A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A PALAVRA DITA PELO ADOLESCENTE

Escutar é diferente de ouvir, pressupõe disponibilidade e sensibilidade. Quando se fala em adolescência, a escuta se torna algo peculiar que necessita cuidado.

A palavra dita pelo adolescente

Observa-se com frequência, em processos judiciais, genitores e até mesmo magistrados “levando ao pé da letra” as palavras do adolescente, sem levar em consideração, através de uma investigação mais profunda, o enredo, os aspectos familiares, a personalidade e a decodificação da mensagem dita.

É comum observar que deixam a cargo de jovens a decisão, por exemplo, de com quem irá residir quando há discussão a respeito da guarda, principalmente se o jovem é articulado e transmite algo que pode ser interpretado como amadurecimento. Como se dissessem: “ele(a) tem maturidade suficiente para escolher com quem irá residir, e como fará a convivência com o outro genitor”. É um erro não verificar o porquê e de onde parte esse desejo, uma vez que se deve observar como funciona emocionalmente esse adolescente, em que situação se encontra seu duplo referencial, pai e mãe e como esses pais lidam com suas funções parentais. Nota-se que esse tipo de demanda direcionada ao jovem ocorre, mais facilmente, quando há decadência das funções parentais ou aliança do adolescente com um dos genitores.

O processo da adolescência pode ser visto como uma travessia de uma ponte com inúmeros obstáculos e desafios. No qual se parte da infância rumo à vida adulta. Durante esse percurso, muitos incidentes podem ocorrer e cabem aos pais ou cuidadores a supervisão e a contenção dos impulsos destrutivos bem como a troca afetiva e a intimidade não confundidas com invasão; isso tem a ver com a aproximação e o cuidado. Sabe-se ainda que o entendimento de tudo isso é bastante complexo a um adulto, quiçá a um adolescente; e quando ocorre a separação dos pais nessa época se torna mais difícil a compreensão. É durante essa travessia que a adolescência (aspectos emocionais), junto com a puberdade (aspectos biológicos), promove uma série de mudanças no jovem.

A adolescência como fase instável necessita que seu ambiente representado pela família seja estável. Essa estabilidade e segurança do ambiente servirão de anteparo para os aspectos mais agressivos e impulsivos.

A aparência potente do adolescente serve para encobrir sua fragilidade, bastante natural, cercada de medos e ansiedades comuns de um processo de identidade em fase de amadurecimento.

Na experiência clínica em consultório e/ou no estudo pericial no judiciário, observa-se que as disputas por guarda neste período tendem a ser muito complicadas.

O adolescente como bom hedonista deseja liberdade, busca fazer suas predileções baseado no imediatismo do aqui e agora. E por isso tenderá a apontar como sua escolha parental aquela que entende que terá maior controle sobre o genitor(a)e benefícios, nem sempre sendo o melhor para eles. Por outro lado, os pais acreditam na força do adolescente, como se adultos fossem. E quando acreditam cegamente, deixam de observar que essa fase de transição é delicada e precisa de muita supervisão. Como se eles, pais, se deslocassem de seu lugar de adultos e colocassem o adolescente diante do lugar que pertence a eles como pais.

É preciso estar atento e ir além do desejo objetivo de um adolescente. Torna-se necessário que se tenha uma escuta diferenciada, que se decodifique a linguagem. E para isso é importante que os pais saibam que um adolescente não tem competência para resolver assuntos que são dele.

Na adolescência existe um psiquismo em turbulência que não pode ser confundido com a complexidade de um processo de divórcio dos adultos. Pode parecer estranho, mas o adolescente não tem maturidade e por isso certas decisões durante essa época devem ser inteiramente de responsabilidade dos adultos.

É possível que, ao liberá-los desse lugar, esses adolescentes se sintam aliviados por terem sido vistos como meninos ou meninas carentes e desamparados, escondidos em sua pseudomaturidade utilizada como defesa, necessitados da orientação e da contenção de seus pais e não o contrário. É preciso ter um olhar bem mais amplo do que somente aquilo que se mostra aos olhos desavisados.

Cabe ao magistrado, quando se depara com essa demanda, encaminhar para estudo psicológico e não deixar a cargo do adolescente uma decisão a qual ele não pode sustentar emocionalmente, fazendo-se valer apenas da vontade consciente; é preciso investigar de onde partiu o real desejo.

Afinal, uma decisão tomada de forma errada num processo tão conturbado como um divórcio pode influenciar toda a dinâmica familiar e a construção do amadurecimento sadio do adolescente.

 

RENATA BENTO – é psicóloga, especialista em criança, adulto, adolescente e família Psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro. Perita em Vara de Família e assistente técnica em processos judiciais. Aliada à IPA – lnternational Psychoanalytical Association, à Fepal – Federación Psicoanalítica de América Latina e à Febrapsi – Federaçao Brasileira de Psicanálise.  renatabentopsi@gmail.com

OUTROS OLHARES

FALTA QUÍMICA

A aprovação do segundo remédio para o desejo feminino levanta a discussão: é possível uma droga agir na complexa sexualidade da mulher?

Falta química

Para os homens, foi sempre tudo mais fácil. Em 1998, o lançamento do Viagra, o poderoso remédio contra a impotência, foi descrito da seguinte maneira: “O único quesito para uma deliciosa noite de sexo passa a ser o desejo pela mulher amada. Tão bom quanto nos tempos de Adão. A maçã, agora, é uma drageazinha azul, com a forma de um losango, a ser ingerida junto com um gole d’água uma hora antes do ato sexual”. Para as mulheres, foi sempre tudo mais difícil. A pílula anticoncepcional, no fim dos anos 60, representou um passo revolucionário, o direito ao prazer sem o risco de gravidez — mas o passo seguinte, algo que incrementasse a libido, como o Viagra faz com a ereção masculina, demorou a ser dado, e ainda hoje é claudicante. Há duas semanas, a agência americana de controle dos medicamentos, a FDA, aprovou uma droga injetável, de nome comercial Vyleesi, que potencializa a oferta de dopamina no cérebro, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar. Em 2015, deu-se a aprovação de outra droga, em formato de comprimido, o Addyi. Ambas provocam efeitos colaterais muito chatos, como náusea, vômito e dor de cabeça — e a nenhuma das duas, definitivamente, cabe o apelido de “viagra feminino”, que rapidamente viralizou, por ser bom e de rápida compreensão.

