A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

SER MULHER

Na atualidade, com o desenvolvimento do capitalismo, o corpo feminino aparece coisificado, como objeto de consumo

Ser mulher

Pensar a representação social da mulher na contemporaneidade implica o resgate da localização do feminino historicamente. Trata-se de um conceito que tem desenvolvimentos históricos e culturais e que não pode ser encarado como “natural”. A maneira como a mulher e o feminino são representados se modifica através dos tempos. Enquanto recorte histórico é possível partir, por exemplo, de um período que marca rupturas importantes na sociedade, o período da Renascença, período este em que a mulher era destinada a amar e obedecer o marido.

Os estudos do historiador Phillip Arriès enumeram o desenvolvimento do lugar da mulher na sociedade (entre outras temáticas). É possível acompanhar com o autor que historicamente a mulher tem sido desprivilegiada no que concerne aos espaços sociais. Se na Idade Média a mulher era alvo de perseguições religiosas, na Era Moderna existe um discurso amoroso, sem as sublimidades da religião, e ele se adaptará às exigências de uma sociedade de consumo para reforçar a definição da mulher como um objeto precioso possuído por aquele que a ama. Faz-se de suma importância o questionamento sobre esses lugares simbólicos destinados ao feminino, tendo em vista o desafio de pensar em contingência ao tempo atual; ou seja, sem a facilitação do historiador que tem a superação das condições estudadas implícitas em sua pesquisa.

A teoria crítica em Ciências Humanas, principalmente da Escola de Frankfurt, se baseia no marxismo para entender a sociedade, enquanto dividida em classes, e também na teoria psicanalítica para tratar das questões dos sujeitos em diálogo com as questões do social, sem criar rupturas entre ambas as perspectivas. De acordo com Olgária Matos, “essa teoria crítica realiza uma incorporação do pensamento de filósofos tradicionais, colocando-os em tensão com o mundo presente”.

Essa mesma teoria (crítica) também possibilita, enquanto “arma teórica”, a desestabilização do império da lógica capitalista no mundo globalizado e da desmarginalização das discussões de temáticas rechaçadas pelo sistema, sendo esse o papel das Ciências Humanas e Sociais enquanto forma de resistência à ideologia do capitalismo e do patriarcado.

Na atualidade, com o desenvolvimento do capitalismo, e o fetichismo da mercadoria, o próprio corpo da mulher aparece reificado (coisificado), como objeto de consumo. É possível articular esse tema à obra cinematográfica A Pele que Habito, do cineasta espanhol Pedro Almodóvar Caballero.

Apenas para contextualizar, o filme de Almodóvar trata de uma trama trágica no seio de uma família, em que, após o suicídio da esposa e o estupro da filha, o médico cirurgião plástico, dr. Robert Ledgard, decide se vingar do malfeitor (Vicente) transformando-o em uma mulher, o que faz através de inúmeras cirurgias. O médico estava desenvolvendo uma pele artificial, que serviria para amenizar as deformidades da esposa causadas por queimaduras que sofreu e que desfiguraram sua aparência, mas ela se suicida, não dando tempo de ele finalizar suas tentativas. Essa obra abre espaço para o questionamento acerca do feminino e de suas modulações representativas na cultura, bem como da cultura enquanto atrelada a um determinado momento histórico: a contemporaneidade.

Dentre alguns estudos já produzidos sobre a obra de Almodóvar, há o de Cascaes e Martins, que irão destacar o aspecto de dominação masculina representado na obra e que dialoga com um modelo social ainda atuante na visão das autoras. Em uma cena, a filha do médico cirurgião se encontra a sós com Vicente em uma festa, e mesmo tendo no início correspondido às investidas do rapaz a moça passa a resistir e demonstra não querer ir adiante com as preliminares e trocas de carícias, o que é repudiado por Vicente, que considera apenas o seu desejo de consumar o ato sexual. Essa cena assinala uma característica ainda atual, de acordo com as autoras citadas, que ilustra uma sociedade de “binarismos hierarquizados marcados pela dominação patriarcal. Neste contexto, especialmente a mulher sofre variadas formas de discriminação em uma evidente relação de subordinação e controle sobre o diferente”.

Para inserir uma reflexão psicanalítica sobre o filme de Almodóvar dentro do contexto atual, político e social, cabe ainda ressaltar que a Psicanálise, desde Sigmund Freud (1856-1939), seu criador, aborda a questão do feminino pela via política. Freud, ao estabelecer seu método de associação livre no tratamento da histeria do século XX, dá a palavra às mulheres de sua época e privilegia o discurso da singularidade acerca de seus sintomas e desejos. Elabora uma nova teoria sobre a sexualidade, que esbarra na impossibilidade de representar unicamente pela via do falo o que é uma mulher, ou seja, de representá-la pela via do que pode ser compartilhado na cultura de forma genérica (representação social); o falo é uma forma representativa de poder, via de regra masculino, limitado e nomeável. A resolução do complexo de Édipo é, segundo Freud (1924), do lado masculino, a identificação à ordem dos possuidores do falo, enquanto que para o lado feminino o pai da Psicanálise não consegue resolver a equação; ou seja, não determina ao certo qual seria a maneira feminina de resolução do Édipo, apenas de sua entrada (a entrada da menina no Édipo) através do complexo de castração, e em seus estudos deixa a questão do feminino em aberto.

