A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MUDANÇA DE GÊNERO

A identidade de gênero diz respeito às características sexuais biológicas e, nesse sentido, há diferenças fundamentais entre a natureza do homem e a da mulher

Mudança de gênero

Recentemente jornais e canais de televisão noticiaram que um menino com 5 anos de idade ganhou na justiça o direito de ser tratado, na escola, pelo gênero feminino. Para lembrar, no dia 29 de janeiro, um juiz do Mato Grosso autorizou a mudança do gênero sexual de uma criança de 9 anos, que nasceu com o sexo masculino, afirmando em sua sentença: “A personalidade da infante, seu comportamento, aparência, remetem, imprescindivelmente, ao gênero oposto de que biologicamente possui”. Correto? Para nós, não, pois gênero não se muda, sobretudo de crianças, que são imaturas física e mentalmente.

As características sexuais biológicas possuem diferenças fundamentais entre a natureza do homem e a da mulher, que independem do meio social e da criação familiar. O gênero “masculino” e “feminino” vão se desenvolver conforme o biológico do indivíduo: pênis, bolsa escrotal e escroto, enquanto o feminino possui vagina, útero e ovários, além de haver diferenças cromossômicas.

Porém, como a natureza não é maniqueísta, pois natura non facit saltus (a natureza não dá saltos), existe o meio-tom, a aurora, o cinza, qual os estados intersexuais da espécie humana. São três os principais transtornos de identidade de gênero: Transexualismo, Travestismo e Intersexualismo. Aqui, o que nos interessa é o transexualismo, que consiste em reconhecer em um ente humano, com genital externo de um tipo, um psiquismo nitidamente ao contrário. Essa defasagem entre corpo e psique é o que define o transexual.

Esse tema é de grande importância em Psiquiatria Forense, pois peritos são consultados para saber se determinado indivíduo é ou não portador de transexualismo, visando, basicamente, três itens:

1º – autorização para operação plástica para criação de neovagina (no caso de ter nascido com pênis) ou implantação de prótese peniana (no caso de ter nascido com vagina);

2º – mudança de nome;

3º – mudança de gênero.

Para nós, caso se trate de fato de transexual, a cirurgia pode ser autorizada, assim como o nome pode e deve ser mudado; porém, quanto à mudança de gênero por via judicial, não. É preciso lembrar que a definição de sexo (masculino-feminino, macho-fêmea) é um determinismo biológico que se estabelece nas primeiras semanas de vida intrauterina.  Assim, a determinação biológica não pode ser um ato de vontade que o indivíduo escolhe ou que a autoridade constituída muda por via legal. É preciso respeitar a lei da natureza, que é pétrea. E mais ainda, se for mudado o gênero, redesignado o sexo jurídico, haverá implicações altamente complexas para, por exemplo, casamento (com possível questão de erro essencial sobre a pessoa quanto à identidade), prazos para aposentadoria (no Brasil é diferente para homem e para mulher), nas competições esportivas (a inscrição de um  transexual masculino operado e juridicamente do sexo feminino poderia prejudicar as mulheres). E lembrar também que se o transexual, antes da mudança jurídica de gênero, tiver filho e o seu nome de batismo constar da certidão de nascimento da criança, certamente haverá implicações legais e psicológicas sérias.

Portanto, mesmo com a operação e a mudança de nome, mantém-se juridicamente o gênero cromossômico, físico, biológico que a natureza lhe deu.

GESTÃO E CARREIRA

DE CARONA COM O UBER

Alugando carros para motoristas de aplicativos de transporte urbano, a PPCar prevê triplicar o faturamento neste ano, para mais de 100 milhões de reais – e expandir-se pela América Latina.

