ALIMENTO DIÁRIO

QUANDO O CÉU INVADE A TERRA

Quando o Céu invade a Terra

CAPÍTULO 15 – COMO PERDER UM AVIVAMENTO

O avivamento está bem no centro da mensagem do Reino, pois é num avivamento que vemos com maior clareza como é que Deus exerce o Seu domínio, e como isso afeta a sociedade. Um avivamento, melhor expresso, é a vinda do Reino. De certo modo o avivamento nos mostra como deve ser a vida cristã normal.

 

Antes da chegada do Messias, os líderes religiosos tinham orado e ensinado a respeito da Sua vinda. Havia uma certa agitação, em escala mundial, até mesmo na sociedade secular, diante da perspectiva de que alguma coisa maravilhosa estava por acontecer. Foi então que, numa manjedoura em Belém, Jesus nasceu.

Os magos, que observavam as estrelas, sabiam quem Ele era, e viajaram uma longa distância para adorá-Lo e dar-Lhe presentes. O diabo também sabia disso, e fez com que Herodes matasse os primogênitos, numa tentativa de abortar o plano de redenção da humanidade por Jesus. Não tendo sucesso, nisso, o diabo quis seduzir Jesus ao pecado, no deserto. O que é ainda mais surpreendente é que a presença de Deus entre os homens foi percebida pelos endemoninhados. Assim aconteceu com o geraseno. Quando ele viu a Jesus, caiu aos pés do Senhor em adoração, e logo depois foi liberto da sua vida de tormentos. Não obstante, os líderes religiosos, que tinham orado pela Sua vinda, não O reconheceram quando Ele veio.

Paulo e Silas pregaram o evangelho por toda a Ásia Menor. Os líderes religiosos disseram que eles eram do diabo. Uma moça, porém, que era adivinha e endemoninhada, disse que eles eram de Deus. Como pôde acontecer que aqueles que supostamente estavam cegos espiritualmente tenham tido condições de ver, e aqueles que eram conhecidos por sua sabedoria não tenham reconhecido o que Deus estava fazendo?

A história está repleta de pessoas que oraram para uma visitação de Deus, mas não a reconheceram quando ela veio. E isso aconteceu até mesmo com alguns que tinham um grande relacionamento com Deus.

 

UMA CEGUEIRA DIFERENTE

Muitos crentes têm um tipo de cegueira que o mundo não tem. O mundo sabe qual é a sua necessidade. Mas os cristãos, uma vez tendo nascido de novo, gradualmente vão deixando de reconhecer a sua necessidade. Algo ocorre, quando alguém está desesperado pela presença de Deus, que o faz com que reconheça se algo provém de Deus, ou não. Jesus falou sobre isso, ao dizer: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vem vejam, e os que veem se tornem cegos.

O testemunho da história e o registro das Escrituras nos advertem quanto à possibilidade desse erro. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” Mateus diz que é porque “o coração deste povo está endurecido”. O endurecimento do coração foi decorrente de que o povo, tendo tido uma experiência com Deus, não se manteve no que Deus estava fazendo. Nosso coração não está endurecido quando reconhecemos a nossa necessidade e com muito ardor buscamos a Jesus. Esse primeiro amor de algum modo nos mantém em segurança, no centro das atividades de Deus na terra.

A igreja de Éfeso recebeu uma carta de Deus. Nela Jesus referiu-se ao fato de que tinham deixado o seu primeiro amor. O primeiro amor é apaixonado por natureza, e domina todos os demais aspectos da vida. Se eles não corrigissem essa situação, Deus disse que moveria o candeeiro deles do lugar. Embora não haja acordo entre os teólogos sobre o que seja esse candelabro, uma coisa é certa: um candeeiro tem lâmpadas que nos permitem ver. Sem ele a igreja de Éfeso perderia a capacidade de ver. A dureza, ou cegueira, mencionada acima não é do tipo daquelas que levam ao inferno. Essa dureza simplesmente nos impede de alcançarmos a plenitude do que Deus havia planejado para nós, enquanto aqui na terra. Quando a paixão morre, a lâmpada da visão acaba sendo removida.

