A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

POSITIVO E SEMPRE AVANTE

Há evidências de que uma vida social e psicológica feliz, comprometida e satisfatória não é apenas fruto da boa saúde, mas o que leva à longevidade

Positivo e sempre avante

Todos nós provavelmente já experimentamos ter um dia agradável e produtivo e, ao retornar para casa, ser acometidos por uma sensação de vitalidade e bem-estar. Agora, imagine uma sequência de dias assim, durante toda uma vida, marcados por diversas emoções positivas. O resultado? Provavelmente você viverá melhor e por mais tempo. Longevidade é a longa duração de uma vida significativa e vigorosa, segundo a definição adotada por cientistas, médicos e pesquisadores. Ela pode estar relacionada a uma variedade de fatores, incluindo hereditariedade, gênero, status socioeconómico, nutrição, apoio social, assistência médica e características de personalidade e comportamento. Esses fatores podem operar ao longo ou em fases específicas da vida. Por isso, atualmente os especialistas dizem que acabou o tempo em que envelhecer significava “murchar” para a vida. Hoje, a perspectiva de os adultos chegarem aos 100 anos é a maior em toda a história.

Qual será, então, o segredo? Inúmeros cientistas estão tentando descobri-lo e já chegaram a algumas conclusões importantes. Um estudo clínico publicado nos anos 2000 pelo periódico Mayo Clinic Procedings com 839 pacientes mostrou que as pessoas otimistas tiveram uma expectativa de vida 19% maior. Já um estudo holandês realizado com quase 1.000 pessoas entre 65 e 85 anos mostrou que a maioria das cansas de mortalidade foi reduzida entre os otimistas. Uma possível explicação, segundo os pesquisadores, é que as pessoas otimistas talvez sejam mais capazes de enfrentar adversidades e talvez sejam mais capazes de cuidar de si próprias quando ficam doentes.

Contudo, só o otimismo não explica tudo: um estudo de Ohio com 660 pessoas com mais de 50 anos mostrou que, após 23 anos, aqueles que encaravam o envelhecimento como uma experiência positiva viveram em média 7,5 anos a mais. Por fim, em um estudo dinamarquês com 3.966 gêmeos de 70 anos ou mais, o bem­ estar subjetivo, avaliado em uma escala afetiva de três pontos, previu aumento da longevidade. Avaliar a própria vida positivamente é um motivador potente para uma vida longa e de qualidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. Será que estamos, então, buscando apenas viver sem doenças ou perseverando para termos bem-estar de forma plena e constante?

Para que seja possível alcançar uma vida longeva, portanto, não basta simplesmente não estar enfermo, mas também possuir um alto nível de bem-estar subjetivo (subjetive well-being). Ele tem a ver com o modo como as pessoas avaliam suas vidas, com base em julgamentos relacionados à satisfação pessoal e avaliações baseadas na qualidade de sentimentos e emoções. Quando as pessoas sentem um humor triste ou uma emoção alegre é porque percebem que suas vidas estão indo mal ou bem. Evidências indicam que um alto bem-estar subjetivo (pontuado por índices como satisfação com a vida, ausência de emoções negativas e presença de emoções positivas) causa melhor saúde e, adivinhe: longevidade.

Assim, se um alto bem-estar subjetivo é capaz de propiciar a adição de 4 a 10 anos de vida em comparação a um baixo bem-estar subjetivo, no mínimo esse é um resultado digno de atenção. Quando se considera que os anos vividos por uma pessoa feliz são mais agradáveis e experimentados com uma saúde melhor, a importância dos achados do bem-estar subjetivo e da saúde positiva torna-se ainda mais relevante.

Nesse sentido, entre os estudos de longo prazo mais conhecidos que mostraram a possível ligação entre ativos psicológicos positivos e resultados de saúde está o famoso “estudo das freiras”. De acordo com essa pesquisa longitudinal, publicada no periódico Journal of Personality and Social Psychology, um grupo de freiras católicas que eram parte das Irmãs da Escola de Notre Dame, nos Estados Unidos, escreveu ensaios autobiográficos quando tinham uma média de 22 anos de idade e se juntaram à Irmandade. Seis décadas depois, os pesquisadores que acessaram o arquivo do convento analisaram o conteúdo emocional de 180 ensaios em termos de positividade e investigaram se isso tinha alguma ligação com a mortalidade das religiosas, quando as mesmas respondentes atingiram idades entre 75 e 95 anos.

De fato, o conteúdo emocional positivo foi significativamente relacionado à longevidade. As freiras que expressaram mais emoções positivas em seus ensaios, surpreendentemente, viveram em média 10 anos a mais do que aquelas que expressaram menos emoções positivas. Em outras palavras, as freiras mais felizes viviam mais que as freiras menos felizes (mas não deprimidas). Isso aponta para a necessidade de repensarmos a forma como encaramos o conceito de “saúde” se quisermos estar preparados para viver longamente e com qualidade de vida. No Brasil, o processo do envelhecimento é um dos mais rápidos do mundo. Em 2000, a proporção de pessoas com mais de 60 anos era de 9% da população. Em 2050, deverá ultrapassar 29%. O que significa que daqui a três décadas nossa população estará mais envelhecida do que a de qualquer outro país, com exceção do Japão. O envelhecimento é um tema de imensa importância não só para o indivíduo, mas também para toda a sociedade, inclusive para a economia. Não se trata apenas de viver mais. Trata-se, principalmente, de viver mais e melhor. A longevidade, portanto, não é uma utopia. Seja qual for a sua idade, você pode começar a construir agora mesmo os pilares para uma vida mais positiva, longa e saudável.

 

FLORA VICTÓRIA – é presidente da SBCoachng Training, mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela Universidade da Pensilvânia, especialista em Psicologia Positiva aplicada ao coachng. Autora de obras acadêmicas de referência. Ganhou o título de embaixadora oficial da Felicidade no Brasil por Martin Seigman. É fundadora da SBCoachng Social

 

OUTROS OLHARES

GUARDA-ROUPA DIGITAL

De origem americana, o hábito de alugar peças de vestuário por assinatura cresce no Brasil. O serviço agrada principalmente às mulheres dos 20 aos 35 anos

Guarda-roupa digital

Tudo se compartilha: filmes, apartamentos de temporada, músicas e carros. Em tempos de Netflix, Airbnb, Spotify e Uber, consumir um produto sem ter sua propriedade é uma das características de comportamento que mais refletem os humores do século XXI. Há, nessa tendência, uma novidade: o aluguel de roupas. Crescem, nos Estados Unidos e na Europa, e agora também no Brasil, as lojas físicas ou startups que oferecem peças finas mediante um pagamento mensal.

O negócio nasceu em 2009, com a nova-iorquina Rent the Runway. Hoje, o serviço tem listados, e guardados em imensos galpões, mais de 450.000 modelos. Com o equivalente a 600 reais, alugam-se até quatro itens por vez, sem tempo estabelecido de devolução. A Rent the Runway foi recentemente avaliada em 1 bilhão de dólares, o que a instalou no grupo dos unicórnios (termo utilizado para designar as startups que atingiram tal valor de mercado). No Brasil, passa­ dos dez anos da explosão americana, a ideia já desembarcou com vigor: existem pelo menos dez marcas em quatro capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. As assinaturas, por aqui, começam em 50 reais mensais e chegam a 550 reais. A diferença varia de acordo com a quantidade de peças e o prazo para a devolução dos produtos. Com o valor de largada, retira-se uma peça por vez e permanece-se com ela por no máximo dez dias. Nas versões mais caras, o consumidor tem direito a um número ilimitado de peças, mas só pode levar três itens de cada vez e tem o direito de guardá-los durante quatro semanas. A escolha é feita on-line e, se quiser, o cliente nem precisa ir até a loja (as entregas são feitas em casa). Diz a administradora de empresas Eduarda Ferraz, sócia da Clorent, uma das maiores do gênero em São Paulo: ”As pessoas gostam porque é prático e econômico”.

