ALIMENTO DIÁRIO

QUANDO O CÉU INVADE A TERRA

CAPÍTULO 8 – ENSINANDO PARA QUE HAJA UM ENCONTRO

Toda revelação da Palavra de Deus que não nos conduza a um encontro com Deus somente serve para nos tornar mais religiosos. A Igreja não pode permitir-se a ter “forma, mas sem poder”, pois isso gera cristãos sem um propósito.

Jesus, o mestre que nos serve de modelo, nunca separou o ensino da prática. Ele mesmo é o padrão para este dom. A Palavra revelada de Deus, quando declarada com unção pelos lábios de um mestre, deve conduzir à demonstrações de poder.

Nicodemos disse a Jesus: “Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que Tu fazes, se Deus não estiver com Ele.” A compreensão que então se tinha é que alguém para ser um mestre de Deus não ficaria simplesmente falando, teria que fazer alguma coisa. E essa alguma coisa, conforme está registrado no evangelho de João, são milagres e maravilhas.

Jesus nos deu um exemplo perfeito de como ministrar acrescentando à proclamação do evangelho a realização de sinais e maravilhas. Mateus relata-nos isso do seguinte modo: “Percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo.” E também: “E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.”

Então Ele deu ordem a seus discípulos para que ministrassem, com esse mesmo enfoque. Ele os enviou com a seguinte instrução: “E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.”  E Ele enviou os setenta em missão, dizendo: “Curem os doentes que ali houver e digam-lhes: “O Reino de Deus está próximo de vocês.

O evangelho de João registra o que acontece quando a palavra é seguida de atos sobrenaturais: “As palavras que Eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, faz as suas obras.” Fica claro que nós proclamamos a palavra, e o Pai faz as obras, os milagres!

Na condição de homens e mulheres de Deus que ensinam, temos de exigir de nós mesmos a condição de também fazermos as obras, com poder! E esse fazer implica em estarmos invadindo o que é impossível, com sinais e maravilhas.

Os que ensinam a Bíblia devem instruir de modo a explicar o que eles acabam de fazer, ou o que estão prestes a fazer. Aqueles que se limitam a ficar apenas com as palavras estão limitando o seu dom e, mesmo sem ter a intenção, poderão levar os crentes ao orgulho, decorrente do aumento do conhecimento sem um paralelo crescimento da percepção da presença e do poder de Deus. É nas trincheiras do ministério “com a cara” de Cristo que aprendemos a nos tornar totalmente dependentes de Deus. Adentrando o impossível por confiar em Deus faz com que o orgulho não cresça, e sim desapareça.

UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL

Em 1987 fui assistir a uma das conferências de John Wimber com sinais e maravilhas, realizada em Anaheim, Califórnia. Eu saí de lá desencorajado. Tudo o que foi ensinado, inclusive muitas das ilustrações, eu havia também ensinado. O motivo do meu desencorajamento foi o fato de que eles tinham fruto do que acreditavam. Eu tinha apenas uma boa doutrina.

Sempre chega uma hora em que conhecer a verdade simplesmente não mais nos satisfaz. Se a nossa palavra não altera as circunstâncias para o que é bom, será que ela é uma boa palavra? Então passei a fazer um reexame bem sério das minhas prioridades pessoais. Ficou evidente que eu não mais poderia esperar que acontecesse coisas boas simplesmente por crer que elas poderiam acontecer… ou que deveriam acontecer. Havia um fator de risco que eu tinha deixado de considerar. Wimber o chamava de fé. O ensino TEM que ser acompanhado de uma ação que dê condições para que Deus atue.

Tudo começou a mudar imediatamente. Oramos pelas pessoas e vimos milagres acontecerem. Era glorioso, mas não levou muito tempo para descobrirmos que muitos não eram curados. O desencorajamento estabeleceu-se de novo, e a atividade assumindo riscos diminuiu.

