A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

DITADURA DA BELEZA

Fala-se muito em transtornos alimentares entre as mulheres, mas esse fenômeno é mais comum do que se pensa no universo masculino

Ditadura da beleza

Para nós, o corpo funciona como uma espécie de mostruário. É por meio da aparência que pretendemos expor e “vender” nossa individualidade. Nesse processo, a imagem vira objeto de investimento e mercadoria. A busca pela aparência ideal jamais termina. Diante da forte pressão exercida pelo mercado de consumo, somos levados a ofertar nossos corpos com artigos que enfeitam uma carnavalesca vitrine, ao deleite e desfrute da cultura de massa.

A busca pelo físico perfeito, que antes era vista como encanação de mulher, surge então como uma urgência também masculina. Pesquisa feita entre adolescentes britânicos, por exemplo, mostrou que a cultura do corpo tem atingido igualmente meninas e meninos. Ao questionar sobre os hábitos de um grupo de 500 jovens, o estudo mostrou que cada vez mais meninos sofrem distúrbios alimentares.

Publicado recentemente no British Journal of Health Psychology, a pesquisa, coordenada pela psicóloga Emma Halliwell (do Centre for Appearance Research, da University of the West of England), mostrou que os fatores que provocam os distúrbios alimentares em rapazes são basicamente os mesmos que afetam as garotas. Ou seja, são fruto da insatisfação com a imagem corporal.

É verdade que o quadro é menos dramático para os meninos. Pelo menos é o que ressalta o artigo. Segundo o material, há algumas diferenças bastante sutis entre homens e mulheres na hora de avaliar a própria imagem: as meninas quase sempre se veem de forma depreciativa quando se comparam às amigas, considerando-se invariavelmente gordas ou feias; entre os meninos, porém, apenas aqueles que se acham muito acima do peso costumam fazer comparações negativas em relação à sua aparência.

Além de procurar entender como os jovens se sentem em relação ao corpo e como eles se avaliam perante seus ideais de beleza, a pesquisadora também levantou informações sobre os hábitos alimentares desses adolescentes. Ao responder os questionários, eles contaram se comem de modo descontrolado em algumas ocasiões, se fazem controle alimentar ou se usam algum método purgativo, como vômito ou abuso de laxantes.

Tudo indica que ainda vale a seguinte máxima: “para meninas, o importante é ser magra, para meninos, é ser musculoso”, salienta a psicóloga. Sabemos que os homens, da mesma forma que as mulheres, estão sujeitos a formar uma imagem corporal distorcida. Só que no público masculino é mais comum a obsessão por exercícios físicos. Alguns recorrem a suplementos energéticos, dietas e “bombas”, principalmente fisiculturistas. Essa preocupação excessiva é chamada de vigorexia ou complexo de Adônis (aquele personagem mitológico que é modelo de força e beleza masculina).

Quem nunca presenciou uma cena desse tipo: o constrangimento do garoto que simplesmente desiste de ir à praia por se achar magro demais (ou forte de menos)? Existem também casos em que o sujeito até é musculoso, mas não se considera forte o bastante. Note que a busca da forma perfeita, nesse caso, resulta da mesma fixação que leva certas mulheres a perseguir a magreza como um ideal. Então, vigorexia e anorexia têm em comum essa preocupação exacerbada em relação à aparência, além de uma percepção distorcida da própria imagem.

Estudos mostram que certos homens estariam mais predispostos que outros. É o caso daqueles que são obrigados a perseguir a silhueta magra e musculosa em razão do trabalho que exercem, como atletas, modelos, bailarinos e atores. Também é bastante evidente a valorização do perfil magro entre homossexuais tanto femininos como masculinos. Entre os homens com transtornos alimentares, de 10% a 42% se declaram homossexuais ou bissexuais. O índice varia de 35% a 42% entre os homens que têm bulimia. Os dados constam do livro Mentes Insaciáveis, livro sobre transtornos alimentares escrito pela psiquiatria carioca Ana Beatriz Barbosa Silva.

