A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

PORTAS DA PERCEPÇÃO

Aquela ideia de que temos cinco sentidos está ultrapassada; há dezenas deles, mas é o processamento sensorial que realmente importa

Por favor. Peça para alguém ler esse primeiro parágrafo enquanto você faz um experimento rápido e simples. Fique em pé, feche os olhos e estique os dois braços para frente. Como você sabe onde eles estão? Agora, mexa os dedos. Como você sabe que eles estão se movendo? Repita esses movimentos apoiando­ se numa perna só. Por acaso você caiu? Aposto que não. Não será nenhuma surpresa se eu lhe disser que foi graças aos sentidos que você conseguiu realizar essas coisas. Mas quais sentidos? Com certeza não foram a visão, a audição, a olfação, o tato ou a gustação.

Embora as escolas ainda ensinem que existem cinco sentidos (ideia que vem desde os tempos de Aristóteles e ainda é muito presente na cultura popular). Este número não reflete a realidade. Tente pegar um cubo de gelo com uma das mãos e um garfo aquecido com a outra e poderá comprovar que tato é pouco para descrever as duas sensações. Ande num trem-fantasma desses que existem nos parques temáticos, e diga se tudo o que vivenciou pode ser explicado apenas com a visão, a audição e o toque. Não há dúvida de que nossos    sentidos não cabem apenas em cinco categorias. Mas afinal, quantos são?

A resposta depende de como dividimos os sistemas sensoriais. Uma possibilidade é classificá-los segundo a natureza do estímulo, assim haveria apenas três tipos, em vez de cinco: mecânico (tato e audição), luminoso (visão) e químico (gustação, olfação). Alguns animais também têm eletro recepção. Esses três grupos de sensações exigem sistemas sensoriais bem diferentes. Algo que se dissolve na língua produz um aroma que penetra no nariz e se encaixa em um receptor não tem nada a ver com o movimento de uma célula pilosa no ouvido interno ou com um fóton que atinge a retina.

Em geral, estamos cientes de nossa capacidade de sentir as variações de temperatura e de pressão, a posição das articulações (propriocepção), o movimento corporal (cinestesia), o equilíbrio e outras sensações, como sede ou estômago vazio. Mas existem outros sistemas de monitoração dos quais nunca teremos a menor noção, como a detecção do pH do fluido cerebrospinal ou do nível de glicose na circulação.

Mas poderíamos, com a mesma facilidade, definir “sentido” como um sistema formado por um tipo celular especializado que reage a um sinal específico e se reporta a uma certa parte do cérebro. Assim, o paladar não seria um único sentido, mas quatro: doce, salgado, azedo e amargo. A visão poderia ser considerada um único sentido (luz), dois (luz e cor) ou quatro (luz, vermelho, verde e azul). Os neurologistas classificam a dor como cutânea, somática ou visceral, dependendo de onde é sentida, mas isso significa que estariam em diferentes sistemas sensoriais ou que seria simplesmente uma questão de geografia corporal?

Veja o exemplo da audição. Seria um único sentido ou várias centenas, um para cada célula pilosa codear? Talvez isso seja levar as coisas um pouco longe demais, mas é interessante notar que podemos perder a audição de alta frequência sem perder a acuidade de baixa frequência e vice-versa. Portanto, talvez devêssemos pensar nelas separadamente. Àmedida que estudamos em detalhes as estruturas dos órgãos sensoriais, parece que temos cada vez mais sentidos.

Entretanto, por mais intrigante que tudo isso seja, a sensação sozinha não é realmente tão importante assim. Quando falamos de sentidos, o que realmente queremos dizer são sensações ou percepções. Do contrário, não estaríamos muito acima do nível de uma ameba ou de uma planta. A maioria dos seres vivos se vira muito bem com apenas dois canais sensoriais: tato e luz (não necessariamente visão). Uma planta, cujo crescimento segue a luminosidade está meramente reagindo mecanicamente a um estímulo. Nós, por outro lado, vemos luzes e sombras, mas além disso percebemos objetos e pessoas e suas respectivas posições no espaço. Ouvimos sons e identificamos vozes, músicas ou diversos ruídos. Sentimos o gosto ou o cheiro de uma complexa mistura de sinais químicos, e sabemos reconhecer a diferença entre um sorvete, uma laranja ou um bife. A percepção é o “valor agregado” que o cérebro organizado confere aos dados sensoriais brutos. Ela vai muito além da paleta de sensações e envolve memória, experiência e processamentos cognitivos sofisticados.