Mas, afinal de contas, por que a medicina não consegue produzir um “viagra feminino”? Convém ressaltar, logo de saída, que existe ainda um imenso tabu quando se trata de incentivar sinteticamente o desejo da mulher — tabu que, entre os homens, foi permanente motivo de piada. Ainda que fosse vencida essa barreira comportamental — e é bom lembrar que macho algum foi às ruas, em manifestações, para celebrar o Viagra, como fizeram elas há cinco décadas, no amanhecer da pílula —, mesmo assim haveria outro obstáculo, por ora intransponível: a química do corpo humano. A aprovação de um novo medicamento para reacender a libido alimenta o interminável mas necessário debate: qual o papel das drogas em algo tão complexo e indizível quanto o desejo feminino?

Ele depende, tudo somado, de reações bioquímicas, mas também do humor, do stress cotidiano, da confiança no parceiro. O desinteresse pelo sexo é fruto também de engrenagens sobejamente mais complexas, como o uso de anticoncepcionais (que têm a redução da libido como efeito colateral), os distúrbios do sono e a menopausa. É uma imensa sinfonia, que às vezes desafina.

O Vyleesi foi aprovado para o tratamento de mulheres em uma situação específica: na pré-menopausa com transtorno do desejo sexual hipoativo, condição que afeta 10% da população feminina. A substância atua em receptores cerebrais que desempenham papéis relevantes em atividades biológicas, como a ingestão de alimentos, a pigmentação da pele e a regulação da dor. Os resultados da ação foram sutis: 25% das mulheres que participaram dos estudos relataram aumento considerável no desejo sexual, enquanto no grupo placebo o índice foi de 17%. Em seu anúncio, a FDA admitiu que o mecanismo exato pelo qual o Vyleesi melhora o desejo sexual e ameniza o sofrimento é desconhecido. E mesmo assim, apesar da nuvem de desconhecimento, a entidade deu o sim. Com o Viagra, não houve zona de sombra alguma: funciona, clara e simplesmente, segundo a lógica da mecânica básica do desejo do homem — aumentando o fluxo sanguíneo para o pênis e dispensando qualquer ação cerebral. Diz a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade, da Universidade de São Paulo: “A resposta sexual da mulher é muito mais complexa e diferente da do homem. Ainda há muito que ser desvendado, e os medicamentos representam mais um pequeno avanço nesse universo”. É, enfim, somente uma peça de um fascinante quebra-cabeça. E não existe remédio que facilite o encaixe.

Falta química. 2

GESTÃO E CARREIRA

PEOBLEMAS COM A REALIZAÇÃO DE TAREFAS

A dificuldade em manter uma comunicação adequada dentro da empresa é um dos principais aspectos que podem prejudicar o bom rendimento e o relacionamento satisfatório de uma equipe de trabalho

Problemas com a realização de tarefas

Alguns adultos podem apresentar dificuldades de comunicação, de entendimento, de leitura, de interpretação. Muitas vezes, não possuem hábitos de estudo, leitura e acham as palestras, os treinamentos, as apostilas algo muito chato.

É preciso trabalhar de forma a resgatar, nesses colaboradores, essas atividades. Precisam perceber que o mercado está em constante mudança, muita informação acontece de forma quase imediata. Enquanto, por exemplo, a pessoa aprende a utilizar um soft novo, uma atualização já está sendo preparada. Assim, não adianta fugir do desenvolvimento, as coisas não param porque a pessoa não consegue acompanhá-las. Elas simplesmente continuam e a pessoa fica para trás. E a paciência de alguns chefes e gerentes também se perde nessa agitação.

Mais e mais dá-se valor aos colaboradores proativos, flexíveis, comunicativos, criativos, organizados e com foco em resultados. Há uma crença de que com esse perfil um colaborador tende ao sucesso e, consequentemente, seu trabalho é de qualidade para o mercado. Contudo, nem todos são assim e é possível desenvolver algumas dessas habilidades.

Quando o psicopedagogo acompanha os colaboradores em seu desenvolvimento no trabalho, acaba observando o desempenho aquém de alguns e passa a observá-los mais de perto. Às vezes, faz descobertas incríveis, um mau desempenho pode ocorrer porque o colaborador não escuta bem ou não enxerga bem, mas não quer falar que precisa de óculos ou de um aparelho de surdez. E os motivos são vários: vaidade, falta de recursos financeiros, falta de tempo, medo de ser visto como alguém que já não é tão perfeito entre outros.

 DDAS DAS EMPRESAS

Existem os casos dos portadores do distúrbio do déficit de atenção. Muitos desses funcionários são dispensados porque a empresa desconhece o distúrbio, o próprio DDA também. Algumas vezes esses funcionários exercem uma função que não condiz com seus momentos de distração. Um adulto DDA pode ser flagrado em importante reunião com seu chefe em um de seus lapsos de atenção, o que pode não ser bem-visto. É difícil para um DDA manter-se concentrado em falas, ações e assuntos por menor que seja o tempo. Ele começa a dispersar. Esse comportamento pode até causar problemas de ordem interpessoal na empresa.

Porém, o DDA tem algo muito importante a oferecer para a empresa: sua criatividade e seu entusiasmo. Longe do trabalho monótono e repetitivo, ele pode desenvolver, de forma significativa, trabalhos liga- dos à arte, criação, implantação de projetos. Possui um funcionamento mental diferente.

O psicopedagogo deve encaminhar esse funcionário a outro especialista psicopedagogo para um diagnóstico em conjunto com o seu. É antiético tratar de um funcionário que, na verdade, é um colega de trabalho. Não se deve confundir trabalho com clínica.

LIMITE TÊNUE

Hoje, existe outro problema bem grave nas empresas, que é o uso de WhatsApp durante o trabalho. As redes sociais e o aplicativo do WhatsApp realmente trouxeram uma revolução para a comunicação instantânea entre as pessoas. Porém, têm sido utilizados no ambiente de trabalho e é preciso cuidado e muito discernimento, tanto da parte do empregado quanto do empregador.

Aquele que emprega precisa atentar, por exemplo, para o fato de acionar o colaborador após o horário de expediente, para decidir atividades concernentes ao trabalho. Isso pode gerar reclamação trabalhista, na qual o colaborador pleiteará horas extras, porque tudo fica registrado nas conversas. Isso afeta o colaborador emocional- mente, pois ele necessita de suas horas de descanso. Cobrança excessiva no tocante à produtividade pode trazer desconforto e baixa produtividade no trabalho.

Em relação aos colaborado- res, o uso dos aplicativos e mídias sociais no ambiente corporativo pode gerar problemas de desenvolvimento do trabalho, que pode atrasar, ser feito de forma a ter uma baixa qualidade. O uso excessivo pode gerar mudanças de humor. É necessário limitar ou não utilizá-lo. É bom evitar chegar ao ponto de aplicar punições disciplinares para que não se iniciem contendas internas.

