesquisadores espanhóis.

Para funcionar do ponto de vista de saúde, afirmaram os cientistas, o aumento da taxação precisa ser elevado o suficiente para impedir a indústria de simplesmente absorver os custos do produto em questão e continuar seus negócios sem queda nas vendas. A França, por exemplo, conseguiu derrubar o consumo de bebidas açucaradas em 3,3% impondo uma taxa que aumentou os preços em 5% e acarretou uma receita de € 280 milhões ao ano para o país. Boa parte da comunidade médica e dos representantes da sociedade civil defendem que a arrecadação de “impostos do pecado” seja aplicada diretamente em políticas de saúde pública. “A receita advinda do aumento de imposto sobre produtos de tabaco deveria sustentar os programas de controle do tabagismo”, alegou um relatório da ONG Truth Initiative, que defende a maior taxação do cigarro.

A experiência mais longa e abrangente com a taxação maior de produtos que causam mal à saúde é com o cigarro. Segundo estudo do professor Leitão Paes, da UFPE, o custo econômico do vício no cigarro é de 0,5% do PIB anualmente. As medidas para conter o consumo do produto iniciaram nos anos 1980, mas, a partir de 2008, as alíquotas dos impostos começaram a subir com mais força. Eram 57,15% do preço em 2008, subindo para 59,35% em 2010 e para 63,15% em 2012. E o consumo caiu. Em 1989, quase 32% da população de 15 anos ou mais era fumante, porcentual que se reduziu para 22,4% em 2003 e para 17,2% em 2008. São porcentuais inferiores ao da média mundial, 21,7%, e da América Latina, 19,5%. “De acordo com os números mais recentes, a carga tributária total dos cigarros está agora acima de 50% em quase todos os países da OCDE e atingiu 80% ou mais em dez países”, segundo relatório da organização de 2017.

Mas há visões mais céticas sobre a eficácia desse imposto. O economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que foi diretor do Cade, vê pouco resultado quando as alíquotas aumentam muito. “Colocar alíquota muita alta para determinados bens, por melhor que seja a intenção, aumenta o contrabando. Todos concordamos que seria interessante estimular o consumo saudável e desestimular o que supostamente não é melhor para a saúde, mas alíquotas muita elevadas aumentam a atratividade do mercado ilegal, a sonegação, e diminuem a arrecadação, com as pessoas continuando a consumir”, afirmou.

A questão do contrabando de cigarros é mais presente no Brasil Nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos, a taxação maior não induziu um aumento da ilegalidade. Pelo contrário: houve impacto direto na redução de fumantes. Uma mudança tributária promovida em 2009 pelo governo Obama fez o imposto por pacote subir de US$ 0,39 para US$ 1,01. O sanitarista Jidong Huang e o economista Frank Chaloupka, da Universidade de Illinois, fizeram um estudo encomendado pelo Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA e constataram que a maior redução de consumo se deu entre os jovens. “A porcentagem de estudantes que relataram ter  fumado até um mês antes de serem entrevistados caiu entre 9,7% e 13,3%, logo após a elevação da  taxa”, afirmou. A conclusão: um aumento de 10% no preço do cigarro reduziu a prevalência do tabagismo entre jovens entre 4,4% e 6%. Na conta de Chaloupka e Huang, a medida evitou o surgimento de cerca de 250 mil fumantes no país. No Brasil, o principal argumento que sustenta a tese de que o imposto seletivo estimula o mercado paralelo de cigarros é a extensão das fronteiras, que são pouco fiscalizadas. O cigarro também é considerado uma mercadoria fácil de ser transportada ilegalmente em meio a cargas legais. “O contrabando e a produção informal são responsáveis por quase 30% do mercado brasileiro (nos EUA, o porcentual é de 11%, enquanto na União Europeia está abaixo de 9%). A tributação elevada, os baixos custos de produção no Paraguai, a existência de canais de distribuição e a fragilidade nas fronteiras brasileiras ajudam a compreender um quadro difícil”, afirmou Leitão Paes em seu estudo. No âmbito dos projetos de reforma tributária que tramitam no Congresso, a ideia é usar o imposto seletivo para alguns poucos produtos que “causem externalidades negativas”. Segundo o economista Aloisio Araújo, da FGV, que vem acompanhando as discussões no Parlamento, como o objetivo é unificar ao máximo as alíquotas, produtos que já pagam mais imposto poderão ter redução. O papel do imposto seletivo seria, portanto, impedir essa queda na tributação.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE ORVALHO PARA A ALMA

DIA 12 DE MARÇO

MEL NA CAVEIRA DE UM LEÃO MORTO

Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos (Tito 2.6).

