A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

FERRAMENTAS DA EDUCAÇÃO

Pesquisas reconhecidas mostram que a construção da inteligência é influenciada por aspectos genéticos e ambientais em meio a um complexo de trocas de experiências de várias ordens

Ferramentas da educação

A inteligência é construída pela riqueza de estímulos que a criança recebe no dia a dia, pela afetividade, atenção, interação e envolvimento de seus pais, assim como pelo seu tempo organizado com atividades adequadas, qualitativa e quantitativamente à idade, por normas de comportamento claramente estabelecidas, por rotinas e limites que desenvolvem as noções de hierarquia e lhe dão segurança e autoestima.

O cérebro humano tem inegável superioridade no quesito de conceber e utilizar ferramentas. Como inicialmente não éramos providos de grande velocidade para a caça, depois das ferramentas, que nos permitiram extrair vegetais, construímos os primeiros instrumentos para suprir essa dificuldade e podermos obter carne através da caça. Passamos para uma alimentação rica em proteínas, especialmente a cozida, que promoveu um extraordinário desenvolvimento de nosso cérebro, e o homem criou então a sua ferramenta mais espetacular: a linguagem falada, que impulsionou a transmissão dos conhecimentos, inclusive mais tarde, na forma escrita.

Ferramentas nos fazem progredir também em educação. Mas é preciso ponderações. É comum vermos nas revistas, na internet, na TV muitos artigos e programas com aconselhamentos sobre educação infantil, quase todos interessantes a um tipo de público em particular: os pais. É grande o mérito desse trabalho, que ajuda muitas famílias, alertando-as e orientando-as quanto à forma como conduzem a criação de seus filhos, subsidiando nesse assunto tão importante quanto delicado.

Quando escritos por profissionais sérios, experientes, com anos de estudo e prática na área, constituem material de inegável utilidade e valor. São verdadeiras ferramentas, pois, em linguagem acessível, traduzem e levam para a experiência do dia a dia intrincadas teorias e resultados de pesquisas científicas nas áreas da educação, da Psicologia, entre outras. Por isso, podem e devem ser ouvidas, lidas e aproveitadas. Mas essas orientações feitas de modo genérico jamais eliminam a necessidade de uma reflexão e adequação à realidade de cada família e cada criança. E nem da busca de um profissional, quando as dúvidas dos familiares impõem situações cada vez mais conflituosas.

A máxima “cada caso é um caso” se aplica perfeitamente bem à educação, dada a singularidade do ser humano, desde o momento de seu nascimento – senão antes – e durante os primeiros anos. É no início da vida que todo aparato genético e neurológico, em contato com as experiências vivenciadas no meio ambiente, desenvolve cada criança cognitiva, social, biológica e emocionalmente, construindo uma configuração comportamental que dificilmente poderá ser modificada mais tarde.

Como cada cultura e cada família têm uma forma diferente de vivenciar essas questões e um tipo distinto de ambição educacional, o leque da diversidade, já imenso frente às questões biológicas e emocionais, se multiplica. Por essa razão, os mais importantes aconselhamentos profissionais, regras e normas, que em tese foram pensados para favorecer a educação das crianças, não devem ser tomados como uma bula de remédio que cura qualquer doença, porque isso não funciona dessa forma.

As peculiaridades do ser humano passam pela genética, pelos aspectos culturais trazidos pela origem da família, pelo momento afetivo, social, financeiro, cultural, por condições de saúde física e mental, que delimitam características e determinam necessidades diferenciadas de compreensão e de ações educativas, principalmente nos primeiros cinco anos de vida. Se assim não fosse, gêmeos seriam exatamente iguais, e todos sabemos que não é assim: o contato e a troca com o meio e a maneira como cada qual recebe essa influência vivenciada nas experiências de vida, sejam sensoriais, motoras, psíquicas, cognitivas, vão moldar pessoas diferentes, que precisam de um olhar personalizado, de observação e educação pensadas especialmente para elas.

Em educação, há ferramentas importantíssimas, que são os valores socialmente aceitos pela cultura onde a criança crescerá e que fazem parte dos padrões éticos e morais de comportamento dos cidadãos, das famílias. Até aí, todo aconselhamento de bom senso é bem-vindo, assim como os de hábitos gerais de saúde e higiene, de conservação de alimentos, datas de vacinação etc., feitos estes últimos pelos profissionais da saúde.

Mas – e essa é a diferença – há conhecimentos específicos, ferramentas individualizadas, cujo domínio se circunscreve a especialistas da educação e da Psicopedagogia e que, para serem bem aplicados, não dispensam o contato profissional direto com cada família e sua criança, sua história, objetivando resolver as questões e desenvolver toda potencialidade infantil.

Adquirir destreza nessas ferramentas especializadas, de forma aprofundada, exige longos estudos e anos de prática: como motivar, modelar, reforçar comportamentos positivos, desenvolver mudanças no campo da aprendizagem e do comportamento, de forma séria, diretiva e eficaz. É um trabalho profissional, singular, que não pode ser substituído por aconselhamentos genéricos.

Então, qual a importância deste e tantos outros artigos escritos por profissionais de diferentes áreas, para orientar as famílias? Respondo aqui: são, antes de tudo, reflexões ou alertas, que buscam sinalizar, de forma generalizada, a ajuda mais indicada aos pais quando a dúvida é a respeito da educação dos filhos.

 

MARIA IRENE MALUF – é especialista em Psicopedagogia, Educação Especial e Neuroaprendizagem. Foi presidente nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp (gestão 2005/07). É autora de artigos em publicações nacionais e internacionais. Coordena curso de especialização em Neuroaprendizagem. irenemaluf@uol.com.br

OUTROS OLHARES

SEU NOME NAS ESTRELAS

Países ligados à União Astronômica poderão escolher como vai se chamar uma dupla de astros. A votação está aberta.

Seu nome nas estrelas

Muito tempo antes do advento do telescópio, os babilônios, pioneiros na fascinante aventura de investigar os astros, cultivavam o hábito de dar nome aos pontos cintilantes que admiravam a partir da Terra. Batizar estrelas e planetas continuou sendo prática e hobby em civilizações que viriam a encantar-se com o tema, como os romanos. Enquanto desfrutavam um poder sem fronteiras, eles também agiam como senhores dos céus — os deuses Júpiter, Vênus e companhia giram em volta do Sol até hoje para provar isso. Nos tempos modernos, nomear galáxias, planetas ou mesmo um singelo asteroide virou alta honraria concedida a grandes astrônomos, que recorrem, quase sempre, a códigos ininteligíveis aos olhos de simples mortais. Agora, uma iniciativa da União Astronômica Internacional (IAU) pretende trazer ao infinito estelar um toque, digamos, pop. Os países ligados à IAU terão direito de escolher como vão chamar um minissistema — constituído de uma única estrela e do planeta que orbi­ta em torno dela. Por ora, 79, entre eles o Brasil, aceitaram o desafio. A votação está aberta.

