A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

O PERIGO DO CYBERBULLYING

A violência psicológica virtual causa impacto real na vida de crianças e adolescentes, gerando sérios prejuízos ao crescimento, autonomia e independência

O cyberbullying é disseminado a uma velocidade imensurável por meio das tecnologias de informação e comunicação.

É um tipo de violência praticado de modo virtual com o uso deliberado de comportamento hostil, com objetivo de provocar, difamar, insultar e humilhar. Ações que afetam psicologicamente crianças e adolescentes, homens e mulheres, causando impacto real no mundo mental de suas vítimas, acarretando sérios prejuízos; e quando se trata de crianças e adolescentes, interfere no crescimento, autonomia e independência.

A princípio não consiste em agressão física e devido a isso tende a ser menos divulgado e valorizado porque pode ser visto como algo menos danoso, o que é um engano, já que as consequências psíquicas podem ser tão ou mais graves que as do bullying tradicional marcado pela agressão física. Além disso, cabe ressaltar que o cyberbullying pode ser uma porta de entrada para outros tipos de violência psicológica, como aquela que induz a criança e o adolescente ao encontro com o agressor.

Uma das principais características que diferenciam o cyberbullying e bullying é a dificuldade de identificação do agressor. Desse modo, no contato virtual, um lugar inóspito em que não se vê corpo nem rosto e onde a informação tem grande velocidade, tornam-se mais demoradas a aproximação e o reconhecimento do agressor.

Esse tipo de violência tende a ser devastador para o mundo psíquico e pode ocorrer de diversas formas: através de mensagens de texto, imagens, perfis falsos, chat on-line, jogos on-line, entre outros. Com toda facilidade que existe com a tecnologia na atualidade, o desafio é manter privado aquilo que pertence à esfera privada. Isto é, tudo pode ser gravado, fotografado, editado e transmitido. A internet tem uma capacidade de disseminar informação de forma muito rápida, e por isso seu alcance passa a ter uma dimensão impensável. O que fica na rede não pode ser apagado, e, pior, pode ser compartilhado.

É importante ressaltar que por detrás dessa agressão pode haver alguma motivação: assustar a vítima, se vingar ou ainda se beneficiar financeiramente ou emocionalmente através desse comportamento sádico e perverso.

Atualmente tem se tornado comum um tipo de violência psicológica através da rede chamado – “revenge pornô” ou “pornografia de vingança”. Esse tipo de agressão psicológica virtual costuma ocorrer após o término de um relacionamento em que um dos envolvidos, motivado por vingança, decide divulgar cenas íntimas do outro, aqueles famosos “nudes”, as fotos nuas. As vítimas nesses casos são do sexo feminino. A ministra do Superior Tribunal de Justiça, Nancy Andrighe, classificou a “pornografia de vingança” ou exposição pornográfica não consentida como violência de gênero.

Tudo isso para dizer o quanto tem sido importante atentar para os cuidados com a privacidade. Em qualquer lugar, ou seja, em momentos em que se pode estar mais descontraído em uma festa, ou reunião de amigos, sua imagem pode ser captada através do aparelho de celular e posteriormente exposta. Essa exposição da imagem não se configura exatamente cyberbullying, mas demonstra toda vulnerabilidade a que a vida íntima está submetida.

Devido à carência de delegacias especializadas nesse tipo de crime, muitos não são denunciados. Quando se sabe uma invasão dessa magnitude é comum a pessoa entrar em desespero, por estar fragilizada psicologicamente, e ter sua capacidade de pensar prejudicada. Mas é preciso manter o discernimento; agora, que já existe a exposição, é necessário denunciar, sendo indispensável a preservação das provas. Para isso é importante não deletar o que foi enviado em forma de ameaças, e sim salvar todas as mensagens, e-mails, endereço de quem enviou, endereço de páginas, se houver, SMS, vídeos, áudios e outras. Além disso, com essas provas em mãos, deve-se registrá-las em cartório para que, se o agressor apagar o perfil ou tentar destruir as provas, se mantenha registrada a materialidade do crime.

O cyberbullying é uma experiência traumática, um tipo de violência psicológica silenciosa e com raízes profundas, pois leva a vítima a se recolher, a se isolar socialmente, a ter dificuldades de concentração, baixo rendimento escolar, introversão, e pode contribuir para o aparecimento de quadro mais grave como a depressão e até mesmo levar ao suicídio.