ESCUTA SELETIVA

O que ouvimos, por exemplo, é bem mais que o simples somatório de sons coletados por cada ouvido. Vários processos entram em cena, alguns dos quais permitem que o cérebro identifique de onde vem o barulho. Filtros complexos nos permitem barrar um tipo de som enquanto prestamos atenção a outro. No conhecido “fenômeno da festa”, por exemplo, ignoramos todos os ruídos irrelevantes enquanto participamos de uma conversa; e conseguimos mudar rapidamente de foco se mais alguém mencionar nosso nome. Isso significa que estamos sempre “ouvindo” o som ambiente, mas nem sempre o estamos “escutando”, a menos que ele se torne subitamente significativo. Nossa percepção vai muito além da sensação pura e simples.

A vida dos animais é bem mais fácil. Em geral o dilema de sobrevivência deles, quando deparam com outro ser vivo, se resume a três perguntas: devo comê-lo, fugir ou me acasalar? Nessa tomada de decisão, eles contam com tudo que puderem deduzir dessa nova experiência, bem como com a memória de outras semelhantes. Contudo, animais mais primitivos, com equipamento neural mais limitado, são facilmente enganados por flores de cores brilhantes ou por adversários que conseguem inchar e aumentar de tamanho, que têm marcas que parecem olhos ou exalam cheiros bizarros, para citar apenas alguns truques que a evolução elaborou. Quanto mais alto na escala filogenética – o que significa processos perceptivos mais complexos -, menos o organismo está à mercê de seus sentidos primitivos.

MUDANÇA DE FOCO

O ponto básico é que cometemos um erro ao nos concentrar nos sentidos e, até em discutir a quantidade deles. O que importa é a percepção – a sensação é o que a acompanha. Para os seres humanos, isso tem implicações no dia-a-dia. Uma delas é nosso julgamento de tamanho.

A coerência de nossa visão de mundo nasce do fato de os objetos geralmente não mudarem de tamanho rapidamente. Assim, para objetos com os quais estamos familiarizados, como um carro, quanto maior ele parece, mais perto o percebemos. E mesmo quando o vemos na televisão ou numa foto, isto é, numa imagem pequena, “sabemos” que ele não encolheu. Coisas que não fazem parte de nosso dia a dia, no entanto, costumam nos enganar. As nuvens podem ter qualquer tamanho e forma, portanto é difícil julgar sua distância. Trens são familiares, mas a maioria de nós não percebe exatamente o quanto eles são grandes, julgamos erroneamente sua velocidade e a que distâncias se encontram, o que, aliás, é uma causa frequente de acidentes. Não resolvemos esses problemas nos torturando internamente sobre quais ou quantos sentidos estão envolvidos, mas com a criação de um todo perceptual. Isto é função cerebral superior; ou seja, cortical. Tomemos o estranho caso da sinestesia, fenômeno de contaminação dos sentidos que não chega a ser uma doença. As formas mais frequentemente relatadas são sentir sons, letras, números ou palavras, associados a cores. Até bem recentemente as pessoas com sinestesia eram ignoradas, consideradas delirantes e, às vezes, confundidas com doentes mentais. Elas são capazes de falar, com a maior naturalidade, sobre a textura de um aroma, o sabor das diferentes letras ou a melodia do gosto de um pêssego. O que isso nos informa é que os sentidos não são entidades independentes e que a percepção é seu produto final.

É bem possível que o cérebro esteja organizado para fazer exatamente essa espécie de ”mistura dos sentidos” como parte do processamento perceptivo. Acumulam-se as evidências de que a conversa cruzada entre diferentes áreas sensoriais mistura muito mais coisas que podemos imaginar. Identificamos ou reconhecemos objetos mais facilmente se ouvimos um som relevante ao mesmo tempo. Somos capazes até de acreditar que ouvimos algo diferente se formos enganados por uma falsa leitura labial que não condiz com o que é falado. Pergunte a qualquer pessoa que sofra de enxaqueca sobre como um perfume pode desencadear a dor. Possivelmente, todos nós temos essa facilidade em maior ou menor grau e é por isso que o blues é azul.

