OUTROS OLHARES

VIAGEM CONTROLADA

Estudos avançados conduzidos em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil, mostram o efeito de drogas alucinógenas no tratamento de doenças psiquiátricas

Um paradoxo da ciência tem produzido muito ruído: o uso de psicodélicos, drogas associadas a alucinações e viagens mentais, nos cuidados de doenças psiquiátricas. Estudos recentes vêm oferecendo resultados convincentes. Chá de cogumelos para depressão e dependência de tabaco e cocaína; LSD para angústia e alcoolismo; ayahuasca para ansiedade e transtorno de stress pós-traumático (veja o quadro abaixo). Os institutos de pesquisas envolvidos nos trabalhos são seriíssimos: a Universidade College London e a Universidade Federal de São Paulo estão entre os pioneiros. Há dois meses, a renomada Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, inaugurou o maior centro de estudos do mundo inteiramente dedicado à pesquisa desse tipo de substância, com um investimento de 17 milhões de dólares, o equivalente a 70 milhões de reais.

Os psicodélicos podem ser extraídos de plantas ou sintetizados em laboratório. Eles agem basicamente de duas formas – reduzem a atividade na amigdala, a parte do cérebro que regula a resposta ao medo, e aumentam a atividade no córtex pré-frontal, área do raciocínio, humor e percepção. Dá-se o desejado efeito terapêutico à medida que a droga instaura novos ritmos cerebrais, controlando o que parece exagerado e freando o que desponta em excesso. Há, ainda, outro movimento positivo: os alucinógenos estimulam a quantidade de neurotransmissores no cérebro, em especial a serotonina, que regula as emoções e sensações. Diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, pesquisador em tratamento de dependência química na Unitesp: “Dessa forma, o paciente consegue falar melhor e mais profundamente sobre seus traumas e problemas”.

O chá ayahuasca, utilizado em rituais religiosos como os do santo-daime, mostrou-se eficaz, por exemplo, no combate ao tipo de depressão mais severa, aquela que responde mal aos medicamentos disponíveis e acomete 100 milhões de pessoas no mundo, 4 milhões delas no Brasil. Pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte avaliou pacientes com idade de 21 a 59 anos que conviviam com a doença havia onze anos, em média. “Engana-se, no entanto, quem pensa que o efeito positivo possa vir do uso recreativo da droga”, diz o neurocientista Eduardo Schenberg, coordenador dos estudos com MDMA para transtorno pós­ traumático no Brasil. “Os benefícios para a saúde só serão conquistados se a utilização das substâncias seguir protocolos terapêuticos precisos.”

A administração das drogas exige, evidentemente, muitos cuidados. Para que seus efeitos colaterais agudos sejam minimizados – além das alucinações, elas podem provocar tonturas, enjoos e aumento da pressão arterial -, os pacientes recebem a substância no hospital ou em clinicas. Os quartos são preparados para proporcionar um ambiente de tranquilidade – decorados com plantas e iluminados por luz natural. A quantidade das substâncias e a duração dos efeitos variam de droga para droga. Algumas são usadas integralmente. De outras, extrai-se um composto específico. Os testes com ayahuasca mostraram resultados com uma dose, o equivalente a uma xícara de chá. Com o MDMA, composto do ecstasy, foram necessárias três sessões com quantidades de 75 miligramas a 125 gramas.

Os primeiros estudos com psicodélicos na medicina são de 1914, com ecstasy. Os cogumelos tiveram uma versão sintética comercializada nas décadas de 50 e 60 para terapias psiquiátricas experimentais. Nos anos 60, Timothy Leary (1920-1996), professor de psicologia clínica da Universidade Harvard, ganhou fama como proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD. Usando ele mesmo esse produto sintético, fez pesquisas que o levaram a estabelecer quadros de níveis de consciência. Mas na década de 70 a fabricação e a venda de qualquer composto alucinógeno para uso medicinal foram proibidas pelo governo americano. Os estudos terapêuticos só foram retomados a partir dos anos 1990, quando a ciência se rendeu à limitação dos remédios para as doenças mentais. Se os testes em larga escala conseguirem repetir os resultados obtidos até agora, os psicodélicos poderão vir a ser usados dentro de cinco anos. Até lá, contudo, de mãos dadas com a medicina, haverá uma longa batalha jurídica de autorização.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 21 DE FEVEREIRO

UM HOMEM CHAMADO POR JESUS

Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens (Marcos 1.17).