Por outro lado, pode ser que a utilização das mídias seja uma necessidade de trabalho. É preciso saber equilibrar o trabalho na mídia com descanso para que a produtividade não seja afetada. O uso continuado desfavorece a concentração. Assim, é necessário que seja criada uma norma interna de conduta clara, divulgada a todos os emprega- dos, sobre a utilização do aplicativo, e-mail corporativo e mídias sociais durante a jornada de trabalho, bem como orientar e fiscalizar o uso cor- reto, a fim de minimizar problemas no trabalho, com prazos de entrega, por exemplo.

ÁREAS DE ATUAÇÃO

O setor de Treinamento & Desenvolvimento (T&D) da empresa é uma das principais áreas de atuação do psicopedagogo, além de dar suporte àqueles que possuem dificuldade de desenvolver suas tarefas.

Existe todo um processo, dentro da empresa, ao qual o psicopedagogo é responsável, que alia desempenho e produtividade. É a educação profissional, que possui, como objetivo, preparar o homem para exercer uma profissão, uma atividade dentro do mercado de trabalho. Com a constante de- manda de mercado, cada vez mais algumas funções pedem conheci- mentos, não só generalistas, mas também específicos. Assim, os chefes de setores, devido à demanda de trabalho, recorrem a preparar melhor seus funcionários ao invés de contratar outros. Nesse caso, o próprio chefe de setor percebe a necessidade do treinamento e em um primeiro momento poderá  conversar,  de  forma  informal, com  o  psicopedagogo acerca do funcionário  e  seu  perfil  profissional. Às vezes, o treinamento pode ser interno (palestras, workshops, vídeos, webpalestras, contratação de cursos ou de professores etc.), desenvolvido ou organizado pelo próprio psicopedagogo, ou o treinamento pode ser externo, matriculando o profissional em cursos específicos, que ofereçam uma certificação reconhecida.

  Assim, a direção deve estar sempre a par de toda a movimentação de treinamento, seja interno ou externo, e deve autorizar esse treinamento, que muitas vezes vai gerar um custo para a empresa. E à direção deve ser dado, também, um retorno em relação ao treinamento após seu término, ainda que sob a forma de um relatório.

PROGRAMA DE TREINAMENTO

É possível organizar ações de treinamento através de projetos de cunho educativo, iniciando, assim, programas ligados a bolsa-auxílio faculdade, treinamentos internos e externos, acompanhar programas de trainees, de estagiários etc.

Tudo deve ser feito com muita organização e de forma clara. Porque muitas vezes a escolha dos funcionários que irão participar de treinamento pode gerar desconforto entre os demais colegas. Podem achar que não têm prestígio junto ao chefe, e por isso não tiveram chance. Aquele que está em treinamento pode achar que sabe menos que os colegas, por isso está em treinamento. É preciso saber a razão da necessidade daquele treinamento.

O treinamento minimiza ou termina com a dificuldade de realizar tarefas e deixa o colaborador mais confiante. É preciso organizar um treinamento quando se verifica dificuldade de aprendizado e de afinidade com a tarefa à qual o colaborador foi destinado. Muitas vezes, a dificuldade está no fato de que se necessita de um aprofundamento em determinado assunto, que no recrutamento e seleção não se detectou por uma infinidade de motivos (veja quadro Fluxograma de treinamento).

 JOVENS TALENTOS

O psicopedagogo na empresa também está ligado à área de T&D junto ao desenvolvimento dos estagiários, trainees e jovens aprendizes da empresa. A carreira inicial dos jovens sempre é mais difícil. Eles têm medos que muitas vezes são infundados, algo que ouviram dizer e não pesquisam, por exemplo: “se você começar a ganhar dinheiro vai parar de estudar”. Os próprios pais, às vezes, incentivam o jovem a não iniciar uma carreira cedo, pois acham que os filhos podem ficar estudando indefinidamente. E sabe-se que quanto mais tarde acontecer a inserção no mercado mais difícil será a adaptação ao mundo das organizações. As incertezas são comuns na hora de optar em qual área ou ramo se deseja trabalhar. E quando iniciam qualquer atividade em uma das modalidades acima, é preciso que obtenham ajuda e acompanha- mento. O jovem chega à empresa ávido por aprender e encontra uma empresa defasada em relação às mídias, ou, pelo contrário, muito avançada pode desmotivar o jovem que tem pressa em aprender e pouca paciência.

É preciso cuidar desse jovem que inicia sua carreira para que a própria organização não acabe excluindo um talento que ainda não tem experiência com regras e seguir líderes.

DIFERENÇAS

Trainee é aquele jovem que está terminando o ensino superior ou já terminou. Pode ser aluno, recém-formado ou pode ter terminado seus estudos há dois ou três anos. A média de idade dos trainees varia entre 22 a 30 anos. As empresas os treinam, em geral, para ocuparem posições técnicas e até gerenciais. É um funcionário registrado pela empresa.

Estagiário é o estudante, maior de 16 anos, que está sob a responsabilidade e coordenação de uma instituição de ensino. Pode ser um aluno de curso superior, profissionalizante de ensino médio ou de escolas de educação especial. Não é funcionário da empresa, recebe uma bolsa-auxílio, que não é obrigatória.

Jovem Aprendiz é aquele contratado diretamente pelo empregador ou por intermédio de entidades sem fins lucrativos; que tenha entre 14 e 24 anos; esteja matriculado e frequentando a escola, caso não tenha concluído ainda o Ensino Fundamental; e esteja inscrito em curso ou programa de aprendizagem desenvolvido por instituições de aprendizagem.

O que eles têm em comum apesar das diferenças? Estão todos em busca de desenvolvimento, de chances dentro da empresa. Apesar de terem perfis diferentes, irão, dentro da organização, desenvolver uma atividade, interagir com seus pares e com as outras pessoas que formam o quadro da empresa. Estarão ligados à imagem da organização, muitos vão conseguir uma posição e fixar-se nela e outros precisam sair preparados para outras empresas.

Há necessidade que a organização não seja apenas um espaço de passagem, mas de verdadeiro preparo desses jovens para o mercado. A empresa deve deixar sua marca na carreira desses jovens, ainda que eles possam não vir a fazer parte do quadro permanente de funcionários.