Sansão foi levantado por Deus num tempo de opressão. Seu nascimento foi um milagre. Consagrado a Deus como nazireu desde o ventre de sua mãe, tornou-se um portento. Sua força era colossal. Era um jovem prodígio, um homem imbatível, um verdadeiro gigante. Seu único problema é que ele não conseguia dominar seus impulsos. Um dia viu uma jovem filisteia e disse para seu pai: Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus; tomai-ma, pois por esposa… porque só desta me agrado (Juízes 14.2a,3b). Seu pai tentou demovê-lo da ideia, mas Sansão não lhe ouviu. Certa feita, caminhando pelas vinhas de Timna, um leão novo, bramando, saiu ao seu encontro, mas Sansão rasgou a fera como se rasga um cabrito. Depois de alguns dias, passou pelo mesmo local e foi dar uma olhada no corpo do leão morto. Estava ali, na caveira do leão, um enxame de abelhas. Sansão pegou um favo de mel nas mãos e saiu andando e se fartando com a iguaria. Sansão era nazireu e não podia tocar em cadáver. Quebrou ali o primeiro voto de sua consagração a Deus. Procurou doçura na podridão. Comeu mel da caveira de um leão morto. Muitos ainda hoje buscam prazer no pecado e procuram doçura naquilo que é impuro. Por isso, perdem a unção, a paz e a intimidade com Deus.

GESTÃO E CARREIRA

QUEM CASA, QUER CASA

O namoro entre o site de classificados OLX e o portal de imóveis Grupo Zap resulta em uma aquisição de R$ 2,9 bilhões. O plano, agora, é surfar na retomada do setor imobiliário para dominar o segmento na internet.

Em oito meses, a arrumação da casa mudou bastante. O que poderia ser uma simples reforma, com uma reorganização societária, se tornou uma mudança completa. No ano passado, o Grupo Zap – que nasceu em 2017 com a fusão dos dois maiores sites de imóveis do Brasil, o Zap, do grupo Globo, com o VivaReal, de investidores internacionais – começou a procurar interessados por uma participação no negócio. Seria uma forma de os fundos venderem as suas fatias com lucro. A empresa ainda ganharia fôlego financeiro para a forte competição esperada para o setor à medida que o mercado imobiliário brasileiro se reaquece. Um interessado natural seria o site holandês de classificados OLX, controlado pelo grupo sul-africano Naspers e que tem nos anúncios de imóveis o segundo maior volume de seus negócios no Brasil, atrás apenas da venda de automóveis. Ele, logo, entrou na negociação e o namoro foi ficando sério. À medida que as conversas evoluíam, os negociadores percebiam que faria mais sentido para ambas as empresas que, em vez de entrar como um investidor minoritário, ocorresse uma compra completa. “Com uma aquisição, conseguiríamos extrair mais sinergias”, diz Joel Rennó Junior, executivo-chefe de finanças da OLX Brasil. “Ao integrarmos as equipes de tecnologia poderemos ter uma velocidade de inovação muito maior.”

Então, foi o que ocorreu, com o anúncio, na terça-feira 3, de que a OLX pagará R$ 2,9 bilhões pela totalidade das ações do Grupo Zap. A operação, a ser confirmada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), será concretizada por meio de um aumento de capital feito pelos donos da OLX. “O acordo reforça o comprometimento com o mercado local e com o desenvolvimento de um ecossistema sólido de tecnologia para ajudar usuários privados e profissionais no País”, afirma Andries Oudshoom, CEO da OLX no Brasil. “Isso irá permitir explorar melhor o segmento e acelerar a entrega de uma experiência superior para os consumidores.” Em agosto do último ano, a OLX já havia adquirido a Anapro, dona de tecnologia para a gestão de lançamentos imobiliários.

Esses investimentos, de fato, indicam que os controladores da companhia acreditam não só na capacidade de extrair negócios de sua operação local, mas também no potencial de recuperação da economia e do setor imobiliário brasileiro. “Nos estados mais ricos, como em São Paulo, já vemos um mercado aquecido”, diz Rennó. Segundo o executivo, ainda 90% dos negócios é feito de forma off-line, por meio de corretores e visitas presenciais.