De acordo com os dados colhidos por ela, depois das mulheres heterossexuais, o grupo de maior prevalência dos distúrbios alimentares seria o dos homens e mulheres homossexuais. Parece que o padrão sonhado pelo grupo consiste naquele físico esguio e andrógeno bem ao estilo Twiggy, a modelo inglesa magérrima que lançou um padrão de beleza que seria abraçado por toda uma geração, tornando-se a primeira top model do mundo nos anos 60. Apesar de ser comumente tratado como “frescura” de adolescentes, o problema causa sofrimento e não deve ser banalizado por amigos e familiares. “O fato de os meninos estarem cada vez mais vulneráveis à pressão para se adequarem a padrões físicos é sintomático”, alerta Deanne Jade, porta-voz da entidade National Centre for Eating Disorders (Centro Nacional de Transtornos Alimentares) à agência BBC. “A diferença entre o que é aceitável e o que não é ficou muito pequena”, completa.

OUTROS OLHARES

O MACHISMO E A BÍBLIA

O uso de textos sagrados para reforçar comportamentos misóginos é equivocado e deve ser rechaçado a partir de uma leitura que considere o contexto histórico das Escrituras.

O machismo e a Níblia

Os equívocos hermenêuticos da visão bíblica e teológica a respeito da mulher deveriam ter ficado na poeira da história, mas ressurgiram com força no Brasil contemporâneo – um reflexo de antigos ensinamentos fora de contexto propagados em igrejas lideradas por homens e da mentalidade de setores evangélicos que ocupam a cada dia mais espaço no noticiário. Intérpretes fundamentalistas defendem a ideia de que os textos bíblicos exigem a subordinação total da mulher ao homem ou, no mínimo, sendo a mulher casada, que ela deva ser submissa ao marido.

As passagens mais utilizadas para sustentar essa desigual relação entre homem e mulher são extraídas dos escritos de São Paulo. Diz, por exemplo, o apóstolo: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja” (Efésios 5: 22-23,) e “a mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1Timóteo 2:11-12). Interpretados fora de seu contexto histórico e tomados como mandamentos literais, tais textos perpetuam a estrutura patriarcal e machista das culturas que foram o berço da tradição bíblica.

Os tempos bíblicos, tanto do Velho quanto do Novo Testamento, eram absolutamente masculinos. Dias difíceis para ser mulher. O mundo helênico onde viveu o apóstolo Paulo não guardava o menor apreço pelo gênero feminino. Aristóteles acreditava que a mulher era “um homem malfeito”. Seria destituída de alma racional e destinada apenas à procriação. Platão e Sócrates citam um dito popular que encorajava os homens a agradecer três bênçãos ao destino: ter nascido humano, e não animal; homem, e não mulher; grego, e não bárbaro. Talvez daí tenha vindo a oração comum aos judeus dos dias de Jesus, que agradeciam a Deus o fato de não terem nascido mulher, cachorro ou samaritano – isto é, miscigenado. Por isso, o bom entendimento da Bíblia nos dias atuais exige que se leve em conta o mundo em que ela foi escrita.

O apóstolo Paulo é, na verdade, um injustiçado nessa matéria. Embora ainda limitado às tradições de seu tempo, ele foi responsável por grandes guinadas na maneira como a mulher passou a ser percebida e tratada. É de sua pena também a expressão que demanda que o marido ame a esposa como Cristo amou a Igreja (Efésios 5:22-33), conceito subversivo e revolucionário para os ouvintes originais, de um período em que o cuidado com a mulher não se mostrava uma prioridade. Em sua epístola de orientação ao jovem Timóteo, Paulo trata da questão da relação homem­ mulher, discorrendo a respeito dos dois principais argumentos utilizados em sua época para afirmar a primazia do homem: “Primeiro foi formado Adão, e depois Eva. E Adão não foi enganado, mas sim a mulher, que, tendo sido enganada, tornou-se transgressora” (1Timóteo 2:13-14). Os dois argumentos fundamentais são o princípio da ordem da criação – o homem foi criado primeiro – e o princípio da ordem do pecado – a mulher foi enganada primeiro.

