ALIMENTO DIÁRIO

A HISTÓRIA DO CASAMENTO

DIA 29 – PRIORIDADES

É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Eclesiastes 4:9

Missões e prioridades não são a mesma coisa, mas andam de mãos dadas. Concordar com as mesmas prioridades e apoiá-las é essencial para se preservar a unidade.

Nossas prioridades são ditadas pelo nosso objetivo maior: conhecer e revelar o amor de Deus. Por ser essa uma missão compartilhada por todo crente, podemos todos ter as mesmas prioridades, embora as estratégias para fazer isso sejam diferentes de um casal para outro e de uma estação para outra. Propomos que vocês vejam suas prioridades do seguinte modo:

1. DEUS. Deus não é apenas o “primeiro”. Ele está acima de tudo o mais, e o relacionamento com Ele é essencial para o sucesso e a fidelidade em todas as outras áreas da vida. Ele deveria englobar e habitar em cada uma das nossas prioridades. Mas em nome da clareza, vamos designá-Lo como o primeiro dessa lista. Portanto, por assim dizer, Deus vem em primeiro lugar.

Mas nosso relacionamento com Deus e o trabalho que fazemos para Ele não são a mesma coisa. É tentador, principalmente para os ministros ou outros que servem na igreja, priorizar a obra do ministério acima das nossas famílias. Por favor, não permita que sua família seja vítima dessa distorção.

2. CÔNJUGE. Mais uma vez, pode haver espaço aqui para uma distorção que, apesar de sutil, pode ter um alto preço. Seus filhos são importantes, mas você não deve negligenciar seu cônjuge em função do seu cuidado em relação a eles. Seus filhos um dia amadurecerão e deixarão seus cuidados, mas você tem um relacionamento de aliança com seu cônjuge por toda a vida. 

Certifique-se de que construam sua vida juntos de tal maneira que quando seus filhos saírem de casa, vocês dois ainda sejam os melhores amigos um do outro.

3. FILHOS. Os detalhes exatos do envolvimento e do papel de cada cônjuge na criação dos   seus filhos variarão de uma estação para outra, principalmente dependendo da próxima prioridade – o chamado de vocês. Se um de vocês – ou ambos – trabalha fora de casa, vocês terão responsabilidades em outras áreas como vida profissional e ministério. Se atualmente cumprir seu chamado significa ficar em casa com seus filhos, nossa distinção entre essa prioridade e a próxima não se aplica. Mas, como disse C.S. Lewis: “A dona de casa tem a carreira suprema”.

4. CHAMADO. Na verdade, seu chamado inclui tudo nesta lista – e tudo em sua vida. Porém, uma vez mais, limitaremos a amplitude desse termo em nome da clareza. O que nos  referimos como “chamado” é o que Deus chamou você e seu cônjuge para fazer  individualmente na esfera do governo, dos negócios, da saúde, da educação, do ministério, das artes, da mídia, ou de qualquer outra área.

Em nosso casamento, por acaso essa é uma área que compartilhamos, porém, muitos cônjuges não trabalham ou ministram na mesma área da sociedade de seu cônjuge. Se esse for o caso no seu casamento, vocês ainda podem se interessar pelo trabalho um do outro e apoiar um ao outro de maneira vital. Como disse Salomão, quando dois trabalham juntos, eles podem ajudar um ao outro a ter êxito.

5. DESCANSO. O sábado foi ordenado por Deus, e não pelos homens. Quando descansamos, todas as outras prioridades florescem. Deus quer que nossas vidas envolvam descanso e lazer regulares – o que não é o mesmo que inatividade. Descansamos dedicando tempo para as coisas que nos restauram espiritual, física e emocionalmente. O importante no casamento é encontrarmos maneiras de compartilharmos o descanso, e não apenas descansarmos   sozinhos. Para nós, isso tem significado encontrar um tema em comum e interesses comuns para desfrutarmos juntos, como passar tempo ao ar livre conversando sobre nossos sonhos para nossa família e ministério. Aprender a descansar e desfrutar de momentos de lazer juntos faz parte da fusão de duas vidas em uma.