Na ponta do lápis, as assinaturas valem, sim, a pena – especialmente para quem aprecia modelos da alta­ costura. Por 319 reais, por exemplo, podem-se usar ao longo de um mês um vestido Valentino, uma calça Bobô, um casaco Yves Saint Laurent, um macacão Rosa Chá, um blazer Lorane e uma saia Gucci. Essas seis peças juntas custariam uma loja a bagatela de 14.720 reais. É possível também alugar apenas um item por vez. Mas, em geral, o aluguel unitário nessas em­ presas equivale em média a 15% do valor da roupa. Só o vestido Valentino custaria mais ou menos os 319 reais da assinatura. Dois dos grandes desafios do negócio são evitar a repetição dos modelos e executar a lavagem das roupas. A pioneira Rent the Runway mantém o próprio serviço de limpeza, com capacidade para lavar e secar 2.000 peças por hora. No Brasil, a lavanderia ainda é terceirizada.

Os homens que se interessarem pelo assunto, infelizmente, não poderão aderir ao ser viço. Até o momento não existem empresas com ofertas ao público masculino – nem aqui nem nos EUA. Mas isso pode mudar no futuro, marcadamente entre os mais jovens. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito, 89% dos brasileiros que já experimentaram alguma forma de consumo colaborativo com roupas aprovaram o modelo. O serviço agrada às consumidoras das gerações Y e Z (na faixa dos 20 aos 35 anos). “A moda compartilhada pegou porque tem um viés de sustentabilidade importantíssimo para a sociedade moderna – e os mais novos estão ligados no fim do desperdício”, diz Bruna Ortega, especialista em beleza e moda na WGSN, empresa de análise de tendências. A indústria da moda realmente é uma das mais poluentes. De acordo com uma pesquisa do instituto Boston Consulting Group, cerca de 100 bilhões de peças de vestuário são produzidas anualmente no mundo, e boa parte delas acaba sendo descartada em pouco tempo. Até 2050, a indústria da moda consumirá 25% da cota do carbono permitida. Compartilhar roupas, portanto, pode ser bom para o bolso e para a consciência.

Guarda-roupa digital. 2

GESTÃO E CARREIRA

OS DESAFIOS DO PSICOPEDAGOGO NA EMPRESA

A atuação do especialista é fundamental, especialmente porque algumas corporações não contam com uma gestão de desenvolvimento humano eficiente, atribuição específica da Psicopedagogia

Os desafios do Psicopedagogo na empresa

O psicopedagogo na empresa, muitas vezes, encontra alguns desafios, principalmente quando os funcionários não conhecem essa atividade e a atuação do profissional na organização. É um trabalho de construção de confiança e certeza de que objetivos traçados pela direção serão alcançados em coletividade. Não melindrar chefes e encarregados, que a princípio percebem, erroneamente, um trabalho para espionar setores, algo que os venha prejudicar. É essencial, porém, que vencida essa etapa as relações assumam a tendência de ser muito boas e bem definidas. No início é um trabalho de reconhecimento, observação, aprendizado, porque lida com vidas. Lidamos com seres humanos e, nesse caso, somos sempre aprendizes de nós mesmos.

A atuação do psicopedagogo faz-se necessária, e talvez única, por não haver, em algumas empresas, uma gestão de desenvolvimento humano, isto é, que olhe seu colaborador não apenas como aquele cuja mão de obra é necessária para a produção constante e desenvolvimento da empresa, mas também como aquele cujo crescimento profissional e humano depende da humanização do ambiente. E humanizando o ambiente os funcionários ficarão mais motivados e produzirão mais. Muitos desconhecem o valor do trabalho psicopedagógico dentro das organizações, sejam elas de cunho educativo, religioso, empresarial, entre outros. Não é difícil vincular o trabalho desse especialista somente à es- cola, que é sua área de atuação. Porém, sua atividade possui uma abrangência significativa. Não só nos diagnósticos de déficit de atenção e dificuldades de aprendizagem e seus diversos fatores, como também na área da saúde hospitalar, na implementação de projetos educativos e socioeducativos das empresas, por exemplo.

A Psicopedagogia preocupa-se com a aprendizagem e seu desenvolvimento normal em um contexto. Levando em consideração a realidade interna ou a realidade externa daquele que aprende, sem deixar de lado os aspectos afetivos e sociais que estão envolvidos em tal processo. Até por- que, historicamente, o psicopedagogo está ligado à educação. É uma área cujo objetivo é o ser que aprende, como aprende e de que maneira esse aprendizado se insere e o insere no ambiente do qual faz parte.

 INTER-RELACIONAMENTO

A área de Treinamento & Desenvolvimento da empresa é muito importante para sua saúde interna. É preciso ter profissionais treinados e desenvolvendo seus talentos. A Psicopedagogia, dentro da empresa, atua diretamente com o inter-relacionamento entre todos que fazem parte do seu dia a dia, no desempenho dos funcionários, porém, nunca deixando de perceber o outro de forma homogênea e não fragmentada. Onde esse funcionário possui uma história anterior, possui um saber específico, um saber emocional, e tudo isso faz parte de sua formação e deverá estar ligado à sua história na empresa, enquanto ali permanecer, e levará todo esse aprendizado adiante.

Dentro da empresa, o psicopedagogo procura atuar na superação das dificuldades de relacionamento de um grupo, cabendo também a ele levar a empresa a vencer as fragmentações de setores e trabalhar de forma interdisciplinar. Através de intervenções, o psicopedagogo vai auxiliar um determinado grupo, observando como reage em diversos momentos de trabalho, como funciona, como lida com suas frustrações e erros. Assim, o psicopedagogo estará onde houver relações sociais, seja no setor da educação, em hospitais ou empresas.

No momento atual sobreviverá, na sociedade, o profissional mais formado, o mais estruturado, o mais competente. Daí advém o vínculo psicopedagogo-empresa, atuando de forma eficaz na formação desse funcionário, investigando o processo de aprendizagem do indivíduo e seu modo de aprender, identificando áreas de competência e limitações, visando entender as origens das dificuldades e/ou distúrbio de aprendizagem apresentado. O psicopedagogo poderá necessitar do auxílio de outros profissionais, como o neurologista, psicólogo e fonoaudiólogo para aprofundar sua investigação. Os instrumentos de avaliação podem incluir diferentes modalidades de atividades.

Dentro da empresa, em geral, o psicopedagogo está ligado ao setor de RH (Recursos Humanos). Na gestão organizacional, o setor de RH tem como função frequente atrair, treinar, desenvolver e reter os colaboradores da organização. Essas atividades podem ser realizadas por uma pessoa ou se formar um departamento ou setor com profissionais ligados ao RH, que atuarão em conjunto com os diretores da organização, alinhando políticas de RH com a cultura organizacional da empresa. Modernamente é utilizado o termo Gestão de Pessoas, que visa englobar todas as atividades envolvendo as pessoas da empresa. A valorização do capital humano passou a ser uma prioridade dentro das organizações, partindo do pensamento que se forem agregados valores às pessoas, isso as motivará. E valorizadas, contribuirão de forma produtiva em relação aos objetivos estratégicos da organização.