Freud tentou transpor essa explicação [a do complexo de Édipo, grifo do autor] para o lado feminino, não sem deparar com muitas surpresas e desmentidos. É importante assinalar, entretanto, que, no final, reconheceu o fracasso de sua tentativa. Seu famoso O que Quer uma Mulher? confessa isso, no final, e poderia traduzir-se assim: o Édipo produz o homem, não produz a mulher.

 CONSTRUÇÃO DO FEMININO

Essa afirmação de que o complexo de Édipo não produz a mulher, do ponto de vista da estruturação social, quer dizer ainda que a mulher não se constrói apenas pela via da identificação social (relação triangular: pai, mãe, criança etc.). No filme de Almodóvar é possível sublinhar algumas tentativas de construção do feminino que são fadadas ao fracasso, por se tratarem justamente de uma construção que vem do Outro. O dr. Robert tenta transformar Vicente em uma mulher, não apenas através das inúmeras cirurgias e procedimentos aos quais o submete, mas também busca que Vicente assuma uma posição feminina para com ele, e, apesar de o desfecho da trama parecer bastante enigmático, é evidente que Vicente resiste. “Sei que respiro’’ é a frase que ele escreve nas paredes de seu quarto. Respirar é o que o mantém na posição ética de seu desejo e de sua existência enquanto não determinada pelo outro (o médico), é o único espaço que possui enquanto ação, inclusive de seu corpo, que o coloca na posição de assumir o controle e não de ser controlado.

Seria Vicente com toda sua resistência uma metáfora da própria posição da mulher na sociedade? Uma vez que a mulher não pode ser construída apenas pela via da identificação e que ela não pode ser apenas construída ou pensada pelos elementos simbólicos da cultura, Vicente, ao ser obrigado a estar nessa posição, metaforiza a resistência feminina aos saberes e lugares estabelecidos pela sociedade para a mulher ainda hoje? Cabe uma reflexão.

Talvez um dos elementos mais valiosos da arte, e da oitava arte em consequência – a de que se trata aqui – seja justamente a possibilidade de levantar questionamentos e enigmas a serem refletidos. A Psicanálise, de maneira muito parecida, também se interessa por reflexões e enigmas acerca do humano. Freud inicia o questionamento sobre o feminino, mas não chega a concluir a teoria sobre o tema, ele o introduz na cena de seus estudos clínicos e, logo, dá espaço para estudá-lo cientificamente, mas não tem tempo de finalizá-lo. Outros psicanalistas deram continuidade aos estudos freudianos. Um desses psicanalistas que vão se atentar bastante aos estudos do feminino e do que é ser uma mulher é o francês Jacques Lacan (1901-1981).

DEMANDA DE AMOR

De acordo com a psicanalista Collete Soler, Freud enfatizava a demanda de amor como propriamente feminina. Lacan (…) ressalta que, na relação dos desejos sexuados, a falta fálica da mulher vê-se convertida no benefício de ser o falo, isto é, aquilo que falta ao Outro. Para Lacan, de acordo com Soler, a falta feminina já está positivada. Em outras palavras, a falta fálica, ou como mencionado a impossibilidade de ser simbolizada e localizada apenas pela via fálica, potencializa a mulher, dizer que ela tem sua falta positivada é afirmar que sua falta possibilita a criação e a construção singular de sua posição. É um signo cultural o quanto a mulher se coloca sempre na tentativa de ser única, essa é a sua falta positivada.

É possível pensar em situações banais, nas quais o feminino alcança destaque justamente pela via da singularidade, enquanto o masculino pela via da generalização. Um bom exemplo, talvez um pouco batido mas útil, é o de uma festa onde as mulheres tentam estar o máximo possível diferentes e singulares em relação a suas vestimentas, enquanto os homens procuram estar o mais parecidos e discretos. Qualquer detalhe extra, como a cor da roupa ou acessório, chama a atenção e fragiliza a masculinidade. Eis aqui um fator limitante e também opressor para aqueles que estão do lado masculino na sociedade.

A partir do exposto é possível articular a problemática das representações sociais do feminino na contemporaneidade, com a posição da Psicanálise acerca da posição feminina e do que é ser uma mulher, uma vez que esta última coloca a resposta na via de uma construção idiossincrática; ou seja, ser uma mulher é para a Psicanálise, desde sempre, o enfrentamento político aos discursos já reinantes e aos lugares simbólicos já estabelecidos (representações sociais).

