ALIMENTO DIÁRIO

QUANDO O CÉU INVADE A TERRA

CAPÍTULO 16 – INFILTRADONOS NO SISTEMA

“A que é semelhante o reino de Deus, e a que o com pararei? É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.” (Lucas 13:20-21 – n v i)

Um dia preguei sobre esta passagem numa pequena conferência para pastores num país da Europa. O título da mensagem foi: “O Poder Infiltrativo do Reino de Deus “. De forma muito   semelhante à luz que faz com que as coisas sejam vistas, ou ao sal que preserva, o fermento influencia tudo o que está ao seu alcance de um modo sutil mas muito poderoso. Assim acontece com o reino de Deus. Falei então sobre algumas estratégias de ordem prática que tínhamos usado, como igreja, para infiltrarmo-nos com a causa de Cristo no sistema social de nossa região.

Tínhamos um rapaz em nossa igreja que estava enfrentando um processo no tribunal de justiça. Ele havia passado algum tempo em prisão, e corria o risco de receber uma sentença de 20 anos. Ele tinha cometido o crime antes de sua recente conversão. Tanto o juiz como o promotor público reconheceram que a vida daquele jovem havia se transformado por Deus. Mas queriam uma certa dose de justiça pelo crime praticado. Assim ele foi sentenciado a seis meses de prisão numa casa de prisão temporária. No domingo anterior à sua ida para aquela casa impusemos mãos sobre ele, enviando-o como nosso missionário a um campo para o qual nenhum de nós poderia ir. Como resultado dessa infiltração, mais de sessenta, dentre os 110 que estavam na prisão, confessaram Cristo no prazo de um ano.

Em seguida à minha mensagem aos pastores, vários líderes reuniram-se para discutir os conceitos que eu tinha apresentado. Eles saíram da sua reunião fechada e informaram-me de que eu estava incorrendo num erro. “O fermento sempre se refere ao pecado” – disseram eles -“e essa parábola mostra que a Igreja será totalmente contaminada pelo pecado e com a permissividade nos últimos dias.” Eles viam a parábola como uma advertência, não como uma promessa. Embora não queira desonrar meus irmãos, rejeito essa sua posição, pois ela nos desarma e nos desvia do verdadeiro desejo de Cristo: que tenhamos um grande triunfo. O erro que meus irmãos cometeram tem dois aspectos:

1. Eles confundiram a Igreja com o Reino. Não são a mesma coisa. A Igreja é para viver na esfera do domínio do rei, mas em si mesma não é o Reino. Se o pecado de fato contamina a Igreja, o Reino é a esfera que está sob o domínio pleno de Deus. O pecado não pode penetrar e afetar essa esfera.

2. Sua predisposição para ver uma Igreja fraca e em conflito nestes últimos dias tem dificultado que se veja a promessa de Deus de um avivamento. É impossível ter fé quando não se tem esperança. Tais formas de entender as Escrituras têm enfraquecido a Igreja.

É A NOSSA VEZ

Sem uma revelação sobre o que Deus pretende fazer com a Sua Igreja, não podemos mover-nos numa fé de conquistas, de vitórias. Quando o principal alvo da nossa fé é manter-nos em segurança em relação ao diabo, a nossa fé toma-se inferior ao que Deus pretendia. Jesus tinha em mente muito mais para nós do que um avivamento. Somos destinados à vitória.

Cada conversão despoja o inferno. Cada milagre destrói as obras do diabo. Todo encontro com Deus é uma invasão do Todo-Poderoso em nossa condição desesperadora. Esta é a nossa alegria.

A chama original do Pentecostes, o próprio Espírito Santo, queima em minha alma. Tenho uma promessa de Deus. Faço parte de um grupo de pessoas destinadas a obras maiores do que as realizadas por Jesus em seu ministério terreno. Por que é tão difícil ver a Igreja com uma significativa influência nos últimos dias? Foi Deus quem determinou que a noiva deveria ser sem manchas e sem rugas. Foi Deus quem declarou: “Eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o SENHOR, e a Sua glória se vê sobre ti.” Foi Deus quem chamou a nós, Sua Igreja, de vencedores.

