A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

RELAÇÕES AFETIVAS E SUAS NUANCES

Como é a “linha do tempo” das suas relações afetivas? Ela é recheada de histórias de amor ou de histórias desgastantes e conflituosas? Entenda seus padrões repetitivos e o que precisa ser trabalhado dentro de si

Histórias de amor são fáceis e leves de contar, quase que como privilégios de quem as vive. Porém, se a maioria das suas histórias é acompanhada de qualquer tipo de falta de respeito, submissão, abuso, rejeição e falta de honra, você já se perguntou o porquê de atrair parceiros(as) com esse padrão? Por que permanecer em uma relação desconfortável, mesmo sabendo conscientemente que não faz bem? Por que há uma incoerência entre o que o cérebro pensa e o que sentimos e temos dificuldade de ter um equilíbrio nessa balança?

Então, por trás desses padrões repetitivos estão crenças limitantes que carregamos e que nos levam à autossabotagem, ou seja, quando você contribui inconscientemente para que tudo dê errado na sua vida. Para entender melhor como formamos nosso sistema de crenças, é importante entender que cada pessoa tem o seu, pois cada um de nós reage a eventos de formas diferentes.

Imagine um mesmo evento vivenciado por duas pessoas diferentes: uma delas pode olhar para esse evento de uma forma tranquila e ele não passar de um fato vivido como outro qualquer, enquanto que para a outra esse mesmo evento pode ser devastador e fazer com que ela se paralise diante da vida, com medos aparentemente infundados e que a impedem de criar uma realidade diferente. Esse sistema de crenças, segundo Vianna Stibal, fundadora da técnica do ThetaHealing, possui diferentes níveis, que vêm de diferentes lugares e experiências diversas. São eles: níveis primário, genético, histórico e de alma. E como esse sistema de crenças funciona nas relações afetivas?

O primeiro nível de crença é o primário, que são aquelas crenças que adquirimos desde o momento da nossa concepção até os dias de hoje. Elas são criadas através da educação dos nossos pais, dos grupos de amigos, dos nossos professores na escola, de alguma religião ou filosofia, de leituras, do que nos contam, de coisas que ouvimos e vemos na televisão e na internet, ou seja, qualquer input desse pode cri.ar uma crença.

E uma crença, quando é criada, vai influenciar na nossa vida, na nossa realidade. Dos O aos 7 anos não temos filtro para as informações que chegam a nós. Imaginemos que uma pessoa na sua infância assistiu a um casamento conflituoso, sem amor e sem respeito de seus pais. Ela, naquele momento, registra dentro dela aquilo que ela mesma interpreta como sendo uma verdade daquilo que está vivenciando.

Por exemplo, ela pode interpretar que “casamento faz sofrer”, “amar dói”, “relações são desgastantes e conflituosas”, enfim a mente dessa criança por si só inicia um  processo de guardar informações que vão influenciar na sua fase adulta, atraindo esse tipo de relação, quando não parecida, igual ao que ela assistiu quando criança.

Conscientemente, essa pessoa sabe que aquilo não é bom para ela. Por que então na fase adulta ela fica atraindo esse tipo de situação? O primeiro passo é entender que a missão da nossa mente é nos manter vivos. Ela sempre vai nos proteger se algo nos colocar em perigo. Se você atrair uma situação diferente daquela que registrou na sua mente como sendo uma verdade absoluta, ela rapidamente vai tratar de colocar a pessoa em segurança, acionando todos os seus autossabotadores.

Para ficar ainda mais claro, se você colocou na sua mente, lá na sua infância, que “relações são desgastantes e conflituosas”, então, para manter você seguro, sua mente vai atrair pessoas nesses padrões que você mesmo colocou, pois, do contrário, você estaria se colocando em “risco” se sair desse padrão.

Se você, em algum momento, registrou na mente que “melhor sozinho do que mal acompanhado”, inconscientemente a sua mente fará com que você permaneça sozinho(a) para não “correr riscos”. Parece estranho, não é mesmo? Mas saiba que a sua mente não vai discutir com você sobre aquilo que você registra dentro dela, ou seja, ela não julga.

Em muitos casos, essas pessoas desenvolvem ressentimentos e rejeições em relação ao amor. E nesse caso a mente perde urna incrível quantidade de tempo e espaço nessas questões, que incluem raiva, vitimização, baixa autoestima, ódio, implicância e indiferença que às vezes sentimos por alguém.

“Sinto raiva dele/dela…”

“Eu não merecia isso…”

“Eu me dediquei e não fui reconhecido (a)…”

“Não sou prioridade para ele/ela… “

“Sinto raiva de mim por ter perdido tanto tempo com essa pessoa…”

Levanta a mão quem nunca teve algum desses sentimentos por alguém e ficou remoendo dentro de si?