O filme A Pele que Habito traz à tona o questionamento sobre o que é ser uma mulher, os enfrentamentos de estar na posição feminina e os desdobramentos sociais que enfatizam desde períodos como a época medieval ou a Renascença, citados anteriormente, até a atualidade, onde é possível perceber os determinantes sociais masculinos e a indispensável resistência feminina que aponta para a construção de seu próprio lugar e espaço, enquanto enfrenta a desconstrução desses outros lugares e espaços predeterminados pela cultura.

 

LUCIANA MOUTINHO – é psicanalista, psicóloga de formação e mestre em Psicologia Social pela PUC-SP. Atende em consultório particular e organiza cursos livres de Psicanálise.  Professora e supervisora universitária na faculdade Anhanguera e supervisora clínica na Faculdade de Medicina do ABC – Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica.

OUTROS OLHARES

VITAMINA NA VEIA

Disseminam-se no mundo, inclusive no Brasil, e com celebração pública, as aplicações de nutrientes direto no braço, em bolsa de soro. Mas atenção: há riscos

Vitamina na veia

É um pouco estranho, e à primeira vista parece assustador: viralizaram nas redes sociais as fotos de famosos ou quase famosos em clínicas ou mesmo em casa recebendo coquetéis de vitaminas direto na veia, de modo semelhante ao da aplicação de remédios em internações, com bolsa de soro e fios pendurados no braço. Trata-se de uma onda americana, que chegou à Europa e se disseminou no Brasil. “A terapia de soro é excelente para repor nutrientes, dar energia e desintoxicar”, disse em vídeo postado em maio a nutricionista Andrea Santa Rosa, mulher do apresentador Marcio Garcia. A modelo americana Chriss y Teigen pôs a seguinte legenda debaixo de uma foto em que aparece de roupão, na cama: “Hello! Body meet   vitamins”, algo como “Oi! Corpo recebendo vitaminas”.

O método consiste na aplicação de compostos que, a depender da combinação, têm efeito específico. O pacote com as vitaminas B, C e D e o antioxidante glutationa, por exemplo, é usado contra o envelhecimento. O procedimento leva de trinta minutos a uma hora. Cada bolsa de soro de 1 litro pode custar de 25 a 400 dólares. No Brasil, o custo chega a 800 reais. Nos Estados Unidos e no Japão, os locais das aplicações extrapolam os ambientes controlados. A cantora Madonna (sempre ela) foi a pioneira ao aplicar em si própria, em público, durante um voo de Nova York a Londres, compostos de energéticos. Hoje há bares que oferecem blends vitamínicos. No Brasil, as aplicações têm de ser feitas em ambientes hospitalares ou em clínicas. Há pelo menos dez delas que oferecem o produto, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na maioria das vezes, o paciente submete-se a exames para detectar a carência de nutrientes.

A razão do sucesso desse método está no fato de que a absorção das substâncias na forma injetável é muito mais rápida e eficaz em relação à ingestão pela boca. Faz sentido, já que por via intravenosa elas não são absorvidas pelo estômago nem pelo intestino. Mas há aspectos negativos. O excesso de vitaminas e minerais aumenta o risco de sobrecarregar os órgãos, atalho para diarreias, cálculos renais e arritmias. A reposição injetável deve ser reservada apenas para casos particulares, em que há deficiência vitamínica confirmada em laboratório. “Os portadores de doenças gastrointestinais, cuja condição afeta a absorção de vitaminas, e os adeptos de dietas restritivas são os principais beneficiados”, diz a endocrinologista Claudia Cozer Kalil, do Núcleo de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Para o metabolismo de um corpo saudável, basta uma dieta equilibrada”. Portanto, convém tratar a nova onda como mais uma injeção milagrosa

Vitamina na veia. 2

GESTÃO E CARREIRA

APRENDA A APRENDER

A vida é feita de novas experiências, seja na área profissional ou pessoal e, desde as situações simples às complexas, é imprescindível que possamos nos maravilhar com as novidades constantemente. Esse já é um aprendizado

Aprenda a aprender

Há sempre mais para ser explorado! Esse talvez seja o pensamento que deveríamos ter ao menos uma vez por dia, para colocar sempre em pauta a necessidade de olharmos por cima do muro do cotidiano e encontrar possibilidades onde antes acreditávamos existir apenas o trivial. Vamos a um exemplo prático?

Imagine que está escrevendo uma carta sobre a sua vida para um amigo que não vê há muito tempo. Logo num primeiro momento, não lhe vêm à cabeça apenas as coisas que já são conhecidas, ou seja, o que já realizou e faz no presente? Dificilmente a primeira ideia a apresentar nessa carta será o seu planejamento para o futuro e as descobertas que tem feito ao longo dos dias. Por uma característica de “sedentarismo mental”, buscamos sempre o estado de equilíbrio baseado nos fatos e nas situações que já nos são familiares e confortáveis, ainda que dentro desse cenário existam situações desagradáveis.