A parábola do fermento é uma figura da influência sutil, mas arrasadora, do Reino em qualquer ambiente em que ele seja colocado. Nestes dias, Deus planejou colocar-nos nas situações mais tenebrosas, para demonstrar o Seu domínio.

Um joalheiro muitas vezes põe um diamante numa peça de fundo escuro. O brilho da pedra torna-se mais forte desse modo. Assim acontece com a Igreja. O ambiente escuro das circunstâncias mundanas torna-se o pano de fundo de onde Ele faz Sua gloriosa Igreja manifestar-se! “Onde abundou o pecado, superabundou a graça.”

Como exemplos do princípio de se infiltrar num sistema de trevas deste mundo, vamos considerar dois heróis do Antigo Testamento que têm uma revelação profética a dar para a Igreja vencedora dos dias de hoje.

DANIEL COMO FERMENTO

Daniel provavelmente estava com seus quinze anos quando se inicia a sua história. Ele foi tomado de sua família, fizeram dele um eunuco e o puseram no exílio a serviço do rei. Ele, ao lado de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, foram escolhidos por serem “jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus”.

Daniel começou como um estagiário na corte de Nabucodonosor, mas posteriormente foi promovido a um conselheiro de reis do exterior. Ele tornou-se proeminente, dentre todos os outros, e veio a ser conselheiro do rei. Devido à excelência em seu serviço e em poder, o rei o considerou dez vezes melhor do que os outros sábios do reino.

Para melhor compreendermos o ambiente em que ele vivia, lembremo-nos de que Daniel agora fazia parte de um dos reinos mais demoníacos que jamais reinou sobre a terra. Ele foi profundamente inserido naquele sistema. Ele foi considerado um entre os magos, astrólogos e feiticeiros. Se bem que Deus o considerava um homem que Lhe pertencia, para o rei Daniel era apenas mais um de seus magos… pelo menos pensou isso por um certo tempo. Que. Que estranho grupo de pessoas com o qual se achar associado, especialmente se considerarmos que se tratava de Daniel, um profeta sem defeito. Sua disposição para não se corromper era fabulosa, estando entre os níveis mais elevados dos profetas a nos servir de exemplo.

A Babilônia era uma sociedade sofisticada, e que tinha suficientes diversões para fazer com que os hebreus ficassem em constante tensão entre a sua devoção a Deus e um doentio amor para com este mundo. Acrescentando-se a isso uma forte idolatria e a presença demoníaca que ela acarreta, temos uma terrível combinação que acabaria com a fé de qualquer cristão que não fosse muito firme, no dia de hoje. Daniel, ao contrário, era perfeito em sua adoração a Deus, e não fazia concessões no que se referia aos seus propósitos. Ele buscava a excelência em sua posição como fermento. Se você estava à procura de alguém com uma forte razão para ter amargura, você acaba de encontrar tal pessoa: Daniel. Ele foi retirado de sua família, transformado em eunuco, forçado a viver entre os ocultistas.

Ser uma grandeza diante de Deus é, muitas vezes, o outro lado de uma mesma moeda de injustiça e ofensa. Daniel conseguiu superar toda essa difícil situação, mas não por ser grandioso. Ele foi vitorioso devido à sua devoção Aquele que é grande!

O PODER DA SANTIDADE

Daniel descobriu bem cedo o poder que há na santidade. Ele não quis comer as delícias do rei. Sua separação para Deus é demonstrada pelo seu estilo de vida, e não pelas pessoas com quem se associava. Ele não tinha controle sobre o que o cercava. Isso muitas vezes acontece com a Igreja. Muitos na Igreja vivem do mesmo modo que os que estão no mundo, mas não se associarão com incrédulos para não se contaminarem.

Muitos crentes, porém, preferem trabalhar em negócios de cristãos, frequentam reuniões cristãs, e isolam-se das pessoas que são precisamente aquelas que deveriam ser atingidas por todos nós, em Seu nome. Isso é o que decorre logicamente da teologia de sobrevivência.

O Reino está na esfera do Espírito de Deus, demonstrando o Senhorio de Jesus. E é a vida que recebeu o poder do Espírito que atua como fermento num mundo em trevas.

