A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

SILÊNCIO, POR FAVOR…

Silêncio é fundamental para o bem-estar psíquico e físico, a quietude tanto incomoda quanto fascina, mas também ajuda a explicar como recebemos e processamos estímulos sensoriais.

Quem nunca teve de pedir uma trégua aos ruídos? Se no passado o problema dizia respeito apenas às cidades, hoje o barulho está invadindo também os lugares mais isolados. Especialistas definem o fenômeno como uma “rumorização dos espaços vitais” e advertem: esse excesso constante de sons e os altos decibéis são prejudiciais à saúde. Não se trata apenas de danificar a audição, mas também de provocar problemas indiretos de o ruído ser interpretado como um sinal de alarme pelo cérebro, que, através do sistema neurovegetativo e da produção do hormônio do estresse, o cortisol, desencadeia reações generalizadas no organismo.

A pressão sobe, aumentando o risco de doenças cardiocirculatórias como o infarto; as defesas imunológicas diminuem e a tiroide tem mais probabilidade de falhar. Mas, sobretudo, o barulho altera o humor, causa irritação, provoca distúrbios do sono e cefaleia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fala em “poluição sonora” e evoca o direito não apenas à saúde – e, portanto, à proteção dos efeitos diretos do ruído –, mas também à tranquilidade no sentido mais amplo de um bem-estar global, físico, psíquico e social. Em resumo, advoga o direito ao silêncio. Porém, este não se restringe apenas à ausência de ruídos, mas também de palavras.

Para muitos, o imperativo “faça silêncio” é mais uma punição, uma obrigação, uma imposição (talvez resquício de recordações do autoritarismo sofrido na infância). A própria modernidade, apoiada na “razão”, cerca-se de palavras para apresentar sua lógica – quando há confiança ilimitada no poder da racionalidade existe também dependência do argumentar, do falar. O silêncio é vivido, então, como uma dolorosa privação.

FALA-SE MUITO, MAS SE COMUNICA POUCO

Às vezes, é resultado de uma escolha, significa renúncia, uma forma de ausentar-se. Mas aí se esconde uma armadilha – o que se obtém não é a libertação das palavras, mas o esvaziamento de significados delas. Esse, aliás, é um dos dramas contemporâneos: fala-se muito, mas se comunica pouco. No mundo ocidental a ausência de sons é percebida como negativa, o silêncio provoca desconforto, pesa – em geral, as pessoas não sabem como utilizá-lo. Quem não fala é julgado negativamente: causa constrangimento ao interlocutor, por “não saber o que dizer”. O silêncio também pode ser compreendido como “o desejo de não falar” – o que desencadeia a ansiedade de interpretação; ou ainda é possível que seja visto como sintoma de uma situação conflituosa não declarada, implícita.

Se a pessoa está em um grupo, é como se tivesse a obrigação de falar, mesmo que não sinta necessidade ou vontade de fazê-lo. Da ideia de que o silêncio é ausência (e não presença) resulta o fato de que o indivíduo se diferencia pouco da coletividade: pode e deve existir na relação com o outro, mas não exclusivamente para si próprio, momentaneamente desconectado da rede social. Entretanto, estar em silêncio pode ser um modo de se encontrar e de se ouvir, retomar para si o espaço subjetivo.

As culturas orientais, em geral, utilizam muito a linguagem não verbal, atribuindo significados bem mais positivos ao silêncio; a ausência de palavras é preservada com grande consideração, seja como parte de rituais e em momentos de reflexão, seja como forma de instigar a sabedoria. Sua prática é indispensável às interações com a natureza e às relações humanas. Na maioria das religiões do Oriente, é vista ainda como condição necessária à manifestação do sagrado e ao desenvolvimento da transcendência. Nessa busca, o ruído externo é compreendido como empecilho ao recolhimento e à paz interior; já a quietude representa fuga das distrações e das preocupações que conturbam e agitam a alma que reza.

O OUTRO LADO DO BARULHO

O cineasta alemão Philip Gröning se propôs mostrar “o outro lado do barulho” em O grande silêncio, de 2006. Poucos teriam apostado naqueles 164 minutos rodados sem comentários, diálogos, entrevistas ou músicas. Há apenas raras legendas e sons naturais para acompanhar a vida monástica da ordem dos cartuxos no interior do mosteiro Grande Chartreuse, nos Alpes franceses, ao norte de Grenoble. O filme foi classificado como documentário, apesar de não ter sido o objetivo de Gröning fazer um reality da vida monástica. Queria um filme sobre o transcorrer do tempo e mergulhou sozinho, por seis meses, na atmosfera do mosteiro: apenas ele e a câmera com a qual podia filmar no máximo duas horas por dia, por determinação do prior geral, que o proibiu também de usar luzes artificiais, músicas ou comentários.