O setor de RH das empresas, em geral, está ligado a: recrutamento e seleção de pessoal; treinamento e desenvolvimento; avaliação de desempenho; remuneração (cargos e salários); benefícios; eventos, confraternizações, entre outras atividades de cunho motivacional.

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AVALIAÇÃO E FEEDBACK

Entre as várias atividades do psicopedagogo na área de T&D da empresa está, também, a de avaliar o desempenho dos colaboradores em suas áreas de atuação. Obviamente, esse especialista não conhece todas as ferramentas utilizadas em todas as atividades exercidas dentro da empresa, e nem tem essa pretensão. Porém, ele pode avaliar a maneira como essas atividades são desenvolvidas.

Há chefes de setores que confundem habilidades técnicas (falta de preparo suficiente para apresentar um produto, não conhecimento e/ou do- mínio insuficiente de um produto, falta de técnicas para passar uma informação adiante) com habilidades comportamentais (impaciência, insegurança, resistência, agressividade) e não têm isenção suficiente na hora de avaliar seus subordinados. Assim, o especialista poderá organizar esse trabalho, de forma que todos saibam o porquê de estarem sendo avaliados, os motivos, os objetivos da avaliação, o que isso significa para aqueles que fazem parte da empresa, a médio e longo prazo.

Alguns gerentes, antigos funcionários e encarregados podem não querer passar pela avaliação. Nesse momento, tudo fica mais delicado porque a situação está relacionada a crenças, medos, preconceitos, hábitos, vícios, culturas particulares e isso vai levar um tempo para ser aceito. Mas quanto mais rápido o processo for iniciado, mais rápido terminará. E quanto mais pessoas do RH estiverem envolvidas, mais rápido o resultado será elaborado.

A avaliação pode até ser feita apenas com os gerentes ou só com as pessoas da produção. Entretanto, há sempre a questão da finalização, isto é, de se terminar o que se começou. Se há uma demanda de avaliação, ela deve acontecer e o resultado deve ser logo devolvido.

Nesse momento, surge a pergunta: como fazer essa avaliação? Primeiro, saber o que cada função necessita. Quais os requisitos das funções; o que o colaborador possui em termos de competências para desempenhar essa função; dentro das competências que possui quanto de cada uma delas ele possui; traçar um paralelo entre o que a função necessita e o que é oferecido pelo colaborador.

As competências do colaborador podem não estar no mesmo nível das competências que a função necessita. O colaborador pode estar: acima das exigências da função que exerce; no mesmo nível das exigências da função que exerce; abaixo das exigências da função que exerce.

Se uma empresa possui um colaborador cujo nível de competência é superior ao que sua função necessita, não será o momento de mudar esse colaborador para outro setor com outras funções e atividades para extrair melhor o potencial que ele possui? Novos desafios? Perspectivas de crescimento?

Por outro lado, se o colaborador está no mesmo nível de sua função ele pode estar acomodado e satisfeito. Então, é preciso motivá-lo a alcançar novos horizontes. E se o colaborador está abaixo, ele será um desafio para o especialista de treinamento e desenvolvimento, porque terá que atingir as competências exigidas pela função. Vai ser necessário um plano de ação em relação às suas competências.

Cria-se um questionário avaliativo onde as próprias pessoas envolvidas respondem. Funcionará como um inventário, um levantamento comportamental. A partir dos resultados, será iniciado um mapeamento e uma intervenção em relação aos pontos deficientes que foram levantados. É importante lembrar que se um determinado funcionário nunca é pontual, isso é um fato apontado em sua avaliação. O que fazer? Primeiro, será necessário entender o que significa pontualidade para a empresa, quais indicadores estão ligados à pontualidade, e traçar um plano de ação para que aquele colaborador melhore esse indicador. Assim, o plano de ação não será genérico, e sim focado. Isso irá trazer uma economia de tempo e de custo financeiro para a empresa, porque oferecerá um treinamento específico no que precisa melhorar. Se uma pessoa da área de vendas não consegue ser objetiva na exposição de suas ideias, isso é um indicador, um sinalizador, e a competência que deverá ser trabalhada é a da comunicação, entre outras.

Conhecimentos, habilidades e atitudes. Esse conjunto é o que se espera que o colaborador tenha. Seja dos que já estão na organização, fazem parte dela ou daqueles que serão selecionados para fazer parte. E cada pessoa possui esse conjunto, mas em níveis diferentes, e é preciso “casá-los” com as funções que exercem.

Para esse tipo de avaliação é necessário que já tenham sido feitos: a descrição de cada função dos avaliados, quais as atribuições reais da função e o que o colaborador exerce realmente. Em muitas empresas o colaborador é multifuncional e é desviado de suas funções. É preciso analisar as competências do colaborador em relação ao que, de fato, a função necessita. Nem mais nem menos. A missão, visão, os valores e estratégias da empresa também devem estar bem definidos a essa altura (veja quadro Exemplo de avaliação).

Essa avaliação seria do gestor para o colaborador, não no sentido de punir, mas, sim de verificar gaps de relacionamento no/com o trabalho e construir atividades que diminuam ou superem essas dificuldades. É a difícil tarefa de quem treina e desenvolve, porém basta não ter pressa em relação aos resultados e desenvolver planos de ação focados nesses itens.

Sendo uma avaliação que só possui um olhar, do chefe para seu subordinado (também conhecida como 90º), é possível também aplicar uma avaliação 360º, porque essa é a visão de todos. É a autoavaliação, a avaliação dos colegas de trabalho, de superiores, clientes e fornecedores. Todos avaliam todos. Isso garante mais qualidade à avaliação. Contudo, nem todas as organizações estão prepara- das para elas. É preciso fazer um trabalho de conscientização na empresa para que todos percebam que é um trabalho de feedback. Muitas vezes um gerente não está preparado para avaliar seus subordinados, porque ele nunca está presente, ou não observa as coisas que acontecem ao seu redor. Como os resultados são obtidos, não está muito interessado em como esses resultados acontecem. Assim, muitas vezes um colega ou um encarregado está mais apto.

Não é um trabalho rápido, é de muita responsabilidade. Se a empresa não possui um setor de gestão de pessoas, um RH, existem consultorias no mercado que desenvolvem esse tipo de trabalho e que oferecem bons serviços. Ainda que a empresa seja peque- na, com poucos funcionários, vale a pena acompanhar o desenvolvimento de seus colaboradores em suas funções. Eles são os talentos humanos e é através deles que a empresa mantém sua saúde interna e desenvolve bom trabalho no mercado.

A realidade do mercado hoje é que várias empresas oferecem os mesmos produtos ou serviços, com os mesmos diferenciais, as mesmas facilidades. Portanto, o que vai sobrar como diferencial será o atendimento. E quem atende o consumidor de forma direta ou indireta é o capital humano da empresa. Por isso é importante investir em pessoas.