 PROGRAMA

Segue um exemplo de projeto de Programa Trainee na Empresa para ser apresentado à direção: Objetivo – Captar jovens talentos para fazerem parte do quadro efetivo de funcionários da empresa, agregando a ela, através de seus conhecimentos  prévios  aliados aos conhecimentos de interesse da empresa que serão desenvolvidos, força de trabalho, desenvolvimento e ganho de mercado. Formando profissionais com o perfil da organização para serem futuros gerentes em até cinco anos.

A justificativa para o projeto é que faz-se necessário, a partir do momento em que jovens talentos têm sido formados pelas universidades e pouco aproveitados em toda a sua potencialidade. Percebendo isso, várias empresas possuem um programa de trainee consolidado, porque entendem o valor agregado desses jovens aos seus negócios. Sendo essa empresa uma organização voltada para o futuro, é indiscutível trazer e fixar em seus quadros esse talento humano, além de proporcionar ao jovem treinamento e desenvolvimento continuado.

Descrição geral da empresa: médio porte, do ramo de embalagens personalizadas, com número atual de funcionários 300, localizada na zona Sul da cidade. A empresa conta com os setores de RH, DP, serviços gerais, manutenção geral, segurança patrimonial, recepção, produção, criação, transporte, compras, estoque, almoxarifado, financeiro, gerência geral.

As empresas esperam dos jovens que sejam bons profissionais, atuantes, que estejam alinhados com as competências de mercado, antenados com as tecnologias e saibam usá-las para trazer produtividade às empresas. E que saibam manejar o conteúdo de sua área de atuação trazendo-o para o contexto financeiro da empresa. Todos esses requisitos exigem dessa geração high tech personalidade, diferencial produtivo. Fatores como competência, que é o saber prático, saber fazer e acontecer, são considerados importantes, além de conhecimento teórico na área de atuação. Há necessidade de flexibilidade, conduta assertiva e proatividade. Precisa atuar em equipe, onde cada um desenvolve uma tarefa e todos juntos conseguem atingir objetivos finais. Perfil de liderança e habilidade para tomar decisões e ética, visão holística e espírito empreendedor também são características esperadas pelos empregadores.

A atuação do psicopedagogo na empresa deve ser aquela que leva o indivíduo à reflexão sobre seu desenvolvimento dentro das organizações, levando-o a crescer e trazer resultados condizentes com a missão e visão da empresa. Assim, outro ponto importante é incentivar o jovem a organizar um networking, que é uma rede de contatos. Não tem nada a ver com rede de amigos, de amizade, pode até acontecer, mas é uma relação puramente profissional. Alguém ajuda alguém já antevendo o dia em que poderá precisar também de alguma ajuda. Amigos não cobram favores, enquanto os integrantes de uma rede de contatos dependem disso para continuar a ser uma rede de contatos.

Trocar e-mails de mensagens não é um networking, mas apenas uma relação informal. Networking pressupõe “auxílio profissional”. Não se trata de fazer contato com pessoas que você não conhece, e sim com as que você conhece bem, para que elas indiquem a você, por exemplo, um serviço ou um pro- duto que sua empresa precisa e você não sabe quem oferece. É pedir para ser apresentado a alguém que irá agregar valor ao seu trabalho na empresa.

Dentro da empresa, o psicopedagogo precisa ter um bom relacionamento com todos. Ninguém pode achar que ele pertence a um grupo e não a outro. Ele deve manter-se o mais isento possível em suas relações, sem perder o vínculo com todos. Não é fácil, porque às vezes pode parecer que as relações são artificiais demais. Na verdade, ele deve conversar com todos e estar atento a tudo.

O psicopedagogo, em sua área de atuação na empresa, a educacional, deve manter contato com as instituições parceiras onde os jovens realizam seus treinamentos. Todos os estabelecimentos de ensino, nos quais se confiam funcionários para realizar treinamento, devem perceber que a empresa que dá suporte a eles é organizada e as responsabilidades educativas estão sob responsabilidade de um setor, e nesse setor há uma pessoa competente para realizar negociações, matrículas e tirar dúvidas.

 COMO O JOVEM DEVE ESCOLHER A PROFISSÃO

O que o jovem deve levar em conta, no momento de escolher a profissão?

Deve considerar as áreas do conhecimento nas quais possui afinidade e interesse, levantar informações sobre o mercado de trabalho no qual quer estar inserido profissionalmente, por exemplo: oferta de oportunidades para a área que deseja, competências exigidas para o cargo, remuneração oferecida e, se possível, ter contato com profissionais que já atuam na profissão almejada. Dada a importância de um networking. A constante atualização na área educacional possibilita o aperfeiçoamento contínuo, entender melhor o contexto e o ambiente no qual está inserido, ou que se quer inserir e estar a par das inovações, tecnologias e mudanças, trocar conhecimento, informação e experiências no caso de um curso importante na sua formação, Essa atualização educacional também influenciará na colocação, na posição do profissional no mercado de trabalho. Há empresas que fazem um trabalho muito sério na inserção de jovens no âmbito profissional e oferecem ferramentas internas para obtenção do desenvolvimento desses aprendizes, estagiários e trainees:

Problemas com a realização de tarefas. 2

ALIMENTO DIÁRIO

A CASA FAVORITA DE DEUS

A Casa Favorita de Deus - Tommy Tenney

CAPÍTULO 9 – EXPANDINDO A “ZONA DO TRONO” NA TERRA ASSIM COMO É NO CÉU

 

Pastores de todo o país costumavam me chamar para pregar o “avivamento” em suas igrejas locais, esperando que eu pudesse ajudá-los a levantar os ânimos e talvez ganhar umas poucas pessoas para o Senhor. Tudo aquilo terminou no dia em que minha carreira de pregador foi arruinada por um encontro Jacó em Jaboque “detonante” com Deus.

O evangelista outrora respeitado que eles conheciam foi transformado em um Caçador de Deus quebrantado e chorão, com manqueira permanente e perpétua fome por mais. Meu coração ainda arde para ver os perdidos vindo a Jesus, mas não estou mais interessado no tipo de avivamento que o povo vem para ouvir um homem pregando. Estou em busca do “Avivador” – quando Ele vier à cidade, o avivamento virá com Ele.

Deus mudou meu “nome” em um encontro que deslocou minhas credenciais denominacionais e murchou minha dependência ao meu dom de pregação. Isso foi tão completamente que, a maior parte do tempo, tudo que eu posso fazer é ficar em pé diante de uma congregação e chorar por Sua presença. É difícil definir o que eu sou atualmente, então, basicamente criei o termo “Caçador de Deus” para descrever isso. Mas eu posso lhe dizer o que estou procurando: Estou procurando uma experiência da sarça ardente que desencadeia a libertação da escravidão para todos dentro dos limites de Sua “zona de trono”.