Obviamente, a confusão da nomenclatura não ajuda. Algumas coisas comumente rotuladas como “sentido” não são nada disso (sentido de perda, sexto sentido, etc.). Em compensação, nosso relógio biológico, que marca o tempo interno do organismo, deveria ser incluído nessa lista. Ou seria isso parte da percepção, e não de um sentido?

Como de hábito, o destino da ciência é contestar crenças cotidianas e desfazer mitos. Dependemos muito de nosso aparato sensorial, e dizer que de não é tão importante a princípio pode parecer maluquice. Mais cedo ou mais tarde, porém, essa história de cinco sentidos vai parar na lata de lixo científica, fazendo companhia à geração espontânea e à frenologia, entre outros absurdos.

O SEXTO SENTIDO

Mesmo de olhos fechados você sabe em que posição está, por exemplo, sua perna esquerda neste momento. E, se pisar em falso, tentará se reequilibrar antes mesmo de se dar conta racionalmente do que está acontecendo. Esta habilidade é resultado da propriocepção, um sentido bem menos conhecido que a audição, a visão, o paladar, o tato e o olfato. É graças a ele que, além de reconhecermos a localização espacial de nosso corpo, “sabemos” quanta força deve ser exercida pelos músculos a cada momento. A propriocepção é responsável pela manutenção do equilíbrio, indispensável para a realização das atividades cotidianas. Os proprioceptores em nossos tendões, ligamentos e músculos recebem informações sobre tensões, inclinações e pressões das variadas partes do corpo e as enviam ao sistema nervoso central. Quando pisamos numa superfície inclinada, por exemplo, estes sensores mandam um sinal para o cérebro, que “avisa” que a musculatura envolvida no movimento deve se ajustar para evitar quedas (ou, pelo menos, diminuir o impacto do tombo).

OUTROS OLHARES

O ATAQUE DA AMAZON

O lançamento do Amazon Prime promete provocar uma guerra no mercado de vendas pela internet no Brasil. Apesar disso, a gigante ainda tem um longo caminho para assumir a liderança no País

Da noite para o dia, o varejo brasileiro recebeu uma novidade. Apesar de ser esperada entre os mais atentos ao mercado, a Amazon Prime chegou de repente para a maior parte das pessoas. A assinatura permite que o cliente tenha acesso a todos os serviços da Amazon, incluídos os streaming de vídeo, de música e de livros, além do frete grátis em alguns produtos do catálogo da empresa. Os que tinham a assinatura de algum desses produtos, migraram automaticamente para o plano Prime. Apesar do anúncio repentino, a preparação vem de meses. A Amazon está se aproximando cada vez mais do público brasileiro, conhecendo melhor os hábitos de consumo. Em janeiro, um centro de distribuição foi aberto em Cajamar, São Paulo. De acordo com a gerente geral do Amazon Prime no Brasil, Talita Taliberti, a empresa decidiu pelo lançamento do pacote de serviços por ser o momento adequado. “Tão rápido quanto possível ou tão devagar quanto necessário”, diz.

Ela explica que além de adequar a logística da empresa ao Brasil, sempre algo muito complexo por causa das dimensões do País e da dependência do transporte rodoviário, foi necessário aproximar os catálogos de streaming aos gostos da cultura nacional. Assim, mais músicas brasileiras foram adquiridas e a produção de uma série documental sobre a Seleção Brasileira na Copa América de 2019 foi anunciada antes do lançamento do Prime. No E-commerce, o impacto vai além. Para Patrícia Cotti, diretora executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo, um serviço de assinatura desses insere a empresa nas considerações de quem possui o dinheiro para fazer alguma aquisição. “Se o cliente já tem o Prime, ele vai pensar na Amazon na hora de comprar algo do interesse dele”, avalia. Para ela, a empresa é focada nos chamados “amazon fans”, clientes fidelizados e entusiastas do conglomerado, que geram um forte engajamento para promoções e anúncios. Além de já estar em efeito para o Black Friday, no final de novembro, o Amazon Prime prevê um novo feriado de compras no calendário brasileiro, o Prime Day. É uma data criada pela empresa, geralmente no meio de julho, em que promoções e descontos generosos são oferecidos aos clientes. O lucro nesta data é o grande fluxo da empresa, valendo mais que a sexta-feira negra ou o Natal.