Para não perturbar a rotina dos monges, Gröning foi acolhido do mesmo modo que os noviços, como qualquer um que deve entrar para fazer parte da ordem. “No silêncio que reina aqui dentro, qualquer estalo ou rangido parece ultrajante”, conta o cineasta, que, nessa atmosfera, procurou mover-se o mais silenciosamente possível. “Se no início da minha estadia era insuportável para mim mesmo o ruído que eu fazia com o equipamento, sobretudo quando devia começar uma filmagem, no final, até o esfregar do tecido da minha roupa me parecia insuportavelmente ruidoso; o mais difícil era conviver com o ruído que eu mesmo produzia.” Ele percebeu, então, que “apenas quando se está em um completo silêncio é que se começa a escutar; só quando a linguagem desaparece, se começa a ver”.

O filme silencioso propõe outra forma de compreensão, segundo o diretor: libera a percepção do tempo da prisão de uma história construída com a linguagem. A crítica o definiu como “uma obra de arte maldita, um retrato maravilhoso e eterno de uma vida inimaginável”, e o público (embora restrito) ficou fascinado. Somente para Gröning a reação não foi surpresa: “Sabia o quanto é forte a necessidade de um pouco de espiritualidade; apenas demonstrei que não é preciso sair em busca da própria alma longe de si, e talvez isso seja o mais intrigante”.

No entanto, há uma dimensão dramática do silêncio que transcende a cultura. É sua manifestação “muda” – sem palavras ou pleno de palavras sem sentido –, que irrompe como um grito de dor de um vazio profundo, que se expressa como a impossibilidade de abrir-se para a relação. É o silêncio da doença, da depressão ou da esquizofrenia, do autismo ou do mutismo seletivo.

Porém, a melhor resposta, segundo a psicanálise, é ainda o silêncio: não o da indiferença de quem não pode ou não quer sentir a dificuldade, mas aquele manifesto pelo terapeuta de forma consciente e acolhedora, no intuito de ajudar o paciente a reconstruir os fragmentos da própria vida. “Se deseja que alguém entre em seu mundo, é preciso, antes, dispor-se a aproximar-se do universo alheio”, escreveu o psiquiatra americano Milton Erickson (1901-1980), autoridade mundial em hipnose. A passagem para esse “mundo dos outros” é a capacidade de escutá-los: mas se é verdade que nem sempre o silêncio é ouvido, a escuta é sempre, e acima de tudo, silenciosa. É por essa razão que o terapeuta se cala e se retrai para dar lugar ao outro, o paciente.

A AUSÊNCIA DA PALAVRA

Nas relações humanas particularmente intensas é possível experimentar a embriaguez de uma comunicação mais elevada, sem palavras. Trata-se, porém, de um jogo refinado. Também o “não dito” é um código de comunicação a ser interpretado. O risco poderia ser construir uma estrutura comunicativa não suficientemente estável, interpretada de forma incorreta caso não se levem em conta fatores pessoais e culturais de quem “ouve” o silêncio.

A ausência da palavra, no entanto, não indica necessariamente a ausência de comunicação. O homem se comunica abstraindo: cada gesto traz em si uma mensagem. O próprio Sigmund Freud, criador da psicanálise, chamada em seus primórdios de terapia pela fala, considerava que a palavra era apenas o “melhor método” de comunicação – evoluído, porém, de um meio mais arcaico baseado na transmissão do pensamento por meios não verbais.

Muitas das interpretações psicológicas, psicanalíticas e sociológicas sobre esse tema têm contrapartida neurocientífica, baseada em pesquisas que se propuseram a estudar a atividade neurológica durante o silêncio: ao que parece, mesmo na ausência de sons, o cérebro permanece na expectativa de ouvi-los – ou então os imagina.