O MAIOR DE TODOS OS DESAFIOS

O maior desafio veio para todos os sábios do rei ao lhes pedir não apenas para interpretarem um sonho que ele tinha tido, mas que também lhe dissessem e que ele tinha sonhado! Uma vez que eles não tiveram condições de atender ao rei, este ordenou que todos os sábios fossem mortos. Nesse processo, foram atrás de Daniel e seus amigos, para os matarem. Daniel pediu uma audiência com o rei. Ele acreditava que Deus lhe habilitaria a trazer a Palavra do Senhor. Antes de revelar ao rei o sonho e a sua interpretação, ele lhe ensinou uma virtude do reino de Deus que se chama humildade. Daniel afirmou: “A mim me foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente” Em outras palavras, não foi porque eu sou grande, ou por ter muitos talentos; é porque Deus quer que vivamos, e Ele quer que recebas esta mensagem. Então Daniel relatou o sonho e deu sua interpretação, na condição de servo.

Uma grande parte da teologia atual do Reino tem um enfoque principal em nós como dirigentes, no sentido de crentes tornarem-se presidentes de empresa e chefes de governo. E, até certo ponto, isso é correto. Mas o que nos cabe primordialmente, e sempre nos caberá, é servir. Se, ao servirmos, formos promovidos a posições de liderança, temos de nos lembrar que o que nos fez chegar lã nos manterá sendo úteis.

No Reino, o maior é o servo de todos. Faça uso de toda posição que ocupar para servir com maior poder.

UMA PROMOÇÃO DESAFIADA

Os quatro hebreus foram promovidos como resultado do dom profético de Daniel. Observemos que não há menção alguma de Daniel ter operado com esse dom antes daquela crise. Algo semelhante aconteceu com um evangelista amigo meu quando ainda jovem. Ele tinha sido convidado para falar numa igreja no Canadá. Quando ele saiu do avião, o pastor, ao encontrá-lo, com um olhar surpreso em sua face lhe disse: “Você não é Morris Cerullo!”

O pastor tinha uma grande ansiedade por ver Sinais e Maravilhas sendo restaurados em sua igreja, e pensou que tinha convidado Morris Cerullo para uma semana de conferências. O pastor, chocado ainda, perguntou àquele jovem se ele tinha um ministério de Sinais e Maravilhas. Ele respondeu que não. O pastor, olhando para o relógio, disse-lhe então: “Você tem quatro horas para conseguir esse ministério”. E levou-o em seguida para um hotel. Numa situação de desespero, o jovem pastor clamou a Deus, e Ele honrou o seu clamor. Aquela noite foi o começo de um ministério de Sinais e Maravilhas que marcou a sua vida até o dia de Algum tempo depois, o Faraó teve dois sonhos perturbadores. Então o copeiro lembrou-se do dom de José, que foi levado à presença do rei. Quando lhe pediram para interpretar o sonho do rei, José respondeu:

“Não está isso em mim”. Um coração assim humilde nos mantém em condições de sermos usados por Deus.

José interpretou os sonhos e então operou com o dom de sabedoria ao dar ao rei um conselho ao que fazer em seguida. O rei o honrou colocando-o como o segundo em comando sobre todo o império egípcio.

José fornece-nos também um dos maiores exemplos de perdão que há na Bíblia. Seus irmãos vieram até ele (não o sabendo), por causa da fome que grassava em sua terra. Quando por fim José revela quem ele é, demonstrando que seus sonhos haviam se cumprido, diz: “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de nós. Observemos que José não tinha esquecido o que lhe acontecera.

O preceito de que o certo é que temos que perdoar o que os outros fizeram contra nós pode causar-nos mais dano do que um bem. Pois uma simples repressão apenas esconde uma ferida, que permanece inconscientemente em estado latente, e que faz com que a ferida fique pior.

APRENDENDO DESSES EXEMPLOS

Para infiltrarmo-nos no sistema precisamos de pureza e de poder. Vemos pureza no carácter desses homens à medida que eles demonstraram lealdade e perdão, além da razão. O poder lhes foi liberado pelo uso de seus dons.