IMPACTANDO A CONCORRÊNCIA

Logo no dia do anúncio, as concorrentes brasileiras sentiram o golpe. As ações da Magazine Luiza, Via Varejo (Ponto Frio e Casas Bahia) e B2W (Submarino, Lojas Americanas e Shoptime) acumularam mais de 5% em perdas na Bolsa de Valores para cada – percentuais que levaram uma semana para serem recuperados. Apesar do estrondo, a Amazon ainda tem números modestos no tráfego online. De acordo com o Euromonitor, em agosto, a empresa teve 47 milhões usuários no Brasil, atrás dos demais concorrentes e do líder, Mercado Livre, com 286 milhões. Algumas contam com serviços semelhantes ao “prime”, oferecendo descontos e frete grátis em alguns itens do catálogo, e muitas apostam em parcerias para oferecer “cashback” – crédito digital que corresponde à porcentagem de uma compra e pode ser usado em compras futuras. O Mercado Livre oferece entregas gratuitas através de um programa de fidelidade. Mesmo assim, a concorrência com a Amazon levará a mais ações de mercado. E quem vai ganhar é o consumidor.

GESTÃO E CARREIRA

COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA PODE AUXILIAR NA PRODUTIVIDADE DAS EQUIPES

Especialista assinala que prática requer empatia, escuta ativa e autoconhecimento

A comunicação sempre foi, mundialmente, protagonista nas relações pessoais e profissionais.

Atualmente, é impossível ignorar a influência de uma boa comunicação no dia a dia de qualquer um. No entanto, essa mesma comunicação vem se consolidando de forma excludente e agressiva, reforçando valores e posicionamentos negativos, o que prejudica e muito a convivência. Essa característica quando trazida para um microambiente como o corporativo, por exemplo, pode ser ainda mais danosa. Não à toa, pesquisa realizada pela Harvard Business Review aponta que 91% dos colaboradores afirmaram que problemas na comunicação podem prejudicar os executivos. A mesma pesquisa identificou, ainda, que para 57% dos profissionais, falta de clareza é um dos principais problemas das lideranças.

Para Reinaldo Passadori, CEO da Passadori Comunicação, Liderança e Negociação, estabelecer uma boa comunicação entre liderança e liderados é essencial para o aumento da produtividade da equipe. O primeiro passo é trabalhar na liderança a Comunicação Não Violenta (CNV), exercitando o diálogo, empatia e auto liderança. Abaixo, Passadori elenca as habilidades que devem ser desenvolvidas por líderes na busca de uma liderança conciliadora e não truculenta.

AUTOCONHECIMENTO


Para que uma Comunicação Não Violenta se estabeleça é preciso um mínimo de autoconhecimento, só assim será possível entender como cada um reage a determinada situação e é a partir dessa identificação que será possível mudar o comportamento e quebrar paradigmas. “Não ouvimos as pessoas dizerem que não são agressivas, são objetivas. Mas ao conversar com indivíduos que as rodeiam identificamos que essa objetividade é entendida como grosseria. Essa é uma situação comum e que pode ser alterada a partir de uma autoanálise. Por que estou sendo entendido assim, quando essa não é a minha intenção?”, diz Passadori.

ESCUTA ATIVA E EMPATIA

É quase automático: ao vermos qualquer situação, julgamos entre certo e errado. No entanto, para Passadori, estabelecer uma Comunicação Não Violenta exige o exercício da empatia, ou seja, antes de fazer juízo é fundamental ouvir o que o colaborador tem a dizer e pensar formas de ajuda-lo. “Será que ele está com problemas em casa? Dificuldades com aquela tarefa? A escuta ativa é fundamental nesse caso. Ouça, não julgue, e tente entender como ele está se sentindo”, afirma o especialista em comunicação.

