ALIMENTO DIÁRIO

SEGREDOS DO LUGAR SECRETO

Alimento diário - livro

CAPÍTULO 34 – O SEGREDO DA SANTIDADE

 

Quem poderá subir o monte do SENHOR? Quem poderá entrar no seu Santo Lugar? Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro, que não recorre aos ídolos nem jura por deuses falsos. Salmos 24.3-4

SENHOR, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte? Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo, que de coração fala a verdade. Salmos 15.1-2

Nada se compara ao privilégio quintessencial de ficar de pé diante do trono de Deus. Essa é a maior de todas as honras e o maior de todos os deleites. Os demônios invejam o favor que você tem com Deus e os anjos ficam perplexos com seu status na presença dele. Isso tudo porque você atendeu seu chamado para a santidade! Você purificou o seu coração, limpou suas mãos, aspergiu sua consciência com o sangue de Jesus e se aprontou com vestes brancas e ações de justiça.

O Senhor disse: “Somente quem tem vida íntegra me servirá” (Salmos 101.6). Isso não se refere à perfeição sem pecado, mas a um estilo de vida inculpável que não está sujeito à censura ou crítica por aqueles que vivem perto de você. A recompensa desta consagração é a intimidade incrível de ficar de pé continuamente diante da presença de Deus. A busca da santidade não é um fardo, mas um profundo privilégio. A santidade com alegria é um dos segredos silenciosos do Reino – uma pureza do coração que abre caminho para os mais altos níveis de comunicação com Deus.

A santidade não é uma qualidade inerente que carregamos; é uma qualidade derivada do que nos tornamos. A santidade tem somente uma fonte, o Santo. A santidade está associada à proximidade com o trono. Os serafins são chamados de “santos” não por causa de quem são, mas por causa de onde estão. Eles são “santos” porque vivem na presença imediata do Santo! Sou santo somente de acordo com o grau de minha permanência em sua santa presença.

Eu costumava definir santidade mais pelo que nós não fazemos, mas agora defino mais pelo que fazemos. A santidade é encontrada ao nos aproximarmos do fogo santo da Trindade, onde qualquer coisa impura é queimada como restolho, e tudo o que é santo é incendiado e fica ainda mais quente.

“O SENHOR Deus é sol” (Salmos 84.11). Como meu sol, o Senhor é minha luz, meu calor, aquele em torno do qual minha vida gira. Ele é quem produz fruto no jardim de minha vida, seu Espírito a rega, sua Palavra a nutre e sua face é o poder que faz com que o fruto do meu jardim cresça. Como um planeta gira em torno do sol, desejo que minha vida gire em torno de Cristo. Desejo ser um planeta, não um cometa que faz uma breve aparição a cada 300 anos para depois retornar à escuridão. E eu não quero orbitar na extremidade mais distante. Desejo estar próximo – ardendo com o mesmo fogo santo que irradia da face de Deus.

Para compreender a santidade, primeiramente precisamos olhar para Espírito Santo na Bíblia. Bem no início, a terceira pessoa da Trindade era chamada de “o Espírito de Deus” (Genesis 1.2). Ele nunca foi revelado como o Espírito Santo até o mais infeliz incidente na vida de um homem notável. Davi recebeu uma grande unção do Espírito e, como um salmista profético, viveu na dimensão do Espírito. (Ele escreveu o Salmo 24 e o Salmo 15, mencionados no início deste capítulo).

Mas Davi caiu gravemente em pecado. Ele cometeu adultério com a esposa de seu vizinho e, em seguida, o assassinou. Movido pelo medo, ele iniciou uma campanha de acobertamento para ocultar o seu pecado. Mas durante esse período de negação, algo terrível aconteceu com ele – o Espírito de Deus saiu de sua vida. Ele estava acostumado a ter as canções do Espírito fluindo de dentro dele, mas esse fluxo parou. Sua vida de oração se tornou banal e frustrante. Ele sabia que algo estava terrivelmente errado. Então, veio o profeta Natã que lhe falou claramente sobre seu pecado.

Quando Davi se arrependeu, ele reconheceu que tinha perdido a presença do Espírito de Deus que tinha se tornado tão preciosa e tão satisfatória para ele. Ansioso por voltar a ter a antiga intimidade com Deus, Davi implorou: “Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito” (Salmos 51.11).