 

PERMANECENDO NO CAMINHO

Este fenômeno tem sido visto na história da Igreja. Aqueles que rejeitam um mover de Deus geralmente são aqueles que foram os últimos a experimentar um avivamento anterior. Isso não vale para todos, pois sempre há aqueles cujo ardor por receber mais de Deus cada vez aumenta mais, com o passar dos anos. Mas são muitos os que admitem terem chegado, não à perfeição, mas ao ponto pretendido por Deus. Eles pagaram um preço para experimentar o mover de Deus.

Eles questionam: “Por que Deus faria algo novo, sem mostrar primeiro para nós?” Deus é um Deus de novidades. Quando desejamos mais Dele, isso requer de nós que assumamos as mudanças causadas pelas suas novidades. A paixão por Deus nos mantém renovados e nos capacita a reconhecer a mão de Deus, mesmo quando outros estão rejeitando o que está acontecendo. O mover presente de Deus requer isso de nós. O medo do engano é totalmente eliminado pela confiança de que Deus tem condições de nos manter em pé, sem cair.

Sou grato a muitos cristãos bem maduros que consideram este presente mover de Deus uma dádiva do céu. Muitos historiadores da Igreja declararam que este avivamento é genuíno. Viram que ele produz o mesmo fruto, e geram o mesmo entusiasmo na Igreja, tal como aconteceu em avivamentos anteriores. Tem sido um encorajamento ouvir vários teólogos afirmarem que este avivamento é um genuíno mover de Deus. Contudo, não é a aprovação deles que procuro.

Toda vez que grandes líderes da Igreja levantam-se para declarar que este é um avivamento, fico encorajado. Isso aconteceu em minha própria denominação. Mas nem mesmo isso me interessa tanto quanto a verdadeira marca de Deus num avivamento. Em Sua sabedoria, Ele criou as coisas de tal maneira que, quando Ele está se movendo, quem normalmente primeiro observa isso é o mundo. Eu procuro, por exemplo, a reação dos endemoninhados. E também quero ouvir os viciados em drogas, os ex- criminosos e as prostitutas. Quando Deus se move num avivamento de poder, essas pessoas o observam, mas não ficam criticando, e sim como estando em grande necessidade de Deus. E temos ouvido o que muitos deles falam. Eles estão sendo transformados, e dizem: “Somente Deus poderia ter feito esta transformação em minha vida. Isso é de Deus!”

Estando numa situação de grande necessidade é o que dá condições a uma pessoa para detectar quando Deus está fazendo alguma coisa nova. Essa situação de grande necessidade não precisa ser necessariamente ser um viciado em drogas, ou uma prostituta. Todo cristão deve manter um coração ansioso por receber mais de Deus. Estamos em grande necessidade! Jesus referiu-se a isso com as seguintes palavras: “Bem­ aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos céus.”  A condição de se manter humilde de espírito, combinada com a de se ter a paixão do primeiro amor por Jesus são as chaves criadas por Deus para nos manter firmes no centro da Sua obra.

 

COMO OS SANTOS DEIXAM DE PERCEBER O MOVER DE DEUS

Andrew Murray é um dos grandes santos de Deus do início do século vinte. Foi conhecido como um grande mestre, que tinha uma paixão pela oração. Seus clamores por um avivamento eram fabulosos. Quando visitou o país de Gales para conhecer o avivamento de 1904, ele foi tocado pela impressionante presença de Deus. Mas ele deixou o país de Gales com o pensamento de que, se permanecesse ali, mesmo não intencionalmente ele contaminaria a pureza da obra que Deus estava fazendo. Ele não participou do avivamento pelo qual havia orado tanto.