6. COMUNIDADE. Em muitos casamentos, maridos e esposas mantêm vidas sociais completamente separadas. Embora seja importante ter um tempo só para as garotas e só para os rapazes e construir amizades com outras pessoas além do seu cônjuge, em um casamento saudável, a vida social dos cônjuges convergirá. Nossos amigos desempenham   um papel importante nos encorajando, nos apoiando e nos fortalecendo. Por sermos uma só carne, devemos ter muitos amigos que conhecem e amam a ambos.

Não podemos deixar de enfatizar o quanto é crucial ter amigos que abençoem intencionalmente sua união. Ambos temos amigos que desempenham papéis muito diferentes em nossas vidas. Eu (John) tenho colegas de golfe com quem posso abrir o coração e a alma. Os homens com quem compartilho meus desafios e fraquezas amam tanto a Lisa quanto a mim.

Por minha vida ser tão cheia, e eu (Lisa) não jogar golfe, só tenho na verdade amigas de coração que me desafiam a crescer mais em todas as áreas do amor. Elas são mulheres que entendem os desafios singulares que tenho em minha vida e em meu casamento. Algumas são ótimas amigas com quem posso contar durante os desafios que surgem no ministério, e outras são ótimas para serem consultadas no que se refere a conflitos nos relacionamentos. Todas elas são mais valiosas do que o ouro para nós.

Havia algumas pessoas que eram nossas amigas no passado, mas de quem tivemos de nos afastar com o passar do tempo. Elas tomavam partido de um de nós dois e não promoviam a união no nosso casamento. Se um amigo não torce pelos dois, não se associe a ele. Essa pessoa inevitavelmente irá gerar divisão em sua união.

ESCOLHENDO AMAR

Vocês são o povo de Deus. Ele os amou e os escolheu para serem Dele. Portanto, vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência. Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros. E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. Colossenses 3:12-14, NTLH, grifo do autor

É o amor que nos une perfeitamente. Ele é a base da unidade, a verdadeira chave para ver o impossível.

Em Efésios 5:28, Paulo diz que “os maridos devem amar cada um a sua mulher”. A palavra “devem” enfatiza a importância dessa obrigação. O maior princípio transmitido nesse versículo – um princípio que se aplica tanto ao marido quanto à esposa – é o de que devemos amar um ao outro independentemente de como nos sentimos.

Nossa cultura retrata o amor como um sentimento, um sentimento que não pode ser controlado, apenas respondido. Se sentimos amor, agimos como os que estão apaixonados. Não demora muito para descobrirmos que o sentimento do amor nem sempre está presente, mas o amor é sempre uma escolha. Deus escolheu nos amar. Se escolhermos amar, os sentimentos por fim passarão a estar de acordo com nossas ações. Atos de fé – como demonstrar amor quando não existem sentimentos evidentes – podem mover montanhas. Deus anseia por abençoar nossos atos. Dietrich Bonhoeffer disse:

Não é o seu amor que sustenta o casamento, mas é o casamento que sustenta o seu amor.

A única maneira de o seu casamento poder sustentar o seu amor é sua realização emocional e espiritual vir da comunhão com o Espírito de Deus. Quando dependemos da fonte errada – da nossa própria força – nosso amor falha ao ser testado pela ausência de sentimento. Mas quando estamos firmados no amor de Deus, nossos atos de amor podem nos manter em unidade quando nossos sentimentos vacilam.

Não se engane. O casamento não foi criado para ser algo destituído de sentimentos. Contudo, como C.S. Lewis afirmou:

A regra para todos nós é perfeitamente simples. Não perca tempo pensando se você “ama” o seu próximo; aja como se o amasse. Assim que colocamos isso em prática, descobrimos um dos maiores segredos: quando você se comporta como se amasse alguém, logo passa a amá-lo.

Você pode continuar demonstrando que ama seu cônjuge mesmo quando não se sente dessa forma. Você pode escolher servir, celebrar e apoiar. Quando sua vida estiver alinhada com o amor, suas emoções por fim passarão a afirmar o que seus atos demonstram.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.