Com a compra, a OLX ganhará força para ser dominante nessa nova tendência. Com um faturamento de R$ 400 milhões no Brasil, frente aos R$ 312 milhões de 2018, e 750 funcionários no País, ela terá agora a vertical de imóveis como o seu maior negócio. O Grupo Zap registrou receita líquida de R$ 217 milhões, em 2018, e possui 800 empregados.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A DIFÍCIL RELAÇÃO COM O DINHEIRO

A maneira pela qual as pessoas convivem com o dinheiro está intimamente ligada aos ensinamentos recebidos na infância ou pontos de vista que a pessoa “comprou” de alguém a respeito desse assunto, pois essas informações ficam registradas no subconsciente

Já parou para pensar em como é a sua relação com o dinheiro? Ela é próspera e abundante? Ou é escassa e difícil? Pensar e falar cm dinheiro é confortável para você? Qual a sensação?

Dependendo dos ensinamentos sobre o dinheiro que você recebeu na sua infância ou pontos de vista que você “comprou” de alguém sobre esse assunto, essas informações ficam registradas no seu subconsciente como uma verdade absoluta e isso impacta diretamente nessa relação de abundância ou escassez.

Hoje em dia esse assunto ainda é abordado como se fosse um tabu na nossa sociedade. É como se você tivesse que escolher entre dinheiro e espiritualidade, como se fossem coisas opostas, ou ainda com o conceito de que se você gosta do dinheiro, é um “ganancioso”.

O dinheiro é importante e faz parte da nossa realidade física para alimentação, vestuário, saúde, transporte, passeios, educação, enfim, tudo que faz parte do nosso dia a dia. A espiritualidade, o universo, ou qualquer nome que você queira dar, não o julga se você tem ou não tem dinheiro para ter essa conexão. O fato é que não ter essa conexão necessária fluindo na sua vida faz com que você perca a paz, gerando ansiedade e medo no seu dia a dia a d ia, o que afasta a prosperidade cada vez mais.

Dependendo de como nos relacionamos com o dinheiro, podemos fazer a repulsa ou a atração dele na nossa vida. Há muitos comportamentos e hábitos diários que influenciam no acesso ou não a essa crença instalada em nosso subconsciente, e a presença dela é um limitador. É importante ressaltar essa informação de que, muitas vezes, a falta de dinheiro está ligada a uma dinâmica que age de forma oculta no seu subconsciente e faz com que seja tão desafiadora de acessar.

Agora, pare e perceba quais são suas crenças em relação ao dinheiro. Elas influenciam diretamente na sua realidade. O quanto você é influenciado pelas notícias do mundo, pelo que você ouve dos seus familiares, ou seu local de trabalho, pelo inconsciente coletivo que “diz” que não há suficiente para todos, que o dinheiro corrompe ou que você possa ter sido ensinado que “dinheiro o afasta de Deus”, que ”rico não entra no reino dos céus”. Enfim, inicie esse inventário interno do que você entende ou aprendeu sobre dinheiro. Esse será um bom começo para que você inicie uma mudança na sua forma de pensar e, consequentemente, mudar essa relação.

Gosto de dar exemplos de como isso funciona dentro de nós para facilitar o entendimento: imaginemos que uma pessoa teve uma infância escassa, na qual dia após dia a dificuldade com dinheiro estava presente. Essa criança presenciou seus pais “matarem um leão por dia” para sustentar a família. Pode ser que tudo isso que ela viu tenha sido registrado no subconsciente como se fossem “‘aprendizados sobre dinheiro”, A mente dessa pessoa vai se encarregar de repetir essa informação de dificuldade como dinheiro na fase adulta para validar o que você registrou quando criança. Como se a vida fosse “difícil mesmo” e assim, por mais que essa pessoa se esforce nos estudos e digamos que seja um sujeito de boa índole e honesto, acaba atraindo para si situações de dificuldade em relação ao acesso do dinheiro. Lembre-se que isso tudo acontece de forma inconsciente. A única coisa que a pessoa sabe é que ela se autossabota em relação a esse assunto e não sabe a razão.