Um mover de Deus geralmente vem com um estigma, algo que não é nada convidativo e que é considerado até mesmo repugnante por alguns. Línguas estranhas foram o estigma do século vinte que muitos não tiveram condições de suportar. G. Campbell Morgan, um grande homem de Deus e expositor da Bíblia, rejeitou o Avivamento Pentecostal, chamando-o de “o último vômito do inferno!” Suportar reprovações é, com frequência, um requisito para se permanecer num avivamento.

 

SUPORTANDO A REPREENSÃO DO SENHOR

Maria recebeu a anunciação mais surpreendente que jamais foi dada a alguém. Ela daria à luz a criança que seria o Messias. Ela havia sido escolhida por Deus para essa missão, e o anjo chamou-lhe de “favorecida; o Senhor é contigo”.

Essa condição de favorecida começou com a visitação do anjo. Foi uma experiência atemorizante! Ela recebeu uma palavra que era incompreensível e impossível de se explicar. Depois do choque inicial, ela ficou com o dever de ter que relatar tudo isso a José, aquele que seria o seu esposo. Sua reação, diante dessa notícia, foi que ele “resolveu deixá­la secretamente”. Em outras palavras, ele não acreditou que aquilo era de Deus, e achou melhor não prosseguir com os planos que tinha de se casar com ela. Afinal de contas, que capítulo e versículo das Escrituras diz que Deus se manifesta desse modo perante seu povo? Isso nunca havia acontecido antes. Não há precedente bíblico de uma virgem dar à luz um filho. Não bastasse esse óbvio conflito com José, Maria teria ainda que suportar o estigma de ser a mãe de um filho “ilegítimo” durante toda a sua vida. Um favor segundo a perspectiva de Deus nem sempre é muito agradável sob o nosso ponto de vista.

Tal como Maria, aqueles que passam por um avivamento têm um encontro com Deus que vai além da razão. Poucas são as vezes em que temos uma compreensão imediata sobre o que Deus está fazendo e por quê. Às vezes nossos amigos mais queridos nos abandonam, declarando que o mover em que estamos é do diabo. E ainda ocorre que somos considerados como um elemento estranho pelo restante do Corpo de Cristo. A disposição para suportarmos a rep ovação de nossos irmãos e irmãs faz parte do custo que temos que pagar para o mover do Espírito. “Por isso, foi que também Jesus sofreu fora da porta. Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério.” O avivamento geralmente nos leva para fora do arraial – da comunidade religiosa. E muitas vezes é fora do arraial que Ele está!

Estar com um estigma não é uma garantia de que estamos passando por um verdadeiro mover de Deus. Algumas pessoas podem sofrer uma repreensão por causa de uma heresia, ou impureza, ou legalismo. E a tensão decorrente de sermos confundidos com tais situações é que toma o verdadeiro estigma muito mais difícil de suportar. Daniel passou por esse conflito interior. Ele permaneceu fiel ao seu chamado, apesar de ser considerado apenas mais um dos magos da Babilônia, pelo rei e por sua corte.

 

O CÉU AGORA, OU O CÉU AQUI

Como foi dito, quando se extingue o Espírito, isso se torna provavelmente a causa mais frequente do fim de um avivamento, em relação a todas as outras possíveis causas. Até mesmo aqueles que abraçaram o mover de Deus muitas vezes chegam a um ponto em que a sua zona de conforto estendeu-se até um ponto em que não dá mais para aguentarem. Então passam a procurar um lugar para se situarem, um lugar em que possam ter compreensão e exercer o controle.

A segunda maior razão para o fim de um avivamento é quando a Igreja começa a esperar a volta do Senhor em vez de dedicar-se a buscar um maior irrompimento nas linhas do inimigo no desempenho da Grande Comissão. Tal postura não é incentivada nas Escrituras. Ela transforma a bendita esperança num bendito escape. Querer que Jesus volte agora é o mesmo que sentenciar bilhões de pessoas ao inferno por toda a eternidade. Não é que não devamos ansiar pelo céu. Paulo disse que essa esperança é um conforto para o cristão. Mas querer o fim de todas as coisas é pronunciar um juízo sobre toda a humanidade que está fora da Igreja. Até mesmo Paulo não quis voltar a Corinto até que a obediência deles fosse total. Será que Jesus, Aquele que pagou o preço por todo pecado, está ansioso para voltar sem que a grande colheita final tenha ocorrido? Creio que não. Desejar que a Igreja esteja no céu agora é de fato a contrafação de se buscar primeiramente o reino. Há uma diferença entre clamar pelo céu agora, e clamar pelo céu aqui! Se um avivamento nos levar para o fim de nossos sonhos, será que isso significa que alcançamos o fim dos sonhos do Senhor? Um avivamento tem de ir para um ponto muito além de tudo o que possamos imaginar. Se ficar aquém, ficou sem cumprir todo o seu propósito.