ESTABELEÇA VÍNCULOS COM A SUA EQUIPE

Refletir sobre o convívio com os colegas de trabalho também é essencial para o bom funcionamento da equipe. Para tanto, o líder precisa criar um ambiente favorável ao diálogo, oportunizando, assim, a troca de ideias tanto profissionais, quanto sobre a vida pessoal de cada um. “Momentos de descontração são importantes para a equipe e a liderança deve estimular essas trocas. É o espaço de estreitar vínculos, entender melhor o perfil de cada um e, dessa forma, adaptar a mensagem ao receptor”, afirma.

Passadori explica, ainda, que assumir uma comunicação não violenta não significa que o indivíduo irá ser passivo ou, então, aceitará imposições de terceiros, mas sim, praticará uma nova forma de se comunicar na qual a prioridade é entender as necessidades do próximo. “No caso do ambiente corporativo, por exemplo, saber se comunicar adequadamente auxilia na construção de uma cultura organizacional, em que a equipe estará engajada para participar do crescimento do negócio, uma vez que os colaboradores sentem-se compreendidos e valorizados. A comunicação, independente da esfera, promove a empatia e o autoconhecimento”, finaliza.

ALIMENTO DIÁRIO

PORCOS NA SALA

CAPÍTULO 20 – O AGRUPAMENTO DE DEMÔNIOS – PARTE I

Os demônios são identificados de acordo com sua natureza. Um demônio de ódio é chamado “ódio”. Cada demônio é um especialista. Um demônio de ódio não promove cobiça – ele só promove ódio. Quando os demônios têm de se identificar, eles geralmente se chamam de acordo com sua natureza, isto é, rebelião, maldição, indiferença, etc. Ocasionalmente, um demônio se identificará pelo nome de uma pessoa, como João, Maria, etc.

Às vezes, eles darão nomes estrangeiros. Isso é um truque para enganar o ministro de libertação a respeito de sua natureza. O ministro deve mandar os demônios revelarem sua natureza, dizendo: “Qual é a sua natureza?”

Os demônios que habitam em alguém quase nunca estão sozinhos, mas agrupados. Tais grupos são chamados “colônias”, “tribos” ou “famílias”. Quando um demônio é denunciado ou discernido, o ministro imediatamente deve estar pronto para procurar os companheiros do demônio.

Um grupo de demônios fica agrupado com o propósito de controlar certa área da vida do cativo. Então, há um padrão lógico de espíritos em qualquer grupo. Certos tipos de espíritos são encontrados vez após outra nas mesmas combinações, mas não podemos presumir que a combinação será sempre a mesma.

AS POSSIBILIDADES PARA O AGRUPAMENTO NÃO TÊM LIMITES.

Dentro de cada grupo haverá um homem forte ou espírito- chefe. Muitas vezes, durante a ministração, um dos espíritos-chefe será especificamente identificado. Não há necessidade de sempre identificar o demônio-chefe para efetuar a libertação. Tal identificação será dada por uma ou duas razões.

Primeira, o Espírito Santo pode estar dirigindo o esquema a seguir.

O ministro de libertação tem de ficar alerta a qualquer plano de luta que o Senhor possa dar. Há situações em que o Senhor indicará que o espírito- chefe deve ser tratado primeiro e seus colegas depois.

Outras vezes, o Senhor indica a expulsão dos espíritos menores primeiro e do chefe por último. Não há razão em perguntar por que o Senhor dirige dessa ou daquela maneira; Um bom soldado é treinado a cumprir as ordens, sem questioná-las. Às vezes, ele tem ordens específicas, outras vezes não. É a mesma coisa nas lutas espirituais.

Uma segunda razão por que o espírito-chefe deve ser identificado é para benefício de quem está sendo libertado. Ajuda muito saber de qual espírito ele tem de se proteger no futuro. Uns espíritos estão especialmente ligados aos hábitos da pessoa, que terão de ser modificados, e à carne, que tem de ser crucificada. Depois da libertação, a pessoa terá de lutar por sua própria conta para conservar sua libertação. É valioso saber exatamente aquilo contra o que se está lutando, e o que é da carne e o que é do inimigo.

