ALIMENTO DIÁRIO

A HISTÓRIA DO CASAMENTO

DIA 27 – A LÍNGUA DO CÉU

… porque a sua boca fala do que está cheio o coração. Lucas 6:45

Ao longo deste livro, enfatizamos repetidamente a importância de deixar Deus trabalhar no seu coração primeiro. A mudança vem quando nos rendemos ao Seu Espírito e nos submetemos à Sua Palavra. Como afirmamos, a mudança de comportamento não substitui a transformação interior. Mas à medida que você começar a ser transformado interiormente, seu mundo exterior será refeito. A primeira evidência da obra que Deus faz no seu coração poderá ser percebida nas palavras da sua boca.

Em todas as situações que enfrentamos, temos uma escolha: vamos usar a língua do Céu ou a língua da Terra? A Terra articula a realidade aparente. O Céu fala de acordo com uma Fonte de verdade superior.

“Pois os Meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os Meus caminhos”, declara o SENHOR. “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os Meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos. Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para eles sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da Minha boca: ela não voltará para Mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei”. Isaías 55:8-11

Para falar a língua de Deus, precisamos conhecer Sua Palavra. Ela transformará nossa visão, fazendo com que vejamos o invisível e declaremos o que ainda pode ser. Ela transformará o que a nossa boca declara no dialeto da fé, algo que vai além de ser positivo ou emocionalmente otimista. Tem a ver com a firme convicção no que foi prometido.

Eis alguns exemplos de como as línguas do Céu e da Terra diferem: Nossa Terra diz: “Divórcio”. O Céu diz: “União”

Nossa Terra diz: “Não há esperança”. O Céu diz “Tudo é possível”. Nossa Terra diz: “Rejeição”. O Céu diz: “Aceitação”

Nossa Terra diz: “Você me deve!” O Céu diz: “Eu dou livremente”. Nossa Terra diz: “Vingança”. O Céu diz: “Perdão”.

Nossa Terra diz: “Não serei seu escravo”. O Céu diz: “Serei seu servo”.

Nossa Terra diz: “Desprezo sua fraqueza”. O Céu diz: “Vejo seu potencial e meu amor cobre sua fraqueza”.

Nossa Terra diz: “Você não atende às minhas necessidades”. O Céu diz: “Quero suprir as suas necessidades”.

Essas palavras podem ser inspiradoras por si só, mas quando estão enraizadas na verdade mais profunda da Palavra de Deus elas se tornam permanentes e nos enchem de poder. Nós o encorajamos a adotar a língua do Céu aprendendo a associar a Bíblia com cada atitude e declaração que você trouxer para o seu casamento. Como povo de Deus, nós sabemos que “os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2 Coríntios 4:17-18).

A língua tem poder sobre a vida e a morte, e pela fé podemos chamar até mesmo coisas que ainda não estão aparentes como se fossem (ver Provérbios 18:21 e Romanos 4:17). Deixe que a Palavra de Deus molde o seu mundo.

DIZENDO A VERDADE

…falando a verdade com espírito de amor, cresçamos em tudo até alcançarmos a altura espiritual de Cristo… Efésios 4:15, NTLH

Falar a língua do Céu significa sempre dizer a verdade. Mas nem todas as formas de dizer a verdade estão certas. Falar a língua de Deus significa falar a verdade em amor.

Muitos casais erram adotando uma destas duas abordagens extremas: alguns cônjuges usam a Palavra de Deus para atacar ou diminuir seus cônjuges. Eles dizem a verdade, mas a dizem por se sentirem frustrados, com raiva, querendo se vingar ou ofender. Outros não querem causar dor ou criar conflitos, então suprimem a verdade que precisa ser dita e agem com um amor superficial e falsificado. Com o tempo, isso inevitavelmente gera sentimentos profundos de decepção e ofensa, o que eventualmente leva a algum tipo de explosão. Nenhuma dessas abordagens alcança o fim desejado por Deus – que nos tornemos cada vez mais semelhantes a Cristo.