Ao voltarmos ao início da Bíblia, encontraremos no Gênesis a ordem da criação acompanhada de versículos que, se lidos com a intenção de exaltar o gênero masculino, reforçam a condição subalterna da mulher. “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea” (Gênesis 2:18). As traduções restringem a mulher aos papéis de “ajudadora idônea” (para o homem), “auxiliar que corresponda” (ao homem), “alguém que ajude (o homem) como se fosse sua outra metade”, “alguém que ajude e complete” (o homem). O acolhimento literal e isolado desse relato reforça a noção de que a mulher foi criada por causa do homem e está a serviço dele.

Não se deve esquecer, entretanto, aquilo que diz o mesmo Gênesis, em seu primeiro capítulo, versículos 26 e 27: “Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão. Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Ou seja: homem e mulher foram criados à imagem de Deus – e em pé de igualdade. Na ordem da criação, portanto, a relação homem-mulher articula-se a partir de conceitos como a diversidade e a complementaridade. A imago Dei – ou seja, a imagem de Deus – não repousa exclusivamente no homem ou na mulher, mas na unidade humana; não foi somente o homem criado à imagem e semelhança de Deus, mas toda a raça humana, numa unidade indissociável entre masculino e feminino.

Desde Eva, a mulher foi estigmatizada como causadora de males. Uma ideia perigosíssima que, perpetuada, faz com que até hoje mulheres sofram abusos e violências físicas. Basta ver os absurdos ditos por Tertuliano (160-220), o primeiro autor cristão, chamado de “Pai da Igreja”: “Você, mulher, é o portão de entrada do inferno; é a primeira desertora da lei divina. Você destruiu, e de modo tão frívolo, a imagem de Deus, que é o homem. Como consequência da sua deserção – isto é, a morte -, até mesmo o Filho de Deus teve de morrer”.

 

ED RENÉ KIVITZ – é pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo.

GESTÃO E CARREIRA

SENHOR ESTAGIÁRIO

Saiba por que sua empresa deveria contratar estudantes com mais de 60 anos – e o que é preciso levar em conta ao abrir esse tipo de vaga.

Senhor estagiário

Pouco tempo atrás, só jovens estudantes em busca da primeira experiência profissional concorriam às vagas de estágio oferecidas pelas empresas. Embora eles continuem sendo os candidatos que mais aparecem nesse tipo de seleção, um novo público com vontade de colocar conhecimentos em prática no mundo corporativo vem surgindo no mercado: o da terceira idade. Um levantamento feito pelo Centro de Integração Empresa­ Escola (CIEE) em seu banco de dados mostrou que, no ano passado, havia 96 estagiários acima dos 60 anos atuando no pais, o que representava 1,5% do total. São Paulo, Bahia e Pará foram os estados que mais contrataram aprendizes nessa faixa etária. Os cursos universitários com maior demanda? Pedagogia, direito e serviço social.

Embora os números sejam tímidos, eles indicam mais disposição das empresas em abrir espaço para profissionais maduros. O percentual de idosos na força de trabalho saltou de 5,9%, em 2012, para 7,2%, em 2018. No ano passado, havia 7,5 milhões de pessoas da terceira idade atuando no mercado. Considerando que o envelhecimento demográfico caminha a passos largos no Brasil, essa mudança de comportamento é um sinal importante. Para ter noção, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1 milhão de pessoas se tornam idosas a cada ano no pais. Em 2017 havia 30,2 milhões de brasileiros com mais de 60 anos.