Pela minha própria experiência em centenas de casos de libertação, e por ter tratado com os demônios em grupos, estou convicto de que o espírito-chefe é o primeiro espírito a invadir certa área. Por ser o primeiro a ganhar entrada, ele pode estabelecer-se como “rei”. Assim, ele se torna a chave que abre a porta para a entrada dos outros. Ao expulsar os demônios não é incomum mandar no espírito-chefe da seguinte maneira: “Saia e leve todos os seus colegas” ou “todas as suas raízes junto com você!”. SE, por acaso, nem todos foram expulsos, ainda existirá um caminho para o grupo entrar de novo. Por essa razão, a libertação deve ser tão completa quanto possível.

Mais de um espírito de um mesmo tipo pode estar presente. Por exemplo, a colônia de amargura pode contar com vários demônios de ressentimento. Também, certo tipo de demônio pode estar presente em mais de um grupo. Por exemplo, um demônio de raiva pode ser encontrado na tribo de “amargura” e outro demônio de raiva na tribo de “perfeição”.

Certa vez, durante uma libertação, vários grupos de espíritos foram expulsos. Em todos os grupos existia um demônio de depressão. É somente pela operação do dom sobrenatural de discernimento que podemos saber que todas as combinações de espíritos foram atingidas.

A lista dos grupos demoníacos enumerados a seguir representa os tipos que encontramos no ministério de libertação.

ESTES GRUPOS SÃO UNICAMENTE UM EXEMPLO DO QUE PODE SER ENCONTRADO. A LISTA NÃO É DE MANEIRA NENHUMA EXAUSTIVA, NEM OS GRUPOS SÃO INVARIÁVEIS.

Uma explicação é dada dos vários grupos incluídos. Isso é para oferecer esclarecimento sobre o tipo de problemas criados por certos grupos de espíritos. A maioria dos grupos são óbvios.

Os autores creem que as informações incluídas neste capítulo provarão ser de grande valor prático àqueles que se acham no ministério de libertação. Elas ajudarão qualquer pessoa a entender melhor como os demônios se agrupam. Anos de estudo e de experiência estão condensados aqui, em poucas páginas.

AGRUPAMENTOS COMUNS DE DEMÔNIOS

  1. ACUSAÇÃO

Censura, crítica, julgamento

2. ACUSAÇÃO PRÓPRIA

Condenação própria, ódio de si

3. AFASTAMENTO

Amuo, devaneio, fantasia, imaginação, pretensão

4. AFETAÇÃO

Artificialidade, pretensão, representação, sofisticação

5. AFLIÇÃO

Choro, crueldade, desgosto, mágoa, pesar, tristeza

6. AMARGURA

falta de perdão, homicídio, ódio, raiva, represália, ressentimento, violência

7. AUTO-ENGANO

Exaltação, ilusão própria, orgulho, sedução

8. CARGA FALSA

Compaixão falsa, responsabilidade falsa

9.  CIÚME

Desconfiança, egoísmo, inveja, suspeita

10.  COBIÇA

Cleptomania, descontentamento, ganância, luxúria, roubo

11. COMPETIÇÃO

Argumento, debate, ego

12. CONFUSÃO

Esquecimento, frustração, incoerência

13. CONTROLE

Domínio, feitiçaria, possessivismo

14. CULPA

Condenação, embaraço, indignidade, vergonha

15. DEPRESSÃO

Acanhamento, derrotismo, desânimo, desesperança, desespero, insônia, morte, suicídio

16. DISCORDÂNCIA

Argumentação, briga, contenda, discórdia, luta

17. DOENÇA MENTAL

Alucinações, esquizofrenia, insanidade, loucura, mania, paranoia, retardo, senilidade

18. DÚVIDA

Ceticismo, descrença

19. ENFERMIDADE

Pode incluir qualquer doença ou enfermidade

20. ESCRAVIDÃO MENTAL

Confusão, espíritos de feitiçaria, medo de homem, medo de mulher

21. ESPIRITISMO

Exu, guia, necromancia, sessão, etc.