Como marido ou esposa, você está ciente das fraquezas do seu cônjuge de uma forma que ninguém mais está. Você poderia facilmente se aproveitar desse conhecimento único para ferir, envergonhar ou condenar seu cônjuge. Mas abraçamos um chamado superior, não é mesmo? Nós nos comprometemos em servir nossos cônjuges mais do que qualquer outra pessoa, em buscar o que será melhor para eles. Nossas palavras sinceras podem ajudar nossos cônjuges a crescerem mais à semelhança de Cristo – mas nunca diremos palavras de valor eterno se usarmos nossas línguas como armas que ferem.

Se quisermos que nossos casamentos sejam saudáveis, teremos de tratar dos comportamentos destrutivos ou errados, mas há uma hora e um lugar certos para fazer isso. Você já percebeu que apontar as imperfeiçoes do seu cônjuge no meio de uma discussão nunca leva a uma mudança positiva? Ao contrário, isso costuma incitar um comportamento pior e interações nocivas. Quando achar que algo precisa ser discutido, espere até que você e seu cônjuge tenham se acalmado. Se a questão for séria, talvez seja uma boa ideia planejar um encontro para que você possa se expressar em um ambiente mais íntimo. Isso ajuda a estabelecer um ambiente no qual seu cônjuge esteja mais propenso a ouvir você.

Eu (Lisa) lembro-me claramente de Deus ter me dito certa vez: “Lisa, se você quer ser ouvida, diga as coisas da maneira que gostaria de ouvir”. Poderíamos facilmente acrescentar a isso: “Fale-as quando você gostaria de ouvir”. No meio de uma discussão geralmente não é a hora certa para fazer uma crítica construtiva. É melhor compartilhar uma crítica construtiva quando seu cônjuge estiver à vontade e receptivo. Quando vocês estão exaustos, é hora de deixar o problema de lado. Perdoem-se, abracem-se e decidam continuar a discussão pela manhã.

É indispensável expressarmos verdades sensíveis banhadas em amor. Ninguém gosta de ouvir suas falhas e erros, mas aqueles que são ensináveis se beneficiam quando passam a conhecer as áreas nas quais podem melhorar.

Antes de dar um conselho, verifique sua motivação. Pergunte a si mesmo: Estou dizendo isto baseado em amor, ou estou buscando meu benefício próprio ou tentando me proteger? Estou realmente preocupado com o bem-estar do meu cônjuge, ou estou tentando me vingar pela maneira como fui ferido? Se você está fazendo recomendações quanto ao comportamento do seu cônjuge no meio de uma discussão, é provável que essas sugestões tenham suas raízes no egoísmo. Na verdade, você está reagindo à maneira como seu cônjuge está fazendo você se sentir.

É muito difícil dizer a verdade em amor quando você está emocionalmente envolvido. Mas se você segurar sua língua, uma destas duas coisas vai acontecer: ou você perceberá que estava errado e ficará grato por não ter dito nada, ou poderá articular calmamente e com precisão alguma coisa que seu cônjuge precisa ouvir.

Aprendemos que é sempre melhor desconsiderar as ofensas menores entregando-as a Deus. Mas entendemos que algumas mágoas são difíceis de esquecer. No caso de um comportamento habitual destrutivo, é realmente pouco saudável segurar a língua. Mas a necessidade de confrontar não nos dá permissão para ferir o outro. Você pode dizer a verdade em amor:

• Examinando seus motivos à luz da Palavra de Deus.

• Resolvendo conflito atacando o problema e não o seu cônjuge.

• Controlando sua língua e não falando de forma destrutiva.

• Sendo misericordioso.

• Sendo sincero.

• Respondendo com gentileza.

• Oferecendo esperança constantemente.

• Falando da maneira que gostaria que ele/ela falasse com você.

•   Escolhendo as palavras, a hora e o lugar para confrontar com sabedoria.

Salomão disse: “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro” (Provérbios 27:17). Há espaço para atritos e até mesmo para a discordância nos nossos relacionamentos sem que isso desagrade a Deus. Se lidarmos com eles corretamente, esses momentos de atrito forjarão a santidade em nossas vidas.

É importante abordar os problemas que poderiam comprometer a unidade do seu casamento. Pequenas mágoas podem se tornar feridas profundas quando não são tratadas adequadamente, e muitas vezes nossos cônjuges não estão cientes da dor que estão nos causando. Discutir as preocupações por amor a Deus e ao outro nos ajuda a crescer em unidade e a nos tornarmos cônjuges melhores.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.