Um amigo meu inventou o termo “zona do trono” para descrever a atmosfera de adoração que ocorre ao redor do trono de Deus. Se de algum modo pudermos recriar a “zona do trono” na Terra como é no Céu, em nossas igrejas e reuniões, se nossa adoração se tomar tão atrativa que a presença manifesta de Deus passar a ser presente em nosso meio, então veremos a glória de Deus começar a fluir completamente em nossas cidades. Quando isso acontecer, os perdidos virão maciçamente para Cristo de modo como nunca vimos antes. Ele disse: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo.” – (Veja João 12:32). Temos nos concentrado no “atrair” em vez de no “levantar”!

Esta afirmação é mais do que uma metáfora de ensino ou uma frase memorável de um pregador. E uma realidade espiritual revelada na visão do profeta Ezequiel milhares de anos atrás. O profeta viu um rio “significando a glória de Deus” fluindo de debaixo das portas do Seu santuário celestial e entrando no mundo, trazendo vida aonde quer que fosse. A profundidade do rio era mais rasa na porta do santuário, mas ficava mais profunda à medida que fluía. Rios naturais são rasos em sua foz e fluem mais rápido, mais profundo e mais largos à medida que seguem na direção do oceano. Esta é uma figura do “avivamento típico-de-Deus”.

O QUE ACONTECE QUANDO A GLÓRIA DE DEUS CAI SOBRE UMA CIDADE?

Deus é poderoso para “fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos.” – (Efésios 3:20). E Ele quer fazer algo tão grande que não somos capazes de conceber a magnitude ou dimensões. Ele Se moveu sobre os homens no passado e tem Se movido sobre nossa geração em certa proporção. Eu sou grato pela maneira como Ele tem visitado lugares como Toronto, Ontário, Pensacola, Flórida, Houston, Baltimore, Maryland e Londres, Inglaterra. (Há inúmeros outros lugares na América do Sul, África, Austrália, Europa e no Oriente.) Ainda assim, tenho de lhe dizer que ainda não vimos o que acontece quando a glória de Deus cai sobre uma cidade. Sabemos como é quando Deus visita uma igreja, mas ainda não vimos o que acontece quando Ele visita uma cidade.

Um verdadeiro avivamento deveria afetar a cidade como a enchente da glória na visão de Ezequiel afetou Jerusalém e as nações. Ele deve acontecer na Igreja primeiro, porque determinamos o padrão e o passo para o que acontece na cidade. No entanto, o que vemos em nossas reuniões seria nada se comparado ao Seu poder manifesto revelado nas ruas! Atos 2 novamente, Senhor!

FALSAS PREMISSAS SOBRE O AVIVAMENTO E UNÇÃO PRODUZEM MAL-ENTENDIDO

Às vezes, temos falsas premissas sobre avivamento e as pessoas que Deus usa em verdadeiros avivamentos. Essas falsas premissas sobre avivamento e unção podem produzir muitos mal-entendidos. Alguém pediu a Duncan Campbell para definir avivamento e ele tocou nisto em sua resposta:

“Primeiro deixe-me lhe dizer o que eu entendo por avivamento. Uma campanha evangelística ou uma reunião especial não é avivamento. Em uma campanha ou cruzada evangelística bem-sucedida, haverá centenas ou mesmo milhares de pessoas aceitando Jesus Cristo. Contudo, a comunidade pode permanecer inabalável, e as igrejas continuarem as mesmas de antes do evangelismo.

Mas no avivamento, Deus Se move na região. De repente, a comunidade se torna consciente de Deus, e o Espírito de Deus prende a atenção de homens e mulheres de tal maneira que mesmo o trabalho é renunciado à medida que as pessoas se dão para encontrar Deus. No meio do Despertamento de Lewis (que chamamos de avivamento Hebrides), o ministro da congregação… escreveu: ‘o Espírito do Senhor estava repousando maravilhosamente sobre as diferentes cidades da região. Sua presença estava nas casas das pessoas, nas campinas, nas montanhas e nas rodovias públicas. ’

Essa presença de Deus é a característica suprema de um avivamento enviado por Deus. Das centenas de pessoas que encontraram Jesus Cristo durante esse tempo, pelo menos 75% foram salvas antes que chegassem perto de um culto ou ouvissem um sermão meu ou de qualquer outro ministro da congregação. O poder de Deus estava se movendo em uma operação na qual o temor de Deus se prendeu às almas dos homens antes mesmo de eles chegarem às reuniões.”

Eu nunca estarei feliz em meramente ver a glória de Deus fluir nos belos corredores acarpetados das nossas igrejas. Eu quero vê-Lo fluir na rua principal em uma incontrolável e ininterrupta enchente de glória que carrega tudo que está em seu caminho. Eu quero que Sua glória invada os shoppings, lojas de conveniência, as casas de saúde e bares em toda a cidade. Eu quero ouvir pessoas que não são da igreja dizerem que tiveram de abandonar um caro prato principal em seu restaurante favorito para seguir o caminho da glória de Deus em direção a uma igreja, em algum lugar, e questionar: “Alguém me diga o que fazer!”

Se bons sermões e boas músicas fossem salvar o mundo, ele já estaria salvo. Há um ingrediente faltando, e este “ingrediente divino” está batendo na porta. O avivamento Hebrides fornece um sinal do que acontece quando a glória surge. Enquanto estava descrevendo os primeiros dias do movimento das Ilhas Hebrides, Duncan Campbell se lembrou do encerramento de um culto em uma igreja lotada, quando notou que a congregação parecia relutante em se dispersar. Muitas das pessoas simplesmente estavam em pé do lado de fora do templo da igreja em um silêncio que era quase tenso.

“De repente, ouviu-se um grito vindo de dentro da igreja. Um jovem rapaz mergulhado na busca pela Salvação de seus amigos estava derramando sua alma em intercessão.” Campbell disse que o homem orou até entrar em colapso e deitar prostrado no chão do templo da igreja. Ele disse: “A congregação movida por um poder ao qual ela não podia resistir, voltou para dentro da igreja e uma onda de convicção se apoderou da reunião, movendo homens fortes a chorar diante de Deus por misericórdia.”

“DEUS, VOCÊ PROMETEU!”

u perguntei a um amigo inglês sobre este incidente e ele ouvira Duncan Campbell falar sobre isso. Ele me disse: “A maioria das pessoas já tinha deixado a igreja de acordo com o Sr. Campbell, mas ele disse: ‘O carteiro se colocou em pé, orou e então aquele jovem se levantou. Eu nunca me esquecerei das palavras que ele disse: “Ó Deus, Você prometeu!” De repente, houve um som parecendo que rodas de carroça estavam soando alto e continuamente no telhado do prédio da igreja. A próxima coisa que soubemos foi que a igreja estava se enchendo de gente novamente!’”