Vamos a outro exemplo: imagine que uma pessoa cresceu em uma família onde o dinheiro era visto como algo ruim e ela escutou frases do tipo: “dinheiro é sujo”, dinheiro o afasta de “Deus e do mundo espiritual”, “quem tem dinheiro não entra nos reino dos céus”, “quem busca prosperidade financeira não tem alma”, “os que estão ligados ao dinheiro não são pessoas do bem”, enfim, essas frases que muitas pessoas escutaram e até riem quando falam da fase adulta. Bem, essas informações certamente ficaram gravadas na mente e acabam virando um “programa”. Isso mesmo, como se fosse um programa de computador que fica executando essa tarefa de lembrar tudo isso que você aprendeu de forma inconsciente.

O que acontece é que a sua mente não o julga e ela vai fazer com que esses programas sejam executados de forma a manter você longe do dinheiro para validar essas informações colocadas no seu subconsciente. Porque, afinal de contas, você não quer se “sujar”, você não quer “se afastar de Deus” e você quer “entrar para o reino dos céus, dependendo da sua crença. Para isso, esses “programas” vão continuar rodando na sua mente até que você troque essa sua forma de pensar para o conceito de que “é permito ter dinheiro e ainda assim estar perto de Deus” e ainda “rico entra nos reinos do céu” ou possuir estrutura financeira abundante e ser uma boa pessoa. Mas para isso é preciso mudar a crença limitante instalada no subconsciente.

INÍCIO

O primeiro passo é entender que a missão da nossa mente é nos manter vivos. E ela sempre vai nos proteger se algo nos colocar em perigo. Se você atrair uma situação diferente daquela que você registrou na sua mente lá, a sua infância como sendo uma “verdade absoluta”, ela rapidamente vai tratar de colocá-lo em segurança, acionando todos os seus autossabotadores e fazer você ficar longe da prosperidade relacionada ao dinheiro.

É importante destacar que escassez não se refere somente ao dinheiro. Há muitas pessoas que viveram escassez de amor, carinho, atenção, cuidado e isso se reflete em todas as áreas da vida, porque é como se a mente registras.se o “não merecimento” de acessar a abundância.

Por causa disso você pode trazer à tona uma sensação de não merecimento, ou seja, todo mundo pode, menos você. Enfim, é como se fosse sempre uma “luta” para acessar esse merecimento dia após dia.

Temos um tesouro dentro de nós chamado subconsciente. É nele que estão todos esses registros e podemos acessá-lo para alterar aquelas informações que não são mais necessárias para a fluidez da vida como ela deve ser.

Além da questão dos limitadores que temos registrados na mente, as pessoas, em geral, perderam a conexão prática com o dinheiro. Acabam bloqueando a abundância por aquilo que pensam e por algumas atitudes no dia a dia que, se mudassem, já começaria a movimentar essa crença de escassez de uma forma diferente.

EXEMPLOS

Vou dar alguns exemplos para que você reflita um pouco mais sobre esse assunto e sobre suas atitudes:

1 – O QUE MAIS SE OUVE SÃO RECLAMAÇÕES. Pessoas se juntam para reclamar da vida, do governo, do trabalho, da empresa que trabalham. Olhe para você, se considera uma dessas pessoas? Se sim, você está vibrando na crença da escassez e ingratidão, principalmente quando você reclama do seu chefe ou da sua empresa. Se esse é o seu caso, saia agora da crença da reclamação e da vitimização. Pense em ser grato pelo que tem na vida, e mãos à obra para mudar aquilo que não está legal sem ficar reclamando de tudo e de todos.

2 – COMPETIÇÃO: o que essa palavra significa para você? O que você aprendeu sobre competir? Você é uma pessoa competitiva, daquelas que acreditam no ditado ‘farinha pouca, meu pirão primeiro?”. Se sim, você vibra na Lei da Escassez, que diz que não tem para todo mundo. Quando você entender que há para todos, você passa a vibrar na Lei da Abundância e as conquistas vão ficando mais fáceis e leves. Nosso inconsciente traz o movimento daquilo que acreditamos, sem a necessidade de conquistar tudo a qualquer preço. Quando resignamos nossas crenças de merecimento, parece que tudo acontece de forma mais natural, sem o peso da Lei da Escassez.

3 – PAGAR AS CONTAS ANTES DA DATA DO VENCIMENTO PENSANDO NA ESCASSEZ: se esse é seu caso, você também vibra na escassez. Pagar contas antes do vencimento não há problema algum, mas fazer isso pensando que vai faltar é escassez. Mude esse pensamento para resignificar os registros do subconsciente e poder assim, mudar a crença do não merecimento ou escassez.