Refletindo sobre essa questão, é imprescindível que a gente possa se maravilhar com as novidades da vida constantemente. Deixe de lado, ainda que por alguns instantes no dia, todas as certezas e busque as perguntas em vez de respostas. Lembre-se de que na história da humanidade ti- vemos a queda de grandes verdades, entre as quais o pensamento de que a Terra era plana. Bem, se a curiosidade – e o empenho em saná-la – nos fez evoluir nesse caso, por que não utilizá-la a nosso favor também nas demandas de nossa existência? Felizmente, não temos a capacidade de aprender algo a ponto de dominá-lo, o que exige uma renovação periódica do que acreditamos conhecer.

Contudo, quando deixamos de in- vestir energia e tempo na tarefa de redescobrir, corremos o risco de cair no mar do “conhecimento ignorante”. Essa é a situação vivenciada pelos profissionais que viajam o mundo todo a trabalho sem se darem a oportunidade de explorar de forma concreta as regiões por onde passam. Após algum tempo, eles até poderão ter muitas histórias interessantes para contar sobre suas idas e vindas, mas poucas terão realmente algo de original, pois é bem provável que não saibam falar sobre a experiência da culinária local ou de como o povo se comporta.

Quantas vezes na semana você faz uma parada para pensar como es- tão se relacionando os fatos ligados a diferentes dimensões da sua vida? Por exemplo, a sua última promoção no trabalho se deu em um momento positivo no âmbito familiar? Além disso, como seu comportamento com amigos e pessoas queridas é modificado quando algo não está bem no escritório? Essas questões podem parecer simples, mas escondem algo importante: a existência do plano macro, ou seja, de uma forma de visualizar o mundo que está diretamente relacionada à sua totalidade e às conexões que se fazem presentes por trás dos fatos.

Como sempre, é necessário um bom planejamento, e essa visão macro o auxilia nesse processo. Estabeleça seus objetivos e pontue as metas sem deixar de lado os efeitos que elas terão no plano geral. Para isso, uma boa dica é ouvir a sua intuição. O que muitos chamam de “aquela voz que fala comigo mesmo” pode ser, quando estimulada da forma correta, uma potente ferramenta para as tomadas de decisão. Em outras palavras, de- vemos confiar em nossa intuição, deixando que ela nos guie e, à medida que essa relação se tornar mais contínua, os insights serão mais precisos e constantes.

Quando ouve a sua própria voz, você vê o que mais ninguém pode ver. Se o caminho para o sucesso pudesse ser escrito de forma simples, encontraríamos a sua síntese ao dizer que ele chega para os que enxergam o que ninguém viu, ainda que olhando para um mesmo referencial. Inovações tecnológicas, novas formas de comportamento e tendências no mercado surgem dessa forma. É fácil comprovar essa situação. Há poucos anos, ninguém   precisava de um telefone celular para dar conta de sua existência. Atualmente, ninguém mais sai de casa sem seu aparelho pessoal, nem mesmo para ir até a padaria. Para os que estão pensando ok, isso já não é mais uma novidade”, fica o convite: qual será o próximo meio de comunicação da humanidade? Vislumbre essa resposta e você pode ser a mais nova personalidade do mundo.

Aprenda a aprender! “Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz.” Eternizada na voz de tantos talentos da nossa música, a canção de Gonzaguinha é o resumo do que há por trás de pessoas que unem sonho e vontade de fazer a diferença. Por isso, deixo aqui um pedido: crie um ambiente bem aconchegante em sua casa para realizar o café da manhã do aprendizado, deixe essa canção de fundo e escreva tudo o que você deve reaprender, abordando tópicos complexos ou simples, como “aproveitar o amanhecer em um dia de folga”. O importante é que você se reconecte com o espírito da boa desconfiança e aprenda o novo, mesmo que ele já seja muito conhecido pelo hábito. Há sempre algo de novo para conhecer e enxergar! Fazer diferente para fazer a diferença!

 

EDUARDO SHINYASHIKI – é palestrante, consultor organizacional, especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. É presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki e também escritor e autor de importantes livros como Transforme seus Sonhos em Vida (Editora Gente), sua publicação mais recente. http://www.edushin.com.br

ALIMENTO DIÁRIO

OS CAÇADORES DE DEUS

Os Caçadores de Deus - Tommy Tenney

CAPITULO 8 – O PROPÓSITO DA PRESENÇA DE DEUS

 

O EVANGELISMO BASEADO NAS “ZONAS DE IRRADIAÇÃO” DIVINAS

Às vezes nos perguntamos: “Por que não consigo ganhar meus amigos para Cristo? Por que minha família não parece interessada em Deus?” A resposta pode chocá-lo e parecer um tanto quanto rude, mas, há ocasiões em que a verdade dói. Talvez você não tenha a presença de Deus em plenitude em sua vida, por isso seus conhecidos não estão interessados em Deus. Existe algo na presença de Deus que faz com que tudo mais perca a importância. Sem ela, você se tornaria tão pálido e sem vida quanto qualquer outra pessoa em seu redor. Sem a presença de Deus, não importa o que faça, você só será “mais um” para aqueles que convivem com você.