Esse foi o clamor desesperado de um homem que aprendeu com sua própria experiência que o Espírito de Deus, acima de tudo, é santo. Ele habita somente naqueles cujos corações são voltados para a santidade. Os homens santos vivem na presença do Espírito Santo. Uma vez conhecida essa intimidade, você percebe que não vale perdê-la por nada.

A santidade é muito mais que simplesmente viver com pureza. Santidade é uma vida vivida diante do trono de Deus. As Escrituras dizem de João Batista: “Herodes temia João e o protegia, sabendo que ele era um homem justo e santo” (Marcos 6.20). João não era apenas (puro). Ele era muito mais do que isso, ele também era santo. Ele era separado para Deus, carregava a presença de Deus, um homem de viver celeste na terra. João vivia na presença de Deus – motivo pelo qual Jesus o chamou de “uma candeia que “queimava e irradiava luz” João 5.35). Somente homens santos fazem com que um rei tema. Ele não era apenas puro, mas também ardia a chama que emanava de sua permanência fervorosa ao redor do trono.

A santidade está para a oração como o fogo está para a gasolina. Quando um homem ou mulher santa ora, coisas explosivas acontecem. Não buscamos santidade visando o poder, buscamos a santidade visando o amor. Mas aqueles que buscam santidade por amor a Jesus tornam-se muitos influentes nas cortes do céu.

Tiago 5.16 associa santidade e oração: “A oração de um justo é poderosa e eficaz”. As coisas mudam na terra quando um homem ou uma mulher santa, com uma vida secreta cultivada em Deus, ora com paixão e urgência ao Senhor para que venha a conhecê-lo e amá-lo.

Deus é tão comprometido em nos conduzir à santidade que está disposto a fazer “o que for necessário” para nos levar até ela. A Bíblia ressalta que o objetivo principal da disciplina de Deus em nossas vidas é “que participemos da sua santidade” (Hebreus 12.10).

Se reagirmos devidamente às disciplinas de Deus, elas inevitavelmente nos levarão através do caminho do arrependimento à verdadeira santidade. A princípio, quando recebemos as disciplinas, parece que Deus está querendo nos matar. Porém, se perseverarmos em amor, a crucificação e o enterro serão seguidos pela ressurreição!

Quero concluir este capítulo com esta poderosa verdade: santidade gera ressurreição. Tão certamente quanto a disciplina gera fraqueza e quebrantamento, a santidade gera ressurreição, libertação e cura.

O Senhor Jesus “mediante o Espírito de santidade foi declarado Filho de Deus com poder, pela sua ressurreição dentre os mortos” (Romanos 1.4). Em outras palavras, foi a santidade de Jesus que possibilitou sua ressurreição.

Essa verdade foi profetizada por Davi: “Porque tu não me abandonarás no sepulcro nem permitirás que o teu santo sofra decomposição” (Salmos 16.10). O versículo se aplica inicialmente a Davi, que foi disciplinado por Deus quase a ponto de morrer, mas então foi ressuscitado por causa de sua santidade. Mas isso é, efetivamente, o Espírito Santo falando de Jesus Cristo, que não viu corrupção. O corpo de Jesus experimentou o rigor mortis, mas nunca experimentou corrupção, porque Ele ressuscitou antes de se decompor.

Isso se aplicou a Davi e a Jesus e também se aplica a você! Você não pode manter a santidade enterrada para sempre. Ainda que você se sinta morto e enterrado sob o peso da mão disciplinadora de Deus, dedique-se a estar na sua presença santa. Independentemente de seus sonhos destruí­ dos e esperanças adiadas, more no abrigo (lugar secreto) do Altíssimo. É o segredo de sua redenção. À medida que o ama de sua sepultura, você passa a mover forças espirituais poderosas.

José foi enterrado na prisão, mas por causa de sua santidade não puderam mantê-lo lá para sempre. Quanto mais você mantiver um homem santo enterrado, mais força precisará ser exercida para mantê-lo enterrado, e sua ressurreição ocorrerá no nível mais alto. Mantiveram José enterrado por um período prolongado e ele ressurgiu nos níveis mais altos do palácio.

A sepultura conseguiu manter o Santo somente até o início do terceiro dia. As garras da morte se abriram e a Santidade surgiu no lugar mais alto:

Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. (Filipenses 2.9-11).

Pratique a santidade de estar na presença de Deus, ó santo cansado. É inevitável – a santidade ressurgirá!

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.