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EVOLUÇÃO

Sistemas de avaliação de desempenho sempre estiveram presentes na ação evolutiva da humanidade. O ser humano é avaliado pelos membros da sociedade, em sua família, no grupo ao qual pertence. Nas empresas, é um processo presente e de grande importância para a vida dos colaboradores e da evolução futura das organizações. No âmbito empresarial, sem a avaliação adequada não há sistema integrado e eficaz de gestão empresarial.

A avaliação precisa ter como objetivo principal a análise do desenvolvimento dos colaboradores, promovendo um melhor crescimento pessoal e profissional. Esse instrumento visa medir a competência do funcionário no exercício do cargo e desenvolvimento de suas funções, durante certo período de tempo.

De posse da avaliação, a organização poderá colher dados e informações acerca da performance de seus colaboradores e direcionar suas ações e políticas internas, no sentido de desenvolver a organização por intermédio de programas de melhoria do desempenho de seus funcionários. Alguns conceitos difundidos nas empresas e divulgados atualmente são novos, tais como estratégias de remuneração. Porém, outros, como a liderança, a qualidade e a valorização do ser humano ganham roupagem nova, mas sempre existiram de alguma forma.

Valorizar o ser humano é um assunto que volta a ser discutido. Essa tendência mais humanística está embasada nos princípios que se ocupam a considerar aspectos motivacionais, psicológicos e comportamentais dos colaboradores. O homem possui necessidades, desejos e sentimentos que devem ser considerados e analisados, porque influenciam comportamentos e desempenho de todos que fazem parte da organização.

ALIMENTO DIÁRIO

A CASA FAVORITA DE DEUS

A Casa Favorita de Deus - Tommy Tenney

CAPÍTULO 7 – PORNOGRAFIA ESPIRITUAL OU INTIMIDADE ESPIRITUAL? VOYEURISMO OU VISITAÇÃO?

 

Certa vez, Deus falou com um ministro bem conhecido e disse: “Eu tenho visto o seu ministério, agora quer ver o Meu?” Ele está dizendo a mesma coisa à Igreja agora. A maioria dos pregadores aprende bem cedo como atrair uma multidão em seu ministério, mas eles usualmente não aprendem isso de Deus. Somos escolados em atrair a atenção dos homens, mas ignorantes em como atrair a atenção de Deus.

Eu sei como planejar uma reunião, promover um evento e pregar uma mensagem para “resultados humanos” máximos, mas estou relutante em prosseguir nesse caminho. Já estive naquela estrada e, na verdade, não gostei de ver onde ela acaba. Mas tenho de dizer que a verdadeira razão para minha desilusão é que eu fui destruído com Sua presença. Isaías disse isso, então eu posso dizer! “Vou perecendo.” – (Isaías 6:5). A palavra hebraica ali significa “perdido”. O encontro com Ele destrói seu apetite para encontro com o homem. Líderes de louvor também aprendem como elevar a alma com a unção sobre seus dons, e não há nada errado nisso. Mas eu, às vezes, pergunto para mim mesmo o que aconteceu com os verdadeiros líderes de louvor, cujo único propósito é levar o povo de Deus até Sua presença em consideração a Ele.

A unção pode facilmente dirigir uma grande multidão, mas o problema com aqueles tipos de reunião com homens é que você pode captar o favor dos homens sem jamais buscar o favor de Deus. Há uma maneira melhor e Jesus demonstrou com Sua vida. A Bíblia diz que Jesus cresceu em graça com ambos, Deus e os homens. – (Lucas 2:52). E Ele sempre, sempre colocou Deus em primeiro lugar.

Ao longo do Seu ministério, o único foco de Jesus era ouvir o que o Pai estava dizendo e dizê-lo, e ver o que o Pai estava fazendo e fazê-lo. – (Veja João 5:30; 7:16-18; 8:28-29; 12:49-50). Esta é a razão pela qual Jesus e os ministros que seguiram Seus passos nunca se preocuparam em atrair grandes multidões. Se você conhece a Deus e O agrada mediante a obediência total, a fome por Ele trará multidões até você. O que aconteceria com as nossas reuniões se fizéssemos isso? Eu posso lhe garantir que elas certamente seriam diferentes do que são agora.

Receio que a maior parte dos nossos cultos de igreja cuidadosamente orquestrados e reuniões de avivamento iriam muito bem sem a ajuda, aprovação ou comparecimento de Deus. Julgando pelo fruto de algumas das nossas intermináveis reuniões, elas já têm funcionado dessa maneira há um longo tempo. Comentário triste. É uma declaração do nosso baixo nível de fome, que se contentaria com menos de Deus do que Ele quer que experimentemos.

A TENTAÇÃO É CONTINUAR PROMETENDO QUANDO VOCÊ NÃO PODE CUMPRIR

Temos praticado e aperfeiçoado a arte de divertir o homem, mas durante o percurso temos perdido a arte de divertir a Deus. Já falamos sobre a zona do choro, aquele lugar de intercessão sacerdotal entre a corte do homem e o altar de Deus, onde alcançamos a Deus com uma das mãos e o homem, com a outra. Às vezes, ficamos tão envolvidos em atrair o homem à nossa mão estendida, que perdemos o desejo e a habilidade de atrair a Deus com a outra. Quando você pode puxar os homens até você, mas não pode fazer Deus Se aproximar mais, a tentação é continuar prometendo a Ele apesar de não poder cumprir.

Repetidas vezes, reunimos grandes multidões de pessoas embaixo de um cartaz de plástico que proclama “avivamento”! Então nos tornamos como perpétuos co-anfitriões de TV da madrugada, da cena de igreja dizendo: “Aqui está Deus!” Com entonação de voz bem praticada e manejar de mão floreado, convidamos e O anunciamos – só que não temos nenhum lugar para Ele Se assentar. Em nosso percurso para agradar os homens, aos esquecemos de agradar a Deus. Não há trono de misericórdia.

Assim, Ele nunca realmente aparece. Ele somente surge detrás das cortinas (ou da treliça, como Salomão disse), liberando apenas o suficiente de Sua unção para que você saiba que Ele está lá, mas não o suficiente para ter um encontro como o da estrada de Damasco que o mudará completamente.

Parte do nosso problema é o hábito de usar impropriamente a terminologia para artificialmente levantar as expectativas do povo, nós perpetuamente prometemos demais e produzimos de menos. Como eu disse anteriormente, se alguém diz: “A glória de Deus está aqui” de uma postura emprumada, você tem minha permissão para questionar a validade do comentário. Somos culpados de fazer tempestade em copo d’água, mas, somente em nossa vã imaginação. Quando o povo do mundo entra, eles dizem: “É bom aqui dentro. Eu sinto paz. Bom, isso é Deus. Não há dúvidas sobre isso, é Deus. Mas quanto de Deus?’’ Então eles saem.

A MÃO DE DEUS PODE SUPRIR, MAS SOMENTE SUA FACE PODE SATISFAZER

Nós prometemos a glória de Deus, mas frequentemente, na melhor das hipóteses, damos uma medida limitada da unção de Deus. A unção de Deus não foi feita para satisfazer a fome da nossa alma. A unção e os dons autorizados por ela são simplesmente armas para nos assistir, habilitar, encorajar e direcionar à sua Fonte. Somente o próprio Deus pode satisfazer a fome que Ele colocou em nós. Sua mão pode suprir nossas necessidades, mas somente Sua face pode satisfazer nossos anseios. À medida que contemplamos Sua face somos trazidos a uma união com o nosso destino e desfrutamos o favor de Seu amoroso olhar e do incomparável beijo de Seus lábios.

