A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

PREOCUPAÇÃO NA MEDIDA

Preocupar-se não é algo totalmente negativo. Entenda

Preocupação na medida

No artigo The Surprising Upsides of Worry”, publicado no periódico Social and Personality Psychology Compass, a pesquisadora Kate Sweeny comenta achados sobre o lado bom da preocupação – ela gera um comportamento preventivo e protetor e um senso de planejamento que evita riscos e insucessos. Isso melhora corpo e mente, livrando-nos de emoções negativas e situações indesejáveis, além de melhorar as estratégias de solução de problemas e conflitos.

Segundo o estudo, a preocupação gera benefícios quando utilizada na medida certa, não sendo benéfica quando de menos ou em demasia.

Na proporção exata, ela é um motivador comportamental que age positivamente, por três razões, segundo o artigo:

1. A preocupação serve como uma sugestão que a situação é séria e requer a ação. As pessoas usam suas emoções como fonte de informação ao fazer julgamentos e decisões;

2. Preocupar-se com um estressor faz com que o mantenhamos sob nosso foco e leva as pessoas à ação;

3. O sentimento desagradável de preocupação motiva as pessoas a encontrar maneiras de reduzir a sua preocupação.

Entre os efeitos danosos da preocupação em excesso estão transtornos como os de ansiedade, o burnout e a depressão, entre outros.

OUTROS OLHARES

O REMÉDIO É A INOVAÇÃO

Gigantes da indústria farmacêutica apostam na aquisição de startups da área de bio e nanotecnologia para incrementar a criação de medicamentos que podem salvar vidas

O remédio é a inovação

O ano começou agitado – e saudável – para a indústria farmacêutica mundial. Em janeiro, a centenária americana Bristol-Myers Squibb (BMS), conhecida por ter entre suas criações o Luftal e o Naldecon, anunciou a compra do gigante de biotecnologia Celgene por vistosos 74 bilhões de dólares. Seu objetivo não era exatamente adquirir os laboratórios ou as fábricas de medicamentos e sim as cada dia mais valiosas patentes de tratamentos modernos – e caríssimos – para males complexos como câncer e doenças autoimunes. Para evitarem gastar tanto dinheiro numa só tacada, as concorrentes globais da BMS estão à caça de startups em estágios mais incipientes de desenvolvimento – e que, por isso, custam menos. Há duas semanas, a Peloton Therapeutics, cujo carro-chefe é um novo tratamento para o câncer renal, foi comprada pela alemã Merck por 1 bilhão de dólares – valor que pode dobrar se a empresa, fundada em 2010, no Texas, cumprir metas de vendas e conseguir aprovações regulatórias. A lista de grandes negociações no setor conta ainda com o pagamento de 8 bilhões de dólares que a tradicional americana Eli Lilly (do célebre Prozac) aceitou fazer para ter a nova-iorquina Loxo Oncology, de tratamentos para cânceres raros, além dos 4,8 bilhões de dólares que a suíça Roche ofereceu pela também americana Spark Therapeutics, de terapias genéticas. O movimento é uma mudança do tradicional modelo de negócios do setor, que sempre teve como motor o altíssimo investimento em pesquisa e desenvolvimento de remédios. Ao apostarem nessa nova direção, as grandes farmacêuticas dão a terapias de vanguarda uma escala global – o que amplia a oferta de medicamentos de ponta, capazes mesmo de salvar vidas.

A busca dos gigantes farmacêuticos por inovação fora dos próprios laboratórios não é só uma questão de custo. É que a expertise tradicional de desenvolver moléculas que interagem com o corpo humano, vírus e bactérias produz cada vez menos resultados. Os remédios de base química, que enriqueceram a indústria a partir dos anos 60, já foram exaustivamente explorados. A maior longevidade da população e a incidência de doenças crônicas, como diabetes, exigem terapias que estão além da capacidade dos remédios alopáticos. É aí que entram a biotecnologia e a nanotecnologia, inaugurando um promissor horizonte de oportunidades para desbravar. Para não ficarem no fim da fila, as empresas da área estão indo atrás de quem está nessa vanguarda. No primeiro trimestre de 2019, as fusões e aquisições dos setores farmacêutico e de ciências da vida – recorte que inclui biotecnologia e aparelhos médicos – sornaram 147,3 bilhões de dólares. Foi o maior resultado trimestral dos últimos dois anos, segundo a consultoria PwC. No Brasil, o movimento de investimentos em companhias inovadoras também já se insinua. A indústria local se concentra na fabricação de genéricos e similares, mas o cenário está mudando. A Roche, que anunciou o fechamento de sua unidade brasileira de produção em cinco anos, prevê repetir aqui neste 2019 os investimentos de quase 190 milhões de reais registrados em 2018 em pesquisa e desenvolvimento. A empresa aposta em um programa de seleção de startups que já está em sua terceira edição. A suíça Novartis segue pelo mesmo caminho, e ainda promete anunciar em junho as seis primeiras companhias brasileiras a receber seus aportes financeiros.