Eles souberam, mais tarde, que muitas das pessoas que já estavam a caminho de casa, sentiram, de repente, serem chamadas para refazer o mesmo caminho e retornar ao templo da igreja para orar. Durante alguns pontos do avivamento de Hebrides, Campbell disse: “A maioria deles (os convertidos a Cristo) somente vieram à igreja para nos dizer que haviam se convertido. Eles estavam tecendo no tear ou arando o campo quando Deus os convenceu. Eles simplesmente apareceram para dizer: Onde devo me unir e o que eu faço?’”

Estou tão cansado das manipulações dos homens suplantando a glória de Deus, achando que são os sermões bobos que eles pregam ou as canções bobas que eles cantam que causam alguma coisa! Ele é a causa original. Se não temos uma visitação soberana de Deus, estamos com problemas. Devemos parar de olhar para o homem. Nós somos os jovens (ou os velhos ou as mulheres) que se levantarão em nosso meio e dirão: “Deus, Você prometeu!”

Precisamos parar de procurar pelo poder de Deus no púlpito. Temos colocado enorme pressão sobre os servos de Deus para tentar manipular e criar o que só pode vir de Deus. Precisamos esperar n’Ele e buscá-Lo até que algo aconteça nos céus!

A VOZ DA ORAÇÃO MISTUROU-SE COM OS GEMIDOS DOS ARREPENDIDOS

De acordo com Duncan Campbell, esta visitação divina simplesmente continuou. Eles provaram uma medida de habitação divina que balançou a região. “Certa tarde, quando a congregação estava deixando a igreja e se dirigindo à rua principal, o Espírito de Deus caiu sobre o povo com poder Pente-costal. Nenhuma palavra pode descrever aquilo. Em poucos minutos, a consciência da presença do Altíssimo se tornou tão maravilhosa e tão dominante que todos só podiam dizer como Jacó, antigamente: ‘Com certeza, o Senhor está neste lugar.’” E lá debaixo dos céus abertos e ao lado da beira da estrada, a voz da oração foi misturada com os gemidos dos arrependidos, à medida que a graça gratuita acordou os homens com a luz que veio do alto.

Logo toda a ilha estava envolvida em um forte movimento do Espírito, trazendo profunda convicção de pecado e fome por Deus. Este movimento era diferente do ocorrido nas outras ilhas: enquanto em Lewis (ilha) havia manifestações físicas e prostrações, aqui não houve, mas a obra foi da mesma forma profunda, e o resultado foi contínuo.” Isto é uma figura, uma amostra, da vontade de Deus para a Igreja hoje.

E papel da Igreja dar à luz aos propósitos de Deus nesta geração. Durante anos em que pastoreei uma igreja, costumava dizer aos casais que estavam esperando seu primeiro bebê: “Eu preciso lhes dizer que a vida de vocês vai mudar completamente quando o bebê nascer.” A resposta típica que davam era uma espécie de aceno com a cabeça e um sorriso: “Sim, sim, nós entendemos.” Eu queria simplesmente pegá-los pelos ombros e olhá-los nos olhos e dizer mais uma vez: “Não, não, vocês não entendem! Na verdade, não têm nem ideia. Vocês acham que sim, mas na verdade não entendem.”

VOCÊS NÃO TÊM IDEIA

Muitos de nós nos sentamos juntos em nossas reuniões de “avivamento” e acenamos com a cabeça e sorrimos e dizemos: “Sim, nós sabemos o que é avivamento e estamos prontos para ele.” A verdade é que não temos ideia. O propósito original da Igreja era para ser um lugar de encontro entre Deus e o homem, não um glorificado “clube-me-abençoe” ou lugar de recebimento aonde o homem vem somente para receber de Deus. A Igreja não foi criada como um meio-de-me-abençoar espiritual, onde podemos rolar na unção e nos lambuzarmos. A Igreja foi criada para você dar algo de si mesmo a Ele.

Se quisermos restaurar a Igreja ao seu poder original, devemos tomar a receita essencial de Deus para o avivamento em 2 Crônicas 7:14: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar…” Mas a próxima frase revela o passo que vai além da oração. Deus disse: “E se buscar minha face.” (NKJV) Achamos que sabemos tudo que se tem de saber sobre oração. Dizemos que entendemos de oração e recitamos orações, podemos até mesmo prevalecer em oração. Ainda sim, pondero sobre quantos de nós entendem completamente o comando de Deus em 2 Crônicas para buscar Sua face? Devemos buscar a face de Deus, não Sua mão. Oração é fazer petição – “buscar Sua face” é tomar posição.

Devemos abandonar a adoração baseada-em-entretenimento que coça nossas orelhas, e encorajar nossos desejos egoístas para constantemente ouvir algo, sentir algo ou fazer algo que nos faça sentir bem. Você não está com fome por mais1 Algum dia, em algum lugar, nos encontraremos para buscar a face de Deus, e a Sua glória irá instalar-se entre nós. Quando isso acontecer, não deixaremos aquele lugar apenas com um toque temporário da unção de Deus. Todos que contemplarem Sua glória sairão dramaticamente diferentes de antes d’Ele ter vindo.

IMAGINE A GLÓRIA DE DEUS PRENDENDO A ATENÇÃO DE COMUNIDADES INTEIRAS

Precisamos de milhares de experiências como a da estrada de Damasco, onde a glória de Deus seja revelada a uma multidão de pessoas de uma vez.

Certa vez, a presença manifesta de Deus transformou Saulo de Tarso de um perseguidor a um propagador do evangelho. Agora, imagine a glória de Deus prendendo a atenção de comunidades inteiras com convicção, após envolver todos na luz de Sua glória!

Essa é a maneira de ganhar o perdido. E se a adoração for feita corretamente, então ganhar almas e chamados para o altar não gastará muitas palavras. Simplesmente diga: “Venha”; e eles virão. Por quê? A adoração atrai a presença de Deus, e Sua presença afasta qualquer outra coisa. Isso significa que as pessoas na “zona do trono” podem ter recebido, pela primeira vez, a oportunidade de uma escolha de liberdade quando Sua presença vem.