Em minha primeira viagem a Toronto, em março de 1995, prometi a Deus que, se Ele tocasse em mim novamente, eu nunca mais me afastaria. Jamais deixaria esse ponto central. Minha promessa significava que eu faria o derramar do Espírito Santo, com plena manifestação dos Seus dons – isso como o único propósito de minha vida. E nunca me desviaria deste chamado, não importando o que acontecesse! O Senhor tocou em mim, e tenho perseguido com afinco este alvo, sem dele desviar-me.

RESISTINDO À INFLUÊNCIA DA NOSSA PRÓPRIA CULTURA

Nossa cultura tem castrado o papel de mestre. É possível cursar uma universidade e formar-se em administração de empresas, sem nunca ter recebido uma aula sequer de alguém que tenha sido proprietário de uma empresa. Valorizamos conceitos e ideias, mais do que a experiência com sucesso. Eu gostaria que isso fosse uma característica apenas das escolas seculares, mas a cultura que valoriza as ideias mais que a experiência tem caracterizado também a maioria de nossas escolas bíblicas, seminários, faculdades de teologia e até denominações. Muitos movimentos dos dias de hoje consideram que estão indo muito bem, apesar de irem por um caminho sem uma experiência real com Deus.

O que é mais triste, ainda, é que aqueles que falam de experiências subjetivas com Deus são considerados suspeitos, e até mesmo perigosos. Mas Deus não pode ser conhecido, a não ser através da experiência pessoal. Randy Clark, que foi quem Deus usou para iniciar o fogo do avivamento de Toronto em 1994, expressa isso do seguinte modo: “Todo aquele que não tem uma experiência com Deus não conhece Deus.” Ele é uma pessoa, não uma filosofia ou um conceito. Chegou a hora de todos os que se tenham encontrado com Deus deixem de ficar diminuindo o testemunho do que fazem, servindo assim ao medo. Temos de despertar o desejo das pessoas para terem mais do mundo sobrenatural. O testemunho tem como despertar esse desejo.

A MANIFESTAÇÃO DO REINO

Quando a equipe do nosso ministério viaja por todo o mundo, agora cremos que certas coisas vão acontecer. Cura, libertação e conversões são o fruto do nosso trabalho. Embora seja um tema pouco frequente de nossas mensagens, a cura é um dos mais frequentes resultados que obtemos. À medida que proclamamos a mensagem do Reino de Deus, as pessoas são saradas. O Pai parece dizer: “Amém!” à sua própria mensagem, ao confirmar com poder a palavra. Pedro sabia disso quando orou para que houvesse ousadia na sua pregação, crendo que a resposta de Deus seria estender a sua mão “para fazer curas, sinais e prodígios, por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus.” Deus prometeu confirmar a nossa mensagem com poder se ela for o evangelho do Seu reino.

PODER VERSUS ORGULHO

Os problemas que hoje enfrentamos não são novos. O apóstolo Paulo preocupou-se muito com a igreja de Corinto, pois eles estavam sendo seduzidos por um evangelho sem poder.

“Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados. Porque ainda que tivésseis dez mil anos em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.

Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja.

Mas alguns andam ensoberbecidos, como se eu não houvesse de ir ter convosco. Mas em breve irei ter convosco, se o Senhor quiser, e então conhecerei, não as palavras dos que andam ensoberbecidos, mas poder.

Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.” (1 Coríntios 4:14-20 – SBTB)

Paulo começa contrastando com os pais aqueles que ensinam (aios). Esses mestres que ele menciona eram diferentes em relação aos que Jesus pretendia que a Igreja viesse a ter. Paulo admite que eles poderiam ser crentes, chamando-os de “aios em Cristo”. Mas observemos que logo depois ele os chama de “ensoberbecidos”.

Na presente era pós-denominacional, estamos vendo um movimento de crentes sem precedentes, reunindo-se em torno de homens e mulheres que atuam como pais espirituais. No passado reuníamo-nos em torno de certas verdades, o que levou à formação das denominações. Nelas, a força que une as pessoas evidentemente é um acordo na doutrina e geralmente também em práticas. O ponto fraco existente é que isso não permite muita variedade nem mudanças. Na virada do século vinte, aqueles que tinham recebido o batismo no Espírito Santo com a evidência de falar línguas não eram mais bem-vindos em muitas das igrejas, pois a maioria das denominações mantinham declarações de fé imutáveis, petrificadas.