“O envelhecimento populacional é um fenômeno observado mundialmente. O fator que mais colabora para esse cenário é a redução das taxas de fecundidade, e não o aumento da expectativa de vida. Isso quer dizer que será preciso utilizar a mão de obra da terceira idade porque faltarão jovens no mercado de trabalho”, diz Reinaldo Gregori, sócio-diretor da Cognatis, consultoria especializada em geomarketing, analytics e bigdata.

Outro ponto que as empresas devem considerar: o perfil dos idosos está em plena transformação. Hoje, mesmo depois da aposentadoria, uma  boa parcela de homens e mulheres quer continuar na ativa – seja por necessidade financeira, seja pelo prazer de sentir-se útil, como o personagem do ator Robert De Niro em Um Senhor Estagiário (2015). No filme, que emula a realidade, um executivo setentão abraça a oportunidade de estagiar em uma startup para driblar o vazio que o tempo livre lhe impôs. “Além de continuar se relacionando socialmente, muitas pessoas da terceira idade desejam adquirir conhecimentos para participar mais amplamente do mundo”, diz o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade no Brasil. Por isso há um número crescente de gente que chegou aos 60 se aventurando em uma nova carreira ou indo atrás do sonho de cursar uma faculdade pela primeira vez. Dados apurados pelo Censo da Educação Superior mostram que, em 2017, havia 18.900 universitários entre 60 e 64 anos matriculados em instituições públicas e privadas do pais. Com mais de 65, o número era de 7.800. E tudo indica que a demanda seria maior se existissem políticas públicas capazes de facilitar o acesso dos idosos às salas de aula.

Na visão de especialistas, não faltam motivos para contratar estagiários mais maduros. “Além das habilidades técnicas, quem passou dos 60 já acumulou uma boa experiência de vida e, portanto, desenvolveu competências emocionais que os jovens ainda não têm”, afirma Alexandre. De acordo com o médico, os idosos costumam ser mais calmos, resilientes e focados no trabalho. Eles tendem a tomar decisões com mais prudência em momentos de crise, ajudam a manter o time unido e muitas vezes tornam-se mentores dos mais novos, influenciando positivamente quem planeja chegar longe na carreira. “A vivência faz com que os mais velhos exerçam uma liderança natural sobre os demais estagiários”, diz Marcello Augusto Hamdan Ribeiro, coordenador no departamento jurídico da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro, que tem um estagiário experiente, estudante de direito, em seu time. Atualmente, a empresa conta com oito estagiários maduros espalhados pelo Brasil: seis acima dos 50 anos e dois com mais de 60 (sete deles cursam direito e um está no nível técnico).O período de aprendizado obedece às regras estabelecidas pela Lei do Estágio (nº 11.788/2008), de dois anos, e não traz limitações quanto à idade do candidato – basta que esteja matriculado em uma instituição de ensino. Só para lembrar, nesse tipo de contrato o empregador não tem obrigação de oferecer seguro-saúde – uma necessidade real para os mais velhos, diga-se de passagem. E vale dizer que o estágio pode ser computado para fins de aposentadoria se o próprio estagiário contribuir para a Previdência Social.

VANTAGEM

Ao criar vagas desse tipo, as organizações agregam um valor social ao mercado, contribuindo para diminuir o preconceito que acompanha os mais velhos em busca de recolocação. Aqui cabe uma ressalva: o Estatuto do Idoso, criado em 2003, assegura aos maiores de 60 anos o exercício da atividade profissional, respeitadas as condições físicas, intelectuais e psíquicas, e proíbe a discriminação e a imposição de um limite máximo de idade para exercer o cargo, exceto quando for imprescindível. Afinal, é preciso considerar questões de saúde que impeçam a realização de certas tarefas.

Outro aspecto importante a levar em conta é a diversidade geracional. Estudos mostram que ter funcionários de etnias, gêneros e idades diferentes promove inovação e, muitas vezes, aumenta a lucratividade das companhias.