Pois bem, agora chegou a hora de tomar consciência de que todos esses sentimentos nos tiram do nosso estado de presença e colocam nossa referência fora, ou seja, começamos a julgar e criticar o outro e damos a essa pessoa o “poder” de nos fazer sentir mal. Passamos a colocar no outro a culpa por uma insatisfação própria e paramos de tomar a responsabilidade de toda situação que foi criada a partir dessa relação. Isso acaba nos colocando num lugar de “vítima”, num lugar no qual você não se coloca como responsável e se distancia da possibilidade de estar conectado com o outro pelo sentimento nobre e elevado do amor.

É impossível mudar alguém, é impossível querer que o outro seja aquilo que você quer que ele seja, porque a responsabilidade de mu­ dança começa dentro de você. Se isso não acontece, a possibilidade de ter contato com a energia do amor fica bloqueada e, por consequência, a expansão da sua consciência em di­ reção a uma evolução espiritual tam­ bém. Tudo porque você estará preso em algum lugar do passado, em algu­ ma situação mal resolvida. O padrão que você viveu naquela situação vai se repetir de uma forma ou de outra em algum outro momento, porque não está resolvido dentro de você.

É importante entender que a pessoa pela qual você alimenta um ressentimento está ali para mostrar o que precisa ser trabalhado dentro de si. Então, as perguntas-chave são: O que estou aprendendo com esse sentimento? O que essa pessoa está representando para mim? E quando você descobre, você se coloca no estado de presença e se reconecta com a energia do perdão. A energia do perdão não tem nada a ver com a energia do julgamento, é uma energia de alta vibração e que transforma. Mas primeiro é preciso se perdoar, se olhar com consciência para que a transformação se inicie dentro de você e não fora.

MUDANÇA

Vamos seguir com as explicações sobre o sistema de crenças para depois falarmos como iniciar a mudança. Afinal, saber disso faz com que a gente queira mudar, correto?

Um outro nível de crenças que existe é o genético, que são aquelas herdadas de pai, mãe, avôs e avós até a sétima geração. São crenças que nos fazem ter um sentimento de pertencimento à nossa família e essas crenças podem até ser vistas como um padrão da família, um padrão de sucesso, por exemplo, uma tendência para determinada carreira, uma inclinação para um dom artístico ou até mesmo uma doença que se propaga de geração em geração.

Uma vez entendido o que é esse nível, podemos olhar para a nossa linhagem familiar e perceber se estamos repetindo comportamentos que são deles nas nossas relações afetivas. Podemos herdar um comportamento de nos colocar na posição de pai ou mãe nos relacionamentos e colocar nosso parceiro/parceira na posição de filhos, repetir comportamentos de submissão porque sempre foi assim na sua família, ou mesmo comportamentos agressivos em suas relações. Fazemos isso de forma inconsciente, como se fosse uma forma de nos manter conectados a nossa família através das mesmas ações e comportamentos.

Há também o nível histórico, que são histórias que toda humanidade já viveu, nas quais se criaram as crenças coletivas, que influenciam a sociedade como um todo. Criamos a identificação com determinados grupos também através dessas crenças coletivas.

Esse nível nos mostra que há muitas crenças que fazem parte do inconsciente coletivo que dita regras muitas vezes “duras”, que fazem com que as pessoas façam de tudo para se encaixar em padrões para serem aceitas pela sociedade. Por exemplo, de acordo com o inconsciente coletivo, “toda mulher tem que casar e ter filhos”, caso contrário, parece que uma mulher que não cumpre esse papel “não será uma mulher plena”. Caso você acredite nessa informação do inconsciente coletivo, você é uma candidata a sofrer por não se encaixar nesse padrão e se sentir excluída, além de ter a autoestima comprometida. Se você é mulher solteira com filhos, pode estar acompanhada da crença de que isso fará com que um novo relacionamento seja difícil ou ter o medo de um companheiro não amar os seus filhos, de que há poucos homens/ mulheres legais para se relacionar e permanecer em um relacionamento abusivo para não ficar sozinho(a).

Enfim, muitas vezes nos forçamos a entrar nas regras do inconsciente coletivo, mesmo que de alguma forma façamos isso sem perceber. Você repete padrões que muitas vezes não são seus e permanece neles como se fosse algo imutável ou como se fosse uma pseudo zona de conforto.

E finalmente tem o que chamamos de crenças no nível da alma, que são aquelas que vêm da nossa essência, do nosso âmago. Quem de verdade nós somos, o nosso melhor, que somos “governados” pelo nosso sistema de crenças. Essas informações que dialogam dentro de nós criam movimentos que muitas vezes percebemos conscientemente que não são os mais interessantes para a nossa vida e parece que não sabemos como sair deles. Nos sentimos estagnados, paralisados e sendo jogados ao acaso, achando que a vida é uma grande sucessão de coincidências.

IDENTIFICAÇÃO

A técnica do ThetaHealing, que trabalha na frequência da onda cerebral Theta, onde o cliente fica totalmente consciente, atua nessas crenças limitantes. Identifica crenças limitantes e padrões sem as “armaduras” que acabamos por criar em nossa vida por causa dos nossos medos ou para nos encaixar nos padrões da sociedade.