Uma das características da violência virtual é que o agressor pode ter acesso `a vítima em qualquer lugar, desde que ela esteja com um dispositivo tecnológico. A dificuldade em ser descoberto e a falsa sensação de anonimato contribuem para o crescimento desse tipo de violência. Apesar de ser um assunto ainda novo, a legislação tem avançado e foram criadas leis que protegem o usuário. Isto é, uma vez detectado o cyberbullying, medidas judiciais podem ser tomadas a fim de proteger a vítima do ponto de vista jurídico. Há que se ter proteção e acompanhamento psicológico porque a vítima fica emocionalmente enfraquecida, com autocrítica prejudicada e muitas vezes sente vergonha de denunciar.

É preciso falar a respeito, educar, proteger e supervisionar aa crianças e adolescentes sobre o uso e os limites da tecnologia e do convívio em telas de computador e smartphones.

Todo esse avanço tecnológico ainda é um terreno pouco conhecido que exige cuidado ao pisar; o problema não é a tecnologia e a máquina, e sim o mau uso que pode ser feito com essas ferramentas pelos humanos. Preservar a saúde mental é também estar atento às relações de convívio dentro e fora do mundo virtual.

OUTROS OLHARES

DO PÓ VIESTES

Em um lado, uma pilha de cinzas e entulhos produzidos pelo incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro de 2018. Do outro, pesquisadores que há 20anos vêm desenvolvendo um projeto de criação de réplicas tridimensionais em impressoras 3D. Envolvidos nos esforços de recuperação do acervo consumido pelo fogo, eles lançaram a ideia: por que não tentar reconstituir as peças perdidas com o material resultante do próprio incêndio?  “Logo começamos os testes, até porque o material derivado da destruição era abundante”, conta o paleontólogo Sergio Kugland, diretor do museu entre 2003 e 2010 e integrante da força­ tarefa para reerguer a instituição. Assim, centenas de itens – entre eles o crânio de Luzia, amuletos egípcios, um fóssil de crocodilo, vasos milenares e o caixão de uma múmia – estão sendo montados no tamanho original. O grupo multidisciplinar envolve pesquisadores do museu, da PUC- Rio e do Instituto Nacional de Tecnologia, além da cooperação de órgãos internacionais com experiência em tomografia e impressão 3D, atuando em áreas como paleontologia e medicina. A impressão é só a etapa final, já que boa parte das peças do museu já vinha sendo digitalizada nas últimas duas décadas – o que permitirá ao museu, literalmente, renascer das cinzas.

GESTÃO E CARREIRA

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ERROU…FEIO

O que faz a obra de um artista custar mais do que outra do mesmo autor? Fatores como contexto histórico e pessoal do artista, além do tamanho da obra, podem ser tão ou mais determinantes do que o aspecto visual da obra. Com esseponto de partida, Devin Liu e Doug Woodham, pesquisadores com um pé na arte e outro na inteligência artificial, desenvolveram um algoritmo de rede neural convolucional (CNN, na sigla em inglês) para prever quanto a obra Untitled, 1960, do artista russo naturalizado americano Mark Rothko (1903-1970), atingiria no leilão da Sotheby’s, em 16 de maio último. A dupla analisou 118 telas de Rothko – que estão entre as mais caras do mercado internacional de arte – vendidas em leilões desde 2000 e cravou: o quadro em questão seria arrematado por US$ 42,3 milhões, com margem de erro de 5%. Mas… O chute passou longe. A obra foi vendida por US$ 51,3 milhões – 21,3% superior ao previsto. Na atmosfera competitiva dos leilões, as reações humanas seguem imprevisíveis. Na foto acima, a tela Nº 46, de 1957, na Fundation Louis Vuitton, em Paris.

ALIMENTO DIÁRIO

QUALIFICADOS

ASSASSINOS DE MINISTÉRIO QUE VOCÊ PRECISA VENCER: AS MULHERES

CAPÍTULO 16 – CONSERVANDO A PUREZA MORAL

“Se um homem consegue enganar a sua esposa e filhos, quebrar um voto feito a Deus na presença de testemunhas e intencionalmente trair a confiança daqueles que o amam, qual garantia sua organização terá de que ele será honesto em seus negócios? Pessoas que se provam enganadoras em uma área da vida são igualmente capazes de serem enganadoras em outras áreas.” — Henry e Richard Blackaby

Pensamento-chave: Líderes espirituais reconhecem que seus corpos são o templo do Espírito Santo e se mantêm puros não apenas fisicamente, mas em cada dimensão de seus seres.