Quem teve uma experiência positiva nesse sentido foi a Mobilitee, plataforma que ajuda empresas na gestão de gastos com transporte. A startup já contou com um estagiário de 63 anos que, depois de fazer carreira na área de tecnologia de um banco e se aposentar com uma boa renda, resolveu estudar desenho industrial e voltar à ativa para continuar se sentindo útil. De acordo com José Renato Mannis, CEO da Mobilitee, o senhor estagiário mantinha um bom relacionamento com toda a equipe (inclusive com a chefia) e, graças à sua larga bagagem, sugeriu melhorias em um projeto que a startup estava desenvolvendo. “Ele também agia com prudência e sabia antecipar os problemas que poderiam surgir, habilidade que o outro estagiário do mesmo setor, que era bem jovem, não tinha”, lembra José Renato.

Na opinião do CEO, a data de nascimento deverá ser levada cada vez menos em conta na escolha de um funcionário. “Há muito jovem com espírito velho por ai, e vice-versa.” Em outras palavras, o que importa é que a pessoa demonstre afinidade com o negócio, adaptabilidade e capacidade de aprender.

PEDRAS NO CAMINHO

É inegável que podem surgir problemas quando uma empresa, principalmente de setores mais tradicionais, abre suas portas para estagiários idosos. Embora o convívio de diferentes gerações seja benéfico e cada vez mais frequente no ambiente de trabalho, na prática o relacionamento pode ser conflituoso, pelo menos no início. Isso porque pessoas com idades variadas apresentam características distintas. Além de ter pontos de vista divergentes, nem sempre usam métodos semelhantes para atingir determinado resultado.

Os millennials, jovens nascidos entre 1980 e 2000, são considerados imediatistas e avessos à hierarquia, mas exibem um alto grau de engajamento na realização de projetos nos quais acreditam. Já a geração X, de meados dos anos 60, costuma ser paciente e organizada. No entanto, demora mais para se adaptar às inovações tecnológicas. A defasagem digital, aliás, é um obstáculo que as empresas enfrentam ao recrutar os mais velhos.

Para Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (lpea), a melhor maneira de ampliar a permanência do idoso no mercado de trabalho é investir em capacitação – até porque a mão de obra jovem vai diminuir e a reforma da Previdência certamente obrigará todo mundo a se aposentar mais tarde. “O Estado tem de estimular programas de profissionalização para a terceira idade, sobretudo a mais carente, e criar condições para que as empresas aumentem o número de contratados dessa população, mas na prática isso ainda não acontece”, diz. De acordo com a pesquisadora, uma saída seria reservar um percentual de vagas para os maiores de 60 (já existe inclusive essa proposta de emenda ao Estatuto do Idoso em discussão no Congresso Nacional). Como, em duas décadas, o número de grisalhos chegará a 57 milhões, inclui-los será não apenas uma necessidade mas também uma questão de estratégia. Ter gente madura nos times ajudará a entender as demandas dos consumidores mais velhos e a desenhar produtos e serviços mais interessantes para eles. A inclusão fará bem à sociedade – e também aos negócios.

Senhor estagiário. 2 

5 BENEFÍCIOS DE TER IDOSOS NA EMPRESA

Por que vale a pena investir em estagiários 60+

Senhor estagiário. 3

EQUIPE HETEROGÊNEA

Unir pessoas de gerações diferentes enriquece o ambiente de trabalho e estimula a indvação,o que pode alavancar os negócios.

Senhor estagiário. 4

PADRÃO DE QUALIDADE SÓLIDO

Graças a experiência acumulada, os idosos costumam executar tarefas com mais precisão e senso de responsabilidade.

Senhor estagiário. 5 MENOR ROTATIVIDADE

Como já trabalharam em outras companhias, os 60 + sabem o que querem e são mais comprometidos com o trabalho.

Senhor estagiário. 6

 VISÃO AMPLA DOS NEGÓCIOS

Uma bagagem sociocultural maior dá aos sessentões a capacidade de entender como os outros setores funcionam.

