OUTROS OLHARES

VIDAS EM EVIDÊNCIA

Com seus carrinhos abarrotados de sucata, 800 mil catadores de material reciclável zanzam pelas ruas brasileiras. Presença constante, um exército de Invisíveis. Para dar voz a essas pessoas, em 2012, então com 26 anos, o grafiteiro e ativista Mundano (ele nunca usa o nome de registro) decidiu levar sua arte para além dos muros da capital paulista. Transferiu-a para as carroças dos catadores. Assim nasceu o movimento Pimp my Carroça. A iniciativa frutificou e, em julho de 2017, Mundano lançou o Cataki, um aplicativo gratuito que conecta catadores a geradores de resíduos – ou seja, todos nós. “Esses profissionais merecem remuneração justa. Pois, além de árduo, o trabalho deles é essencial para o meio ambiente”, diz Mundano. “Além de não reciclar, governo e empresas fingem que o catador não existe.” Praticamente tudo (90%) do pouco (3.7%) que o Brasil recicla passa pelas mãos dos catadores. “O Catakl não só reconhece e valoriza o trabalho dos catadores como pretende aumentar os índices de reciclagem, preservando o meio ambiente·, diz Henrique Ruiz, coordenador do projeto. O pagamento do catador não é obrigatório, mas recomendado. Até agora, o Cataki está com 2.050 catadores e cooperativas, 150 mil downloads e se faz presente em 360 cidades. Vidas já foram transformadas. Vários deles já passaram da carroça para um carro; de um carro para um caminhão, e de um caminhão para dois, três… Entre os prêmios já recebidos pelo Cataki, o mais recente foi o do júri popular do Chivas Venture, premiação global de inovação e impacto social. Dos 20 finalistas, Mundano era o único brasileiro.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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