Quanto dano tem sido causado ao Corpo de Cristo devido à imoralidade entre os líderes?

• A Igreja Católica Romana tem sido atormentada por um desfile, aparentemente interminável, de alegações de abuso sexual contra os seus sacerdotes.

• Impérios de televangelistas e ministros de alto perfil têm desabado em meio a alegações obscenas de imoralidade.

• Em comunidades por todo o país, igrejas locais têm sido abaladas quando um ministro de jovens se envolve de forma inapropriada com uma adolescente, quando uma criança é molestada por uma funcionária da igreja, ou até mesmo quando um pastor é descoberto com práticas imorais envolvendo uma igreja ou membro da equipe.

Tais incidentes não só endurecem os corações dos incrédulos ao Evangelho e desiludem jovens crentes, mas são altamente perturbadores e desmoralizantes para as igrejas ao passo que estas buscam cumprir a sua missão enquanto igreja. No rastro dessa imoralidade está uma coleção de vidas devastadas: cônjuges traídos, crianças confusas, vítimas devastadas, crentes inocentes cujas confianças têm sido destruídas, e um público compreensivelmente exausto.

A tecnologia moderna tem contribuído para uma nova categoria de problemas morais, como: pornografia na internet, paqueras por mensagens de texto e por redes sociais. Enquanto alguns tentam minimizar a seriedade de algumas dessas atividades, o senso comum nos diz que essas atividades são intrinsecamente problemáticas e podem tornar-se uma ladeira escorregadia que nos levará a resultados cada vez mais tóxicos, ao abrirem a porta para problemas ainda mais sérios.

Alegações de má conduta sexual contra líderes de igrejas e seus funcionários têm se tornado cada vez mais comum nos tribunais da nação. Igrejas normalmente possuem políticas de segurança para proteger a si mesmas contra acusação de má conduta sexual e assédio sexual. Acordos podem ser feitos em centenas de dólares — às vezes até milhares — quando envolvem má conduta sexual por parte do clero.

NADA NOVO

Problemas de moralidade relacionados ao ministério têm permeado o povo de Deus por muito tempo. No Antigo Testamento, os filhos do sumo sacerdote abusaram de seus ofícios e viveram de forma autoindulgente. 1 Samuel 2:12-13 diz que os filhos de Eli: “… não prestavam e não se importavam com Deus, o SENHOR. Eles não obedeciam aos regulamentos a respeito daquilo que os sacerdotes tinham o direito de exigir do povo…” (NTLH). O versículo 22 diz: “Eli estava muito idoso, mas estava ciente do que seus filhos estavam fazendo ao povo de Israel. Ele sabia, por exemplo, que seus filhos estavam seduzindo jovens mulheres que assistiam na entrada do Tabernáculo”. Eli falou com seus filhos, mas não fez nada além disso, de forma que seus comportamentos pecaminosos continuaram.

Na sociedade de hoje, os filhos de Eli se encaixariam na descrição moderna de predadores. “… seus filhos seduziam as jovens mulheres”. Um predador não é alguém que simplesmente cedeu à tentação, pecou e então se arrependeu genuinamente. Em vez disso, predadores são aqueles que deliberada e intencionalmente usam (ou deveria dizer, abusam) da sua posição, com a autoridade incidente e influência, objetivando encontrar indivíduos vulneráveis para o propósito de manipulá-los e usá-los para satisfazer as suas próprias necessidades.

Líderes espirituais precisam entender que o seu exemplo é extremamente importante. Quando alguns líderes caem moralmente, indivíduos que respeitam seus ministérios podem ser inclinados a pensar: Bem, se o reverendo fulano não pode resistir à tentação, então por que eu deveria tentar? Talvez isso seja um dos motivos que levou Geoffrey Chaucer (1342- 1400), muitas vezes considerado o maior poeta inglês depois de Shakespeare, a escrever o seguinte trecho no que diz respeito à necessidade de elevados padrões morais entre pastores: “Andando e carregando em suas mãos uma equipe. Esse foi o bom exemplo que ele deixou: Ele praticou primeiro o que posteriormente iria ensinar. Fora do Evangelho ele tomou esse preceito, e além do mais, ele citaria este ditado também: ‘Se o ouro pode enferrujar, então o que acontecerá com o ferro?’ Porque se um sacerdote pode ser apodrecido, em quem confiaremos? Não é de admirar que leigos também enferrujem”.

