ALIMENTO DIÁRIO

A HISTÓRIA DO CASAMENTO

DIA 13 – A BRIGA: A HISTÓRIA DE JOHN

Houve um tempo no nosso casamento em que ficamos magoados um com o outro por cerca de dezoito meses seguidos. A mesma discussão vinha à tona repetidas vezes. Chegávamos até a implicar sutilmente um com o outro na frente dos nossos filhos. Os mais velhos percebiam o que estava acontecendo, e faziam comentários do tipo “Vocês podem fazer o favor de não falar sobre isso durante o jantar?” Nossa dor e desunião eram uma fonte de tensão constante em nosso lar, e estavam corroendo nosso casamento e nossa família.

Uma noite, depois de trocarmos acusações como de costume, eu (John) saí de casa como um furacão. Estava furioso com Lisa e imediatamente comecei a reclamar com Deus. Eu lamentava as imperfeições de Lisa e sua falta de visão. Tinha a sensação de que Deus havia me prendido a uma esposa que não me dava apoio e que era desnecessariamente crítica. Eu me perguntava se podia continuar vivendo com uma esposa assim.

Nunca me esquecerei de como Deus respondeu. O Espírito Santo não me disse uma palavra sobre o quanto Ele lamentava por mim, nem tratou da dor que eu estava sentindo. Em vez disso, Ele simplesmente sussurrou: “Filho, quero que pense em algo que você aprecia em Lisa e depois Me agradeça por isso”.

Levei algum tempo para responder, mas finalmente resmunguei: “Ela é uma boa mãe”. Enquanto as palavras escapavam da minha boca, senti como um sopro de vida em minha alma. Deus me impeliu a continuar. Eu disse: “Senhor, obrigado porque Lisa é uma ótima cozinheira”. Depois disse: “Obrigado porque ela é linda”. Mais palavras começaram a fluir, e eu continuei enumerando com gratidão as qualidades de Lisa sem parar, como uma metralhadora.

A essa altura eu não estava mais irritado com ela; estava irritado comigo mesmo. Pensei: Você é um completo idiota! Sua esposa é maravilhosa, e você tem sido um estúpido com ela. O que há de errado com você? Fiquei dolorosamente ciente do quanto eu havia tratado Lisa de modo horrível. Ela era a esposa que eu havia escolhido e a mãe dos nossos filhos, uma absoluta bênção de Deus, e eu a havia tratado como uma inconveniência para o meu chamado.

Quando saí de casa, Lisa estava extremamente aborrecida comigo e eu com ela. Mas agora eu só queria ir para casa e dizer o quanto era grato por ela. Enquanto corria para casa, pensei comigo mesmo: Posso não ser bem recebido, mas preciso dizer o quanto sou grato por ela.

Quando cheguei em nossa casa, encontrei Lisa e exclamei: “Lisa, sinto muito! Tenho sido um estúpido. Por favor, perdoe-me. Você é uma mãe incrível e uma esposa excelente, você é o desejo do meu coração”. Contei a ela o que Deus havia trazido à minha lembrança e depois comecei a elogiá-la por todas as suas características, qualidades e dons magníficos. As palavras se derramavam do meu coração como um rio.

Enquanto eu falava, Lisa abrandou-se e começou a chorar. Sem que eu soubesse, enquanto eu estava fora, ela havia orado: “Deus, se Tu trouxeres John de volta e ele me disser que sente muito, abrirei meu coração outra vez”.

A BRIGA: A HISTÓRIA DE LISA

As coisas haviam ficado tão ruins durante aqueles dezoito meses que deixei de usar meu anel de casamento. Eu dizia a John que estávamos casados, mas não comprometidos, seja lá o que isso queira dizer. Comecei a acreditar que não amava mais o John. Minha recusa em perdoar havia feito meu coração se esfriar, e o nosso relacionamento corria um grande risco.

Naquela época, John estava viajando muito, então comecei a gostar mais do tempo que ficava sozinha do que dos momentos que ele estava em casa. A vida é mais fácil quando ele não está, eu pensava. Ele em casa só serve para me enlouquecer, com todas aquela brigas e tensão.

Desesperada, comecei a clamar ao Senhor: “Deus, estamos em um impasse. John não está sendo nada bom comigo! Pai, sei que Tu deves estar zangado com o comportamento dele!”

E eu continuava falando sem parar, expondo a minha causa diante do Pai quase que diariamente. Mas quando finalmente me calei, eu O ouvi dizer:

  • Lisa, diga-Me que Eu sou suficiente para você.

A princípio fiquei um pouco assustada. Se eu dissesse que Deus era suficiente, isso significava que John não iria mudar? Devolvi as palavras:

  • Pai, Tu és suficiente para mim. Então me vi repetindo a pergunta:
  • Mas e quanto ao John? Novamente ouvi:
  • Diga-Me que Eu sou suficiente para você.
  • Tu és suficiente para mim.5

Aquelas palavras se tornaram meu refrão. Todas as vezes que o conflito ou a decepção surgiam, eu orava “Jesus, Tu és suficiente para mim”. Com o tempo, a revelação criou raízes em meu coração e minhas orações se transformaram. O que começou com uma confissão quebrantada (“Jesus, Tu és suficiente para mim”) se transformou em um transbordar de satisfação em Deus: “Jesus, Tu és mais do que suficiente para mim!”

Pouco tempo depois, Deus havia feito a Sua obra nos nossos corações. John voltou para casa de uma viagem e fui apanhá-lo com satisfação no aeroporto (uma tarefa que eu havia permitido que outros realizassem durante os meses em que preferia que ele não voltasse para casa). Estava feliz em saudar meu marido, e descobri que ele havia me trazido um lindo presente.