A categoria sujeita à nova nomenclatura é a dos exoplanetas — eles gravitam fora do sistema solar, mas ainda dentro da Via Láctea. Desde 1995, cerca de 4.000 deles foram descobertos em expedições espaciais da Nasa. Em uma extrapolação, dizem os cientistas, podem existir bilhões de mundos habitáveis nesse pontilhado de planetas recém-encontrados. A ideia de estender da academia a curiosos em geral a oportunidade de bolar nomes para esse universo de pequenos sistemas celestes tem um objetivo claro, que casa justamente com o centenário que a IAU completa neste ano e a reflexão que ele suscita sobre a necessidade de tirar a astronomia de seu casulo científico, como aconteceu com a chegada do homem à Lua, há cinquenta anos. “Se conseguirmos envolver a sociedade, ela entenderá melhor a relevância do que fazemos”, diz o carioca Eduardo Penteado, representante da União Astronômica no Brasil e um dos que encabeçam a missão NameExoWorlds.

A dupla de astros que caberá a cada país foi escolhida pelo critério da distância: precisava estar próxima o suficiente para se fazer visível, por meio de telescópio, à população daquele lugar que a batizou. No caso do Brasil, a estrela em questão é atualmente conhecida pelo árido casamento de letras e números HD 23079 — e o seu exoplaneta, para piorar, ainda tem um “b” depois de tudo isso. A estrela é feita basicamente de hidrogênio e equivale em tamanho ao Sol. O planeta parece um gigante gasoso, com um período de translação equivalente a dois anos na Terra. Não, lá nunca haverá vida como a concebemos: além do excesso de gás, o local, ao que tudo indica, é uma geladeira, por estar muito longe da estrela que o poderia aquecer.

O conjunto, que fica a mais de 100 anos-luz da Terra e pode ser avistado entre os meses de dezembro e fevereiro com a mãozinha de um telescópio, sairá desta com um cartão de visita mais palatável. As duplas que estão na roda brasileira até agora (a votação vai até 31 de agosto no site da União Astronômica Internacional) são Riobaldo e Diadorim, de Grande Sertão: Veredas, e Capitu e Bentinho, de Dom Casmurro, entre outras que sorvem inspiração da literatura e da cultura nacional — aliás, um pré-requisito para vencer, com o perdão do trocadilho, esta corrida espacial. A criatividade é quase livre, mas a IAU impõe certas regras. Uma delas é submeter nomes já contando que o sistema não é tão míni assim: podem-­se descobrir outros planetas girando em torno daquela estrela. Aí será preciso nomear os novos astros em harmonia com a dupla original. Pinçar um personagem que faça parte de uma trama repleta de outros, por exemplo, pode ajudar. Surgiu um planeta, é só voltar ao livro. No século XVII, a mesma regra já norteava esse tipo de escolha, tanto que se convencionou que todas as luas de Júpiter ganhariam nome de uma amante de Zeus, o poderoso dono do Olimpo. Ainda bem que ele era adepto da poligamia: são 79 luas.

Esta é a iniciativa de maior envergadura feita pela União dos Astrônomos para aproximar sua ciência da vida cotidiana. Mas houve outra, em 2015, que deu mais graça ao espaço sideral. Uma votação on-line para nomear catorze estrelas e 31 exoplanetas fez da constelação Mu Arae (uma denominação técnica que indica posição e tamanho da estrela) uma apoteose a Miguel de Cervantes e sua obra-prima, Dom Quixote de La Mancha. A estrela foi batizada de Cervantes, enquanto os planetas no entorno são Quixote, Sancho, Dulcinea, Rocinante. Segundo a organização do projeto no Brasil, desde que a votação foi aberta ao público, em 6 de junho, houve mais de 500 sugestões aqui, 307 inválidas. “Aparece muito nome relacionado a política e futebol, que cortamos”, conta o astrônomo Hélio Rocha, responsável pelo comitê nacional. O regulamento veta referências religiosas, políticas e a pessoas vivas. A lista produzida em cada país ainda precisa passar pelo crivo da IAU — processo árduo e competitivo que deve se encerrar até o fim do ano

Seu nome nas estrelas. 2

GESTÃO E CARREIRA

JAMAIS DESISTIR

Saber parar no momento certo, de algo que nos custa mais investimento do que poderemos obter de retorno, pode evitar desgaste e sofrimento desnecessários

Jamais Desistir

Somos condicionados, desde novos, de que não devemos desistir jamais de nossos sonhos, e isso acaba por criar uma modelagem que se expande em todas as direções de nossas   estratégias comportamentais e projetos pessoais. Porém, se tornar obsessivo por algo que não apresenta resultados práticos, por mais que possamos injetar energia ou recursos financeiros, apenas para não demonstrar à sociedade que fracassamos em algo, ou, por orgulho próprio de não se sentir comprometido totalmente, pode levar ao esgotamento físico e mental. Isso não vai trazer desfecho positivo no projeto em curso e, pior ainda, criará estruturas de defesa que vão prejudicar o ingresso futuro em qualquer outro perfil de investimento.

A história está cheia de exemplos de pessoas que usaram a expressão “Não desista nunca” e obtiveram, ao final, êxito em suas conquistas. A verdade é que não há espaço, nos livros e mitos, para quem soube investir energia em projetos mais viáveis abandonando outros que só iriam lhe causar desgaste físico e emocional.

Como base de apoio a essa crença popular temos o célebre discurso de Winston Churchill, proferido em 4 de junho de 1940, na Câmara dos Comuns, onde, com uma boa e poética estruturação verbal, reafirma o compromisso de lutar até o fim, em qualquer lugar que fosse necessário e jamais desistir, jamais se render.

Motivador, o discurso de Churchill é utilizado regularmente em palestras corporativas como exemplo de persistência e luta. Ocorre que, naquele momento histórico, a única possibilidade de sobrevivência, diante de uma Europa cheia de campos de concentração, era lutar ou morrer. Era a Segunda Guerra Mundial, algo monstruoso tirando a vida de milhões de pessoas. Não havia outra alternativa.