ADMOESTAÇÕES A LÍDERES ESPIRITUAIS

Paulo deu algumas orientações muito específicas para os seus filhos espirituais, Timóteo e Tito, concernentes às suas integridades morais e condutas.

Paulo disse a Timóteo, um jovem ministro: “Trate os homens mais jovens como irmãos, as mulheres idosas, como mães e as mulheres jovens, como irmãs, com toda a pureza” (1 Timóteo 5:1-2, NTLH).

Certa vez, recebi uma ligação de um indivíduo, e ao perguntar como as coisas estavam na igreja que ele frequentava, ele indicou que algumas pessoas estavam chateadas com o pastor. O problema? O pastor com frequência encorajava a fraternidade durante um intervalo no culto dizendo: “Porque você não encontra cinco pessoas e lhes dá um abraço”. Então o pastor rotineiramente saía da plataforma e fazia um caminho mais curto para abraçar muitas das moças bonitas da igreja. As pessoas perceberam que o pastor nunca abraçava a seção onde as senhoras mais velhas ou homens estavam sentados. Por conseguinte, o foco e o favoritismo que o pastor oferecia às mulheres mais jovens e atraentes da congregação estavam colocando em questão o seu caráter e suas intenções.

Paulo também disse a Timóteo: “E você, Timóteo, fuja das paixões da mocidade e procure viver uma vida correta, com fé, amor e paz, junto com os que com um coração puro pedem a ajuda do Senhor” (2 Timóteo 2:22, NTLH).

Muitos focarão a primeira parte desse versículo que diz “fuja das paixões da mocidade”, mas negligenciam a segunda parte: “procure viver uma vida correta, com fé”. Tão importante como os padrões bíblicos são, eu tenho compaixão por qualquer crente que vive simplesmente na esfera do “não faça isso”. Se nós concentramos em fazer os “faça isso”, então, não ficaremos sentados por aí nos perguntando sobre os “não faça isso”. Esmere-se em tornar-se uma pessoa piedosa, ungida, efetiva, produtiva e frutífera que Deus o constituiu para ser. Sim, corra de todas as coisas erradas, mas não se esqueça de correr em direção às coisas certas. Não pense apenas nas coisas que você está evitando; fique animado com as coisas de Deus que você está buscando!

Tito, outro dos filhos espirituais de Paulo, também recebeu uma carta do apóstolo mostrando-lhe como se conduzir no ministério pastoral. Em Tito 2:1-10, Paulo admoestou Tito sobre como ministrar para quatro grupos específicos de pessoas: homens mais velhos, mulheres mais velhas, homens jovens, e servos. É fascinante observar que Tito não recebeu instruções sobre o que ele deveria ensinar para mulheres jovens. Em vez disso, Paulo disse a Tito: “Assim, poderão orientar as mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos, a serem prudentes e puras, a estarem ocupadas em casa, e a serem bondosas e sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja difamada” (Tito 2:4-5, NVI).

Não é interessante que Paulo poderia dizer a Tito como ministrar a todos esses grupos de pessoas? Contudo ele diz: “Tito, quando se trata das mulheres jovens, deixe as mais velhas ministrá-las”. Estaria Paulo, como um sábio pai espiritual, esforçando-se para manter Tito fora de situações onde as tentações aumentariam?

Acrescentando às declarações citadas, lembre-se de que Paulo disse quais eram as qualificações dos anciãos em 1 Timóteo 3:2: “É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar”. Observe a frase “esposo de uma só mulher”. Em outras palavras, um líder espiritual não apenas não deve ter casos de adultério, mas ele também não deve ser um paquerador ou um mulherengo. Ele não deve ser o tipo de pessoa que é dada a qualquer tipo de relacionamento ilícito, e isso inclui apegos emocionais inadequados, tipos de comunicação inapropriados, e relações físicas ou sexuais inapropriadas.