4 – RELAÇÃO COM AS CONTAS RECEBIDAS: vou direto para um exemplo clássico que é quando você financia a compra da sua casa própria. Geralmente, quando você assina a escritura da sua casa própria é uma alegria que não cabe no peito, não é? Quem já passou por essa experiência sabe do que estou falando. Porém, as prestações vão chegando religiosamente todos os meses e muitas pessoas reclamam disso, esquecendo completamente do momento de alegria que sentiram. Acontece que, com essa atitude, você vai direto para a ingratidão, que é um sentimento que bloqueia a sua abundância. O primeiro pensamento que vem na mente é da dívida feita e não da conquista alcançada. Olhe para as suas contas com generosidade. Lembre-se dos momentos bons que essa conta proporcionou, a luz na sua casa que possibilita ver urna televisão, ligar seu ventilador ou ar condicionado, o cartão de crédito que você usou para comprar algo que o fez feliz naquele momento, que você foi ao cinema e se divertiu. Talvez seja um olhar “estranho” num primeiro momento, mas faz toda a diferença na hora de resignificar a mente. Afinal, sabemos que nosso cérebro é plástico e pode ser alterado sempre que quisermos.

OUTRAS SITUAÇÕES

Perceba também, como é a influência de suas crenças em situações que parecem bobas do cotidiano, mas que têm total influência com esse tema que estamos tratando aqui.

1 – VOCÊ VÊ TELEVISÃO? Que canais de televisão você assiste? Eles nutrem com informações ricas? Dependendo do canal, você só vai acessar informações de total escassez que vão causar ansiedade, medo, angústia e desencadear, por exemplo, uma síndrome do pânico ou insônia. Notícias do tipo: que não tem emprego para todos, que a economia vai mal, canais que só falam de violência, corrupção, revolta, crise, mortes e tragédias. Essas notícias trazem sentimentos que bloqueiam a sua expansão e abundância. Viver no medo é limitante. Você tem o poder de escolha, lembre-se disso.

FILTROS CONSCIENTES

Filtre aquilo que você quer ver e ouvir.

 2 – FOCO NO QUE NÃO TEM: você é dessas pessoas que só olham para o que você não tem? Pior ainda, olha para o que o outro tem e ainda fica com ressentimento? Procure mudar seu olhar de direção, o que você tem de bom na sua vida? Olhe para isso e agradeça. Você provavelmente vai perceber que pode olhar o “copo mais cheio”. Pare de ver a vida do outro e enxergue a sua vida e o que você pode criar nela.

3 – ENERGIA DO DIRECIONAMENTO DO DINHEIRO QUE ESTÁ SENDO POUPADO: você faz reserva de dinheiro? Se sim, faz para quê? Direciona essa reserva para caso alguma coisa de ruim aconteça? Então, que tal a partir de agora você direcionar esse dinheiro para utilizá-lo em algo que vai proporcionar prazer? Quando você direciona para algo bom, uma viagem, um estudo, uma festa, você está intencionando que ele será investido em algo prazeroso. Acredite, isso muda completamente. Faça esse exercício de pensar diferente e intencionar algo maravilhoso para essa reserva.

4 – PEGAR AQUILO QUE NÃO É SEU: já se deparou com aquele momento quando, por exemplo, a caixa do supermercado dá um troco a mais? Qual a sua reação? Você devolve o dinheiro ou fica calado e guarda? Se você devolve, você está de parabéns, a honestidade potencializa a sua abundância, Porém, se você guarda, automaticamente a sua consciência sabe que aquilo está errado. E, certamente, alguma situação vai ocorrer para que você se desfaça desse dinheiro que  não é seu.

Enfim, se quer potencializar e vibrar na abundância, primeiro verifique como você funciona, o que aprendeu, o que contaram a você sobre o dinheiro, para que faça esse trabalho interno de alteração dessas crenças que o estão limitando. Seu inconsciente é uma ferramenta poderosa que  pode mudar essa relação com simples técnicas de resignificação de crenças que envolvem a Lei da Escassez e a Lei da Abundância. A plasticidade cerebral nos permite novos e grandes aprendizados que com certeza influenciarão nas outras áreas da vida que também podem estar estagnadas nas crenças de escassez. O Thetarealing e o Access Consciousness são técnicas poderosas, que podem ajudar nessa direção. Existem caminhos gratuitos que você pode explorar sem custo para colocar.