Dito tudo isso, podemos entender que somos seres complexos e negativos que nos impedem de acessar todo potencial que existe em nós e influenciam diretamente na nossa realidade.

O ThetaHealing traz essas crenças do subconsciente para o consciente, faz uma reprogramação e nos empodera para que essa mudança aconteça nos níveis físico, energético, mental, emocional e espiritual. Eleva e modifica nosso campo vibracional e energético para a frequência de saúde plena de equilíbrio e perfeito funcionamento de nossas células manifestando assim uma nova realidade.

A primeira ação no processo de cura e no processo de mudança é a tomada de consciência de que uma ou mais crenças existem em você, pois só podemos trabalhar naquilo que é consciente, naquilo que existe.

Com a técnica ThetaHealing trabalhamos primeiro a tomada de consciência dos bloqueios e limites existentes, depois o empoderamento para que a pessoa esteja apta à mudança e de fato mudar e criar uma nova realidade harmoniosa.

Dessa forma, você faz o resgate do seu amor-próprio, levanta a cabeça e dá a volta por cima. Hora de finalizar o ciclo que não faz bem, sair do campo da vitimização e passar a ser o protagonista da sua realidade.

Outra técnica que auxilia na liberação de crenças limitantes são as barras de Access Consciousness, do americano Gary Douglas.

Consistem em 32 pontos energéticos em torno da cabeça, que são ligados com aspectos de nossa vida e que armazenam toda corrente eletromagnética das sinapses neurais que criam os padrões comportamentais e reações programadas de cada pessoa. O terapeuta, ao tocar em uma barra, dá início à liberação dos registros e a um processo de limpeza energética e desprogramação de crenças, pontos de vista e juízos de valor que criam limitações frente às possibilidades da vida começam a ser liberados.

Por fim, é importante dizer que não eliminamos todas as nossas crenças independentemente da técnica ou filosofia de vida escolhida. E saiba que isso está ok. O que acontece é a expansão quando resolvemos olhar para dentro de nós e mudar a nossa realidade, a forma como pensamos, como agimos e reagimos, como nos colocamos, como nos posicionamos, quando retiramos medos de julgamentos, vitimização e retiramos de nosso campo energético aquelas crenças que nos paralisam em várias áreas da nossa vida. Quando trabalhamos em uma área da vida específica, as relações afetivas, por exemplo, todas as outras, profissional, financeira, social, familiar e área da saúde são afetadas de forma positiva, porque somos um ser único e não tem como mudar apenas uma sem que todas as outras sejam afetadas. A energia de todas as áreas se movimenta e inicia um fluxo leve e abundante, como a vida deve ser.

Mudar é, de fato, uma escolha. Isso jamais podemos terceirizar para outra pessoa. Mesmo que a sua escolha seja ficar onde está, apenas tenha em mente que as mesmas ações trarão os mesmos resultados. Se você escolher isso, também está ok. Escolhas são somente escolhas, não são certas nem erradas. A nossa felicidade é responsabilidade nossa. É responsabilidade nossa sair do lugar onde estamos e ir para urna nova forma de vida. Deixar de culpar os outros por nossas mazelas. É nossa responsabilidade olhar aquilo que precisamos mudar em nós para que nos tornemos pessoas agradáveis e felizes, em primeiro lugar, para nós mesmos. Aí, sim, depois de estarmos em lua de mel conosco, é que nos tornamos pessoas interessantes, nossa vibração se eleva e passamos a atrair a abundância em todas as áreas da nossa vida. Porque isso é possível, é seguro e é permitido nesse aqui e agora.

PROCESSO DE REPROGRAMAR AS CRENÇAS LIMITANTES

Há uma expectativa equivocada nas relações afetivas, como se o outro tivesse a responsabilidade de nos fazer feliz e atender todas as nossas expectativas, caso contrário embarcamos em uma relação fadada ao fracasso e à frustração. Nós somos responsáveis pela nossa felicidade e essa crença de que só somos inteiros somente se tivermos alguém é um equívoco. Nós não procuramos uma relação afetiva, nós atraímos alguém pela nossa energia. Se amamos a nós mesmos, somos pessoas muito mais interessantes para nós e para os outros. Para mudar tudo isso, existem técnicas quânticas que auxiliam no processo de reprogramar as crenças limitantes, substituindo-as por uma nova consciência. Quando fazemos isso, substituímos crenças limitantes (“casamento faz sofrer”, “amar dói”, “relações são desgastantes e conflituosas”, “é mais seguro ficar sozinho (a)” por  “casamento é amor”, “amar é maravilhoso”, “relações são agregadoras e harmoniosas”, “é possível ter um relacionamento e ainda assim permanecer em segurança”. Com isso, as memórias daquela criança no nível primário são substituídas, dando lugar a uma nova forma de pensar mudando o comportamento e empoderando a pessoa de que é possível, é permitido e é seguro amar sem a necessidade de repetir padrões dos outros.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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