Os avanços também vêm de indústrias nacionais. A Eurofarma, após uma experiência bem-sucedida com programas para startups, lançará um fundo de investimentos no segundo semestre. A empresa acabou de fechar um acordo de cooperação com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, para fortalecer a pesquisa de novos medicamentos. O mesmo direcionamento tem movido a Libbs. Em seu programa Portas Abertas, startups recebem aconselhamento ou até se tornam fornecedoras. Uma delas, a paulistana Pluricell, que desenvolve um tratamento para regenerar células cardíacas de pessoas que sobreviveram a infartos, recebeu em maio um aporte da Libbs de 1 milhão de dólares. A inovação da Pluricell pode levar até dez anos para entrar no mercado. “É uma aposta de alto risco”, afirma Lívia Prado, executiva de inovação da Libbs.”Mas, se der certo, pode gerar uma grande revolução”.

GESTÃO E CARREIRA

SEM DORES DE CABEÇA

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Não quer ter problemas com o eSocial? Um dos caminhos para isso é redobrar a atenção, em especial a dos responsáveis pela inclusão dos dados no sistema. Um erro e pronto: gera uma inconsistência e, depois fiscalização. Alexandre Eisenmann, sócio da Soft Trade, empresa de tecnologia que desenvolve soluções para RH, dá alguns exemplos de inconsistências que o profissional de gestão de pessoas deve evitar.

DIFERENÇA DE SALÁRIO

Prática relativamente comum nestes tempos de crise econômica, quando a empresa paga o salário parcialmente e faz o acerto algum tempo depois, Eisenmann recomenda às organizações reabrirem a folha de pagamento do mês relativo ao valor pago a menos, recalcular o pagamento informando a diferença e recolher os encargos com as multas. “Se chamar de diferença no mês corrente, por exemplo, se a empresa paga uma diferença de salário, significa que é relativa a um valor que deveria ter sido pago em algum mês que passou, o eSocial vai identificar a inconsistência”, aponta.

DISSÍDIO

O dissídio acontece quando a correção anual de salário vai a julgamento, e o resultado sempre sai com atraso. Se determinado profissional foi promovido antes da divulgação do dissídio, o RH precisa saber encaixar a informação sobre o aumento salarial relativo à promoção e depois fazer uma outra operação relativa ao reajuste da data-base definido no dissídio. Por exemplo, um profissional cuja categoria tem data-base no mês de julho é promovido no mês de agosto e o dissídio é publicado em outubro: o RH precisa proceder o aumento salarial relativo à promoção em agosto, depois proceder o reajuste da data-base sobre o salário de julho. “Esse é um problema principalmente para as empresas pequenas, pois as pessoas nem sempre sabem fazer”, adverte.

ERROS DE DIGITAÇÃO

Eisenmann alerta para uma atenção especial na inclusão de dados no eSocial, especialmente no cadastramento de cargos, pois, se o responsável pelas informações digitar “perdeiro” em vez de pedreiro, será necessário corrigir o código relativo ao cargo digitado errado e também alterar todas a admissões. “No caso de uma construtora, no exemplo citado, se ela fizer 500 admissões de pedreiros e o cargo estiver digitado errado será necessário alterar uma por uma. É preciso ter muito cuidado ao fazer a primeira inclusão para não ter nenhum erro de digitação e não incorrer nesse tipo de problema”, adverte.

AUTÔNOMOS

Embora o eSocial ofereça a opção de cadastrar o autônomo com trabalhador sem vínculo empregatício, como é feito para os estagiários e diretores estatutários, por exemplo, Eisenmann recomenda informar apenas o pagamento, pois há uma opção com somente quatro ou cinco campos, ao contrário das outras categorias em que é necessário registrar outros dados do trabalhador.

PROCURAÇÕES ELETRÔNICAS E SEUS PERFIS

No eSocial, existe uma série de informações que precisa ser enviada. Por exemplo, primeiro devem ser enviados os dados a respeito da empresa, cargos, rubricas, funções, estabelecimentos, processos jurídicos que a organização tem; depois, são enviados as admissões e os pagamentos. Para uma software house hospedar uma aplicação de um cliente ou um escritório de contabilidade enviar as informações em nome de um cliente, é preciso ter uma procuração eletrônica, pois é necessário um certificado digital.