22. ESQUIZOFRENIA

Veja Capítulo 21

23. FADIGA

Cansaço, exaustão, preguiça

24. FUGA (Evasão)

Álcool, drogas, estoicismo (calma), indiferença, passividade, sonolência

25. GLUTONARIA

Autopiedade, auto recompensa, frustração, nervosismo, perda de tempo, preguiça, rancor voracidade

26. HERANÇA

Emocional, física, maldições, mental

27. HIPERATIVIDADE

Força impulsiva, perturbação, pressa

28. IDOLATRIA MENTAL

Ego, intelectualismo, orgulho, racionalização

29. IMPACIÊNCIA

Agitação, crítica, frustração, intolerância, ressentimento

30. INSEGURANÇA

Acanhamento, impropriedade, inaptidão, inferioridade, pena de si, solidão, timidez

31. INDECISÃO

Concessão, confusão, esquecimento, indiferença, procrastinação

32. MALDIÇÃO

Blasfêmia, calúnia, crítica, depreciação, escárnio, gracejo grosseiro, mexerico, xingação

33. MEDO DE AUTORIDADE

Mentira, decepção, amuleto, análise da letra (grafologia), astrologia, cartomancia, conjuração, encantamento, escrita automática, feitiçaria, figa, hipnotismo, horóscopo, interpretação de sinais, invocação mágica, levitação, magia branca, magia negra, pêndulo, percepção extra-sensorial, tábua de Ouija quiromancia

34. MEDOS

Fobia (todos os tipos), histeria

35. MORTE

36. NERVOSISMO

Agitação, dor de cabeça, excitação, inquietação, insônia, hábitos nervosos, tensão

37. OCULTISMO

Adivinhação, amuleto, análise da letra (grafologia), astrologia, cartomancia, conjuração, encantamento, escrita automática, feitiçaria, figa, hipnotismo, horóscopo, interpretação de sinais, invocação, mágica, levitação, magia branca, magia negra, pêndulo, percepção extra-sensorial, tábua de Ouija, quiromancia

38. OPRESSÃO

Desgosto, fardo, melancolia

39. ORGULHO

Arrogância, ego, farisaísmo, importância, insolência, vaidade

40. PARANÓIA

Ciúme, confrontação, desconfiança, inveja, medos, perseguição, suspeita

41. PASSIVIDADE

Covardia, desatenção, indiferença, letargia

42. PERSEGUIÇÃO

Má fé, medo de acusação, medo de censura, medo de condenação, medo de julgamento, sensibilidade

43. PERFEIÇÃO

Crítica, ego, frustração, intolerância, ira, irritação, orgulho, vaidade

44. PREOCUPAÇÃO

Ansiedade, apreensão, medo, pavor

45. REBELIÃO

Desobediência, insubmissão, obstinação, vontade própria

46. REJEIÇÃO

Auto- rejeição, medo de ser rejeitado

47. RELIGIÕES FALSAS

Budismo, confucionismo, hinduísmo, islamismo, xintoísmo, taoísmo

48. RELIGIOSIDADE

Erro doutrinário, formalismo, legalismo, medo de Deus, medo do inferno, medo da salvação perdida, obsessão doutrinária, ritualismo, engano

49. REPRESÁLIA

Destruição, crueldade, mágoa, maldade, ódio, sadismo

50. SEITAS

Ba’hai, Ciência Cristã, Meninos de Deus, Mormonismo, Rosacruz, Seicho-No-Iê, Teosofia, Testemunhas de Jeová, Unitarianismo, Sociedades e agências sociais que usam a Bíblia e Deus como base, mas deixam o sangue e a expiação de Jesus de lado

51. SENSITIVISMO

Cônscio-de-si, medo de desaprovação, medo de homem

52. SEXO IMPURO

Adultério, imaginação, cobiça fantasiosa, estupro, exibicionismo, frigidez, homossexualismo, incesto, lesbianismo, masturbação, prostituição

53. VÍCIO E COMPULSIVIDADE

Álcool, cafeína, drogas, glutonaria, medicamentos, nicotina – tabaco