AS ORIENTAÇÕES PARA CRENTES TAMBÉM SE APLICAM A LÍDERES ESPIRITUAIS

É importante lembrar que Deus não tem um conjunto de orientações para os crentes que são de alguma forma irrelevantes ou inaplicáveis aos líderes. Em qualquer situação, Deus espera mais dos seus líderes, não menos; Ele espera que estes operem em padrões mais elevados, e não nos mais baixos.

Lembro-me de ouvir um ministro que estava obviamente muito enganado. Ele reconhecia que, falando de modo geral, Deus não queria pessoas cometendo adultério, mas abriu uma exceção para ele. Ele disse que Deus havia lhe revelado que pelo fato do seu ministério ser tão especial e tão ungido, Deus estava permitindo que ele mantivesse um relacionamento extraconjugal, afinal Deus sabia que ele poderia ministrar mais efetivamente se suas

necessidades sexuais fossem supridas. Tal orgulho narcisista traz grande cegueira. A falácia de tamanha presunção e arrogância será finalmente exposta. Não, Deus não estabeleceu um conjunto de regras para alguns e uma exceção especial para outros. Quando se trata de padrões morais, a Palavra de Deus aplica-se a qualquer um. Aqui estão algumas orientações para todos os crentes do Novo Testamento:

Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que alguém comete não afeta o corpo, mas a pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo. Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele. — 1 Coríntios 6:18-20 (NTLH)

As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes… As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza. — Gálatas 5:19,24 (NTLH)

Entre vocês não deve haver sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, em vez disso, ações de graças. — Efésios 5:3-4 (NVI)

Portanto, matem os desejos deste mundo que agem em vocês, isto é, a imoralidade sexual, a indecência, as paixões más, os maus desejos e a cobiça, porque a cobiça é um tipo de idolatria. — Colossenses 3:5 (NTLH)

Que cada um saiba viver com a sua esposa de um modo que agrade a Deus, com todo o respeito e não com paixões sexuais baixas, como fazem os incrédulos, que não conhecem a Deus. Nesse assunto, que ninguém prejudique o seu irmão, nem desrespeite os seus direitos! Pois, como nós já lhes dissemos e avisamos, o Senhor castigará duramente os que fazem essas coisas. Deus não nos chamou para vivermos na imoralidade, mas para sermos completamente dedicados a ele. Portanto, quem rejeita esse ensinamento não está rejeitando um ser humano, mas a Deus, que dá a vocês o seu Espírito Santo. — 1 Tessalonicenses 4:4-8 (NTLH)

PASSOS PARA MANTER A INTEGRIDADE MORAL NA VIDA

1. TOME UMA DECISÃO DE QUALIDADE

Não espere até você se achar em um lugar de tentação para decidir o seu curso de ação. Faça suas consagrações a Deus agora e a partir de então viva por elas.

Antecipe-se em suas decisões de qualidade para que possa manter-se puro em sua vida moral e ministerial. Se você errou nisso no passado, receba o perdão e a limpeza oferecidos por Deus e se determine agora mesmo a viver o restante da sua vida, com a ajuda dele, com honra e integridade.

2. MANTENHA UM RELACIONAMENTO SÓLIDO COM DEUS E COM A SUA ESPOSA

Gerencie a sua saúde espiritual. Mantenha seu relacionamento com Deus renovado e vibrante. Alimente seu espírito, não sua carnalidade. Evite desgaste espiritual, emocional, e físico. Uma pessoa fadigada pode ser mais suscetível à tentação.

Uma relação forte e próspera com seu cônjuge também é vital. O relacionamento deve estar em crescimento no qual o amor é mantido sempre vivo, conflitos são resolvidos, e no qual ressentimento e raiva não têm permissão de gerar apodrecimento. Abertura, honestidade e prestação de contas mútuas são importantes. Se sua relação conjugal tornar-se tensa, busque ajuda. Homens, se sua mulher lhe avisa sobre alguém que ela sente ter intenções erradas, tome cuidado! Mulheres, se o seu marido chama a atenção sobre a forma de outro homem agir perto de você, preste atenção!