De carona com o uber

Quando completou 13 anos, o português Alexandre Ribeiro iniciou uma contagem regressiva. Faltavam-lhe 1.825 dias para tirar a carteira de motorista. Cinco anos depois, lembra, no dia zero de sua contagem, lá foi ele se matricular na escola de condução em Lisboa. Os tempos mudaram, é claro. Hoje em dia, é crescente o número de jovens que não dão a menor bola para ter carro. Graças a essa mudança dos tempos, Ribeiro agora, aos 44 anos, faz outra contagem, desta vez progressiva: quer chegar aos 10.000 carros até o fim do ano. Não para ele, obviamente. Ribeiro é fundador e sócio majoritário da PPCar, uma locadora de automóveis especializada em atender motoristas de aplicativos de viagens, como Uber, 99 e Cabify. O objetivo é mais do que triplicar a oferta de carros (hoje a PPCar tem quase 3.000) e elevar o faturamento da empresa dos 30 milhões de reais em 2018 para mais de 100 milhões em 2019. Para um negócio de apenas dois anos e meio de vida, não está nada mal.

A história da PPCar começou em 2016. Ribeiro, que iniciara a vida adulta trabalhando como consultor de vendas e aos 25 anos montara o próprio negócio de criar games para treinamento em empresas, já morava no Brasil – veio para fazer um projeto para a rede de hotéis Accor e acabou ficando (e casando com uma brasileira). Inquieto, fez um curso na Universidade Singularity, na Califórnia, e saiu decidido a aproveitar as oportunidades da economia compartilhada.Comprou dez carros e contratou motoristas que os dirigissem. “Nem era para ganhar dinheiro”, afirma. “Eu queria entender se havia uma oportunidade.”

Havia. Naquela época, os aplicativos de transporte por automóvel contavam com cerca de 500.000 motoristas no Brasil. Hoje, são mais de 1 milhão. Não só o crescimento é explosivo. Ribeiro também percebeu que os motoristas careciam de educação financeira. A maioria deles não colocava em suas contas os gastos com manutenção, seguro, IPVA, troca de carro. Achavam que seus rendimentos eram líquidos e, lá na frente, tinham de arcar com custos repentinos, para os quais não se haviam planejado.

Feitas as contas, segundo Ribeiro, alugar é muito mais vantajoso do que comprar um carro para fazer o serviço. Primeiro, porque uma empresa consegue descontos da fábrica, pelo volume das encomendas. Além disso, o custo do dinheiro é menor para empresas do que para pessoas físicas; o IPVA é praticamente a metade; os custos de manutenção, devido à escala, são menores; e o seguro pode ser feito pela própria empresa, também com significativa economia. Passado o período de experiência com os motoristas contratados, com receita de 40.000 por mês, Ribeiro decidiu montar a PPCar, com 50 automóveis. Negociou um acordo com a Cabify, que pagava diretamente à PPCar. Esta repassava o pagamento aos motoristas depois de descontar o aluguel do carro. Em um ano, a PPCar cresceu cerca de 20 vezes, mas Ribeiro percebeu que aquele não era o melhor sistema do mundo. Tinha pelo menos três problemas. Primeiro, o risco trabalhista: como sua empresa recolhia o dinheiro e repassava aos motoristas, era mais fácil caracterizá-los como empregados da PPCar, o que poderia levar a um passivo trabalhista. Em segundo lugar, a prestação de contas era um inferno: a cada semana, seu departamento financeiro tinha de emitir as notas e justificar os ganhos e gastos para cada motorista. Finalmente, o sistema era sujeito a fraudes; nada impedia que os motoristas usassem outros aplicativos e ganhassem por fora, escapando ao controle da PPCar.

Em outubro de 2017, Ribeiro promoveu o que no mundo das startups é conhecido como “pivotagem”: um ajuste buscando outro mercado ou outra forma de atuação. Encerrou os contratos e praticamente começou de novo, com um modelo de aluguel “puro”. O desafio era conquistar clientes (os motoristas) concorrendo com locadoras tradicionais com até 100 vezes mais automóveis do que a PPCar (a Localiza, por exemplo, tem uma frota de cerca de 250.000 carros).

A vantagem da PPCar é a especialização. Seu aluguel é até um pouco mais caro, mas inclui uma quilometragem maior, visando a quem vai rodar 10 ou 12 horas por dia. A cobrança do aluguel é semanal, porque os aplicativos também pagam por semana. Os carros são 1.0, novos e econômicos (parte deles, ainda em fase de teste, roda com gás). Não há carros com placas de final 9 e O, sujeitos a rodízio às sextas-feiras em São Paulo. E o mais importante: não é preciso comprovar boas condições financeiras, basta uma caução de 1.000 reais. “Estamos dando crédito a quem não tem”, afirma Ribeiro. “Muitos de nossos motoristas não teriam condições de ter um carro próprio, ainda mais um zero-quilômetro.”