Como exemplo contrário temos o projeto do avião supersônico Concorde, mais rápido que a velocidade de rotação da Terra, sendo ele capaz de decolar após o pôr do sol de Londres e chegar em Nova York ainda de dia. Quando seu projeto bilionário, iniciado em 1962 por meio de um consórcio franco-britânico, estava gerando as primeiras unidades (apenas 20 foram fabricadas) já era previsto que jamais seria possível obter o retorno do investimento. Mas o pensamento era que desistir seria o mesmo que perder todo o dinheiro gasto, então o plano prosseguiu mesmo sabendo-se que não ocorreria um sucesso comercial devido ao alto custo operacional das aeronaves.

Em 2003 O Concorde, finalmente, foi retirado dos céus.

A NASA, agência espacial americana, é outro exemplo de projetos que não deveriam sair do papel. Os famosos cinco ônibus espaciais, os spaces shuttles, projetados para colocar satélites em órbita tinham um custo operacional altíssimo em comparação à mesma atividade feita pelos russos com o projeto Soyuz. O alto custo e os dois acidentes destruíram as naves Challenger e Columbia, tirando a vida de 14 astronautas, pôs fim ao projeto em 2011. Hoje, por um valor infinitamente menor, as soyuz russas são as únicas naves espaciais que servem a Estação Espacial Internacional, levando astronautas e mantimentos de forma rotineira sem nenhum acidente fatal desde 1971.

Claro que não há muita divulgação quando, na indústria, projetos sabia- mente fracassados são levados até as últimas consequências apenas para, teoricamente, não se perder o que já foi investido. Gigantes como a Sony também enfrentaram grandes prejuízos apenas para levar, até o fim, uma ideia já percebida como fracassada. Você se recorda do gigantesco Toca Disco Laser da Sony? Ou, pequenino Mini Disc Sony?

Também sabemos a mitológica história que a Coca-Cola só vendeu 25 galões em 1887, seu primeiro ano de atividade. Mas o que não contam é que somente em 1893 surge de verdade a marca Coca–Cola, e que a empresa distribuiu milhares de unidades por vários anos em cinemas e escolas até consolidar a marca de uma vez por todas.

A questão é que você pode desistir, sim! Pode escolher outro projeto, ou investimento de afeto que lhe proporcione um resultado melhor em sua vida pessoal/profissional. Saber prospectar o futuro é o que diferencia as pessoas com maior ou menor capacidade intelectiva.

Pessoas mais inteligentes são capazes de fazer uma viagem mental ao futuro e ir além dos cálculos matemáticos e desenhos em pranchetas, vislumbrar as possibilidades e conferir com o mercado-alvo se as projeções podem ser, realmente, validadas. Ter uma ideia fixa, sem alterações de rumos, de certo pode levar ao fracasso e à desilusão no mundo corporativo e, muito mais vezes, no universo dos relacionamentos sociais/pessoais.

Benjamin Franklin costumava dizer que devemos sempre nos preparar para o pior e, caso o melhor ocorresse, seria uma grata surpresa. Muitas pessoas podem ficar cegas a uma dessas possibilidades e só se guiar pela outra. Alguns podem focar apenas no fracasso, outros só no sucesso. Os dois estão errados.

Saber balancear as possibilidades de resultados possíveis na mente, se lançar na busca de soluções de forma aprofundada e investir naquilo que apresenta as melhores condições de retorno é ser, antes de tudo, o empreendedor de sucesso antecipado.

Não é vergonha alguma pular no oceano, deixando um navio naufragado, quando sabe que é capaz de nadar mar afora, com os próprios braços e pernas.

 

JOÃO OLIVEIRA – é Doutor em Saúde Pública, psicólogo e diretor de Cursos do Instituto de Psicologia Ser e Crescer (www.isec.psc.br). Entre seus livros estão: Relacionamento em Crise: Perceba Quando os Problemas Começam. Tenha as Soluções!; Jogos para Gestão de Pessoas: Maratona para o Desenvolvimento Organizacional; Mente Humana: Entenda Melhor a Psicologia da Vida; e Saiba Quem Está à sua Frente – Análise Comportamental pelas Expressões Faciais e Corporais (Wak Editora).

ALIMENTO DIÁRIO

A CASA FAVORITA DE DEUS

A Casa Favorita de Deus - Tommy Tenney

CAPÍTULO 10 – DESCUBRA O PODER SECRETO DE UM PORTEIRO (NO LUGAR CERTO)

 

Um jovem que entrevistou seis veteranos anciãos de oração do avivamento de New Hebrides, disse: “Um deles olhou para mim com fogo em seus olhos idosos e falou com sotaque: ‘Se você alguma vez encontrá-Lo, nunca, nunca, nunca, nunca O deixe passar.’ As experiências e conclusões que esses homens compartilharam com seus jovens entrevistadores foram gravadas para a posteridade em uma fita cassete que tenho comigo. Eu simplesmente não consigo me restabelecer daquelas palavras: “Se você uma vez encontrá-Lo, nunca, nunca, nunca, nunca O deixe passar.”

O que essas palavras significam? Elas significam que se você pretende ter a porta do Céu escancarada, nunca deixe que ela se feche de novo. Você pode ter sido deixado em uma porta inútil do passado, guardando apenas a fragrância do que realmente era. Agora você vai se ver correndo pelas ruas como a noiva de Salomão, desesperadamente perguntando às outras pessoas: “Você o viu? Ό meu amado é alvo e rosado, o mais distinguido entre dez mil. A sua cabeça é como o ouro mais apurado, ‘os seus cabelos, cachos de palmeira, são pretos como o corvo’. Eu não sabia que era Ele; eu estava cansada demais quando Ele bateu.” – (Veja Cantares 5:4-11).