Não sei quanto a você, mas, quanto a mim, estou cansado de ser simplesmente “mais um” para os perdidos que me rodeiam. Tomei uma decisão: vou buscar a presença de Deus em minha vida! Quero estar tão junto do Senhor que, por onde quer que eu ande, as pessoas que se aproximarem de mim tenham um encontro com Ele. Elas nem se darão conta de minha presença, mas saberão que Deus está presente. Desejo estar tão “saturado” da presença de Deus que, ao tomar assento em um avião, todos que estiverem comigo, de repente, comecem a se sentir incomodados, caso estejam afastados do Senhor – mesmo que eu não lhes diga uma palavra. Não quero condená-los ou convencê-los: quero apenas trazer comigo o bom perfume do meu Pai.

Entendemos de programas de evangelização, em que batemos às portas, entregamos folhetos, ou realizamos alguma atividade na Igreja visando alcançar os perdidos.

John Wimber nos ajudou a entender o “evangelismo explosivo”, em que se combina a unção à programação. Orávamos para que alguém fosse resgatado, ao invés de nos atermos somente ao testemunho ou entrega de folhetos. Mas existe uma forma de evangelismo pouco compreendida e, talvez por isto, pouco utilizada, que chamo de “evangelismo-presença”. É nele que as pessoas percebem e dizem: “Eles estiveram com Jesus” (Atos 4.13). E neste tipo de evangelismo que a remanescente presença de Deus em uma pessoa cria em torno dela uma zona de irradiação divina tão forte, que afeta aos outros em redor (Veja Hebreus 8:11).

“A sombra que cura” se encaixa nesta categoria. Não era a sombra de Pedro que curava as pessoas (Veja Atos 5:15,16.), era a sombra d’Aquele com quem Pedro andava que estabelecia uma zona de cura, uma área livre da interferência maligna! Os hebreus acreditavam que a unção se estendia até onde a sombra alcançasse. Eu acredito que a glória se estenderá até onde a sombra de Deus alcance! Cubra a terra, Senhor!

O Evangelho Segundo Marcos nos diz que, depois que Jesus acalmou o mar e o vento durante uma grande tempestade, Ele e os discípulos chegaram à “terra dos gadarenos” (Marcos 4.35-5.1). Naquele dia, aconteceu algo que oro para que aconteça hoje.

Quando os pés de Jesus tocaram a costa de Gadara, logo Lhe veio ao encontro um homem possesso por cinco mil demônios e não demorou muito para que fosse liberto de seu tormento pela primeira vez na vida ((Veja Marcos 5:2-6). De acordo com W.E. Vine, uma legião romana no tempo de Jesus consistia em “mais de cinco mil homens”. Muitos acreditam que havia somente cerca de dois mil demônios naquele homem porque pediram ao Senhor permissão para invadir os corpos de dois mil porcos; mas, talvez, muitos deles tenham tido que “somar” seus esforços para escapar da dor esmagadora e do terror que sentiram diante da presença do Senhor). “Por quê? Como você sabe?” Marcos nos conta que o homem endemoninhado, quando viu Jesus, correu para adorá-Lo. Até aquele momento, eram os demônios que diziam-lhe aonde ir e o que fazer. Ele não tinha controle de suas próprias ações, não conseguia resistir mesmo quando os demônios o impeliam a se ferir.

O que mudou esta situação? O que transformou rapidamente aquele homem, cujas funções físicas e mentais estavam sob controle de cinco mil espíritos demoníacos? Vou lhe dizer o que aconteceu: O Pai entrou em casa.

E disso que precisamos hoje. Só precisamos escutar os passos de Deus… Quando isto acontecer, não teremos que nos preocupar em colocar os pequenos demônios para correr. Não teremos que declarar a Palavra contra seus principados ou destruir suas fortalezas. O propósito da manifestação da presença de Deus é “libertar os cativos”, para cumprir Lucas 4.18. Ele quer concluir o que não pôde começar em Nazaré, quando disse: “Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.” (Lucas 4.21b.)

“Senhor, queremos vê-Lo! Estamos cansados de só ficar falando sobre o Senhor como se fôssemos crianças da Escola Dominical. Quando o Senhor vai Se manifestar a nós?”