3. RECONHEÇA A SUA VULNERABILIDADE

Um provável candidato para a falha moral é a pessoa que se considera invencível sobre a tentação, que orgulhosa ou ingenuamente pensa: Isso nunca poderia acontecer comigo! Esses dois avisos da Bíblia vêm à minha mente:

Aquele, pois, que pensa estar em pé veja para que não caia. 1 Coríntios 10:12

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda. Provérbios 16:18

Como um líder espiritual, você é um alvo de “grande valor”, e Satanás amaria levá-lo para longe do seu chamado.

4. LEMBRE-SE DAS CONSEQUÊNCIAS DOLOROSAS DA IMORALIDADE

O adultério é um ato insano, arrasador e autodestrutivo: Sairá cheio de ferimento, detonado, e com a reputação totalmente arruinada. — Provérbios 6:32-33 (A Mensagem)

Segue algo que foi adaptado de uma lista desenvolvida por um ministro. Ele revisava essa lista toda vez que se sentia vulnerável à tentação sexual. Ele a citou como um lembrete das consequências negativas que uma decisão moral errada poderia produzir.

•   Angústia ao Senhor que me redimiu.

•   Arrastar o Seu nome sagrado para a lama.

•   Um dia ter que olhar para Jesus, o Justo Juiz, e face a face prestar contas por minhas ações.

•   Seguir os passos daqueles cuja imoralidade confiscou ou aleijou seus ministérios e me faz tremer: (lista de nomes).

•   Infligir uma mágoa indescritível a minha melhor amiga, minha leal esposa.

•   Perder o respeito e a confiança da minha esposa.

•   Machucar os meus amados filhos.

•   Destruir o meu exemplo e credibilidade com meus filhos e anular meus esforços presentes e futuros de ensiná-los a obedecer a Deus (“Por que ouvir um homem que traiu mamãe e a nós?”)

•   Se minha cegueira continuasse ou minha esposa fosse incapaz de perdoar, talvez eu perca minha esposa e meus filhos para sempre.

•   Trazer vergonha à minha família (“Por que papai não é mais pastor?”)

•   Perder o respeito próprio.

•   Criar uma forma de culpa muito difícil de aplacar. Embora Deus me perdoasse, eu me perdoaria?

•   Formar memórias e flashbacks que poderiam assolar a minha intimidade futura com a minha esposa.

•   Perder anos de treinamento ministerial e experiências de um longo tempo, talvez de forma permanente.

•   Perder o efeito de anos de testemunho para outros membros da família e reforçar a sua desconfiança por ministros, piorando essa imagem com meu exemplo, talvez os tornando ainda mais duros de coração por causa da minha imoralidade.

•   Minar o fiel exemplo e trabalho duro de outros cristãos em nossa comunidade.

•   Trazer grande prazer a Satanás, o inimigo de Deus e de tudo o que é bom.

•   Amontoar julgamentos e dificuldades sem fim sobre a pessoa com quem cometi adultério.

•   Possivelmente colher consequências físicas tais como gonorreia, sífilis, clamídia, herpes e AIDS; talvez infectar minha esposa, ou no caso da AIDS, eventualmente levá-la à morte.

•   Possivelmente causar uma gravidez, com todas as implicações pessoais e financeiras, incluindo um lembrete para a vida toda do meu pecado.

•   Machucar os seguintes pastores e anciãos: (lista de nomes).

•   Causar vergonhar e dor a esses amigos, especialmente àqueles que eu levei a Cristo e discipulei: (lista de nomes).

•   Invocar vergonha e embaraço pela vida toda sobre mim mesmo.

Também beneficiaria a cada pessoa que está em uma liderança espiritual (e dessa forma a todo crente), periodicamente ir ao livro de Provérbios e ler sobre a dinâmica e consequências que estão envolvidas no adultério. Algumas das passagens-chave de alerta para estudo e meditação incluem:

Provérbios 2:16-19 Provérbios 5:1-23
Provérbios 6:20-35 Provérbios 7:1-27
Provérbios 9:13-18 Provérbios 23:27-28
Provérbios 31:1-3

No início de Provérbios, nós aprendemos que esses escritos refletem o conselho de um pai para os seus filhos. Claro, provérbios maternos (conselhos) para a sua filha seriam lidos diferentemente. Jovens precisam de instruções e avisos sobre perigos nos relacionamentos também. Independentemente de quem estiver recebendo a instrução, é importante lembrar que “o pecado levará você além de onde você pretende ir, o manterá mais longe do que você pretende ficar, e lhe custará mais do que você pretende pagar”.