Caçadores de Deus desesperados estão sendo agraciados para “atraí-Lo” em visitação divina mais do que nunca e há propósito celestial em tudo isso. Todos os dias, eu ouço mais relatos de pessoas tropeçando em seus joelhos pelas portas ou pelos portões a tempo de deixá-los contemplar a eternidade. A mesma coisa aconteceu com Jacó quando ele foi dormir muito perto de um portão entre os céus. Ele acordou com uma clara visão de um céu aberto diante dele, e isso marcou um começo de uma mudança permanente em sua vida. Quando nos encontramos em lugares de visitações divinas, é como se uma aresta no tempo se abrisse diante de nós. Quando a Própria Eternidade entra em nossa pequena casinha de brinquedo na terra do tempo, tudo que é de importância terrena parece desvanecer-se. Por quê? Porque Deus está na casa! A Eternidade visitou nosso pequeno mundo de tempo-limitado e Sua glória está enchendo nossa sala apertada. É por isso que três horas parecem meros três minutos quando ficamos perdidos em Sua presença no meio da nossa adoração. Nestes momentos, chegamos o mais perto do portão. Quase podemos deslizar pelos rudes limites do tempo até o reino atemporal da eternidade.

TENHA CUIDADO PARA NÃO PERDER O LUGAR DE ACESSO DIVINO

Quando Jacó ultrapassou o portão do Céu, ele estabeleceu pedras para marcar o lugar e disse: “Eu não quero esquecer isto.” No entanto, se não tomarmos cuidado, podemos usar marcadores deste reino que não são adequados com os marcadores no reino espiritual.

A maioria das pessoas tenta marcar a “localização” das suas experiências espirituais com marcadores temporais e mutáveis. Eles podem dizer ao líder de louvor: “Vamos cantar aquela música que cantamos três semanas atrás, porque quando eu tive uma visitação de Deus eu a estava cantando.” Infelizmente, marcadores temporais nunca podem marcar um lugar de eternidade. E por esta razão que eles voltam ao líder de louvor e dizem: “Bem, está bom, mas não está igual.” O problema é que eles estabeleceram o tipo errado de marcador. Eles deveriam ter marcado a posição e a fome do coração deles, não a música.

Certa vez, meu avô me levou ao seu lugarzinho de pescaria favorito. Depois que cuidadosamente manobrou o barco até a posição exata, ele disse: “Agora, filho, se você sempre pescar neste pequeno ponto, bem aqui, apanhará muitos peixes. Exatamente aqui você está sobre um afloramento submerso.”

Eu voltei lá posteriormente e posicionei meu barco na mesma área, mas não apanhei nada. Quando voltei para casa, telefonei para meu avô e lhe disse: “Vovô, não havia nenhum peixe lá.” Ele disse: “Não, filho, sempre há peixes lá. Você só não estava no lugar certo.”

“Bem, eu não poderia estar muito longe…”

“Você não entende, filho.” – ele disse. “Você não precisa estar a 15 metros do lugar para perder o ponto. Poderia se instalar somente a 1 metro de distância do lugar certo e mesmo assim não apanhar nenhum peixe. Você tem de ficar exatamente em cima dele. Venha, eu irei com você desta vez.”

Voltamos à posição de pescaria do vovô mais uma vez e ele disse: “Agora, você dirige o barco e o posiciona.” Manobrei o barco até deixá-lo exatamente onde achava que ele deveria estar e, então, olhei para o vovô. Ele simplesmente sorriu e disse: “Filho, você não está no lugar certo – é bem ali.”

ESTES SÃO OS TIPOS ERRADOS DE MARCADORES

Onde quer que pescadores passem por um bom “lago de pescaria”, eles querem marcar aquele ponto para futuras viagens de pescaria. O problema é que é difícil marcar um lugar que está debaixo da água. Algumas pessoas tentam fazer isso com um jarro de leite fechado e um peso, mas a maior parte do tempo o vento e a água levam esses marcadores temporários para fora da posição, ou um barco veloz corta a linha. Esses são os tipos errados de marcadores. Vovô sabia como voltar a este ponto especial porque ele usou marcas permanentes na terra que não mudariam quando o vento soprasse. Então, ele me explicou: “Você tem de olhar para cima 110 horizonte.” E disse: “Você está vendo aquela árvore ali?” Uma vez que ele me deu os marcos apropriados, eu pude posicionar corretamente o barco. Ele concluiu: “Agora, aquele lugar especial é bem aqui.” – e, com certeza, era.

Não tente usar marcadores temporais ou temporariamente terrenos para marcar lugares de acesso celestial, porque eles nem sempre funcionam. Jacó estabeleceu pedras para marcar seu encontro noturno com Deus. Muitos anos depois, quando os israelitas finalmente cruzaram o rio Jordão e entraram na terra prometida, eles marcaram sua travessia com pedras. Uma vez que o leito do rio estava seco quando eles atravessaram, eles pegaram suas pedras marcadoras no meio do leito do rio Jordão e as colocaram na margem. Ora, essas pedras foram bons marcadores porque pedras de um leito de rio se tornam lisas pela ação da água, enquanto pedras que não são de um rio são ásperas e denteadas.

Toda vez que os filhos deles passavam por aquela pilha de pedras lisas, estava claro para eles que aquelas pedras estavam fora do seu lugar natural. Eles marcaram uma fenda da eternidade no véu do tempo. Quando eles dissessem: “Essas pedras não são daqui.” – seus pais diriam: “Você está certo filho. Essas pedras são do tempo da visitação de Deus.” Estes marcadores lembraram geração após geração dos israelitas sobre o dia que o rio se dividiu por causa dos céus abertos.

EU PREFERIRIA SER UM PORTEIRO

Caçadores de Deus precisam de um tipo diferente de “marcador” para marcar os lugares onde os céus se abriram. O que podemos usar – uma “lista de músicas de avivamento” favoritas ou um especial “guarda-roupas de avivamento”? Nenhum desses funcionará. Mais uma vez, precisamos voltar para a Palavra de Deus e tomar uma página da íntima viagem de Davi com Deus. Davi disse: “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil. Preferiria ser um porteiro na casa do meu Deus a permanecer nas tendas da perversidade.” – (Salmos 84:10 – NKJV).

Por que ele disse isso? “Davi, você é um rei. Esta é uma posição real de influência. Por que é que você gostaria de ser um porteiro?” Davi estava dizendo: “Não, eu aprendi algo: o porteiro na porta certa tem mais influência no mundo do que um rei em seu trono! Um porteiro na casa de Deus é um porteiro no portão do Céu. Agora, se eu conseguir pelos menos achar aquela abertura no Céu…”

A glória de Deus está reprimida no Céu como águas de enchente por trás de uma barragem, e Deus declarou abertamente Sua intenção de inundar todo o mundo com o conhecimento de Sua glória. Na maior parte do tempo, não sabemos realmente onde a porta está, ou como passar por ela, uma vez que a encontramos por acaso pela primeira vez.