Pedro é considerado, com justa razão, um dos maiores líderes do cristianismo. Foi indiscutivelmente o grande porta-voz do colégio apostólico. Sempre estava à frente das grandes discussões. Até mesmo nas crises mais medonhas, ocupava a dianteira do grupo. Pedro sempre encabeça todas as listas dos apóstolos de Jesus encontradas nos evangelhos. O livro de Atos dedica os doze primeiros capítulos para destacar seu ministério. Nascido e criado às margens do mar da Galileia, tornou-se um pescador. A despeito de ser um homem de atitudes rudes e iletrado, Jesus vê nele um grande líder e o chama para compor seu seleto grupo de apóstolos. Pedro deixou as redes para seguir a Jesus. Andou com Jesus três anos, perlustrando as poeirentas estradas da Galileia e subindo as encostas da Judeia. Ouviu dos lábios do Mestre as maiores verdades e viu por intermédio de suas onipotentes mãos os maiores milagres. Mesmo fora da academia, cursou o maior de todos os seminários, com o maior de todos os mestres, ouvindo e vendo as maiores maravilhas. Pedro foi salvo por Jesus e escolhido para proclamar essa salvação a milhares de pessoas. Hoje, Jesus também chama você para a salvação. Não espere mais, corra para seus braços e encontre nele perdão, salvação e paz.

GESTÃO E CARREIRA

OS NOVOS BANQUEIROS

Agora cidadãos comuns podem oferecer empréstimos a pequenos empreendedores e cobrar juros de maneira legalizada. Em ascensão, a modalidade requer atenção de quem empresta e de quem toma emprestado

Um empreendedor vai ao banco solicitar empréstimo. Sai de lá de mãos vazias depois de ter o pedido negado. A cena, que se repete à exaustão no Brasil, é vivida por milhares de brasileiros que estão em busca de financiamento para seus negócios. Mas uma nova regulamentação mudou essa realidade.

Com o objetivo de tornar o crédito mais acessível a microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, o governo sancionou em abril deste ano a Lei Complementar no 167/19, que legaliza as empresas simples de crédito (ESCs). Na prática, a norma permite que qualquer cidadão empreste dinheiro de maneira institucionalizada. Para especialistas, apesar de controversa, a medida deve ajudar a melhorar as condições de crédito para essa fatia de empreendedores. “Os pequenos negócios têm um baixo índice de sobrevivência e nem sempre há uma boa estrutura de gestão, de modo que o perfil deles contraria o escopo do banco em relação ao risco. Isso eleva o valor dos financiamentos”, diz Luiz Lemos Leite, presidente da Associação Nacional de Fomento Comercial (Anfac), uma das entidades que ajudaram na elaboração ela nova lei. Quanto à polêmica de que a lei nada mais faz do que regularizar a agiotagem (a prática de emprestar dinheiro fora domercado decrédito legítimo), quem entende do assunto acredita que a tendência é que essa forma de atividade financeira ilegal diminua. “Uma parte das irregularidades deve migrar para as ESCs. O que deve sobrar são agiotas que praticam cobrança agressiva, com ameaça de morte envolvida, que não têm interesse em se regularizar”, explica Roy Martelanc, coordenador do MBA Banking da Fundação Instituto de Administração (FIA).

CRESCIMENTO EXPONENCIAL

Sílvio Vucinic, consultor de negócios do Sebrae, diz que a chegada das ESCs aumentou a concorrência nesse segmento, o que deve empurrar as taxas para baixo num futuro próximo. Hoje, o pequeno empreendedor chega a arcar com juros de 36,5% ao ano, enquanto a taxa anual praticada para pessoas jurídicas é de 9,15%, de acordo com o Banco Central.

Desde que a lei foi sancionada já são mais de 490 ESCs espalhadas por todo o país, segundo levantamento da Anfac. A expectativa é que sejam injetados cerca de 20 milhões de reais por ano no mercado de crédito com a atuação dessas empresas.

De olho nesse oceano azul de oportunidades, os ex- bancários Renato Coelho, de 33 anos, e Nelson Hyppólito, de 48, fundaram há oito meses a Go Credit, em Guarulhos (SP). Antes das mudanças na norma, os sócios tinham uma plataforma de marketplace de crédito, na qual o empreendedor conseguia consultar e negociar empréstimos em diversas instituições. “Recebíamos muitas solicitações de crédito de pequenas empresas por meio de nosso site, mas percebíamos que as condições oferecidas pelos parceiros não eram realmente boas. Foi aí que decidimos entrar nesse nicho, que ainda é mal atendido”, diz Renato.

Nelson, formado em direito, e Renato, administrador de empresas, destinaram todo o lucro obtido com o marketplace – cerca de 100.000 reais – para abrir o minibanco. Em sete meses, a Go Credid já transacionou 1 milhão de reais. O valor recebido das parcelas pagas pelos clientes é reinvestido na própria startup, que possuiu 70 clientes e cobra taxa média mensal de juro de 3%. Até o final do ano, os sócios, que continuam com o markertplace para atender empresas de maior porte, vão lançar um aplicativo para em­ prestar dinheiro digitalmente. “Nossa estimativa para 2020 é financiar 400 novos clientes”, afirma Renato.