Há uma grande diferença entre encontrar a unção de Deus e encontrar Sua glória. Eu, na verdade, não estou mais muito interessado na unção – não quando ela é comparada com a glória da Sua presença manifesta. Eu digo isso porque é a única maneira que sei para ajudar as pessoas a entender a dramática diferença entre unção e glória de Deus.

A unção de Deus, em todas as suas várias formas, tem um sentido válido em Seus planos e propósitos. O problema é que temos nos tornado tão viciados na maneira que a unção nos faz sentir, que tiramos nossos olhos e nosso coração da glória e da face de Deus para conseguirmos mais da unção em Suas mãos. A unção habilita nossa carne e nos faz sentir bem. É por isso que a Igreja está cheia de “drogados com a unção” em ambos os lados do púlpito. A maioria (não todas) das bobices em nossos cultos que atraem fogo do mundo e vários segmentos da Igreja pode se encontrar nesse estranho vício.

Se você não acredita em mim, pergunte a si mesmo por que as pessoas atropelam umas às outras para conseguir um “lugar quente” na fila de oração nas conferências mais importantes. Expliquem-me por que cristãos nascidos de novo mentirão, conspirarão e quebrarão todas as regras do livro para conseguir os “melhores assentos” nos salões da convenção, quando o “Evangelista do Fogo X” vem à cidade? Honestamente, há muitos pregadores nacionalmente conhecidos que têm fã-clubes hoje em dia. Eles não o chamam de fã-clube, é claro, porque isso seria muito embaraçoso, mas isso é a pura verdade. Este é um típico comportamento quando pregadores e seus fãs se tomam viciados no poder da unção.

DESEJOS INCONTROLÁVEIS POR EMOÇÕES ESPIRITUAIS BARATAS SE TORNAM PORNOGRAFIA ESPIRITUAL

Nós, frequentemente, preferimos ser indiretamente emocionados pelo toque de Deus na vida de alguém do que buscar isso em nossa própria vida. Ou, se estamos no ministério, podemos nos tornar viciados na paixão das pessoas por nós, por causa da unção. É tão gostoso estarmos no fluir!

O vício transforma mesmo a mais forte unção em uma emoção barata. E o pior, o desejo incontrolável do pregador de ministrar sob a unção – e a compulsão que impele um crente a receber ministério sob a unção – se torna uma forma de “pornografia espiritual.” Como na variação física dessa compulsão, “pornógrafos espirituais” querem conseguir suas emoções observando a intimidade experimentada por outros, ao invés de arcar com a responsabilidade do relacionamento com Deus. Este é o único canal apropriado, através do qual devemos obter intimidade pessoal com Deus. O Senhor não quer que sejamos apaixonados por Suas mãos c as bênçãos que elas trazem ao espírito, à alma e ao corpo. Ele quer que nos rendamos em amor por Ele!

Estamos essencialmente dizendo: “Eu não vou entrar na íntima presença de Deus por mim mesmo. Vou conseguir uma emoção barata compartilhando do encontro com Deus de alguém. Se eles forem descritivos e dinâmicos, conseguirei arrepios suficientes para manter minha unção fixa.” Quando ministros expõem a unção na própria vida, descaradamente, sem considerar a busca de intimidade com o próprio Deus ou se preocuparem em levar o povo de Deus a uma intimidade pessoal com Ele, eles se tornam exibicionistas espirituais. Estão mais preocupados com o prazer que vem da sua exibição pessoal da unção do que em buscar a face de Deus e ministrar a Ele. Aqueles que “assistem” sem buscar Deus para si mesmos se tornam meros “voyeurs”23 espirituais, cujas vidas não possuem o genuíno relacionamento que Deus deseja para eles.

Ficamos viciados na unção da mesma maneira que os filhos de Israel ficaram. – (Veja Êxodo 19). O ministério de Moisés e os milagres que ele fez depois de falar com Deus claramente representaram unção divina, mas Deus queria dar mais aos israelitas. Em Êxodo, capítulo 19, Ele convidou a todos do grupo para subir e ouvi-Lo falar. Esta foi uma oportunidade de ir acima da unção e experimentar Sua glória pessoalmente. Os filhos de Israel disseram: “Moisés, você vai falar com Deus e descubra o que Ele diz. Você tem intimidade – somente pegue algumas descrições interessantes e traga a unção de volta para nós.” – (Êxodo 20:19, paráfrase). Eles não queriam ter o seu próprio encontro com Deus porque isso requeria um relacionamento que envolvia responsabilidade e morte ao ego.

Quando você pessoalmente paga o preço para encontrar a glória de Deus para bem perto, não pode voltar atrás naquilo que Ele lhe fala, porque naquele ponto você está “casado” com Ele. Quando você pega tudo de segunda mão pode dizer: “Isso pode ou não ser Deus, não sei dizer, porque isso é apenas uma ‘descrição’.”

Eu tentei mandar uma mensagem para meus filhos pedindo a um deles que dissesse aos outros: “Papai disse”. Isso não funciona. Se eu disser: “Vá dizer à sua irmã que eu falei que ela precisa arrumar o quarto dela e varrer o quintal” – o “mensageiro” do momento gosta de entregar estes tipos de mensagem porque eles se sentem poderosos, mas essas mensagens nunca têm o mesmo impacto do que a coisa verdadeira. Eu ainda consigo ouvir minhas filhas dizendo umas às outras depois da entrega de uma “mensagem de segunda mão”: “Você não manda em mim!” Nós dizemos isso (ou equivalente adulto) para nossos pastores, líderes espirituais e patrões constantemente, mesmo sendo adultos. Tudo isso é interrompido quando o Pai Celestial aparece pessoalmente e manifesta a Sua glória.

OS VICIADOS SÃO CONSUMIDOS COM SUA PRÓXIMA “FIXAÇÃO” DE UNÇÃO

Se não vigiarem, os pregadores podem se tornar um grande obstáculo para “Deus descer” em suas igrejas porque estão viciados na unção. Eles prefeririam pregar a adorá- Lo até que Sua glória entre. A verdade é que nossos melhores sermões nunca poderão ser igualados a sequer uma palavra falada por Deus diretamente a nós. As congregações podem se tornar da mesma forma viciadas na unção que flui de seus líderes bem- dotados ou dos dons residentes na congregação. Os viciados estão todos muito esgotados a fim de conseguir fixar sua unção para se preocupar em buscar a face de Deus.

“Por que Deus simplesmente não toma de volta os dons ungidos que Ele dá a tais pregadores viciados?” Ele não trabalha dessa forma. Uma vez que Ele abre esta porta de unção na vida de uma pessoa, Seus dons e chamados são sem arrependimento. – (Veja Romanos 11:29). Quando um pregador ultrapassa a linha na direção de puro vício pela unção, Deus não vai “retê-lo” removendo Seu dom. Ele simplesmente Se afasta dele pessoalmente porque Ele está mais compromissado com o caráter do que com o talento.

Quando o caráter se esgota e o talento ou dom continua, a pessoa está patinando em gelo fino e, finalmente, ele ou ela afundará. Qualquer dom de Deus que esteja separado da Sua permanente presença vai deteriorar com o tempo (isso talvez seja uma boa descrição do que aconteceu com muitas das denominações de igrejas que foram fundadas sobre sólidas verdades e experiências genuínas com Deus em certo tempo.). Por que esses ministros espiritualmente falidos simplesmente não voltam ao seu primeiro amor? Eles querem manter a pose diante do povo, mesmo quando sabem que o testemunho particular deles não combina com a unção pública que demonstram ter.