Oro para que uma visitação do “tipo Isaías, capítulo 6” venha sobre as igrejas, porque basta que o do Todo-Poderoso Deus coloque os pés na cidade para que se quebrem séculos de cadeias demoníacas. Oro para que possamos dizer como o profeta Isaías: “Meus olhos viram o Senhor” Tenho orado para que haja uma mudança na Igreja, mas, oro, primeiramente para que Deus traga mudanças sobre cada um de nós individualmente. “Senhor, não estamos aqui por causa de uma bênção. Queremos o Abençoador. Precisamos de uma mudança”

Devo avisá-lo que não existe mudança sem quebrantamento. É assim que acontece. Quero encorajá-lo a permanecer “imerso” na presença do Senhor em todo o tempo e oportunidade. Quando se aproximar d’Ele, não se apresse e nem corra. Compreenda que esta é (ou deveria ser) sua prioridade. Permita que Deus trabalhe, de forma profunda, em seu coração e em sua vida. É assim que Ele vai perfurar um poço profundo em seu coração, que transbordará como um poço artesiano de poder e glória na presença d’Ele. O propósito da presença de Deus é trazer liberdade aos cativos e vitória a Seus filhos.

QUER VER UMA BRIGA TERMINAR? CHAME O PAI!

Temos, durante séculos, travado batalhas espirituais contra Satanás e os pequenos vilões de sua vizinhança, usando palavras de intimidação e, algumas vezes, paus e pedras. Mas, agora, é tempo de clamar pelo nosso Pai e ver nossas batalhas tomarem um rumo totalmente diferente. Digo-lhe, com toda fé que há em meu ser, que, se nosso Pai permitir que Sua presença toque a terra uma vez que seja, se ao menos uma pequena lágrima de Seus olhos caísse em uma cidade como Los Angeles, Nova Iorque, Rio de Janeiro ou São Paulo, uma enchente de Sua glória traria avivamento à terra, os demônios fugiriam e os pecadores cairiam de joelhos! Jesus, nos ajude! Venha, oh, Pai! Abba, Pai! Papai! Precisamos do Senhor!

A verdade é que, se você está realmente faminto para ver o Pai se manifestar, terá que compreender que deve parar de buscar Seus benefícios ou pedir que Ele faça isto ou aquilo. Temos transformado o que erroneamente chamamos de “Igreja” em um grande “clube da bênção” ao qual nos associamos, por causa desta ou daquela bênção. Não estou certo de que ainda precisamos buscar bênçãos. Foi isto que os israelitas fizeram ao longo da história, depois de terem fugido da face de Deus. Precisamos buscar quebrantamento, arrependimento, e dizer, não só com palavras, mas também através de nossas ações: “Deus, queremos o Senhor! Não importa se fará ou não algo por nós. Vamos subir ao altar. Deixe que Seu fogo nos purifique, para que finalmente possamos ver Sua face.”

Por que passaríamos por isto? Existem, pelo menos, duas razões nas quais posso pensar. Primeiramente, a experiência de contemplar a glória de Deus é transformadora. É a maior experiência de correção comportamental pela qual o ser humano pode passar, e tem, como consequência, a morte da carne. A segunda razão é que o verdadeiro propósito da manifestação da presença de Deus em nossas vidas é o evangelismo.

Se pudermos carregar um resíduo da glória de Deus para nossas casas e locais de trabalho, se pudermos atrair uma pequena porção do brilho de Sua presença para dentro de igrejas mornas, não teremos que implorar para que as pessoas venham a se arrepender diante do Senhor. Elas correriam para o altar tão logo a glória de Deus rompesse suas cadeias – elas não poderiam vir de outro jeito! Nenhum homem vai a Deus a não ser pelo arrependimento e salvação através de Jesus. Qualquer outro meio para salvação traz embutida a marca do destruidor.

O Senhor sabe que temos tentado facilitar o caminho para as pessoas virem a Ele através de uma graça barata e de um avivamento sem custo. Mas os efeitos desta barganha mal duram uma semana. Por quê? Tudo que proporcionamos às pessoas foi um encontro emocional com o homem, enquanto elas necessitavam de um encontro fatal com a glória e a presença do próprio Deus. De agora em diante, nossa oração deveria ser:

“Pai, confessamos que queremos ver uma mudança em nossas vidas e em nossa igreja para que possamos trazer mudanças em nossa cidade. Dê-nos tal amor e paixão pelo Senhor, que comecemos a ver Sua glória fluir através de nós para convencer e salvar os perdidos. Mostre Sua presença através de nossas vidas, assim como o Senhor fez através de Charles Finney, quando ele andava pelas fábricas e via trabalhadores dobrarem seus joelhos sob a Sua glória e clamarem por perdão, embora nenhuma palavra tenha sido dita ou pregada. Que a mais tênue sombra de Sua presença em nossas vidas possa curar os doentes e restaurar os coxos que encontramos pelas ruas.

Permita que estejamos de tal forma imbuídos de Sua presença, que as pessoas não consigam entrar em nossos lares ou permanecerem em nossa presença, sem que se arrependam de seus pecados. Que a Sua glória, Pai, traga convencimento em suas vidas e as conduza à salvação, não por causa de nossas palavras, mas por causa de Sua presença e poder em nossos corações.”