Para sermos eficazes como fermento no sistema babilónico, temos de repensar o nosso entendimento de todas essas questões. O povo de Deus tem de encontrar em si um coração para ver os outros terem sucesso. É muito fácil para todos nós desejar o bem para alguém que concorde com nossas crenças e instruções. E a condição de expressar lealdade e perdão a alguém, antes de estar salvo, pode ser a chave para se tocar em seu coração.

A integridade pessoal é a base para toda a vida e todo o ministério, e a nossa credibilidade fundamenta-se precisamente nisso. Podemos ter dons sem medida; mas se não formos dignos de confiança, o mundo não dará ouvidos à nossa mensagem. Integridade é santidade, e santidade é ser conforme a natureza de Deus. Submissão ao Espírito Santo é fundamental no que se refere à integridade.

INDO ÀS PRAÇAS

“Onde quer que ele entrasse nas aldeias, cidades ou campos, punham os enfermos nas praças, rogando-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua veste; e quantos a tocavam saíam curado”

O Evangelho que não opera nas praças não opera. Jesus invadiu todas as esferas da sociedade. Ele foi para os locais onde as pessoas se reuniam. Elas se tornaram o seu principal foco de atenção, e Ele o delas.

Há homens de negócios que usam os dons do Espírito para identificar as necessidades de seus colaboradores e de seus clientes. Um jovem de nossa igreja, que fazia parte da equipe de futebol do seu colégio, impôs as mãos sobre um jogador de destaque daquela equipe, que teve que sair do jogo por ter tido um sério problema na perna. Assim que ele foi curado, voltou para o jogo reconhecendo que Deus o havia curado!

Uma menina que sofria de diabete estava tendo um choque alérgico com a insulina. Um seu amigo, que era cristão, orou por ela quando estava a caminho da escola. Quando sua mãe foi pegá-la e a levou ao médico, constatou-se que ela não mais estava com diabete.

Uma outra menina de dez anos de idade pediu à sua mãe que a levasse até o shopping center de modo que ela pudesse encontrar-se com pessoas enfermas e orar por elas.

Alguns estudantes colocaram uma tabuleta em sua mesa na nossa lanchonete com as palavras: “Orações de Graça”. Muitos não apenas receberam uma oração, mas receberam uma palavra profética que os levou a uma consciência maior do amor de Deus.

Temos equipes que levam refeições quentes a hotéis da nossa região para alcançar os necessitados. Um proprietário de hotel nos cedeu uma sala por algum tempo para que tivéssemos um lugar para orar pelos seus muitos clientes que estavam enfermos.

Alguns têm invadido os bares, indo atrás de pessoas que precisam ser ministradas. Os dons do Espírito fluem poderosamente nesses ambientes. No ministério do meu irmão, senhoras idosas entram nos bares de San Francisco. Enquanto ele fica ao lado por uma questão de segurança, as mulheres sentam-se em torno de uma mesa, tomam um refrigerante e oram. Um a um, as pessoas vão à mesa delas solicitando orações. Muitas vezes essas pessoas ajoelham-se e choram ao descobrirem o amor de Deus por elas.

Os jardins de comunidades mais pobres têm a grama cortada, e sua limpeza é feita, enquanto outros fazem a faxina dentro das casas.

Alguns vão casa em casa pedindo para orar pelos doentes. Os milagres são normais.

Skateboarders são alcançados por outros skateboarders que levam eles a terem um encontro com o Deus de Poder. Se as pessoas estão lá, nós vamos lá.

Debaixo das pontes, entre os muitos carentes, nós procuramos pelo sem teto.

Nos ônibus, os mais carentes são levados para a igreja para um banquete. Nossas famílias Adotam uma mesa, deixando ela com sua melhor porcelana, cristal, e utensílios prata. Os mais quebrados de nossa comunidade são trazidos para a igreja para serem tratados como Tesouros do Céu. Eles são alimentados, vestidos, e ministrados por suas Necessidades físicas como espirituais. Jesus não gosta somente daqueles de condição inferior, mas Ele também ama os bem-sucedidos. Os ricos estão entre os mais carentes de nossas cidades.

Mas não devemos servir a eles por causa do seu dinheiro! Eles estão acostumados a serem abordados por aqueles que procuram sua amizade com fins interesseiros.