TEMOS PROSTITUÍDO MUITOS PROCESSOS DE DEUS

Deixe-me assegurar a você que há uma grande diferença entre uma representação unidirecional e a coisa real. Temos prostituído muitos processos de Deus buscando o que vem do homem como uma completa representação de Deus. Algumas pessoas falam sobre coisas do Espírito como se estivessem lá, mas estão simplesmente falando sobre o que ouviram. Elas não tiveram um encontro legítimo próprio, então a descrição que fornecem de Deus encontra-se em uma dimensão plana e única. Essa é a diferença entre olhar para o retrato do seu filho, ou filha, ou acariciar o cabelo dessa criancinha que começa a andar, a quem você ama.

A Igreja tem pervertido e prostituído sua unção por perseguir a aprovação do homem quando este não é o propósito real da unção. Quando Deus primeiramente apresentou a Moisés o óleo da unção ele disse:

Disto farás o óleo sagrado para a unção, o perfume composto segundo a arte do perfumista; este será o óleo sagrado da unção. Com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e a mesa com todos os seus utensílios, e o candelabro com os seus utensílios, e o altar do incenso, e o altar do holocausto com todos os utensílios, e a bacia com o seu suporte. Assim consagrarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que tocar nelas será santo. Também ungirás Arão e seus filhos e os consagrarás para que me oficiem como sacerdotes. Dirás aos filhos de Israel: Este me será o óleo sagrado da unção nas vossas gerações. Não se ungirá com ele o corpo do homem que não seja sacerdote, nem fareis outro semelhante, da mesma composição; é santo e será santo para vós outros. – (Êxodo 30:25-32).

Parece impróprio que a Escritura diga, “ungirás” e “não… a carne do homem” na mesma passagem. Não na carne não consagrada! A carne dedicada e ”morta para si mesma” está pronta para ser ungida.

O Salmo 133, no verso 2, nos mostra como este óleo da unção foi usado: “É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes.” – (Salmos 133:2). Os israelitas fizeram óleo da unção em um litro porque quando era tempo de ungir algo, eles despejavam, ungiam, encharcavam e na ocasião borrifavam excessivamente. Agora pense em Arão, o sumo sacerdote.

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA DEUS ARRUINAR SEU CARPETE?

Quanto óleo você teria de despejar sobre a cabeça de um homem adulto (talvez um homem que não cuidou em cortar o cabelo) para que esse óleo descesse pela barba dele (uma barba inteira) e, então, descesse por toda a altura de suas vestes de linho sacerdotal tão generosamente a ponto de gotejar para fora da bainha até a planta dos pés? Eu não posso dizer o quanto gastaria, mas posso lhe garantir que se Deus recriasse aquele evento em nossa igreja, isso arruinaria o seu carpete (e quem quer que estivesse no lugar de Arão necessitaria de um novo penteado).

Eu quero o tipo de culto desarrumado que tem “intervenção divina” estampada em todos eles. Quando os homens ungem outros para aprovação do homem, eles usam só o suficiente para ganhar aplausos e levantar arrepios. Quando Deus unge o homem, Ele praticamente nos afoga com Sua fragrância. Somente assim Ele possa suportar chegar perto.

Essa é a maneira como “o primeiro culto de igreja” aconteceu. Leia o segundo capítulo de Atos e me explique por que os discípulos tropeçavam e cambaleavam fora do cenáculo de tal modo embriagados do Espírito que o povo os acusava de estarem caindo bêbados. Quão simpático foi isso? Pedro teve de refutar as acusações com a lógica de um advogado e poder do Alto para dizer-lhes: “Olhem, é muito cedo. Os bares não estão nem mesmo abertos. E cheirem o nosso hálito.” Simpático ou não, a primeira Igreja de cento e vinte “bêbados embriagados” do Espírito realizou um chamado no altar, e três mil pessoas vieram a Cristo.

Temos de ver isso acontecer em alguns de nossos cultos. Eu amaria ver a unção de Deus nos arrasar e à igreja. Eu amaria ver as pessoas cambaleando no templo simplesmente transbordando de óleo. Eu posso lhe dizer isto: nós não pareceríamos sãos, não pareceríamos normais e certamente não seriamos considerados “atraidores do público”, mas um culto como aquele só pôde acontecer porque Deus apareceu. O que você escolheria – limpar o carpete ou limpar o coração; um penteado bonito ou uma oleosa, mas perfumada bagunçai

MANTEMOS NOSSA COMPOSTURA A CUSTO DE NOSSAS CONVICÇÕES

Será que você fica chocado quando eu digo que o mundo está cansado da “igreja normal”? Ela pode ser tudo o que temos, mas não tem feito o seu trabalho. Não estou dizendo que precisamos nos tornar um bando de fanáticos insensatos, mas a verdade é que nossa maior tentação é o desejo de manter nossa compostura a custo de nossas convicções.

Nós não somos o que deveríamos ser, e não estamos fazendo o que deveríamos fazer. Por quê? Porque achamos que temos uma reputação a manter. As reputações não significam nada para Deus. Estou pensando em um Rei que esvaziou-Se a Si mesmo e tomou a forma de servo para que pudesse fazer o que precisava fazer. – (Veja Filipenses 2:7). Você não pode buscar a face d’Ele e salvar a sua. Você deve perder sua dignidade na busca pela divindade d’Ele.

Francamente, tenho notado que precisamos destes cultos imprevisíveis que nos forçam a perder nossa compostura, porque esta é frequentemente a única maneira pela qual permitiremos que Deus rompa algo.

Novamente, você deve perder sua dignidade em busca da dignidade d’Ele. Quando o povo de Deus se compromete a ver os céus abertos em sua igreja e cidade, eles se tornam grávidos com os propósitos de Deus. Essas pessoas irão, inevitavelmente, terminar numa “sala de parto” quando a matriz divina do Céu se abrir para liberar a glória de Deus.

Se você já esteve lá, deixe-me assegurá-lo de que a típica sala de parto não é um lugar de compostura. Eu estive lá de verdade como um espectador (minha esposa era quem ia dar à luz). Aprendi em primeira mão que uma mulher vai à porta da morte para trazer de volta a vida. Da mesma maneira, o Calvário não era um lugar de compostura. Foi um solo sangrento de parto no qual o Filho de Deus desceu à sepultura e voltou para nos trazer nova vida.

TEMOS EVITADO A CRUZ E REDUZIDO O CUSTO DO COMPROMISSO

A “igreja com uma reputação” tem tentado formular “Salvação num pacote” onde convertidos simplesmente andam até a frente e apertam a mão de alguém num evento organizado e arrumado. Às vezes, as igrejas até mesmo providenciam lenços para secarem as lágrimas que podem ou não se formar 110 olho de alguém. Entendo o pensamento atrás de tudo isso, mas tenho uma imagem persistente de como nossa Salvação foi originalmente entregue. Continuo vendo o Cristo esbofeteado despojado em vestes ensanguentadas, e penso comigo mesmo se temos exageradamente evitado a cruz e reduzido o custo do compromisso. Ele morreu despido, indicando uma perda total de dignidade. Mesmo prestes a morrer! Ele perdeu Sua dignidade e nós buscamos preservar a nossa.