Essas condições são possíveis porque a PPCar montou uma operação totalmente voltada para os aplicativos. Um dispositivo instalado nos carros permite à empresa localizá-los a qualquer momento. “De 120 casos de roubo, nós recuperamos 100”, diz Ricardo Vilela, diretor de tecnologia da empresa. O mesmo dispositivo permite bloquear o carro a distância. Ou seja, se o boleto da semana não for pago, o carro não anda.

A confiança no crescimento do mercado dos aplicativos de transporte é tanta que a PPCar já se internacionalizou. A operação em Portugal começou em janeiro de 2018, e a do México, em junho. No Brasil, a empresa atua em quatro cidades (São Paulo, Rio, Santos e Porto Alegre). A ideia é expandir para mais seis cidades no país e outras seis na América Latina. Os motoristas também participam do crescimento, pela estratégia do marketing multinível: quem indicar um novo motorista ganha 4% de comissão sobre o aluguel do indicado, 3% sobre os pagamentos do indicado, numa escadinha que vai até o quarto nível. “A gente está distribuindo o sucesso também entre os motoristas”, diz Ribeiro. A única sombra nessa expansão toda é a expectativa de um futuro não muito distante em que os carros trafeguem sem motoristas. Ribeiro não parece muito preocupado. Diz que já está formulando um plano para a próxima pivotagem.

De carona com o Uber. 2

OUTROS OLHARES

O NOVO PESO DO QUILO

Após mais de um século, pesquisadores reformulam o modo de quantificar a massa – algo presente na rotina de todos nós e que baseia estudos científicos

O novo peso do quilo

“Ter um sistema de unidades para todos os tempos e todas as pessoas.” Assim o físico alemão Stephan Schlamminger, do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias dos Estados Unidos, resumiu, em entrevista, o objetivo por trás do processo que, na segunda-feira 20, culminou na redefinição do quilograma. Desde 1889, um cilindro composto de uma mistura dos metais irídio e platina – conhecido como Le Grand K (O Grande K, em francês) – era a representação concreta do que seria 1 quilo (1 kg). Trancado em um cofre parisiense, o objeto recebia visitas frequentes de cientistas de todo o mundo, que, trazendo consigo seus padrões nacionais de medida de massa, os ajustavam de acordo com o célebre cilindro. Até que surgiu um inusitado problema: com o passar do tempo, o Le Grand K deixou de ter 1 quilo.

Em 1990 descobriu-se que o cilindro havia perdido 50 microgramas – a massa de um cílio – devido à deterioração. Para a ciência, era inaceitável: um 1 kg não tinha mais… 1 kg! Pesquisadores passaram a buscar uma solução para o caso. A ideia vitoriosa foi atrelar a medida a uma constante da natureza. Escolheu-se relacionar o quilo à quantidade de átomos. Em novembro, chegou-se à criação de uma simbólica esfera de silicone com o número de partículas que se queria. O novo quilo foi anunciado no dia em que também se reformularam o ampere (unidade decorrentes elétricas), o kelvin (de temperatura) e o mol (quantidade de substâncias químicas em moléculas). Com o kg redefinido, quando você for se pesar na farmácia, em breve o resultado será mais preciso.

O novo peso do quilo. 2

ALIMENTO DIÁRIO

SEGREDOS DO LUGAR SECRETO

Alimento diário - livro

CAPÍTULO 28 – O SEGREDO DO DESESPERO

 

PARTE IIII

DEFININDO UM RITMO DE MARATONA

Na Parte II, consideramos algumas dicas práticas para aproveitar ao máximo o lugar secreto. Agora, vamos nos perguntar como podemos preparar nosso coração para assumirmos um compromisso vitalício com o lugar secreto. Não queremos meramente uma explosão de energia nova, somente para vê-la se dissipar em algumas semanas. Desejamos a resolução de buscar a Deus no lugar secreto todos os dias de nossas vidas até sermos chamados de volta para casa.