Mas agora essa atração gravitacional em torno de pais está acontecendo até mesmo dentro das denominações. Nelas o agrupamento dos crentes em diferentes grupos permite divergências em doutrinas não essenciais, sem causar divisão. Muitos consideram este movimento como sendo uma restauração da ordem apostólica de Deus.

A segunda preocupação de Paulo é sobre a condição de orgulho de seus filhos espirituais. Ele deixa isso bem claro ao contrastar a fidelidade com o orgulho, pois ele usa o termo “ensoberbecidos”. Paulo preocupava-se quanto a que eles não fossem enganados ardilosamente pelas teorias de bons oradores públicos.

O carisma pessoal muitas vezes é mais valorizado pela igreja do que a própria unção ou a verdade. Pessoas de carácter duvidoso frequentemente chegam a ter uma posição de liderança na igreja; basta que tenham uma personalidade influente.

Para Paulo isso era, em particular, bastante preocupante. Ele havia dado duro para trazer os coríntios à fé. Sua opção foi a de não os empolgar com tudo que ele sabia. De fato, ele os levou a ter um encontro com o Deus todo-poderoso, que se tornaria a base firme em que eles ancorariam a sua fé. Mas agora os pregadores de sermão tinham entrado em cena. A resposta de Paulo foi enviar-lhes Timóteo, uma pessoa tal como ele mesmo. Eles necessitavam de alguém que os fizesse lembrar de como era o seu pai espiritual. Isso contribuiria para que eles mais facilmente recalibrassem o seu sistema de valores para imitarem pessoas de personalidade mas, ao mesmo tempo, fossem pessoas de poder!

Paulo fez uma impressionante afirmação, esclarecendo a opção correta. Disse ele: “O reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder” Na língua original está: “o Reino de Deus não consiste em logos, mas em dynamis”. Aparentemente eles tinham muitos mestres que eram bons no falar muitas palavras, mas que demonstravam ter bem pouco poder. Eles não seguiam o padrão que Jesus lhes havia estabelecido.

Dynamis é o “poder de Deus demonstrado e conferido num derramar do Espírito Santo.” Assim é o reino!

Dois capítulos antes Paulo estabelece como sua prioridade no ministério levar os crentes de Corinto a apoiarem a sua fé no poder (dynamis) de Deus. Aqui ele comenta que os coríntios estariam predispostos a fracassar na fé, caso não ocorresse nenhuma mudança.

Sempre que o povo de Deus passa a preocupar-se com conceitos e posições doutrinárias, em vez de preocupar-se com a expressão da vida e do poder, ele se acha predisposto a cair, não importando quão boas aquelas ideias sejam.

O Cristianismo não é uma filosofia; é um relacionamento. É o encontro com Deus que dá poder aos conceitos. Isso temos que exigir de nós mesmos. Como? Temos de buscá-lo, até o encontrarmos.

PAIS COM PODER VERSUS MESTRES APENAS COM PALAVRAS

PAIS

Estilo de vida: Imitam os pais

Atitude: Humildade

Ministério: Poder

Ponto central: O Reino

MESTRES (Não segundo o exemplo de Cristo)

Estilo de vida: Reúnem-se em torno de ideias (um divisor)

Atitude: Orgulho (soberba)

Ministério: Muitas palavras

Ponto central: Ensinamentos

DEUS É MAIOR QUE O SEU LIVRO

“Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.”

Nessa passagem Jesus repreendeu os saduceus pela ignorância que eles demonstraram a respeito das Escrituras e do poder de Deus. Sua repreensão aconteceu no contexto de casamento e ressurreição, mas apontava para a ignorância que infestava grandes áreas da vida deles.