Para ser honesto, estou procurando pelo mesmo tipo de avivamento que aconteceu nas ilhas Novas Hébridas (Nota do tradutor: O arquipélago Novas Hébridas, localizado no Oceano Pacífico, obteve sua independência em 1980, passando a se chamar República de Vanuatu.), quando oficiais foram enviados ao evangelista Duncan Campbell, que estava conduzindo cultos noturnos naquela região, e disseram: “Será que você poderia nos acompanhar à delegacia? Há uma multidão por lá, não sabemos o que está acontecendo, mas, talvez, você saiba.” (Isto, realmente, aconteceu!)

O evangelista conta que, enquanto se encaminhava à delegacia, juntamente com os policiais, às quatro horas da madrugada, se chocou com a calamidade que pairava no ar: parecia que uma praga estava sobre o lugar. Atrás de cada porta e por todo lado, havia pessoas chorando e clamando. Homens se ajoelhavam nas esquinas, mulheres e crianças, ainda de pijamas, estavam na entrada de suas casas chorando.

Quando o evangelista, finalmente, chegou à delegacia, encontrou a multidão chorando e dizendo aos policiais: “O que está acontecendo, o que está errado?” Elas nem conheciam Deus o suficiente para saber que Ele era Quem as estava movendo! Tudo que sabiam era que havia algo errado e que eram culpadas. Por isto, elas foram à delegacia para confessar sua culpa. O que havia de errado com elas era o pecado em seus corações e Deus as convencera disto repentinamente. Quando estas pessoas começaram a invadir a delegacia com suas confissões, os policiais não tiveram como respondê-las.

O evangelista se colocou na escada da delegacia, naquela madrugada, e pregou o “simples” evangelho do arrependimento e da salvação através de Jesus Cristo e ali ocorreu um avivamento genuíno. Este é o tipo de avivamento de que estou falando, o tipo que vai, rapidamente, soterrar todo recurso e poder humano nas igrejas todas ao redor do mundo.

O MUNDO ESTÁ FAMINTO, MAS NÃO HÁ PÃO FRESCO

Em nosso estado atual, seríamos totalmente incapazes de administrar tal “colheita” de almas. Não temos, em nossas prateleiras, quantidade suficiente do pão da presença de Deus para dar às massas famintas! Talvez o que vou dizer incomode algumas pessoas, mas não suporto nossa mentalidade de que a igreja deva funcionar apenas “meio expediente”. Abordamos este assunto no Capítulo 2: “Não há pão na Casa do Pão”, mas ele tem que ser repetido até que algo mude.

Por que, em quase toda esquina, existe uma pequena loja de conveniências, aberta 24 horas por dia, para suprir a demanda dos consumidores? Enquanto isso, a maior parte das igrejas, que deveriam satisfazer a fome de Deus que as pessoas têm, funcionam somente quatro horas por semana no domingo pela manhã e à noite! Por que a igreja não fica aberta dia e noite? Não deveríamos estar oferecendo aos famintos o Pão da Vida? Algo está terrivelmente errado e não acho que seja a fome por Deus. As pessoas estão famintas, tudo bem, mas conseguem diferenciar o “pão dormido”, de experiências religiosas antigas, do pão fresco, a genuína presença de Deus. Mais uma vez, devemos concluir que as pessoas famintas não estão batendo em nossas portas porque a Casa do Pão está vazia.

É interessante notar que nenhuma das cinquenta maiores igrejas do mundo está nos Estados Unidos. “E como poderiam? Não enviamos missionários pelo mundo por mais de duzentos anos?” Os famintos precisam de pão fresco, em abundância, não de velhos farelos do último banquete espalhados pelo chão.

Tenho um amigo que pastoreia uma igreja com aproximadamente 7 mil membros. Sua igreja é, sem dúvida, o melhor modelo de “igreja em células” nos Estados Unidos. Certa vez, ele me contou que recentemente participara de uma conferência internacional e o que descobriu lá encheu seus olhos de lágrimas.

Ele me disse: “Tommy, algo realmente me deixou angustiado naquela conferência.” E explicou que a conferência ofereceu um seminário a pastores de igrejas com mais de cem mil membros. Ele me disse: “Não pude evitar. Eu tive que espiar a sala de reuniões para me certificar se havia alguém lá. Para minha surpresa, ali estavam umas 20 ou 30 pessoas. E fiquei contristado por não poder tomar parte daquele grupo.” E, com lágrimas nos olhos, aquele meu amigo pastor, disse: “Então me dei conta, Tommy, de que ninguém naquela sala era americano.”