Entre os vários estudos que chegaram a essa conclusão, um dos mais recentes e precisos, publicado no Journal of Neuroscience, indicou que durante períodos de quietude o cérebro ativa as mesmas áreas específicas destinadas à compreensão do som. Um grupo de pesquisadores franceses demonstrou que, quando disseram aos participantes do estudo que em breve escutariam um som proveniente da direita ou da esquerda, imediatamente o cérebro deles ativou as áreas do córtex auditivo primário.

Outros pesquisadores observaram que, quando pediam a voluntários que escutassem trechos conhecidos de música em que partes eram substituídas por pausas, nos momentos “vazios” eram ativadas regiões do córtex auditivo primário e associativo, fazendo com que esses ouvintes tivessem uma sensação de “continuidade musical”. Mas se os trechos eram desconhecidos, nas pausas não era registrada nenhuma atividade neural semelhante, nem havia percepção de continuidade. Ou seja, o silêncio é fundamental para que possamos ouvir melhor.

OUTROS OLHARES

COMO EDUCAR NA ERA DIGITAL

O que dizem as últimas pesquisas sobre os temas que mais preocupam pais e mães

Três horas diárias nas redes sociais são associadas a uma incidência mais alta de problemas de saúde mental entre os adolescentes americanos de 12 a 15 anos. Não existe relação nenhuma entre o uso intensivo da tecnologia e doenças como ansiedade e depressão. O primeiro estudo foi publicado recentemente na revista científica JAMA Psychiatry e o segundo, dias depois, na revista Clinical Psychological Science.

Confuso? Bem-vindo à realidade dos pais e mães do século XXI. A tecnologia digital vem se insinuando em nossa vida há pelo menos três décadas, mas nada pode se comparar à transformação ocorrida nos últimos dez anos, com o boom dos smartphones. Não existem certezas sobre o que é uso saudável da tecnologia, e a realidade é que todos os pais são cobaias de um grande experimento da humanidade: criar a primeira geração global que cresce imersa no mundo digital. Poucos temas geram tanta ansiedade como o potencial impacto negativo das telas no desenvolvimento das crianças. E o que tira o sono dos pais não para por aí, é claro: da alimentação saudável ao bullying, da relação com o dinheiro à segurança, a lista das preocupações é longa — alguns dirão que é interminável.

Conversamos com especialistas e consultamos estudos acadêmicos para saber quais são as principais tendências no que diz respeito à criação dos filhos em duas das áreas que parecem gerar mais dúvidas hoje em dia: tecnologia e alimentação. Bom senso nunca fez mal a ninguém e orienta as decisões de pais e mães desde que o mundo é mundo. Mas existem ideias e técnicas que podem ajudar a navegar as águas turbulentas da criação dos filhos, de bebês de colo a adolescentes em plena erupção hormonal.

Os bebês de hoje crescem sob a mira das câmeras de celulares. A familiaridade com bits será essencial na educação e na vida profissional dos filhos. Mas qual é a hora certa para o primeiro contato? Segundo as mais recentes diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), nunca antes do primeiro ano de vida. E, para as crianças de 2 a 4 anos, o tempo de tela — seja na frente da TV, do computador, do tablet ou do celular — deve ser de uma hora por dia, no máximo.

“Não está claro se o uso intensivo das mídias digitais causa depressão ou problemas de saúde mental. Vários estudos sugerem que pode ser o caso, mas são necessários mais estudos para que tenhamos certeza. Porém isso não quer dizer que devemos ficar de braços cruzados”, escreveu num artigo recente Jean Twenge, professora de psicologia na Universidade Estadual de San Diego, na Califórnia, e autora de um livro sobre as crianças hiperconectadas. “Se tivéssemos esperado provas experimentais absolutas de que o cigarro provoca câncer de pulmão, poderíamos ainda estar aguardando para fazer alguma coisa.”

Uma parte da explicação é muito simples: quanto mais tempo as crianças passam sentadas olhando para uma tela, menos tempo estão brincando e se mexendo. Segundo a OMS, hábitos saudáveis de atividade física são estabelecidos desde muito cedo. “A primeira infância é um período de desenvolvimento rápido e uma época em que o estilo de vida da família pode ser adaptado para estimular a saúde”, segundo a OMS. Outra parte tem a ver com o desenvolvimento humano, especialmente nos primeiros anos de vida. “Temos de lembrar que as crianças aprendem brincando”, disse Peg Oliveira, diretora do Gesell Institute of Child Development, um dos centros de estudos sobre desenvolvimento infantil mais respeitados dos Estados Unidos. “Para uma criança na pré-escola, é muito mais importante brincar fora de casa do que ficar dentro de casa lendo.”