A polêmica está na definição dos perfis, pois o Governo criou alguns níveis de acesso para evitar que a empresa dê uma procuração a uma pessoa com acesso total aos dados. Por exemplo, um médico do trabalho só vai poder cadastrar os atestados de saúde ocupacional no sistema, sem acesso às demais áreas. Entretanto, uma empresa pequena pode não utilizar um software para enviar os dados e cadastra as informações pelo portal do eSocial na internet. Só que a procuração para acesso ao portal é ilimitada. Nesse caso, a empresa precisa colocar uma pessoa de extrema confiança, que sabe que não irá alterar dados que não são de sua responsabilidade, ou contrata uma software house que ofereça um sistema eSocial que faz a separação por perfis.

ATESTADOS

Uma “dor de cabeça” muito recorrente para o pessoal de RH está relacionada aos afastamentos. Os quinze primeiros dias de afastamento são pagos pela empresa. Se o funcionário se afastou por cinco dias, volta, mas tem uma recaída e fica mais 15 dias afastado, o que a organização normalmente faz é considerar como dois afastamentos, pagando cinco dias do primeiro afastamento, depois paga mais 15 dias do segundo. O eSocial considera o segundo afastamento como continuidade do primeiro, de modo
que a empresa deve pagar os cinco primeiros dias, mais dez do segundo, perfazendo os quinze dias legais.

As grandes organizações, e muito pulverizadas, delegam a gestão de pessoas para o RH da filial ou normalmente para o gerente da unidade. E podem acontecer situações como, por exemplo, uma funcionária gestante se afastar para ter o filho, volta e entrega cópia da certidão de nascimento ao gerente; só que o RH nem estava sabendo e recebe o documento para incluir a criança no plano médico. Esse caso tem um problema grave, pois era necessário trocar as rubricas – itens relativos aos pagamentos e descontos no holerite – e fazer os pagamentos como licença-maternidade.

Se não fizer esse procedimento, o empregador estará pagando salário e não afastamento e a empresa perde dinheiro, pois recupera os valores pagos da licença-maternidade do INSS. “Se tiver de informar a licença de forma retroativa, vai dar tanto trabalho que muitas vezes nem compensa. A organização precisa ter formas de treinar seus gestores de que o RH deve ser informado sobre todos os procedimentos relativos aos funcionários, porque os gestores acham que as coisas acontecem automaticamente, ao deixar a funcionária afastada durante quatro meses. Sem contar a possibilidade de a funcionária sofrer algum acidente ou ter complicações pós-parto, como computar essa situação se ela estava afastada, mas não oficialmente?”, questiona.

PAGAMENTOS PÓS-DESLIGAMENTOS

As empresas comumente utilizam um termo chamado “quitação complementar” para o pagamento de itens depois da homologação como, por exemplo, PLR, stock options etc. Na verdade, essa quitação complementar não existe. O que existe é a correção da quitação. Portanto, toda vez que for feita uma alteração na quitação depois do prazo, será necessário recolher os encargos com multa. “Na verdade, fazemos um alerta para que a empresa pague tudo de uma vez”, observa Eisenmann.

Em relação ao 13º salário, o especialista adverte que a segunda parcela não deve ser paga no mês de novembro. “O correto é pagar a primeira parcela até novembro e a segunda em dezembro. A segunda parcela nunca deve ser antecipada”, alerta.

ALIMENTO DIÁRIO

SEGREDOS DO LUGAR SECRETO

Alimento diário - livro

CAPÍTULO 49 – O SEGREDO DE COMPRAR ÓLEO

 

O óleo na Bíblia normalmente representa o Espírito Santo, portanto, ter óleo em nossas candeias significa termos a presença interna do Espírito Santo iluminando nossas vidas com seu zelo e sua glória. Sem o óleo do Espírito Santo, nossas vidas se tornam estéreis e nossa luz é apagada. O lugar secreto é onde compramos óleo. Quando nos retiramos para ter comunhão com nosso Senhor, somos renovados no Espírito Santo e nossos níveis de óleo são reabastecidos.