 

Por muitos anos fui muito disciplinado em minha vida devocional, pois estava determinado a, diariamente, passar um período lendo a Palavra e orando. A cada ano lia a Bíblia inteira em uma tradução diferente.

Adorava o Senhor com louvores e orava por uma longa lista de pessoas. Entretanto, eu ainda não tinha descoberto as maiores alegrias do lugar secreto até o Senhor me conduzir a uma jornada não planejada. Ele permitiu que a calamidade sobreviesse em minha vida a ponto de quase me traumatizar. Minha vida ficou fora de controle e minha própria sobrevivência (espiritual) estava em jogo. Freneticamente, comecei a me esforçar e a buscar o coração de Deus, lendo a Bíblia de capa a capa, tentando compreender os caminhos dele. Parecia que estava lutando para conseguir um pouco de ar como um homem que se afoga.

Para fazer uma colocação simples, eu estava desesperado. Foi nessa busca desesperada por Deus que o lugar secreto começou a florescer para mim como uma flor no deserto. O que fez a diferença em minha própria jornada? Em uma só palavra: desespero.

O desespero muitas vezes nos transforma em pessoas diferentes. Um homem se afogando tem apenas um pensamento – como conseguir ar. Nada mais importa para ele. As prioridades da vida tornam-se muito simples. A mulher que sofria de hemorragia, em Marcos 5.25, estava ansiosa por passar por entre a multidão, porque a única coisa que importava para ela era tocar em Jesus. O desespero produz uma visão afunilada.

Quando Deus afugentou o exército sírio da cidade de Samaria, os israelitas de Samaria estavam tão desesperados de fome durante o cerco que atropelaram o oficial junto à porta da cidade em sua pressa para buscar alimentos (veja 2 Reis 6-7).

Quando você fica desesperado por Deus, sua busca por Ele assume uma qualidade diferente. Quando sua sobrevivência está em jogo, você começa a buscar Jesus de uma forma diferente. Você fica com um olhar que parece meio amalucado para as outras pessoas. Fica disposto a ir a qualquer lugar ou fazer qualquer coisa. Nenhum preço é alto demais. Você olha para a outra pessoa e pensa: “Eu o amo, o respeito, o considero uma ótima pessoa – mas se não sair do meu caminho, vou passar por cima de você, porque eu tenho de conseguir tocar em Jesus!”.

Fontes de entretenimento banais, como televisão e filmes, terão que ser abandonadas.  Convites para festas serão rejeitados. Algumas pessoas podem começar a se afastar, porque você não é mais tão engraçado como costumava ser. Mas isso é irrelevante para você, porque está desesperado por Deus. Nada mais importa agora, a não ser tocar a orla das vestes de Jesus. As pessoas desesperadas não lutam contra as mesmas distrações e dificuldades que as pessoas em geral. Uma pessoa desesperada nunca diria: “Eu me esforço para encontrar tempo para ir ao lugar secreto”. Ou: “Eu me distraio facilmente por causa dos afazeres diários”. Essas pequenas distrações jamais atrapalhariam alguém que está desesperado. As dificuldades normais da vida não chegam nem a incomodar uma pessoa desesperada, por causa da intensidade de foco em sua busca.

Quando você começa a buscar a Deus com esse tipo de desespero, ventos espirituais poderosos começam a soprar em sua vida. Você está deflagrando uma tempestade! As coisas começam a mudar dentro de você com uma rapidez inigualável.

A atividade dos anjos (tantos bons quanto maus) ao seu redor torna-se intensa, mesmo que você não se dê conta. Você ganha a atenção do céu e do inferno. Problemas que estão cozinhando em fogo brando por muitos anos repentinamente chegam ao ponto de ebulição, gritando para serem solucionados. Você se vê cercado pela suspeita e pela vergonha. Deus o coloca em sua classe avançada e a velocidade da transformação e transição em sua vida é vertiginosa.