Nossa solução para o problema é esquecer o melhor, que é representado por uma enchente da glória de Deus. Em vez de esperar pacientemente pelo Senhor, apresentamos o “bom” (a unção) que Deus nos deu como se fosse o “melhor” (a glória manifesta). Isso acontece quando exclamamos: “Deus está aqui!”, querendo dizer que Sua glória desceu quando, na verdade, isso não aconteceu.

Paulo nos disse: “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente.” – (1 Coríntios 13:12). Este podia ser o nosso versículo tema. Temos feito um estilo de vida do segundo melhor. Trazemos as pessoas uma a uma para olhar pelo nosso “olho mágico da unção” – somente para deixá-las saber que há algo do outro lado. Então, frustramos o mundo quando dizemos: “Porém, perdemos a chave para abrir a porta.’’

Temos nos ocupado ensinando as pessoas como estarem insatisfeitas com alguém, impondo as mãos sobre elas, contudo, nunca lhes dizemos que a unção de Deus sobre a carne é, quando muito, um substituto barato para a presença manifesta do próprio Deus descendo entre eles. Ouça, se Deus Se manifestar, você não vai precisar que eu nem ninguém imponhamos as mãos sobre você. Eu lhe prometo. Procure o Ungidor, não o ungido e a unção. Há uma grande diferença entre as minhas mãos impostas sobre sua cabeça e o dedo d’Ele escrevendo nas paredes de carne do seu coração!

QUEM ENCONTRARÁ AS ANTIGAS CHAVES QUE TILINTAVAM NAS MÃOS DE DEUS?

O que Deus prometeu, acontecerá: a enchente da Sua glória. Ela começará em algum lugar com alguém. Mas onde? Quem encontrará as antigas chaves que tilintavam nas mãos de Deus quando Ele disse a Pedro: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus.” Quem ouvirá uma batida do outro lado e colocará aquela chave antiga naquela porta para abrir o portão do Céu? Onde quer que isso aconteça, seja quem for que abra a porta, o resultado vai ser uma incessante e imensurável enchente da glória de Deus. Se a glória d’Ele vai cobrir a Terra, ela tem de começar em algum lugar. Por que não aqui? Por que não você?

Há algumas chaves do Reino espalhadas e alguém tem de encontrá-las e escancarar a porta. Deus disse: “Eu busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante Mim por esta terra, para que Eu não a destruísse; mas a ninguém achei.” – (Ezequiel 22:30 – NKJV). Precisamos exterminar nossas maneiras extremamente religiosas de olhar as coisas para realmente entender o que Deus está dizendo. Onde está e o que é esta “brecha” que Deus quer que preenchamos?

Em certa ocasião, levei minha família inteira para Atlanta para que eles pudessem estar comigo enquanto falava em uma igreja naquela cidade. Quando chegou a hora de partir, todos saíram do quarto do hotel e se dirigiram ao elevador. Tinham suas mãos cheias de sacolas, malas e pacotes, inclusive minha filha mais nova. Parece que ela tem sua própria pequena família de animais de pelúcia chamados “Beanie Babies”. Naquela ocasião, ela havia trazido a “família inteira” dentro de sua mochila abarrotada.

A PORTA COMEÇOU A SE FECHAR

Você já viu criancinhas tentando carregar mais do que elas conseguem? Andréa estava arrastando sua mochila pelo corredor e ficando para trás. O elevador naquele hotel específico se fechava muito rápido e assim que Andréa pisou no elevador, a porta começou a se fechar nela. Todos os outros já estavam no elevador.

Andréa, instintivamente, pulou para fora do elevador o mais rápido que pôde, e foi quando eu vi um olhar de pânico tomar conta da sua face. Eu podia imaginar o que estava se passando na sua mente naquele momento: Querido Deus, eles vão me deixar aqui! Eu vou ficar presa aqui sozinha neste hotel enquanto eles vão sem mim.

Meus instintos paternais também se aguçaram quando a porta começou a fechar. Rapidamente, coloquei minha mão entre as portas do elevador e esperei que fosse capaz de forçá-las a se abrirem. Finalmente as abri, mas, literalmente, tive de forçar minhas mãos entre as portas e empurrá-las. Quando consegui abri-las, pisei entre elas e as segurei abertas. Naquele momento, vi um olhar de completo alívio no rosto de Andréa, e ela me disse: “Meu papai está segurando ela aberta para mim.” Com um sorriso acanhado e uma risadinha infantil, ela entrou rapidamente por entre aquelas portas e se sentiu segura novamente.

Deus nunca quis que usássemos nossos hinos favoritos ou canções de adoração para marcar nossos encontros divinos ou manter os portões do Céu abertos. Um sermão não fará isso, nem uma personalidade brilhante ou um poderoso ministério poderá fazê-lo. Deus tem uma ideia melhor. Mantenha aquele portão aberto com sua própria vida! Tome-se um porteiro e abra a porta para deixar a luz do Céu brilhar em sua igreja e cidade.

NADA É MELHOR DO QUE UM ATIVO E SERVIL PORTEIRO

Às vezes, penso que nossa cadeia de restaurantes nacionais são mais sensíveis do que nós! Eu gosto de frequentar uma cadeia especial de restaurantes que é especializada em comida italiana, em parte porque gosto da comida e em parte porque aprecio seu atendimento. Notei que este restaurante pensa tanto em seus clientes que posiciona um recepcionista na porta para pessoalmente cumprimentá-los quando entram. Em outros lugares, eles mantêm a porta aberta com um prendedor de plástico ou deixam a porta se fechar bruscamente. Nada é melhor do que um ativo e servil porteiro quando se trata de introduzir os convidados e satisfazer-lhes as necessidades.

Deixe-me lhe perguntar isto: Qual é o propósito da Igreja? Ela não foi feita para servir apenas a você e eu. A Igreja é para Ele, acima de tudo. Agora, se temos um encontro com Ele, se de algum modo colocarmos nossas mãos através do véu para dentro do Céu aberto, é nossa responsabilidade manter abertos os portões do Céu para benefício daqueles que seguem atrás de nós.

Se você topar com aquela porta no meio da sua adoração arrependida e quebrantada, então se posicione no vão da porta e a mantenha aberta. Permaneça na brecha. Deus prometeu que Ele vai ajudar a reconstruir Sua casa favorita, se pudermos manter a porta aberta. Se puder imaginar-se mantendo aberta uma larga porta no Céu com suas mãos, então você tem a figura de um porteiro no lugar certo – mantendo aberta a porta da presença de Deus com mãos levantadas na postura e posição de louvor e adoração.