A ideia de “comprar óleo” é derivada da parábola das dez virgens. Então, vamos ver a passagem e fazer uma observação especial de como a palavra “óleo” aparece na parábola. Jesus disse:

“O Reino dos céus será, pois, semelhante a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo. Cinco delas eram insensatas, e cinco eram prudentes. As insensatas pegaram suas candeias, mas não levaram óleo. As prudentes, porém, levaram óleo em vasilhas, junto com suas candeias. O noivo demorou a chegar, e todas ficaram com sono e adormeceram. À meia-noite, ouviu-se um grito: O noivo se aproxima! Saiam para encontrá-lo! Então todas as virgens acordaram e prepararam suas candeias. As insensatas disseram às prudentes: Deem-nos um pouco do seu óleo, pois as nossas candeias estão se apagando. Elas responderam: Não, pois pode ser que não haja o suficiente para nós e para vocês. Vão comprar óleo para vocês. E saindo elas para comprar o óleo, chegou o noivo. As virgens que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial. E a porta foi fechada. Mais tarde vieram também as outras e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abra a porta para nós! Mas ele respondeu: A verdade é que não as conheço! Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora!”.

Não temos espaço neste breve capítulo para um estudo completo dessa parábola. Ela é incrivelmente fascinante e ganhou uma grande variedade de interpretações e aplicações. Entretanto, a grande maioria concorda que o óleo na candeia representa ter um reservatório interno da realidade do Espírito Santo. Nosso foco aqui é o óleo. Se não formos preenchidos com o óleo do Espírito Santo não sobreviveremos ao caos e às calamidades dos últimos dias.

Todas as dez virgens tinham óleo em sua candeia, mas as cinco virgens prudentes trouxeram uma vasilha de óleo extra com elas. Elas fizeram isso porque anteciparam o fato de que a volta do noivo poderia demorar além das expectativas. As virgens insensatas fizeram a pressuposição fatal de que a volta do noivo seria breve. Elas estavam confiantes de que não precisariam de óleo extra; elas pensaram que suas candeias tinham óleo suficiente para sustentá-las até a volta do noivo.

Todas as dez eram virgens. Isso indica que todas elas eram crentes fiéis. Mike Bickle sugeriu, com base no contexto, que essas virgens representam os líderes de igreja. Se isso for verdade, então, podemos dizer que o óleo representa a unção ministerial do líder que é cultivada no lugar secreto. As virgens insensatas tinham a mentalidade de “se virar”.

Elas investiram no lugar secreto somente até o grau em que as responsabilidades de seus ministérios pareciam exigir. As prudentes mostraram sua diligência ao aprofundarem seu relacionamento com Deus, o que era mais do que seus atuais ministérios exigiam delas. As prudentes não vinham ao lugar secreto simplesmente para comprar óleo para abastecer o ministério; elas também vinham para comprar óleo para si mesmas para terem um relacionamento fervoroso e particular com o Senhor.

O preço para obter óleo para o ministério não é muito alto, mas o preço para obter um relacionamento de intimidade com Jesus é muito alto. Então, quando o tempo para o abastecimento do ministério termina, você ainda permanece de maneira fervorosa na presença de Deus.

O óleo do relacionamento autêntico é comprado ao preço de investimento de tempo e energia no lugar secreto. Os insensatos permitem que as questões urgentes do momento os arrebatem do lugar secreto após terem feito o abastecimento mínimo. Os prudentes permanecem e continuam sendo abastecidos com óleo até seus corações serem energizados por seu relacionamento de amor com Jesus.

Quando sua insensatez torna-se óbvia, o insensato se volta para o prudente e diz: “Preciso de um pouco de seu óleo”. Ele reconhece que o prudente tem um relacionamento profundo com Deus que nunca teve tempo e disposição para cultivar. Ele diz: “Preciso de um pouco de sua autoridade ministerial”. Mas o prudente compreende que não há atalhos para se obter autoridade ministerial. Você não pode obter autoridade a partir da unção de outra pessoa; você tem que obtê-la por si mesmo no lugar secreto. Quando o noivo demora a voltar, as virgens são sobrepujadas com coração doente, por causa da esperança que se retarda (Provérbios 13.12). O coração doente fará com que elas durmam dominadas pela tristeza (Lucas 22.45). A demora do noivo tem um modo de diferenciar o insensato do prudente. Ela revela aqueles que desenvolveram sua própria história pessoal de um relacionamento avivado com o noivo.

Aqueles que perseveram em amor através de um coração doente por causa da esperança que se retarda serão revestidos com a autoridade ministerial para libertar os cativos. Por fim, os prudentes se tornam poderosos libertadores.

Nós precisamos de um reservatório no Espírito para nos sustentar na hora da provação que está para vir sobre todo o mundo (Apocalipse 3.10). O tema da parábola é – compre óleo! Dedique-se ao lugar secreto até seu coração estar transbordando de amor e zelo por seu Amado. Então, torne isso a prioridade máxima do seu dia para manter esse reservatório de óleo abastecido. O segredo é este: o lugar secreto é o limiar para se obter o reabastecimento necessário para sustentá-lo durante a noite escura da demora de Cristo.

Compre óleo!