Deus está ativamente cortejando nosso amor, mas pensamos que as coisas se tornam bagunçadas demais da maneira que ocorre. Queremos reduzir o avivamento até que ele possa ser oferecido às pessoas num pacote simples, embalado a vácuo e produzido em massa e que seja agradável e arrumado. Infelizmente, para o orgulho do homem, algumas das coisas que fazem Deus se sentir confortável, tendem a fazer os homens incrivelmente desconfortáveis.

Quando é que alguém vai arcar com a responsabilidade e dizer: “Derrame o óleo em mim até atrapalhar o meu cabelo e escorrer em tudo que eu tocar. Encharque-me em Sua presença até que tudo que estiver em minha volta se torne uma bagunça ungida e eu nem mesmo pareça ou aja da mesma maneira. Desabilite-me com o Seu toque até que eu manqueje. Isso vai mudar a maneira que meu irmão olha para mim. Despeje sobre mim”? Deixe-me tropeçar da sala mais alta até as mais baixas ruas. A “sala de parto”, chamada de sala superior, produzia discípulos descompostos para mudar o mundo para sempre.

ESQUEÇA ATALHOS: MANTENHA A COISA PRINCIPAL COMO PRINCIPAL

Não se preocupe em procurar atalhos para o avivamento ou para a revelação da glória de Deus. Se você quer dedicar-se a Deus, então terá que fazê-lo da maneira que eles O atraíram e venceram, e O perseguiram e O buscaram no passado. Não há nenhum novo método ou caminho para o avivamento. Nós só temos de redescobrir a receita original de Deus e parar de fazer coisas sem fundamento. Temos priorizado a coisas de menor importância por tanto tempo que perdemos a dedicação ao próprio Deus. Deixe-me compartilhar com você um sábio conselho que meu pai me deu: O principal é manter a coisa principal como principal. O principal é Ele. A centralidade de Cristo!

Cantares de Salomão revela o real propósito da unção. O Noivo chama Sua Noiva e diz: “Quanto melhor é o teu amor do que o vinho, e o aroma dos teus unguentos do que toda sorte de especiarias!” – (Cantares de Salomão 4:10). A verdadeira unção deveria fazer Deus dizer à Sua Noiva, à Igreja: “O seu cheiro conquistou meu coração.” Há algo sobre a unção perfumada na oração, no louvor e na adoração dos santos que fascina Deus.

Se pudermos direcionar a doce fragrância da nossa unção e do nosso sacrifício de louvor para cima em direção ao Céu, ao invés de horizontalmente na direção um do outro, deveremos ver os céus abertos. Há pelo menos 131 referências para “ungido, ungindo ou ungir” no Antigo Testamento:

1. A maior parte das referências do Novo Testamento indica a unção de Jesus para Seu ministério, morte e sepultamento como o Cordeiro de Deus, o Sacrifício Divino. – (Veja Marcos 14:8; 16:1; Lucas 7:46).

2. Às vezes, ela significa a autorização para o homem fazer trabalhos divinos entre os homens (ou de reis para governar sob a autoridade de Deus). – (Veja Lucas 4:18; Atos 10:38).

3. Às vezes ela significa o selo de Deus sobre os homens. – (Veja 2 Coríntios 1:21).

4. Ela revela o poder de Deus para curar ou libertar – representando uma medida da virtude de Deus emprestada para trazer glória a Ele e a Ele somente. – (Veja Marcos 6:13; João 9:6; Tiago 5:14-15).

5. Em raras ocasiões, é a maneira de Deus separar e abençoar pessoas ungidas (como Jesus) para devoção total à justiça e às coisas de Deus. – (Veja Hebreus 1:9).

6. Na epístola de João, é um dom que recebemos de Jesus que habita em nós e nos ensina todas as coisas. – (Veja 1 João 2:27).

NÓS PROSTITUÍMOS A UNÇÃO PORQUE QUEREMOS CHEIRAR BEM

O principal propósito da unção tanto no Antigo quanto no Novo Testamento era separar as coisas e o povo, e fazê-los aceitáveis a Deus (e ocasionalmente para reis). Infelizmente, tendemos a prostituir a unção porque queremos cheirar bem para todos os demais.

De acordo com o capítulo 2 do livro de Ester, depois que a esposa do rei Assuero da Pérsia se recusou a mostrar-se aos convidados do banquete dele, cheio de bêbados, ele iniciou uma busca em todo o reino por uma nova rainha. Certa moça judia, cujo nome era Ester, foi selecionada para ser uma das candidatas para o harém do rei. Como eu disse em Os caçadores de Deus, Ester e as outras candidatas passaram “um ano em preparação para uma noite com o rei.” – (Tommy Tenney, Os Caçadores de Deus, Editora Dynamus, p.62).

Ester passou seis meses impregnando-se em óleo de mirra, e seis outros meses embebendo-se em outros aromas suaves somados para se purificar e preparar para uma noite com o rei. Apenas uma das candidatas veria o rei uma vez e raramente ou nunca o veria novamente. A Bíblia diz: “O rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele favor e benevolência mais do que todas as virgens; o rei pôs-lhe na cabeça a coroa real e a fez rainha em lugar de Vasti.” – (Ester 2:17).

Ester também “alcançava graça aos olhos de todos quantos a viam.” – (Ester 2:15). Você pode imaginar como Ester estava perfumada após passar um ano embebendo-se em óleo ungido? Ele estava em suas vestes e impregnado em sua pele e cabelo. Ela deixava uma nuvem de incenso por onde andava. O cheiro da preciosa mirra estava nela. Quando percorria o palácio, todo homem por perto levantava suas sobrancelhas para ela e dizia: “Oh, olhe! Olhe para Ester.”

ESTER ESTAVA BUSCANDO A APROVAÇÃO DO PRÓPRIO REI

Eu não acho que Ester retornou um único ou piscadela de flerte. Ela não quis desperdiçar todo o tempo que havia gasto na unção somente para ganhar a aprovação dos homens. Ela estava buscando a aprovação do próprio rei. Será que podemos dizer o mesmo da Igreja, a Noiva de Cristo? Temos crescido acostumados a vestir a unção de Deus para ganhar a aprovação da corte do Rei em vez do próprio Rei. Nos dias de Moisés, a unção era reservada para as coisas de Deus e carne santificada ou separada. Ungir qualquer outra coisa era pecado. Muitas pessoas desperdiçam a unção em carne não santificada e não arrependida para ganhar a aprovação do homem. Se a raiz for um coração orgulhoso, corrupto e não arrependido, a unção poderá fazer a carne apodrecida cheirar melhor somente por algum tempo.

Se você é um pregador, um professor, um líder de adoração, ou ocupar qualquer cargo de responsabilidade no corpo local, não desperdice a preciosa unção de Deus para buscar a aprovação do homem. Use-a para preparar a Noiva para o Rei.

O propósito da unção é unir Deus e o homem em santa comunhão. Moisés sabia a diferença entre a unção e a glória. Ele teve a unção de Deus. Ele conhecia a emoção de operar milagres, sinais e maravilhas por intermédio da unção. Moisés tinha uma boa coisa, mas pediu a Deus a melhor coisa. Ele disse: “Por favor, mostre-me Sua glória.” – (Êxodo 33:18).