Qual era a causa? Eles não permitiam que as Escrituras os levassem a Deus. Eles não compreendiam… na verdade não entendiam nada. A palavra conhecendo, neste versículo, refere-se a uma experiência pessoal. Eles procuravam aprender sem esta experiência. Eram os que mais gastavam tempo estudando a Palavra de Deus. Mas o seu estudo não os levava a ter um encontro com Deus. Tinha se tornado um fim em si mesmo.

O Espírito Santo é o dynamis do céu. Um encontro com Deus muitas vezes é um choque de poderes. Tais encontros variam de pessoa a pessoa, de acordo com o plano de Deus. E é a falta de um choque de poderes que leva as pessoas a uma falsa compreensão de Deus e da Sua Palavra. A experiência é necessária para se construir um verdadeiro conhecimento da Palavra. Muitos são os que têm medo da experiência porque ela talvez os leve para fora das Escrituras. Os erros de alguns têm levado muita gente a ter medo da busca de uma experiência. Mas não é certo deixarmos 0 medo nos afastar da busca de uma experiência mais profunda com Deus! Esse medo nos faz fracassar no outro extremo, que pode ser culturalmente mais aceitável, mas que é significativamente pior em relação à eternidade. Deus age como Lhe agrada. Conquanto Ele seja fiel à Sua Palavra, Ele não deixa de agir de uma determinada forma, simplesmente por não ser de acordo com o nosso entendimento das Escrituras. Por exemplo, Ele é um Deus de amor que aborreceu a Esaú. Ele é Aquele que respeitosamente é tido como um verdadeiro cavalheiro, mas que derrubou Saulo do cavalo e foi quem levantou Ezequiel, puxando-o pelo cabelo. Ele é a brilhante Estrela da manhã, e o Mesmo que Se envolve com trevas. Ele odeia o divórcio, contudo Ele Se divorciou. Esta lista de situações aparentemente conflitantes poderia estender-se muito mais do que poderíamos aguentar. Mas esta tensão que nos coloca numa posição pouco confortável tem o propósito de nos manter honesta e verdadeiramente dependentes do Espírito Santo, para que compreendamos quem é Deus e o que Ele está dizendo através do Seu livro. Deus é tão estranho ao nosso modo de pensar que na verdade somente vemos o que Ele nos mostra; e apenas podemos compreender a Sua Pessoa através de um relacionamento.

A Bíblia é a absoluta Palavra de Deus. Ela revela Deus; revela o que é evidente, o que é inexplicável, o que é misterioso, e às vezes o que é ofensivo. Ela, de capa a capa, revela a grandeza do nosso Deus. Conh1do ela não O contém. Deus é maior do que o Seu livro.

O avivamento é cheio de tais dilemas: Deus fazendo o que nós nunca O vimos fazer – tudo para confirmar ser Ele quem a Sua Palavra diz que Ele é. Ficamos com o conflito em nosso interior de seguir Aquele que não muda, mas que promete fazer algo novo em nós. Tudo se torna ainda mais confuso quando queremos encaixar esse algo novo no molde feito pelas nossas bem-sucedidas experiências do passado.

Não há quem supere bem este desafio. Muitos escondem a sua necessidade para estarem em controle atrás da bandeira de “ficar ancorado na Palavra de Deus”. E; por rejeitarem os que têm opiniões diferentes das suas, eles conseguem proteger-se do desconforto e da mudança pela qual sempre oraram.

UM MAPA RODOVIÁRIO OU UM GUIA DE TURISMO

Um estudo satisfatório das Escrituras põe o poder da revelação ao alcance de quem tenha condições de adquirir urna Concordância de Strong e alguns outros livros de estudo. Dedique tempo, e você aprenderá coisas maravilhosas. Não pretendo desmerecer um estudo regular e disciplinado das Escrituras; nem, com certeza, o uso desses maravilhosos livros de estudo, urna vez que é Deus que nos dá a vontade de aprendermos. Mas, realmente, a Bíblia é um livro fechado. Tudo que eu retirar da Bíblia, sem a ação de Deus em mim, não mudará em nada a minha vida. Ela está fechada para assegurar a minha permanente dependência do Espírito Santo. E é urna busca intensa das Escrituras que agrada o coração de Deus. “A glória de Deus é ocultar certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis.” Deus tem grande prazer em alimentar aqueles que estão de fato com fome.