NÃO É TERRA DE NINGUÉM

Para se tornar um desses novos banqueiros, no entanto, há uma série de regras previstas na lei – seu descumprimento pode levar à cobrança de multas e até mesmo à reclusão de um a quatro anos. “Quem pretende abrir uma ESC precisa ter em mente que só poderá operar crédito com microempresas que estejam localizadas no mesmo município ou em cidades limítrofes. Também é proibido abrir filiais”, pontua Luiz, da Anfac.

O primeiro passo para quem vai abrir uma empresa simples de crédito é escolher se atuará sozinho ou em sociedade. O segundo é definir o valor do capital social, levando em conta apenas os recursos próprios e os de seus sócios, se houver. Não é permitido, por exemplo, tomar empréstimos, receber investimentos de terceiros ou considerar bens, como imóveis e carros, para compor o patrimônio da ESC. Só vale dinheiro vivo. Além disso, a receita bruta anual não pode ser superior a 4,8 milhões de reais. A etapa seguinte é escolher o local onde o minibanco atuará, já que só é permitido emprestar para empreendedores do mesmo município onde ele está sediado.

Entre as recomendações está ainda urna consulta na prefeitura para entender as exigências municipais para a obtenção do alvará de funcionamento. Também é indicado contratar uma assessoria contábil para auxiliar em todo o processo de abertura da ESC, como a escolha do modelo da empresa – que pode ser empresário individual, Eireli ou sociedade limitada – e a elaboração da escrituração contábil, o documento que inclui as movimentações financeiras, como receitas e despesas.

Outro ponto de atenção é a escolha entre as duas opções de regime tributário: lucro real, quando os tributos são calculados sobre o lucro efetivo da empresa, ou presumido, que leva em conta uma tabela fixa de tributação. Na fase final, o novo banqueiro precisa escolher o nome de sua ESC e registrar a abertura na Junta Comercial do Estado onde atuará, além de fazer as inscrições tributárias na Receita Federal e na prefeitura.

Depois de toda a papelada pronta, a ESC está liberada para emprestar dinheiro. Só é necessário considerar que, mesmo a lei complementar não limitando o valor dos juros praticados, não se podem cobrar tarifas e encargos, como fazem bancos de varejo e outras instituições financeiras. Hoje, as ESCs podem oferecer apenas três tipos de operações a seus clientes. Se o empreendedor precisa de capital de giro para pagar salários, décimo terceiro ou repor estoque, por exemplo, a modalidade indicada é o empréstimo. Se o negócio demanda novos investimentos, como a compra de uma máquina, a operação é financiamento. Há ainda o desconto em título, ou seja, se o empreendedor tem algum valor futuro para receber (como duplicatas ou promissórias), a ESC antecipa o dinheiro.

Silvio, do Sebrae, lembra que os donos de empresas especiais de crédito podem pedir garantias ao cliente em todas as operações, registrando as condições acordadas em contrato: uma cópia do documento fica com o tomador; a outra, com o credor. E as condições não param por aí. Toda a movimentação do dinheiro deve ser feita apenas por débito ou crédito em contas no nome da ESC e da pessoa jurídica contratante – sendo que a ESC precisa informar todas as suas operações para uma entidade registradora autorizada pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Por causa da atuação limitada (já que é proibido atender clientes de fora da cidade de atuação), os especialistas recomendam estudar a região antes de entrar nesse negócio. “É importante identificar o número de pequenos empreendimentos locais para dimensionar qual é o potencial do mercado”, diz Silvio, do Sebrae, entidade que possui o portal datasebrae.com.br/indicadores com esse tipo de informação.

OLHO NO OLHO

Diferentemente de uma instituição tradicional, que baseia sua decisão em algoritmos que mapeiam os hábitos de pagamento do cidadão, uma empresa especial de crédito em geral abre espaço para a confiança e o olho no olho. É comum o próprio dono negociar diretamente com os clientes. Roy, da FIA, explica que é o “boca a boca” que ajuda as ESCs a identificar melhor o perfil de um cliente. “Pode ser que o tomador tenha o nome limpo, mas o comércio não ande bem. Em uma cidade menor é fácil levantar isso”, diz o expert. “Dá para solicitar um plano de viabilidade financeira ao futuro cliente, que aponte o valor investido, a finalidade, além de despesas, receitas e lucro”, reitera Silvio.