DAVI RECEPCIONOU A PRESENÇA DE DEUS CONTINUAMENTE POR TRINTA E SEIS ANOS

Davi descobriu uma chave que precisamos redescobrir atualmente. Ele fez mais do que retornar a presença de Deus para Jerusalém. Ele fez mais do que expor a glória de Deus em uma tenda aberta sem paredes ou véu de separação. De algum modo, Davi conseguiu recepcionar a presença de Deus em sua tenda humilde e manteve um céu aberto sobre todo o Israel por quase trinta e seis anos! A geração de Davi foi beneficiada com sua adoração.

Quando abrimos as janelas do Céu pela nossa adoração, também precisamos manter uma sentinela (um porteiro) dentro da dimensão de Deus (adoração) para manter aberta as janelas do Céu. Na época de Davi, os adoradores levíticos cercavam a arca da Aliança com louvor e adoração contínuos. Eles desfrutavam os benefícios de um céu continuamente aberto porque alguém permanecia no portão e o mantinha aberto. Se você é um pastor ou líder de igreja, sua principal responsabilidade em sua cidade é ser um guardador do portão. Você tem a oportunidade de ser bem-sucedido ou fracassar na responsabilidade que lhe foi dada.

Esses porteiros podem ser qualquer um que tenha a responsabilidade de abrir as janelas do Céu para uma cidade. Eles podem ser líderes de igreja, intercessores e todos os adoradores. Um céu aberto se refere ao livre acesso à presença de Deus para o homem e ao livre fluir da glória de Deus para a dimensão humana com o mínimo possível de impedimento demoníaco.

Ló era um guardador do portão em Sodoma e Gomorra. Sabemos disso porque a Bíblia diz que “Ló se assentava à porta de Sodoma”. – (Gênesis 19:1). Apesar de sua infeliz escolha de cidades, ele claramente reconheceu a justiça quando a encontrou em seus visitantes angélicos. Ele especificamente “abriu os portões” para a justiça e acolheu seus santos visitantes em sua casa. Ló também reconheceu a injustiça pelo que ela era, mas ele falhou em “fechar as portas” para o pecado que estava consumindo sua cidade. Porque Ló não tomou a posição correta e não influenciou a cidade, Sodoma e Gomorra o influenciaram. No final, Sodoma foi destruída pelo fogo porque o guardador da porta de Deus não fez seu trabalho.

Davi também era um guardador da porta, mas ele entendeu a importância do seu trabalho. Quando escreveu o Salmo 84:10, eu percebo que ele estava dizendo: Eu preferiria ser um porteiro na porta certa, porque este é o lugar de real influência. Nunca subestime o poder da presença de Deus. Você pode ser um porteiro e abrir a porta da presença manifesta de Deus para sua igreja e comunidade. Entenda que você foi colocado na posição de maior influência no mundo inteiro. Como os levitas de antigamente, somos todos chamados para ser um povo guardador da porta, o povo da presença d’Ele. Você pode, literalmente, tornar-se uma porta de entrada andante para a presença de Deus. As pessoas podem perceber a luz da glória brilhando embaixo da porta.

O homem chamado Obede-Edom descobriu a importância de ser o guardador da porta no lugar certo. A maioria acredita que ele era uma parte da ordem levítica, mas sabemos isto com toda certeza a seu respeito. Ele sabia como era ter Deus habitando em sua casa ao invés de meramente visitá-la.

ELE SABIA O QUE FAZER QUANDO A VISITAÇÃO SE TRANSFORMA EM HABITAÇÃO

Obede-Edom sabia o que fazer quando a divina visitação se transformava em divina habitação e descobriu que havia outros benefícios advindos deste trabalho. Sua safra crescia melhor, seu cachorro parou de morder as pessoas, seu telhado não tinha goteira, seus filhos não ficavam doentes e tudo em sua vida era incrivelmente abençoado. Você sabe que algo bom está acontecendo quando sua safra está tão abençoada que em três meses todos sabem sobre ela. Finalmente a palavra alcançou todo o caminho até o rei Davi, em Jerusalém: “Davi, você não vai acreditar: Obede-Edom se transformou em um milionário em três meses!”

Davi disse: “Eu sabia que estava certo. Eu tenho de trazer aquela arca para Jerusalém. Se Obede-Edom pôde ser tão abençoado localmente, então, se eu puder colocar a arca em seu lugar apropriado, seremos todos abençoados nacionalmente.”

E o quanto Israel foi abençoado quando Davi manteve o tabernáculo todos aqueles anos?

Ainda que não tenhamos começado a adorar e servir como deveríamos, se a Igreja e sua adoração fossem retiradas do mundo hoje, as coisas iriam à queda disparada rapidamente. Por outro lado, se, algum dia, o povo de Deus puder colocar a glória d’Ele de volta na Igreja, em seu lugar apropriado, a nação inteira poderá ser abençoada.

VOCÊ O ENCONTRARÁ ONDE QUER QUE A ARCA FOR

Não importava para aonde a arca fosse durante o reinado de Davi como rei, você encontraria um certo homem seguindo-a. Seu nome é mencionado seis vezes em 1 Crônicas, capítulos 15 e 16. Isso é o que aconteceu segundo a versão de Tenney: Toc, toc.

Rei Davi: “Obede, aqui é o rei Davi. Sabe aquela arca que deixamos aqui três meses atrás? Viemos para apanhá-la. Meu Deus, tudo está lindo por aqui, Obede!”

Obede: “Rei Davi, deixe-me esclarecer isso: Você vai tirar a arca de mim?”

Rei Davi: “Sim, bem, como me recordo, você estava meio temeroso quando a deixamos aqui.”

Obede: “Isso foi antes. Agora, aprendi que onde esta arca permanece há bênção.”

Rei Davi: “Bem, precisamos levá-la agora porque eu preparei um lugar especial para a arca em Jerusalém. Vai demorar um pouco para chegar lá, mas quando chegarmos, toda a nação será abençoada.”

Obede: “Rei Davi, você poderia esperar só um minuto?… Mamãe, você e as crianças arrumem as malas! Sim, coloquem todas as suas coisas na mala e juntem todas as suas roupas.” Obede Júnior: “Aonde vamos, pai?”

Obede: “Onde quer que esta arca for, é para lá que estamos indo.”