Os pais tornam-se conselheiros das ligas infantis da comunidade. Alguns dirigem programas realizados depois do encerramento das classes em nossas escolas públicas. Outros são voluntários em hospitais. Há também aqueles que recebem um treinamento para serem capelães nas delegacias de polícia e nas escolas secundárias da nossa cidade. Muitos fazem visitas aos seus vizinhos doentes e têm visto Deus realizar o que é impossível para os homens.

Para onde a vida o leva, leitor? Vá para lá na Unção do Espírito e veja que as coisas impossíveis se dobrarão ao nome de Jesus.

NO CORPO DE JURADOS COM O ESPÍRITO SANTO

Buck foi alguém que assumiu de fato a disposição de levar seus dons às praças. Então ele foi escolhido para ser jurado. Quando estava nessa condição, o Senhor disse-lhe: “A justiça tem que prevalecer.” Quando a parte pública do julgamento terminou, e o júri começou a deliberar, eles se dividiram com respeito a uma interpretação da lei. Buck abordou todas as questões envolvidas de um modo tão brilhante que os demais pensaram que ele era formado em direito. Ele usou aquela oportunidade para dar o seu testemunho. No passado ele tinha sido um estudante dedicado ao estudo da ciência, mas sua mente foi afetada por uma vida viciada em drogas. Jesus curou a sua mente quando ele memorizava as Escrituras. Seu testemunho ganhou o coração de alguns dos jurados, mas afastou o de outros.

Quando chegou a hora de decidirem o veredicto, eles estavam ainda divididos. Assim as deliberações foram interrompidas para serem retomadas no dia seguinte. O ponto de discórdia era o conceito de criminoso. O réu enquadrava-se em seis das sete qualificações necessárias para ser considerado culpado. A sétima era questionável. Então Buck levou, no dia seguinte, uma rosa num vaso. Todos pensaram que se tratava de um gesto de simpatia. Ele deixou que os demais se debates- sem por algum tempo, quando então lhes perguntou:

__ Vocês veem todas as partes desta rosa?

__ Sim, responderam eles, vemos tudo menos os espinhos. Então ele perguntou:

__ E ainda uma rosa, apesar de não ter espinhos?

__ Sim! – responderam. Ao que ele completou:

__ Assim, esse homem é um criminoso!

Eles entenderam a mensagem. O dom de sabedoria estava ope- rando, mesmo que eles não se dessem conta disso. Agora, todos, exceto dois deles, concordaram que o réu era culpado. O júri ainda estava sem uma definição. Quando o juiz perguntou aos jurados se eles estavam em condições de entrar em acordo, todos disseram que não, exceto Buck. Em seu coração estavam as palavras: “a justiça tem que prevalecer”. O juiz deu então aos jurados mais trinta minutos para que superassem o seu desacordo. Assim que eles entraram na sala para deliberarem, a palavra do Senhor veio a Buck. Ele dirigiu-se a um dos dois jurados que estavam em contrário à maioria e lhe disse:

__ Você diz que ele é inocente porque… e então expôs um pecado secreto da vida dele.

Em seguida Buck voltou-se para o outro e agiu de igual forma.

Ambos olharam, um para o outro, e disseram:

__ Bem, eu mudo o meu voto se você também mudar o seu! Buck primeiramente trouxe o dom de sabedoria para as deliberações. Isso trouxe uma clareza que beneficiou até mesmo os incrédulos. Então ele fez uso de uma palavra de conhecimento, e disse algo que ele não teria como saber através do mundo natural, ao expor o pecado de duas pessoas que tinham rejeitado a ação de Deus. Por fim a vontade de Deus prevaleceu naquela situação: justiça!

Estar envolvido com o sobrenatural através de dons espirituais é o que faz com que a invasão seja eficaz. O Reino de Deus é um reino de poder! Temos de buscar uma demonstração mais plena do Espírito de Deus. Ore bastante e assuma riscos. O maior exemplo dessa invasão é Jesus. Nele, o sobrenatural invadiu o natural. A visão, definida pelos sonhos de Deus, nos capacita a ter uma coragem imperecível. Este é o tema de nosso próximo capítulo, que é o capítulo final.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.