Ele é um homem bem-sucedido pelos padrões americanos. Em sua cidade, que tem cerca de 400 mil habitantes, ele conseguiu alcançar um número considerável de pessoas. No entanto, ele ainda quer fazer mais. Ele não é daquele tipo que se preocupa com quantidade ou fica contando o número de membros na igreja para competir com outros pastores e poder se gabar dos cultos dominicais. Ele é um Caçador de Deus e um “ganhador de almas”. Suas lágrimas não eram de inveja, eram lágrimas de sofrimento. É hora de o povo de Deus buscá-Lo desesperadamente, pois o fogo do avivamento deve, primeiramente, inflamar a Igreja, antes que suas chamas se espalhem pelas ruas.

Estou cansado de tentar realizar a obra de Deus com mãos humanas. Tudo que precisamos para um avivamento que alcance toda a nação é que a presença de Deus se manifeste.

Para que você veja suas escolas sendo transformadas em lugares de oração, é preciso que Deus Se manifeste. Não estou falando de um evento histórico ou teórico, mas houve tempos em que a glória de Deus fluía em Suas igrejas de tal forma que Seu povo tinha que tomar cuidado ao entrar em restaurantes. Ao curvarem suas cabeças para agradecer pelo alimento, deparavam-se com as pessoas ao redor, clientes e garçons, chorando compulsivamente e dizendo: “O que há com vocês?”

Na época daquela visitação de Deus em Houston, minha esposa estava na fila em uma loja, quando uma senhora tocou em seus ombros. Ela se virou para ver quem a tocara e encontrou uma estranha chorando diante dela sem o menor embaraço. A senhora falou à minha esposa:

“Não sei onde você esteve e não sei o que você tem. Sabe, meu marido é um advogado e estou a caminho de um divórcio.”

Ela começou a desabafar todos seus problemas e, finalmente, disse:

“O que quero dizer é que preciso de Deus! Ore comigo!” Minha esposa olhou ao redor e perguntou: “Aqui?”.

A senhora respondeu: “Sim, agora.”

Minha esposa perguntou novamente: “Bem, e quanto aos outros na fila?”

No mesmo instante, aquela senhora se voltou para a mulher que estava atrás dela e perguntou:

“Você se incomodaria se eu orasse aqui com esta mulher?” A resposta foi:

“De maneira alguma! Orem comigo também!”

NÃO EXISTE ATALHO

Fatos sobrenaturais como este também acontecerão com você, mas só há uma maneira. Acontecerão quando pastores e ministros chorarem entre o pórtico e o altar e clamarem a Jesus por libertação. Não existe atalho para o avivamento ou para a vinda da presença de Deus. A glória de Deus só virá quando o arrependimento e o quebrantamento fizerem com que você se ajoelhe, pois a presença do Senhor requer pureza. Somente os mortos verão a face de Deus.

Não podemos esperar que os outros se arrependam se não estamos dispostos a andar, continuamente, em um nível profundo de arrependimento.

O mundo está cansado de ouvir igrejas pomposas pregando sermões populares por detrás de seus púlpitos. Que direito nós temos de dizer às pessoas para se arrependerem, quando os mesmos problemas de que padecem podem ser verificados em nossa própria casa? A hipocrisia nunca foi “moda” na Igreja de Deus, mas temos feito dela a atração principal em nossa “versão” de igreja. Precisamos nos purificar e confessar: “Sim, estamos com problemas. Sim, eu estou com problemas também. Mas vou me arrepender do meu pecado agora mesmo. Alguém aqui quer se juntar a mim?”

Creio que ficaríamos surpresos com o número de pessoas que começariam a vir de todos os segmentos da sociedade quando vissem a Igreja se arrependendo! Mais uma vez, voltamos ao nosso problema mais sério: não temos o pão da presença de Deus. Nossas igrejas estão cheias de filhos pródigos atrás de sucesso profissional, que amam aquilo que o Pai pode dar mais do que o próprio Pai. Vamos à mesa do Pai não para Lhe pedir mais de Sua presença, mas para implorar e persuadi-Lo a nos dar tudo aquilo que Ele prometeu que seria nosso por direito. Abrimos a Palavra e nos apressamos em cobrar: “Quero todos os dons, quero a melhor porção, a bênção plena, quero tudo o que me pertence.” Ironicamente, foi a bênção do pai que “financiou” a viagem do filho pródigo para longe de sua face! E foi a consciência da pobreza de coração do filho pródigo que o impeliu de volta aos braços do pai.

Algumas vezes, usamos as bênçãos que Deus nos dá para financiar nossa jornada para longe do centro de Sua vontade. É importante que voltemos à estaca zero, à presença ideal e definitiva do Pai a fim de desfrutarmos de uma comunhão íntima.

“Senhor, coloque uma fome da Sua presença em nossos corações! Não fome do que o Senhor pode nos dar.

Agradecemos Suas infinitas bênçãos, Pai, mas queremos ter fome de Ti, nosso Abençoador. Venha nos mostrar o verdadeiro propósito de Sua presença!”