E os limites também se aplicam aos pais, especialmente aqueles cujos bebês ainda são pequenos. Nunca antes na história os pais dedicaram tanto tempo aos filhos. Mas nunca antes na história eles tiveram tantas distrações durante essa interação. De acordo com um levantamento do think tank Pew Research Center, quase 30% dos adultos americanos dizem estar on-line “quase o tempo inteiro”. “Os bebês respondem ao que chamamos de interações ‘saque e devolução’”, afirmou Oliveira. Gestos, olhares, sorrisos e abraços ajudam a formar as conexões neurais que sustentarão sua comunicação verbal e suas habilidades sociais.

Ler livros de papel para as crianças pequenas também tem vantagens em comparação com a leitura em tablets ou o uso de formatos multimídia, que contêm sons ou animações, de acordo com uma pesquisa publicada recentemente na revista científica Pediatrics . O uso de eletrônicos, até mesmo aparelhos como o Kindle, “gera menos engajamento das crianças com os pais”, disse Tiffany Munzer, especialista em pediatria comportamental e autora do estudo. Munzer sugere que o padrão de uso de tablets — normalmente individual e pessoal — possa ser uma das explicações. Além disso, os eletrônicos suscitam mais “comentários negativos, como ‘não aperte esse botão’”, afirmou a pesquisadora.

No caso dos pré-adolescentes, não há ciência no mundo capaz de convencer filhos de que seja cedo demais para que eles tenham seus próprios smartphones. E de fato essa é uma área que a ciência ainda não explorou. Não existe uma idade mágica a partir da qual a criança esteja pronta para lidar com os perigos que podem se esconder atrás da tela do celular. Um movimento que vem crescendo nos EUA sugere esperar até os 13 anos — em inglês, “wait until eighth”, ou espere até o oitavo ano, que equivale ao nono ano no Brasil. Carla Naumburg, assistente social e autora de quatro livros sobre os desafios de criar filhos, concorda com essa idade mínima. “Uma alternativa é dar um celular mais simples para que os filhos possam fazer ligações e trocar mensagens de texto”, afirmou Naumburg.

Outro assunto que gera angústia entre os pais — e desde muito antes de os computadores e celulares terem tomado conta de nossa vida — é a alimentação saudável. Os índices de obesidade quase triplicaram nos últimos 45 anos, segundo a OMS. De acordo com os dados mais recentes da organização, de 2016, há 41 milhões de crianças com menos de 5 anos acima do peso ou obesas. Entre as de 5 a 19 anos, o número era de 340 milhões no mundo todo. A formação de hábitos saudáveis para a vida toda começa muito cedo.

A comida tem estímulos sensoriais que vão além do sabor, como textura e temperatura. Uma das recomendações dos especialistas é usar mordedores para ajudar os bebês a se acostumar com esses outros aspectos da alimentação, disse a pediatra Hildy Lipner, do hospital Joseph M. Sanzari, de Nova Jersey. Os mordedores podem ser mergulhados em alguma comida para introduzir novos sabores ao paladar da criança desde os primeiros meses de vida.

Mas o problemas inevitavelmente aparecem a partir de 1 ano, quando as crianças começam a levar a comida à própria boca e a usar a hora das refeições para exercitar a recém-conquistada autonomia. Insistir, implorar ou forçar o bebê não faz diferença, segundo um estudo recente do Centro para Crescimento e Desenvolvimento Humano da Universidade de Michigan. A pediatra Julie Lumeng, autora do estudo, acompanhou 244 crianças americanas com idade entre 2 e 3 anos, comparando as táticas usadas pelos pais para fazê-las comer “direito”. “A pressão dos pais não tem efeito positivo nem negativo” sobre os hábitos alimentares das crianças, disse a pesquisadora.

Lipner recomenda a exposição repetida a alimentos saudáveis e variados, sempre incluindo algo que você sabe que a criança vai comer. Para as crianças um pouco maiores, a rotina de fazer refeições em família e o envolvimento na escolha dos alimentos no supermercado e na preparação da comida também têm efeitos positivos.

Outro ponto ressaltado pelos especialistas é a importância da linguagem. Usar termos negativos para falar de comida e enquadrar o assunto somente do ponto de vista do peso pode aumentar a probabilidade de que as crianças venham a sofrer transtornos alimentares mais tarde, além de causar problemas de autoestima e depressão. Alguns especialistas recomendam até mesmo evitar palavras como “regime” e “emagrecer”, por causa das conotações negativas e da associação exclusiva com a aparência física, não com a saúde.