O avivamento vindouro não será sobre sermões e informação; mas, sim, a respeito de adoração e doação. A pregação da Palavra não cessará, mas os sermões que virão servirão para o mesmo propósito do sermão improvisado de Pedro no Dia de Pentecostes. Eles não vão necessariamente produzir ações desejáveis nas pessoas; elas virão após o do acontecimento para explicar o que aconteceu depois que “Deus desceu”. (Agora, tendemos a pregar pela fé antes da manifestação e desejar que aconteça.) A adoração atrai a presença de Deus.

O “DE REPENTE DE DEUS” REQUER O “ESPERAR DO HOMEM”

“De repente”, veio uma experiência da sala superior onde Ele escancarou as janelas do Céu e desceu bem rápido. Isto é o que queremos: a invasão de Deus, aquele “de repente” de Deus. Mas não se tem o “de repente de Deus’’ sem o “esperar do homem”. Precisamos buscar a face de Deus. Não podemos mais estar satisfeitos somente com o fato de Deus deslizar Sua mão para baixo do véu para distribuir as bênçãos do evangelho para nós. Queremos que o véu se rompa e desejamos passar através dele para o Santo dos Santos e ter um encontro transformador com Ele. Então, precisamos manter esse véu aberto com a mesma paixão de Davi, e adorar para que a glória de Deus se manifeste nas ruas da cidade.

A Igreja está grávida com os propósitos de Deus. Nosso corpo parece inchado; nossa barriga está distendida. Não sabemos quando ou onde o bebê irá nascer, mas sabemos que um bebê está para nascer e estamos desesperados. Para ser honesto, espero que você viva com tanta frustração santa que não possa dormir esta noite. Eu oro para que uma fome inquietante pela presença de Deus cresça em seu coração com resultados devastadores. Quero que você seja “arruinado” para qualquer coisa, exceto para os propósitos d’Ele.

No dia em que a Igreja subir para construir um trono de misericórdia de acordo com o padrão do Céu, Deus dirá adeus para Miguel e Gabriel e, literalmente, estabelecerá uma “zona do trono” em nosso meio! Deixe-me assegurá-lo de que quando a glória de Deus aparece desta forma, não precisamos fazer propaganda para promover nada. Uma vez que o Pão do Céu tomar Seu assento entre nós, os famintos virão.

“Pai, inflame-nos as chamas da fome. Que nunca mais sejamos os mesmos. Incendeie nosso coração.”

Esta é a única maneira pela qual você e eu podemos pagar o preço da obediência para criar a “zona do trono” na Terra. Precisamos deixar que nosso coração esteja tão quebrantado diante d’Ele, que as coisas que quebrantam Seu coração também quebrantem o nosso.

Coloque sua mão em seu coração, se você tem coragem, e ore esta oração: “Quebre meu coração, Senhor; Eu não quero ser o mesmo.

Amoleça meu coração, Senhor Jesus, E deixe-me habitar em Sua presença.”

A MANEIRA INFALÍVEL DE ABRIR AS PORTAS DO CÉU

Há uma maneira infalível de abrir as portas do Céu e fechar as portas do inferno, sobre as potestades e principados das trevas que regem em sua região. Ore, arrependa- se, interceda e adore a Deus até que você escancare um buraco nos céus e Deus acenda a luz da Sua glória. As forças satânicas fugirão em todas as direções!

Mesmo nossa melhor “guerra espiritual” e nossos gritos mais altos contra as forças demoníacas não podem se comparar com o poder liberado quando Deus acende a luz da Sua glória. As coisas como estão não andam funcionando. Não conseguimos que as pessoas do mundo entrem em nossas igrejas – Nosso estilo de vida tem convencido as pessoas de que não temos nada a lhes oferecer. Devemos levar o “Deus da Igreja” até eles. Depende de nós. Podemos continuar satisfeitos com nossas dietas brandas de cultos sem poder, intercalados com alguns “bons” cultos a cada ano, ou podemos nos dedicar a Deus a qualquer custo. A maioria de nós se sente desconfortável com mudanças, mas a mudança é uma parte do que Deus está para fazer. Ele está redefinindo a Igreja e tornando nossos rótulos religiosos totalmente obsoletos. Eu posso lhe afirmar isto: Sua presença manifesta será suprema. Isto significa que não terá realmente importância quem fala, quem canta, quem ora ou quem faz qualquer coisa nesses cultos – contando que Ele esteja lá.

PEGO NUMA EXPLOSÃO DA SUA PRESENÇA!

As pessoas não entendem o que significa ser pego numa explosão da presença manifesta de Deus. Duncan Campbell descreveu um incidente em Hebrides que ficou gravado em sua memória.

A meu pedido, diversos líderes da congregação visitaram a ilha, trazendo com eles um jovem rapaz que recentemente havia conhecido a Salvação. Após um tempo de oração no chalé, fomos para a igreja e a encontramos lotada. Mas raramente eu experimentara tal dependência do espírito, e pregar estava muito difícil, tanto que, estando somente na metade da minha pregação, eu parei de pregar.

“Somente então, avistei este jovem rapaz que estava visivelmente quebrantado e parecia estar profundamente no fogo do Espírito. Apoiando-me sobre o púlpito eu disse: ‘Donald, você poderia nos dirigir em oração.’ Houve uma resposta imediata e, naquele momento, os portões da enchente do Céu se abriram e a congregação foi alcançada como que por um furacão, e muitos clamaram por misericórdia.

“Mas a característica mais marcante desta visitação não foi o que aconteceu lá na igreja, e, sim, o impacto espiritual na ilha. Homens, que até aquele momento não tinham nenhum pensamento de busca a Deus, foram repentinamente arrebatados de onde estavam em pé, assentados ou deitados e se tornaram profundamente preocupados com a própria alma até que disseram: Isto é o agir de Deus.”

EU QUERO QUE OS CÉUS SE ABRAM SOBRE CIDADES INTEIRAS

Estou cansado de ler o cardápio do avivamento programado. Quero que os céus se escancarem sobre cidades inteiras, mas a Igreja sabe muito pouco sobre este tipo de evangelismo. Nossa especialidade parece ser “evangelismo programado”. Sabemos como fazer chamadas telefônicas, enviar cartas e bater nas portas de maneira organizada para ganhar almas para Cristo, e sou grato por cada alma que veio a Cristo por esses métodos.

Também sabemos sobre “evangelismo de poder”, o método de ganhar almas introduzido por igrejas americanas há quase vinte anos pelo falecido John Wimber. Também é um programa, mas mistura a unção que cura com evangelismo organizado.