E o que acontece em seu interior? Você está sendo avivado pela Palavra de Deus! Ela está alimentando e sustentando você. Novas percepções estão eletrizando e carregando você. A proximidade da presença de Deus começa a contagiá-lo. A revelação do amor de Deus está redefinindo seu relacionamento com Ele. A compreensão de seu coração e propósitos está lhe dando uma perspectiva inteiramente nova sobre o Reino de Deus. Você está ficando “viciado” nas glórias do lugar secreto!

Alguém lendo essas palavras pode pensar agora: “Senhor, como posso provar as coisas que Bob está mencionando aqui?”. Eu posso falar apenas a respeito de minhas experiências pessoais. Não havia nada que eu pudesse fazer para provar desse desespero. Precisei da intervenção divina. Eu precisava dele para me deixar desesperado. Eu o invoquei e Ele me respondeu. Isso tudo começa e termina no coração de Deus, pois é quem efetua “tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele” (Filipenses 2.13).

Estou convidando você a fazer uma oração louca – uma oração arriscada: “Senhor, torne-me desesperado por você!”. Se você clamar do fundo de seu coração, Ele o ouvirá. Ele sabe exatamente onde você está e o quanto pode suportar. Ele pode elaborar uma resposta para essa oração que produzirá um grande choro de desespero dentro de sua alma. Ele sabe como nos deixar famintos!

Você não precisa temer as consequências desta oração de santa consagração, porque “o perfeito amor expulsa o medo”. O amor perfeito sabe que tudo o que vier da mão de Deus é para o nosso benefício, portanto, o amor perfeito não teme nada que Deus faça para gerar uma maior devoção e consagração de nossa parte. Deixe Deus aperfeiçoá-lo em seu amor de forma que você possa receber de braços abertos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Quando entramos em um período de sofrimento, nossa primeira reação é clamar por alívio. Entretanto, Deus nem sempre traz alívio imediato, porque pretende que esse sofrimento produza desespero dentro de nós.

Esta verdade me faz lembrar de um diálogo recente que tive com uma amiga, Cindy Nelson. Cindy teve uma enfermidade em seu corpo por muitos anos e, então, foi completamente curada. Ela ficou profundamente grata a Deus por sua cura e passou a ministrar às pessoas que convivem com dor crônica. Entretanto, suas observações sobre sua vida secreta com Deus, desde a sua cura, me intrigaram bastante. Ela me autorizou a reproduzir seu e-mail exatamente como foi escrito:

Apenas recentemente percebi que perdi o desespero que costumava ter de buscar a Deus antes de Ele ter me curado. Lembro-me de depender de cada palavra, cada sopro de Deus para me sustentar. Eu forçava os portões do céu para ouvi-lo. Para ouvir esperança, força, paz, algo que me assegurasse de sua presença e me mantivesse caminhando. Minha necessidade era tão grande e eu sabia que somente Ele poderia atender minhas necessidades. Ainda sei disso, mas me tornei menos dependente dele. Recentemente tive de me arrepender. Eu não quero necessariamente outra tragédia em minha vida para me fazer voltar a ter aquele desespero. (Sei bem disso.). Mas sei que momentos de dificuldade revelam a dependência de uma pessoa por Deus. Em alguns aspectos acho que meus devocionais eram mais ricos em comparação com os de agora. São diferentes. Menos intensos, na verdade. Essa é a única maneira que posso descrevê-los.

Já li histórias de cristãos que permaneceram presos por muitos anos por causa de sua fé e que, após a libertação, lamentaram a perda da intimidade com Deus que tinham na prisão. O Senhor estava tão perto deles no cárcere e depois, em liberdade, tudo tinha ficado diferente. Eles haviam perdido a antiga intimidade de tal forma que alguns chegaram a desejar voltar para a prisão! Apesar de nenhum de nós pedir dificuldades a Deus, não podemos negar o fato de que as dificuldades produzem desespero que, por sua vez, produz intensa intimidade.

Não estou dizendo que a dificuldade é o único caminho para o desespero. Deus tem muitas formas de responder às nossas orações. Mas estou dizendo que um dos maiores segredos para liberar a vida interior com Deus é através do desespero.

O sábio buscará a Deus com anseio desesperado. Este é o caminho para a vida.