A próxima vez que ouvimos sobre Obede-Edom, sabe o que é que ele estava fazendo? A Bíblia diz que ele era um porteiro da porta da arca! – (Veja 1 Crônicas 15:24). Obede-Edom se mudou quando a arca mudou. Parece que ele topava qualquer trabalho que apenas pudesse deixá-lo perto da presença do Senhor. No versículo de 1 Crônicas 5:18, Obede-Edom é descrito como um porteiro, o que significa que ele deve ter dito: “Eu não ajudarei a carregar o objeto.” Eu acredito que ao lhe perguntarem o motivo, Obede-Edom tenha dito: “Porque eu simplesmente quero estar onde a arca estiver. Eu quero ser um porteiro. Honestamente, quero manter a porta aberta porque descobri sobre a bênção…”

Certa vez, eu estava pregando em um local extremamente quente nos trópicos. Não havia ar condicionado no prédio, então, pedi aos organizadores locais: “Vocês poderiam colocar o palanque bem perto daquela porta? Há uma forte brisa vindo daquela porta de entrada. Eu estarei pregando e quero tentar permanecer refrescado.”

Todo tempo que eu preguei, pude sentir o vento constantemente soprando pelas minhas pernas e assoviando ao passar por meus braços. Como estava no lugar certo, o calor tropical não estava tão ruim. Deixe-me lhe dizer que há um benefício em se posicionar no vão de entrada para o Céu. Quando você se torna um porteiro e escancara a porta do Céu, você pode sentir o precipitar do poderoso vento do Espírito Santo à medi’ da que Ele enche o lugar da reunião com glória.

Sem dúvida, os cento e vinte estavam embriagados no Dia de Pentecostes. Eles tinham escancarado os céus e se posicionaram no vão de entrada, à medida que o veloz e poderoso vento de Deus explodiu do Céu e encheu-lhes a casa terrena. Sua glória então se derramou na rua e a próxima coisa que se lê sobre isso é o que a Palavra de Deus diz: “Encheste Jerusalém de vossa doutrina.’’ – (Atos 5.28). Então lemos que “todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra.’’ – (Atos 19.10 – NKJV).

O que aconteceu? Alguém encontrou a porta e simplesmente a escancarou com sua própria vida. O outro benefício é que os porteiros também conseguem ter um encontro com Deus, mesmo que Sua presença flua às nações. Esta é a bênção e a herança de um porteiro no lugar certo.

PRECISAMOS DE PORTEIROS MAIS DO QUE REIS OU PRESIDENTES

Onde estão os porteiros? Deus sabe que precisamos de porteiros mais do que de reis e presidentes. Precisamos de pessoas que saibam como ter acesso à presença de Deus e abrir a porta para Sua glória entrar em nossas casas, igrejas, cidades e nações. Davi novamente escreve a visão para que possamos nos apressar:

“Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória.’’ – (Salmos 24:7).

Portas não têm cabeças. É óbvio que somos as portas deste Salmo. Se levantarmos nossas cabeças, o que acontecerá? Literalmente, esta frase no hebreu é “estejam abertos 6 portais eternos”. Quando obedecemos a esse comando, o Próprio Rei da Glória entrará. O que isso tudo significa? Nós, como Igreja, somos literalmente a porta para o resto do mundo ter um encontro com Deus. Quando você se posiciona em lugar de adoração, está literalmente abrindo e mantendo uma ampla porta espiritual, uma entrada para o Senhor ressurreto. Um Davi dos dias modernos, chamado Martin Smith, canta uma música nova baseada em um tema antigo:

“Escancarando seus portões celestiais. Prepare o caminho do Senhor ressurreto…”

Esta chamada para a adoração tem de ser o hino da Igreja.

SE EU PUDESSE PELO MENOS PÔR MINHAS MÃOS NAQUELA BRECHA

Somos chamados para tomar nossa posição ao lado de nosso grande Sumo Sacerdote e nos posicionarmos na brecha entre o mundo que não conhece e aqueles que conhecem. Estamos mantendo aberto o “elevador de fechamento rápido” que leva as pessoas para o Céu. Às vezes, eu consigo perceber uma brecha nas regiões celestiais mesmo quando prego mensagens para congregações em certos lugares onde parece que os céus estão para se abrir. Às vezes, penso comigo mesmo: Se eu apenas puder por minhas mãos naquela brecha e penetrá-la ou orar com ela aberta, talvez a glória de Deus desça nesta noite.

Os porteiros são raros e de valor inestimável na economia de Deus. Talvez, certa noite, Davi tenha penetrado a escuridão noturna e se sentido reconfortado ao ver os pés dançantes e os braços estendidos da equipe de louvor do turno da tarde filtrando a glória de Deus e foi inspirado a escrever:

“Bendizei ao Senhor, vós todos, servos do Senhor, que assistis na Casa do Senhor, nas horas da noite; erguei as mãos para o santuário e bendizei ao Senhor.” – (Salmos 134:1-2).

Se alguma vez, quisermos mudar de uma visitação de Deus para uma habitação de Deus, alguém tem de aprender como manter aberta a porta dos céus. Parece que alguns de nós preferiríamos ir para dentro do véu e deixar a porta se fechar bruscamente atrás de nós. Não nos importamos com o mundo desde que consigamos entrar. Desculpe-me, talvez isto seja devido à cultura do Sul na qual fui criado, mas aprendi a ser um cavalheiro. Você não deve simplesmente entrar por uma porta e deixá-la se fechar atrás de você. Você a mantém aberta para outros. Eu acho que é tempo de a Igreja adotar certa etiqueta espiritual e dizer: “Vamos manter a porta do Céu aberta.” Então, os que nos assistem de longe podem dizer: “Bendizei ao Senhor, vós todos servos do Senhor que assistis na casa do Senhor nas horas da noite.” – Escancarando os céus.

Por quanto tempo você tem orado por um céu aberto sobre sua igreja e comunidade? Eu prometo a você que não é nem perto de quanto tempo Ele tem esperado atrás da porta para ela se abrir. Em Cânticos, nós O vemos ilustrado como o Noivo apaixonado, perscrutando através da treliça por um vislumbre de Sua amada. Ele está esperando atrás da porta, dizendo: “Se eu puder colocar Minha Igreja na posição, então Eu poderei abrir as janelas e as portas do Céu e derramar…”

NOSSA INATIVIDADE PODE ABRIR O INFERNO Ε FECHAR O CÉU

Deus está procurando por pessoas que tenham as chaves do reino e saibam como usá-las (você e eu)! A parte triste de tudo isso é que não somente nossa atividade obediente em louvor e adoração abre o Céu e fecha o inferno, mas também nossa inatividade pode abrir o inferno e fechar o Céu tão eficientemente quanto a primeira afirmação. Jesus repreendeu os líderes religiosos da Sua época dizendo aos fariseus:

“Ai de vós, intérpretes da Lei! Porque tomastes a chave da ciência; contudo, vós mesmos não entrastes e impedistes os que estavam entrando.” – (Lucas 11:52).