Aquele instante marcou um novo começo para o nosso casamento. É interessante que mesmo antes da mudança acontecer, Deus abriu o coração de cada um de nós por meio da gratidão.

No casamento, se nos comprometermos em imitar o exemplo de Jesus, perdoando mesmo quando somos maltratados, veremos nossa união permanecer estável e até florescer. Sem que soubéssemos naquela época, um dos maiores exemplos que demos aos nossos filhos foi dizer um ao outro que sentíamos muito e depois perdoarmos um ao outro. Nossos filhos passaram a entender que somos habitantes imperfeitos habitando em um mundo imperfeito, mas o perdão perfeito de Deus em nossos corações pode cobrir uma multidão de pecados. Esses pecados, destinados a gerar o caos e destruir nossa união, na verdade acabaram se tornando lições de vida para nossos filhos do amor, da graça e do perdão de Deus. Vimos estas palavras de sabedoria se cumprirem em nossa família:

Aquele que cobre uma ofensa promove amor… Provérbios 17:9

Se você opta por ficar preso à ofensa, todos perdem porque o amor vai morrendo aos poucos. Entretanto, quando você opta por perdoar, todos na sua família ganham porque o amor floresce.

O MEDO

A próxima coisa a ser tratada no seu relacionamento é o medo. Durante os dez primeiros anos do nosso casamento, eu (Lisa) lutava contra o medo do abandono. Meu pai e meu primeiro pastor haviam deixado suas esposas por mulheres mais jovens. Por causa do que vivi, permiti que pensamentos de medo permanecessem em minha mente sem qualquer controle. Eles não gritavam; eles sussurravam: Mais cedo ou mais tarde, todos os homens partem. Não deixe que eles se aproximem demais. Assim não poderão decepcioná-la. Esse tipo de pensamento fazia com que eu até mesmo resistisse a pequenas demonstrações de afeto. Quando John me abraçava, não demorava muito e eu começava a dar tapinhas nele para poder me afastar.

Um dia, depois de um de meus “tapinhas de afastamento”, John perguntou- me diretamente:

— Será que só depois que formos velhos você vai perceber que nunca vou abandoná-la? Você vai esperar até termos setenta anos?

Fiquei perplexa.

— Vou esperar o tempo que for preciso — ele continuou — mas enquanto isso vamos perder muito tempo de diversão.

Entendi que estava fazendo John pagar pelas decepções que eu havia tido com outros homens. Pensei: Por que John tem de pagar pelos erros deles? Isso não é justo. No esforço de me proteger, estou sabotando nosso relacionamento. Meu medo de perder John no futuro estava roubando de nós dois o nosso presente. Decidi então que eu preferia amar John completamente, mesmo correndo o risco de perdê-lo, a amá-lo pela metade e olhar para trás com remorso pelo que poderia ter vivido com ele.

O medo e a desconfiança nos impedem de florescer no casamento, pois o medo se agarra tenazmente ao passado enquanto se recusa a crer que algo melhor pode surgir no futuro. Se quisermos que Deus faça algo novo em nosso casamento, precisamos escolher abandonar o medo e aceitar o que o amor poder vir a projetar para o nosso futuro. A expectativa do medo é o fracasso, ao passo que o amor definitivamente nunca falha.

O medo é uma força espiritual que se opõe diretamente ao amor e à proteção de Deus em nossas vidas. Ele é o oposto do amor, porque tanto o amor quanto o medo atuam tendo como base a crença no desconhecido. O amor nos desafia a duvidar do que vemos e a crer no que não podemos ver. O medo nos impulsiona a crer no que vemos e a duvidar do que não vemos. Quando nos deparamos com o medo do fracasso ou com a esperança do amor, podemos escolher crer em um ou no outro, mas não em ambos. O medo desaloja o amor; o amor lança fora o medo.

… No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor. 1 João 4:18-19, AA

A capacidade transformadora do amor é maior que a capacidade que o medo tem de nos enlaçar. O amor perfeito que lança fora o medo só é encontrado na experiência do amor de Deus. Através do poder do Seu amor, podemos abandonar a preocupação com nós mesmos, porque sabemos que Deus cuidará fielmente das nossas necessidades. Mas se não passamos tempo na presença de Deus, não podemos ter um conhecimento íntimo da Sua natureza amorosa; pois Sua fidelidade se manifesta na Sua presença.

Sem conhecimento da verdadeira natureza de Deus, viveremos com medo constante de sermos abandonados por Ele ou por nossos cônjuges, o que é uma forma deturpada de castigo. À medida que nos tornamos cada vez mais seguros no amor de Deus por nós, podemos ser livres do medo e oferecer um amor altruísta aos nossos cônjuges. A Palavra de Deus diz:

Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 1 João 4:7-8

A fortaleza do medo é o que faz com que digamos: “Se meu cônjuge algum dia me trair, nunca o perdoarei”. Essas promessas, cujo propósito é nos proteger no futuro, impedem-nos de abraçar o poder do amor de Deus hoje. Precisamos aprender a confiar em Deus para cuidar do nosso coração, ainda que um cônjuge nos rejeite, fira ou traia. Deus nos pediu para entregarmos nossos temores a Ele. A recusa em fazer isso diz a Deus que não acreditamos que Ele é capaz de dirigir nossas vidas. Não podemos nos submeter ao senhorio de Jesus sem entregarmos nossos medos

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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