5. RECONHEÇA QUE UMA FALHA MORAL NÃO COMEÇA COM O ATO FÍSICO DO ADULTÉRIO. SEJA CONSCIENTE DISSO E EVITE FATORES PRECIPITANTES

Líderes espirituais muitas vezes proporcionam cuidado e conforto a pessoas machucadas. Às vezes, isso pode criar ligações emocionais e mesmo que as intenções tenham sido inocentes, o que recebe tal intervenção pode nutrir um apego e uma atração emocional para com o cuidador. Além disso, a gratidão e o apreço que é expresso pelo receptor podem começar a alimentar o ego do cuidador e começar a suprir uma possível necessidade emocional em sua vida. Por conseguinte, isso pode desenvolver um relacionamento doentio. “Nenhum pastor pode demorar muito a perceber a discrepância entre a valorização realista de sua esposa a respeito dele como marido e o generoso elogio de membros bajuladores que derramam sobre ele como ‘o ministro piedoso’. Quando isso ocorre, o pastor está vulnerável à tentação de transferir a intimidade de sua esposa para alguém que tão acriticamente alimenta suas necessidades emocionais.”

O adultério não começa com o ato físico. Ele começa com a camaradagem emocional, flerte, desejos não fiscalizados, fantasias, justificativas, violação de limites, etc. Os ministros precisam evitar qualquer tipo de comportamento de flerte, inclusive brincar com as emoções das pessoas. Seja profissional, e acima de tudo seja cristão!

Vocês ouviram o que foi dito: “Não cometa adultério.” Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração. Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno. — Mateus 5:27-30 (NTLH)

Você precisa ser brutalmente honesto consigo mesmo se você se encontra:

•  Sentindo uma atração inapropriada por uma pessoa que não é o seu cônjuge.

•  Pensando em uma pessoa, esperando receber telefonemas dessa pessoa, ou tendo fantasias sobre outra pessoa.

•  Fabricando maneiras para legitimar um relacionamento próximo com aquela pessoa (ex.: designando aquela pessoa para uma posição a fim de ter mais interação com ela).

•  Comunicando-se com, ou encontrando aquela pessoa em horários ou lugares inapropriados, ou em lugares fora da rotina.

•  Pensando ou se comunicando com aquela pessoa sem querer que sua esposa saiba a respeito.

6. ESTABELEÇA E MANTENHA LIMITES ADEQUADOS PARA VOCÊ MESMO, EM SUA VIDA E MINISTÉRIO

Isso significa ter orientações que o manterão longe das extremidades. Aqui estão algumas orientações gerais:

•   Não aconselhe membros do sexo oposto sozinho.

•   Não se coloque em uma situação em que, se uma acusação for levantada, será a sua palavra contra a de outra pessoa.

•   Não dê uma passadinha na casa de uma pessoa do sexo oposto a menos que seu cônjuge esteja com você ou o cônjuge da pessoa que você está indo visitar esteja presente.

•   Não use linguagem que poderia significar mais do que você pretende dizer. Uma amizade muito íntima e uma revelação inapropriada vão além da conduta adequada.

•   Não toque as pessoas de maneira que seja inapropriado ou possa ser mal interpretado.

7. PRESTE CONTAS

Tenha alguém para quem possa falar caso esteja sendo tentado. A quem você presta contas? Deve haver alguém (ou mais de uma pessoa) que seja capaz de observá-lo em seu ministério e demonstrar cuidado sobre qualquer problema que possa ver; alguém que você ouvirá e cuja opinião você respeitará. Aqueles que são “Guerreiros Solitários” são mais suscetíveis do que aqueles que têm os nobres princípios de prestar contas do que fazem em suas vidas.

Alguns anos atrás, um amigo pastor me perguntou se eu poderia ser seu parceiro a quem ele prestaria contas no tocante ao seu uso da internet. Eu concordei, entretanto, estabeleci a condição de que ele faria o mesmo por mim. Ambos baixamos um software para controle de acessos e começamos a receber relatórios semanais dos sites de internet que visitávamos. O pecado ama tomar vantagem do sigilo e esse tipo de prestação de contas pode ser um forte impedimento à tentação.

Efésios 5:13 diz: “Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz”. SQwb\ _