Já o empreendedor sob escrutínio, do outro lado do balcão, pode comprovar sua viabilidade financeira apresentando, por exemplo, a guia de pagamento de imposto, com tributos pagos sobre o valor do faturamento. Thiago Eik, de 32 anos, André Bravo e Alian Medina, ambos de 30 anos, são sócios da 43 Fomento Mercantil, ESC fundada em maio, em Londrina, no interior do Paraná. O trio de advogados sente essa proximidade no dia a dia. Mesmo usando softwares para analisar a capacidade de pagamento dos interessados, eles têm como premissa considerar a realidade de cada um que os procura. “O empresário que tem um faturamento contábil baixo e o CNPJ negativado não consegue crédito em um banco, por exemplo. Mas, quando nos procura, perguntamos se há bens, como carro e imóvel, para embasar a operação. E entendemos diversos fatores para conceder crédito. Não é o sistema que nos dá a resposta”, diz Thiago. Os sócios da 43 cobram uma taxa média de 4% ao mês e investiram 400.000 reais para entrar nesse novo segmento. O montante foi usado em empréstimos cedidos para 20 empreendedores locais, entre donos de hamburgueria, tabacaria, clínica médica popular e vidraçaria. O objetivo é aumentar o capital para 2 milhões de reais em 2020.

Com uma massa retraída de pequenos empreendedores em busca de dinheiro, esse modelo de negócios se mostra promissor. Resta saber se, além de democratizar o acesso ao crédito, a modalidade também derrubará as taxas de juros.

O CHECKLIST DO MINIBANCO

Passo a passo para operar nesse segmento

*** Defina se atuará sozinho ou com sócios. Se optar por ter parceiros de negócios, busque pessoas de confiança.

*** Escolha o tipo de empresa que quer abrir, defina o valor do capital social, que deverá ser integralizado em dinheiro, não podendo levar em conta os bens, por exemplo.

*** Escolha a cidade onde a ESC será sediada. Lembre-se de que a empresa só poderá emprestar dinheiro para empreendedores do mesmo município e regiões.

*** Consulte a Prefeitura sobre a viabilidade de abertura da ESC e as exigências        municipais para a obtenção do alvará de funcionamento.

*** Contrate uma assessoria contábil para a abertura da empresa; faça a escrituração contábil; escolha o regime tributário, que pode ser o Lucro Presumido ou o Lucro Real.

*** Elabore o ato de constituição conforme o modelo de empresa escolhido, defina o nome, realize a consulta de disponibilidade dele na Junta Comercial do Estado e faça o registro.

*** Faça as inscrições tributárias na Receita Federal e na Prefeitura e, por fim, obtenha o Alvará de Funcionamento da Prefeitura.

BÊ-Á-BÁ

Como funciona a ESC

A região de atuação da ESC está limitada ao município sede e aos municípios limítrofes. A fonte de receita é, exclusivamente, oriunda dos juros recebidos das transações realizadas. O volume de operações da ESC está limitado a seu capital social, ou seja, ela só pode emprestar com recursos próprios.

QUALQUER PESSOA FÍSICA PODE ABRIR UMA ESC?

– Sim, mas cada pessoa física pode participar apenas de uma ESC e não são permitidas filiais.

COMO É A TRIBUTAÇÃO DA ESC?

– O regime de tributação é por lucro real ou lucro presumido. A receita bruta anual não pode ser superior a 4,8 milhões de reais, vedada a cobrança de encargos e tarifas.

E COMO FUNCIONA NA PRÁTICA?

– Quem empresta e quem toma emprestado selam o acordo em contrato, ficando uma cópia com cada um. As operações precisam ser registradas em entidade autorizada pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários.

QUAIS SÃO AS RESTRIÇÕES?

– A remuneração da ESC ocorre pela taxa de juro cobrada. Não é permitido que a ESC capte recursos com bancos. O projeto de lei que a institui prevê que todas as operações financeiras feitas por essas empresas de crédito estão sujeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

EFEITOS TARDIOS DO STRESS

Quem é muito atormentado na juventude por colegas da mesma idade tem maior tendência a sofrer de depressão, pânico ou impulsos agressivos quando adulto. É o que comprovam vários estudos clínicos. O tipo de consequência tardia, no entanto, se diferencia de acordo com a idade em que foi sofrida a violência – como sugere o trabalho do psicólogo Matthew Newman, da Universidade do Texas.

O pesquisador entrevistou aproximadamente 1.500 estudantes do ensino técnico sobre os tormentos sofridos por eles durante a infância e juventude. Além disso, ele se interessou em conhecer a forma como esses jovens hoje lidam com o stress no dia-a-dia. O que eles fazem, por exemplo, se alguém lhes rouba o namorado ou a namorada. A resposta “Eu saio para beber e esqueço o assunto” foi escolhida com muita frequência pelas vítimas de violência ainda recente. Por outro lado, aqueles que foram alvo de brincadeiras maldosas logo no início da vida escolar encaravam o problema quase sempre de forma mais agressiva. Segundo Newman, experiências de violência durante a adolescência fazem com que os atingidos fujam de qualquer tipo de stress e se isolem.

Outro estudo demonstrou também que, em qualquer idade, laços estreitos com familiares e amigos são a melhor garantia de superação das experiências de violência.