Muitos avivalistas tiveram irrompimentos tão significativos nas linhas inimigas que tiveram visões de que a vinda do Senhor estava próxima. E eles falharam em sua missão, recebida de Deus, de habilitar a Igreja para fazer o que eles haviam recebido do Senhor. Em consequência, eles alcançaram multidões, em vez de nações e gerações. Temos de planejar como se tivéssemos uma vida inteira para viver, mas trabalhar e orar como se tivéssemos bem pouco tempo à nossa frente.

 

ENCONTROS FECHADOS

Os discípulos, que estavam acostumados a ver Jesus surpreendendo-os a toda hora, viram-se ainda numa outra situação totalmente fora do comum: tiveram que esperar pelo cumprimento da promessa do Pai – fosse isso o que fosse. Os dez dias que passaram juntos sem dúvida lhes deu uma oportunidade para expressar seu pesar por terem discutido quem seria o maior entre eles, e quem nunca abandonaria o Senhor. Alguma coisa havia acontecido, pois eles permaneciam juntos, sem a presença de Jesus para os manter em paz.

Eles estavam perto de terem um encontro que tornaria insignificantes todas as outras experiências anteriores, em comparação com o que estava para acontecer. Deus em breve iria enchê-los por completo com a Sua própria pessoa, dando-lhes o poder que eles tinham visto fluir através de Jesus, de forma a explodir dentro deles. Seria a culminação dos esforços de Deus para a restauração e para o comissionamento do homem, o que estava interrompido desde que o homem deixou de cumprir o seu chamado para dominar sobre a terra, conforme narrado em Génesis. O que estava por acontecer seria um marco de extrema importância para toda a humanidade, para todo o sempre. Dez dias haviam se passado, o Pentecostes tinha chegado, e eles ainda estavam orando como vinham fazendo nos nove dias anteriores. “De repente…” … o salão em que estavam cento e vinte pessoas agora se encheu de som e de vento, de fogo e de manifestações extáticas de louvor expressas através de línguas conhecidas e desconhecidas. Não importando como se possa interpretar as instruções de Paulo sobre os dons espirituais, há um ponto importante com o qual todos temos de concordar: é que aquela reunião de Atos 2 foi totalmente dirigida pelo Espírito Santo. Aquela Igreja recém-nascida não tinha ainda aprendido o suficiente para querer controlar Deus. Os crentes não tinham ainda desenvolvido preconceitos sobre que práticas seriam aceitáveis e quais as que não seriam aceitáveis. Eles não tinham uma base na Bíblia nem na experiência para entender o que estava acontecendo.

Observemos as características desse culto dirigido pelo Espírito:

 1. Estavam orando.

2. Estavam em unidade.

3. Todos falaram em línguas.

4. Incrédulos ouviram aquelas línguas.

5. Pessoas foram salvas.

Considere em que situação difícil aqueles 120 homens de Atos 2 estavam: eles haviam acabado de ter um encontro com Deus, sem que um capítulo ou versículo tenha sido escrito para explicar o que tinha acontecido. Pedro, sob a direção do Espírito Santo, usou Joel 2 como o texto para dar respaldo à experiência pela qual estavam passando. Joel 2 declara que haveria um derramar do Espírito Santo, com profecias, sonhos e visões. O derramar do Espírito aconteceu em Atos 2 tal como prometido, mas não teve nenhum dos complementos mencionados por Joel. Em vez disso, foi com o som de um vento, e com fogo e com línguas. Foi Deus que usou aquela passagem para dar suporte a essa nova experiência.