Esse aviso é muito forte e todos deveríamos perguntar a nós mesmos: “Será que eu tenho sido um impedimento para o reino de Deus por estar bloqueado por algo que Deus nunca disse ou ordenou?” Talvez o maior problema da Igreja que está impedindo a abertura nos céus hoje seja o medo do homem. Isto penetra na liderança pastoral, e alguns líderes admitem que o medo do homem direciona 90% das suas decisões. Decisões orientadas pelo homem e para agradar o homem estão levando a Igreja na direção da falência espiritual e fechando as janelas do Céu. Devemos estar decididos a buscar somente uma coisa: Nós queremos Deus. Queremos abrir as janelas do Céu para que a glória de Deus inunde nossas igrejas, nossas cidades e a vida do nosso povo.

Somente quando Jesus voltar é que Deus irá destruir as portas que o inimigo levantou na Terra. Naquele grande dia o Portão do Ocidente simplesmente se abrirá diante d’Ele. Até então, controlamos se Deus virá ou não à nossa cidade. Você está disposto a chorar por sua cidade como Jesus chorou por Jerusalém?

ESCANCARE A PORTA PARA QUE O REI DA GLÓRIA POSSA ENTRAR

Você tem as chaves em suas mãos, transferidas pelo Espírito, mediante a liderança da Igreja, desde quando Jesus primeiramente as entregou nas mãos de Pedro. Você vai destrancar as janelas do Céu e trancar as portas do inferno? Você vai escancarar a porta para que o Rei da Glória possa pessoalmente entrar para reconstruir Sua casa favorita, a casa que a adoração construiu?

Enquanto isso, Deus está perscrutando através das pequenas venezianas do Céu e dizendo: “Eu quero escancarar a janela. Eu quero abolir o véu. Eu tenho odiado os véus desde o início. Então, Eu os rasgo toda vez que tenho uma chance. Se Eu puder fazer a Igreja tomar seu lugar como adoradores arrependidos ao redor do trono, vou escancarar as janelas do Céu. O julgamento vai parar com Meus adoradores, mas Minha misericórdia vai se derramar por causa dos pagãos e eles correrão para a Igreja.” Eles não vão nem mesmo ver os adoradores porque suas costas estão viradas para o mundo terreno. Tudo que eles verão é a chama azul da glória Shekinah de Deus. E os perdidos dirão: “Isto é misericórdia.” Este é o trono da misericórdia.

Deus ainda está Se escondendo do mundo porque Ele não pode fluir pelas ruas até que a Igreja tome o seu lugar e comece a filtrar a glória. Então, os olhos caçadores de Deus estão correndo para lá e para cá enquanto Ele pergunta: “Onde está alguém para ser um intermediário a se posicionar na brecha e formar a cerca viva? Não a deixe cair. Segure-a alto para outros lugares e outras pessoas. Estou procurando por alguém que possa manter aberta a janela do Céu na ‘zona do choro’.”

DEVEMOS DEIXAR NOSSOS UZÁS MORREREM PARA QUE A GLÓRIA POSSA SER RESTAURADA

Esta revelação traz responsabilidade. Não espere fazer coisas como de costume porque você agora sabe onde a Igreja tem de estar posicionada. Não há problema em sermos amistosos com os amigos, mas nosso primeiro chamado é para ser amigo do Espírito. Ser agradável aos amigos é muito bom, mas ser amigo do Espírito é fogo! Devemos deixar nossos Uzás morrerem para que a glória seja restaurada a Deus, à medida que alcançamos o Céu com uma mão e a Terra com a outra.

Você pode sentir o vento e a brisa do Espírito zunindo entre suas pernas? Quando Deus Se manifesta em seus cultos, é muito melhor do que ter tesouros em volta da cidade. Cultos como esses fazem mais do que qualquer propaganda de TV. Por quê? Porque isso não atrai o homem, isso atrai Deus. Se você alcançar a Deus, você não terá de se preocupar com o homem. Os famintos virão.

Se você puder simplesmente aprender como se posicionar assim em um lugar, começará a se sentir cercado por Sua presença. À medida que você começar a andar assim, sua vida se tornará uma janela andante da presença d’Ele e estará sujeita a ser aberta a qualquer hora por homens de alma faminta. Isso significa que a glória de Deus poderá ser liberada sempre que você visitar um supermercado ou uma loja de conveniência.

Alguma coisa está sacudindo a Igreja. Nós sofremos uma batida, nossa carroça foi sacudida e nossos Uzás estão morrendo, ou estão mortos. Nós O queremos, mas tivemos de aprender as maneiras certas de recepcioná-Lo e reverenciar Sua presença. Nossas mãos trêmulas encontraram o rasgo no véu. Encontramos a porta do Céu, e Deus está procurando um lugar de habitação. Abra o véu e o mantenha aberto. Apenas um bom culto não é o suficiente.

TIRE O SEU FOCO DAS RECLAMAÇÕES MURMURADORAS DOS HOMENS

Será que os porteiros vão se levantar e tomar suas posições na porta certa? Será que os adoradores arrependidos e quebrantados vão tirar seu foco das reclamações murmuradores dos homens para oferecer um incenso suave de louvor e entronizar o Grande Rei? Se eles fizerem… Se nós fizermos, então Ele virá. E Ele construirá novamente o tabernáculo de Davi. Sua casa de adoração infinita e “sem véu” entre os homens redimidos. Então, as portas do Céu serão abertas e inundarão as igrejas, as cidades e toda a Terra com o conhecimento da Sua glória e atrairá todos os homens a Si mesmo. Eu creio que O vejo reunindo os componentes para reconstruir Sua casa favorita…

Adoradores.

Quebrantados neste mundo, justos para este mundo. Você é um?

Aqui, ajude-me. Isso mesmo – posicione-se bem aqui. Levante suas mãos… prossiga.

Adore.

F I M