Tenho de admitir, eu me sinto da mesma maneira que Moisés sentiu – apesar de nem se comparar o meu ministério com o dele. As evidências do poder de Deus na unção não mais são suficientes. Os dons, as bênçãos e provisões de Suas mãos são apreciáveis, mas eu quero mais. Eu O quero. Eu desejo ver Sua glória e habitar em Sua presença manifesta mais do que eu desejo as bênçãos de Suas mãos.

Como Moisés, temos a oportunidade de ir além da onipresença e da unção de Deus para ver a glória de Deus. Nosso espírito foi instantaneamente transformado em nova criatura pela Salvação, mas ainda precisamos fazer algo sobre nosso corpo manchado- de-pecado e nossa alma suja, antes que Deus possa nos expor a Sua glória resplandecente. O sangue de Jesus cobre nosso pecado e nos preserva da morte, mas isso não significa que somos particularmente atraentes para Deus, sem a cobertura da nuvem perfumada da adoração arrependida e quebrantada.

A GLÓRIA DE DEUS PAIRA POR TRÁS DA PORTA DE ENTRADA ENCHARCADA DE SANGUE DO ARREPENDIMENTO

Não era permitido a Moisés ver a glória de Deus até que sua carne tivesse morrido. Como mencionei repetidamente em Os caçadores de Deus, meu primeiro livro, o equivalente da morte no Novo Testamento é arrependimento. Podemos não gostar disso, mas a glória de Deus paira por trás da porta de entrada encharcada de sangue do arrependimento. Se quisermos entrar na glória manifesta da presença de Deus, teremos de passar através da porta chamada arrependimento. Gostamos de evitar o arrependimento dizendo que tudo foi resolvido no dia em que recebemos Jesus. Sim, o Senhor fez a parte d’Ele na cruz, mas você e eu ainda não terminamos. O arrependimento é uma necessidade diária e contínua na vida de todo discípulo de Cristo. Esta é a razão pela qual Jesus disse: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz (morra para si mesmo pelo arrependimento diário) e siga-Me.” – (Lucas 9:23). (Parênteses e maiúsculas acrescentados pelo autor). Gostamos de ocupar posições pomposas atrás de nossos púlpitos, apontar para o mundo sufocado com o pecado e ordenar que eles se arrependam. Será que um dia vamos aprender que nunca seremos capazes de forçar o mundo ao arrependimento – especialmente quando os mesmos problemas que existem dentro da igreja são os que existem no mundo? Estamos em pé numa falsa plataforma de hipocrisia que brevemente irá desmoronar. A Igreja não deve mais apontar na direção do arrependimento; devemos ir à frente do caminho com estilo de vida de arrependimento. Devemos abraçar o arrependimento como um corpo.

Deus usa Sua unção para nos treinar, limpar, curar e preparar para Sua presença manifesta de maneira semelhante à que os empregados do rei prepararam Ester para o rei da Pérsia. Finalmente, a unção nos leva de volta ao altar de Deus e ao lugar de arrependimento. O arrependimento, por sua vez, pode introduzir a própria glória de Deus.

A UNÇÃO É SOBRE NÓS; A GLÓRIA É SOBRE ELE

Se você é ungido, vai pregar melhor, orar melhor, ministrar melhor e adorar melhor e com maior liberdade, mas este não é o maior propósito de Deus. A unção é totalmente sobre nós, mas a glória é totalmente sobre Ele. A unção se refere ao que Ele derrama, unge ou coloca sobre nós para nos ajudar a fazer Sua vontade. Às vezes, ela age como um “perfume” para nos preparar para a intimidade, como no caso de Ester. Quando a unção de Deus repousa sobre você, ela faz com que tudo que você faça seja melhor. Não importa se você prega, canta, testemunha, profetiza, ora ou ministra aos bebês. Quando a unção vem sobre você, ela habilita seus dons, talentos e chamados com o poder de Deus. No entanto, isto ainda é a unção e ela repousa sobre a carne.

A glória é diferente. Quando a glória de Deus vem, você repentina e claramente entende por que Deus disse: “a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.” – (1 Coríntios 1:29). Uma tradução mais literal dessa passagem pode ser: “Nenhuma carne se glorie ante a face de Deus.” Eu posso testemunhar por experiência pessoal e provar pelas Escrituras que no momento em que a glória vem, sua carne não consegue fazer nada. Você já percebeu que sempre que as pessoas têm um “encontro com Deus” na Bíblia, elas geralmente terminam com o rosto em terra? Isto é porque eles não tiveram realmente uma escolha. A diferença entre a unção de Deus e a glória de Deus é como a diferença entre uma pequenina faísca azul de eletricidade estática e a força bruta de uma linha aérea de 440 volts de força ou uma descarga de raio sobre sua cabeça. Estamos tão ocupados esfregando nossos pés no carpete das promessas de Deus e dando uns aos outros pequeninas chamas azuis de unção que não percebemos que Deus quer nos sacudir com Sua linha de glória de 440 volts do Céu. O primeiro pode emocioná-lo um pouco, mas você sente que o último pode matá-lo ou mudar sua vida para sempre.

A UNÇÃO POR SI MESMA NÃO FARÁ O SERVIÇO

Eu amo a unção de Deus e me sinto grato por todo dom bendito que Ele nos deu. Ainda assim, estou convencido de que a primeira escolha de Deus é que busquemos por Sua face generosa em vez de Sua mão de unção. Tenho passado a maior parte da minha vida na igreja (múltiplos cultos, até cinco dias por semana, desde a infância). Pessoalmente, já tive pregações e cânticos ungidos o suficiente para durar por duas vidas. É bom e emocionante, mas eu tenho de lhe dizer que a unção por si mesma não fará o serviço. Devemos ter a presença manifesta do próprio Deus à mostra para o mundo.

DEUS QUER UMA IGREJA QUE TENHA OLHOS SOMENTE PARA ELE

A falha em discernir entre o bom e o melhor pode nos levar a realizar negócios desiguais. Ester se recusou a negociar a aprovação de piscadinhas dos homens na corte do rei em troca do favor do próprio rei. Como resultado, o rei disse a Ester bem na frente do seu (de Ester) inimigo (A.D. da revisora): “Qual é a tua petição? E se te dará. Que desejas? Cumprir-se-á, ainda que seja metade do reino.” – (Ester 5:6). Deus está procurando por uma Igreja-Noiva que tenha olhos somente para Ele. Então, Ele Se regozijará em lhe dar a chave da cidade e a vida da nação.

Não cometa o erro de prostituir a unção para atrair o homem para que sua igreja possa crescer. Apenas diga: “Eu me importo mais com a presença d’Ele do que com Seus presentes. Eu dou mais valor à ‘glória’ do que ao crescimento.” Não, isto não é uma heresia. Minha Bíblia não tem sequer um único exemplo de Deus agindo preocupado com o tamanho de Sua Igreja. Se as coisas forem certas, você não tem de se preocupar sobre o crescimento da igreja. Apenas seja sério em buscá-Lo. Esteja perfumado com a unção e adore-O tão intensamente que você não se importe com quem esteja ou não no lugar.

Concentre-se no objetivo de escancarar os céus para contemplar Sua glória sobre sua cidade e nação. É fácil distinguir as igrejas que têm aprendido como enfocar a unção verticalmente para o favor de Deus ao invés de horizontalmente na direção dos homens. Basta olhar as pegadas cheias da glória de Deus direcionando para as suas portas.

Estas tiveram uma visitação.