O próprio fato de que aqui parece haver uma interpretação imprópria das Escrituras serve para nos mostrar que somos nós que muitas vezes temos uma abordagem incorreta da Bíblia. Ela não é um livro de listas que confinem ou encurralem a ação de Deus. A Palavra não contém Deus – ela O revela. Joel 2 revelou a natureza da obra de Deus entre os homens. Atos 2 é uma ilustração do que Deus pretendia através da profecia.

 

SER OU NÃO SER OFENSIVO

Muitos cultos cristãos pretendem ser tão não-ofensivos quanto possível. O que tomam como verdade é que qualquer uso dos dons do Espírito dispersará as pessoas, desviando-as do evangelho. Contudo eles já se desviaram.

Para a maioria das pessoas, um culto muito expressivo, a ministração de dons espirituais, e coisas semelhantes apenas fazem com que se desviem os crentes que tenham tido a infeliz experiência de terem sido ensinados contra elas. Mas muitas dessas pessoas acabam voltando para quem tem essas experiências quando estão enfrentando uma situação impossível e precisam da ajuda de alguém experimentado no evangelho de poder.

A Igreja tem o vício nada saudável da perfeição: aquela do tipo que não dá espaço para desordens. Tal padrão somente pode ser alcançado restringindo-se ou rejeitando os dons do Espírito. “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem”. O “tudo” desse versículo refere­ se às manifestações do Espírito Santo. Portanto, tudo seja feito antes de termos o direito de discutir quanto à ordem.

Manter tudo em ordem tem se tornado a nossa grande comissão. Os dons do Espírito interferem no conduzir as coisas em ordem, e a ordem torna-se a coisa de maior valor. Assim, por que dar valor a uma desordem ocasional? “Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas.” Desordens são necessárias para o crescimento.

Quão importante é o crescimento para Deus? Jesus certa vez amaldiçoou uma figueira por não ter frutos fora da estação! Numa de Suas parábolas um homem foi lançado para fora, nas trevas, por ter enterrado o seu talento, não tendo obtido um aumento para o seu Senhor.

Há uma enorme diferença entre um cemitério e uma creche. O primeiro está em perfeita ordem, mas o segundo tem vida. Uma pessoa que não tenha filhos pode entrar na creche de uma igreja e, vendo as crianças alegres, movendo-se em suas brincadeiras, talvez diga, erroneamente, que está tudo em desordem. Em comparação com a sala de estar da sua casa, por certo está tudo em desordem. Mas quando um dos pais entra na sala das crianças e vê que o seu filhinho está brincando com seus coleguinhas, para ele está tudo perfeito! É uma questão de perspectiva. A ordem tem o propósito de promover a vida. Além desse ponto ela trabalha em sentido contrário ao que consideramos de valor.

 

NA IMAGEM DELE

Não chegamos a Deus quando vivemos com a nossa imagem de quem Ele é. Temos o hábito de fazer com que Ele se pareça conosco. De fato, se pensamos que O entendemos, provavelmente nós O conformamos à nossa própria imagem. Têm de haver ainda alguns aspectos misteriosos em nosso relacionamento com Aquele que se propôs a operar além da nossa imaginação.280 Empenharmo-nos a conhecê-Lo significa lançarmo­nos numa aventura em que muitas questões surgirão. Nosso desejo, nascido de Deus, de um avivamento tem de nos tornar totalmente ansiosos de reconhecê-lo, quando ele vier. Sem essa ansiedade, ficamos satisfeitos com o nosso status atual, e tornamo-nos nossos piores inimigos na mudança da história. A história não pode ser mudada eficazmente até que estejamos dispostos a sujar as mãos. Isso acontece quando aceitamos o chamado de nos infiltrarmos no sistema babilônico.

Disso, porém, vamos tratar no próximo capítulo.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.