No mês passado, a empresa Vigilantes do Peso causou furor nas redes sociais com o lançamento de um aplicativo chamado Kurbo, destinado especificamente a crianças e adolescentes. Especialistas e pais responderam com indignação — e 112 mil pessoas assinaram uma petição para que o app fosse abandonado pela companhia. A ideia central do programa é simples e se baseia num sistema de “semáforo”, usado com sucesso desde a década de 1980. Os alimentos são classificados de acordo com o valor nutricional e calórico: os alimentos “sinal verde” podem ser consumidos à vontade; os “sinal vermelho” são limitados.

A obesidade infantil é um problema que não pode ser ignorado e, do ponto de vista da nutrição, o método proposto pelo app é eficaz, como escreveram Elsie Taveras, da Universidade Harvard, e Michelle Cardel, do Florida College of Medicine. Mas esse tipo de aplicativo não deve mirar diretamente as crianças. Qualquer tipo de intervenção na alimentação deve ser sempre acompanhada pelos pais. Mais grave é o uso de fotos dos casos de sucesso. Ao definir êxito como mudança de aparência, e não como uma vida mais equilibrada e saudável, o programa aumentaria o estigma da obesidade e plantaria as sementes dos transtornos alimentares.

Os especialistas recomendam paciência e perseverança e enfatizam a importância dos exemplos dos pais. Como disse Naumburg: “Não adianta esperar que os filhos larguem o celular se os pais estão vidrados na tela, assim como não é razoável esperar que eles comam bem se a família não tem hábitos saudáveis”.

GESTÃO E CARREIRA

ADULAÇÃO E SUCESSO

Como os chefes imaginam o subordinado ideal? Jovem, com boa formação e flexibilidade – isso é óbvio. Mas nada de bajuladores e daquelas pessoas que dizem sim a tudo, não é mesmo? Pois o psicólogo Timothy Judge, da Universidade da Flórida, acredita ter descoberto essas “nobres” qualidades entre os pré-requisitos dos candidatos durante a seleção de pessoal.

O pesquisador distribuiu diferentes questionários para 116 estudantes que pleiteavam emprego. Entre outras coisas, eles deveriam informar como se portavam durante a entrevista com o chefe do RH, se apresentavam seus pontos fortes, enfatizando-os – ou se o seduziam com elogios e sinais de aprovação. Ao mesmo tempo, Judge informou-se com os entrevistadores sobre o julgamento que faziam de cada candidato.

Ficou provado que, durante as entrevistas, a maioria dos bajuladores causou boa impressão – em compensação, poucos daqueles que tiveram a coragem de se mostrar como de fato eram conseguiram o mesmo efeito. O pesquisador espantou-se com a preferência pelo método “jogar confete”, pois contradizia os veementes testemunhos dos chefes, que afirmavam não gostar de aduladores. “Podemos chamar o segredo do sucesso de bajulação simplesmente de competência social”, comenta Judge.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 1 DE FEVEREIRO

A FELICIDADE DO CHORO

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados (Mateus 5.4).

Isso parece contraditório e paradoxal. Jesus está dizendo que felizes são os infelizes; felizes são os que choram, e não os que rasgam a cara em sonoras gargalhadas. É claro que Jesus não está exaltando o espírito amargo, crítico, abatido, murmurador. Você é feliz quando chora por seus pecados, quando se aflige por suas fraquezas, quando bate no peito e lamenta seus próprios erros em vez de apontar os erros dos outros. Não são felizes aqueles que fazem os outros chorar. Não são felizes aqueles que abrem feridas na vida dos outros. Felizes são os que choram por si mesmos, lamentam suas próprias mazelas e se entristecem por suas próprias falhas. Jesus disse que os que choram são muito felizes, porque serão consolados. O consolo de quem chora pelos próprios pecados vem de Deus. Quando confessamos nossos pecados, Deus nos perdoa, nos purifica, nos restaura e nos oferece uma nova chance de recomeçar. Você tem chorado por seus pecados? Tem derramado suas lágrimas aos pés do Salvador? Tem encontrado no Senhor Jesus a fonte do perdão e do consolo? Faça isso agora mesmo, e você será feliz, muito feliz.