Devemos aprender como atrair Deus para a Igreja de tal maneira que Ele possa manifestar Sua glória livremente. Quando isto acontecer, não teremos que nos preocupar em atrair os homens. Deus mesmo o fará. O evangelismo da “presença” ocorre quando Jesus é exaltado em toda a Sua glória, porque Ele prometeu que atrairá todos os homens a Si. – (Veja João 12:32). Quando assumimos a responsabilidade de atrair as pessoas para a igreja, tudo que conseguimos é uma multidão.

Tentamos atrair o homem, achando que este trabalho é nosso. Quando é que iremos aprender?

O principal propósito da Igreja é atraí-Lo!

O mais importante é simplesmente isto: precisamos mais de Deus e menos do homem. Precisamos de pessoas que vão orar até que o céu desça, clamando: “Deus, Você prometeu!”

Você pode estar bem na porta da “zona do trono” neste exato momento. Deus quer encontrá-lo onde está. Você pode permitir este compromisso divino com uma doação de Deus que pode levar avivamento para sua igreja e cidade e trazer os pródigos de volta à família. Mas ninguém pode fazer isso por você. Você tem de andar pessoalmente por aquela porta de morte chamada arrependimento. A glória de Deus está somente esperando do outro lado, mas somente homens mortos podem ver Sua face. Apenas adoradores quebrantados podem construir o trono de misericórdia mediante a adoração quebrantada, purificada e arrependida. E possível que você seja o “alguém” que mudará o destino da nação.

Quando o povo perguntou a John Wesley como ele dirigiu tão grandes multidões e levantou tantas pessoas a Cristo, ele lhes disse: “Eu simplesmente me enchi do fogo por Deus e as pessoas vinham para me ver queimar.” Alguém tem de começar o fogo. Se não for você, então, quem será? Se não for aqui e agora, então onde e quando? Somente lembre-se de que você não tem direito de orar pedindo o fogo de Deus a não ser que esteja querendo ser o combustível de Deus!

EU NÃO PODIA MAIS CORRER!

Coisas milagrosas acontecem quando a glória de Deus começa a descer sobre um lugar. Eu sei de uma igreja na Geórgia, onde uma explosão de Deus começou a invadir a comunidade fora do prédio da igreja. O testemunho de uma mulher ilustra em um pingo o que estou pedindo que venha como uma torrente. Ela me disse:

Três domingos atrás, eu estava sentada na minha sala de jantar a aproximadamente 1 km de distância da igreja. Eu não sei o que era, mas um espírito, a presença de Deus entrou na minha sala. Eu estava sentada ali fumando um cigarro Malboro, bebendo Budlight e assistindo canais de TV quando a presença de Deus simplesmente entrou na minha sala de estar. Eu fugi dela primeiramente. Na verdade, me levantei e fui para a cozinha.

Na primeira semana, eu podia ir da cozinha para a sala. A presença estava apenas na sala e não na cozinha. Na semana passada, ela não somente entrou na sala, mas invadiu a cozinha. Então fui para meu quarto.

Nesta manha, levantei-me e ela tinha se estendido até o meu quarto e eu não podia mais correr. Eu sabia que ela estava vindo daqui, e eu simplesmente tinha de vir.”

Aquela mulher foi salva naquela noite, e o seu testemunho ilustra perfeitamente a maneira pela qual “o evangelismo da presença” invade uma cidade. Se você tomar o testemunho dela e multiplicá-lo por centenas e milhares e milhões de vidas, poderá vislumbrar o que Deus tem guardado para esta geração se pudermos criar uma “zona do trono” da Sua presença que simplesmente continue movendo pela cidade. Quando isso acontece, as pessoas não são mais capazes de correr, pois a misericórdia e a graça estarão fluindo pelas ruas da cidade. Este rio de glória se tornará mais largo e mais fundo quanto mais longe ele for. Deus, faça isto!

Pai, dá-nos um coração quebrantado, como o Seu coração estava quebrantado, e permita que adoradores com asas amassadas construam um lugar de habitação. Viramos nossas costas para o que é bom, para buscar o que é melhor. Queremos Sua Kabod, Sua glória, ó Deus. Pai, obrigado pela unção e pelo que ela faz. Mas isso ainda cheira como homem. Nós oramos: “Que o homem morra e que a glória de Deus venha”.

Alguém precisa orar a oração de Moisés: “Mostre-me Sua glória.” Precisamos da glória de Deus em nossas igrejas, casas e escolas públicas. Eu busco o dia em que um jovem inclinará sua cabeça para orar no pátio da escola e a glória de Deus repentinamente cairá sobre a escola inteira! Temos tido sangue de estudantes derramado pelos corredores. É hora do sangue de Jesus fluir nas escolas.

ELE SÓ VIRÁ ATRAVÉS DAS BRECHAS DO NOSSO QUEBRANTAMENTO

Precisamos de Deus no nosso meio. Se construirmos o trono de misericórdia, Ele virá. Queremos que Deus Se manifeste em nossas igrejas. Ele só virá através das brechas do nosso quebrantamento, não pela inteireza da nossa arrogância. Somente vasos terrenos quebrantados podem conter a glória celestial. Não faz sentido, mas é verdade.

Eu não posso ministrar nada sobre você a não ser minha fome. Eu tenho fome de Deus, e Ele nos prometeu suprir nossas necessidades. “Bem-aventurados os que têm fome e sede… porque eles serão fastos.” – (Mateus 5:6). A glória não pode vir sobre um vaso cheio. Devemos clamar por mais d’Ele e menos de nós. Devemos esvaziar nossas taças de ‘nós mesmos’ antes que Ele possa enchê-las de Si mesmo. Essa é a única maneira de abrir os céus e liberar a glória de Deus sobre nossas cidades.

Você pode imaginar o que acontecerá se nos esvaziarmos de nós mesmos e a presença manifesta de Deus vier? O que acontecerá quando a presença manifesta d’Ele repousar sobre uma igreja em uma cidade? Devemos criar uma “zona do trono” e expandir os parâmetros da presença manifesta de Deus onde Sua glória esteja disponível para todos sem véu, parede ou porta.

Quando não há barreira entre Deus e o homem, você poderá ouvi-Lo se Ele sussurrar. Não será preciso um vento de Deus com a força de um furacão para mover você; pelo contrário, será apenas um suave vento, a menor brisa, o mais leve sussurro do Seu coração. Se pudermos criar um lugar tal, mediante a nossa adoração arrependida e “amassada”, Deus virá. O tabernáculo de Davi era Sua “casa favorita” por causa da sua adoração de intimidade sem véu. É esta atmosfera de intimidade que cria um lugar para a divina habitação – uma “zona do trono” na Terra como no Céu – a casa favorita de Deus.

Jesus, deixe Sua glória fluir, deixe-a fluir. Nós buscamos Sua face.