O estudo bíblico geralmente é incentivado para que tenhamos normas para a nossa vida. Certamente há princípios que poderão ser classificados numa lista de A a Z. Mas muitas vezes urna abordagem assim transforma a Bíblia num mapa rodoviário. Vivo a minha vida corno se pudesse sempre encontrar o meu próprio entendimento sobre o que o Livro de Deus diz. Creio que essa perspectiva das Escrituras de fato descreve uma vida debaixo da lei, não uma vida debaixo da graça. A vida sob a lei tem a tendência de se valer de urna lista de limites preestabelecidos, e não de um relacionamento. Conquanto tanto a Lei como a Graça têm mandamentos, a Graça traz consigo a capacidade de se obedecer o que é ordenado. Sob a Graça eu não preciso de um mapa rodoviário. Eu fico com um guia turístico – o Espírito Santo. Ele me dirige, me dá revelações, e me reveste de poder para ser e fazer o que a Palavra diz.

Muitos são os conceitos a que a Igreja tem se apegado, desejando manter uma devoção às Escrituras. Mas alguns desses conceitos de fato operam contra o verdadeiro valor da Palavra de Deus. Por exemplo: muitos que rejeitam o mover do Espírito Santo declararam que hoje a Igreja não precisa de sinais e maravilhas porque já o temos na Bíblia. Entretanto, esse ensino contradiz a própria Palavra que ele procura exaltar. Se você desse a dez crentes novos a tarefa de estudar a Bíblia para descobrir qual é o coração de Deus para esta geração, nenhum deles concluiria que os dons espirituais não são para o dia de hoje. Isso é algo que eles somente aceitam se forem ensinados! A doutrina que estabelece que os sinais e maravilhas não são mais necessários porque temos a Bíblia foi criado por pessoas que não tinham visto o poder de Deus, e assim necessitavam de uma explicação que justificasse a condição de suas igrejas estarem desprovidas de poder.

A revelação que não leva a pessoa a ter um encontro com Deus somente serve para tomá-la mais religiosa. A menos que as Escrituras me levem a Ele, somente me torno mais bem preparado para argumentar com aqueles que discordam do meu modo de pensar.

“O conhecimento traz orgulho…” Observe que Paulo não se referiu a um conhecimento antibíblico, ou a um conhecimento carnal. O conhecimento, inclusive o que vem das Escrituras, tem o potencial de nos tornar orgulhosos. Desse modo, como poderei me proteger do orgulho que vem do conhecimento, mesmo quando ele provém da Bíblia? Eu preciso ter a certeza de que esse conhecimento está me levando a Jesus!

O orgulho que vem de se ter apenas o conhecimento bíblico pode causar divisões. Cria o desejo de se ter a própria opinião. “Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória; mas o que procura a glória de Quem O enviou, esse é verdadeiro, e Nele não há injustiça.” 158 Aqueles que são treinados sem uma revelação que os leve ao Senhor são treinados a falar de si mesmos, para sua própria glória. Esse desvio de se buscar um conhecimento sem ter um encontro com Deus guerreia contra a verdadeira justiça.

Não apenas a justiça sofre; o mesmo se dá com a nossa fé. “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?” Esse desejo de glória do homem de algum modo descarta a fé. O coração que teme apenas a Deus – aquele que busca primeiro o reino de Deus e que dá toda honra e glória a Deus – é o coração em que nasce a fé.

A missão do céu é penetrar na terra trazendo as realidades celestiais. Todo ensinamento tem por objetivo levar-nos a este fim, pois o treinamento no Reino não é desprovido de um propósito. Estamos sendo treinados para dirigir os negócios da nossa família. É isso que vamos descobrir no próximo capítulo.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.