Senhor estagiário. 7

SOLUÇÕES PLANEJADAS

Os idosos são mais prudentes ao tomar decisões e conseguem distinguir as tarefas urgentes das que “podem ficar para depois”.

ALIMENTO DIÁRIO

SEGREDOS DO LUGAR SECRETO

Alimento diário - livro

CAPÍTULO 17 – O SEGREDO DOS RETIROS

 

Nada se iguala ou substitui uma vida secreta diária e consistente com Deus. Entretanto, os retiros de oração podem ser altamente significativos em nossa ornada espiritual para aumentar e complementar nossas disciplinas diárias.

Veja, a seguir, apenas algumas das formas corno achei que os retiros de oração me ajudaram:

– Intensificaram e aceleraram minha busca por Deus.

– Revigoraram e renovaram meu espírito cansado.

– Aguçaram minha reação ao recebimento de revelação de Deus.

– Foram momentos em que recebi direção divina para situações específicas.

– Deus honrou essa conduta revelando coisas ocultas.

– Trouxeram esclarecimentos sobre as maneiras de Deus agir e acerca de suas obras.

– Quando me senti “paralisado” espiritualmente, os retiros me ajudaram a cruzar novos limiares com Deus.

Sou um grande defensor de retiros de oração e neste breve capítulo me esforçarei ao máximo para convencê-lo de que os retiros no lugar secreto podem nos impulsionar na graça. Meu objetivo não é somente convencê-lo, mas motivá-lo a encaixá-los em seu calendário.

Um amigo meu, Kelly Jenness, tem o hábito de programar um retiro de oração por ano. Ele geralmente reserva um quarto em um acampamento cristão ou em um hotel e tenta se programar para poder ficar três dias inteiros a sós com Deus. Ele escolhe um final de semana prolongado por algum feriado ou tira a sexta-feira de folga de seu trabalho secular para esticar o final de semana.

Esses retiros tornaram-se tão frutíferos em sua caminhada com Deus que ele tornou-se um praticante devotado. Tenho observado muitos outros cristãos contemplarem a consagração dele, admirarem o resultado, mas nunca os vi convencidos de sua importância a ponto de adotarem a mesma prática. E isso me deixa triste e perplexo.

Os retiros verdadeiramente eficazes incluirão amplamente os quatro elementos apresentados a seguir.

SOLIDÃO

Os retiros em grupo têm sua utilidade, mas estou falando de algo totalmente diferente. Fique sozinho. Quanto mais em silêncio, melhor. Fique longe dos afazeres diários. Tranque-se em seu quarto, saindo apenas para dar uma caminhada ao ar livre sozinho. No máximo, dê um telefonema por dia. Encare a solidão decididamente. Você perceberá o quanto a interatividade social anestesiou sua consciência de Deus. A brusca separação de todas as distrações é fundamental para maximizar seu período de retiro.

NENHUMA DISTRAÇÃO

 Isso significa nada de TV, vídeos, rádio, jornais, jogos de computador, revistas, etc. Parte da intensidade do retiro será derivada de sua recusa em se livrar do tédio ao ficar exclusivamente a sós com Deus. Você, por fim, ultrapassará o limiar do tédio, mas inicialmente ele servirá para revelar-lhe seu verdadeiro coração.

JEJUM

O jejum tem a dupla vantagem de livrá-lo das distrações de preparar alimentos e consumi-los, e de intensificar sua busca espiritual por meio da graça liberada através da autonegação. Quanto mais austero for o seu jejum, maior será o benefício. Um jejum somente com água é mais intenso do que o jejum somente com suco. Em retiros pessoais, normalmente, faço jejum somente com água, exceto para receber a ceia do Senhor uma vez por dia. Uma boa dica é privar-se de cafeína um pouco antes de o retiro começar, mas, como precaução, leve remédio para dor de cabeça.

PALAVRA DE DEUS

Deixe seu retiro ser preenchido com meditações em uma série de passagens bíblicas, mas sem dúvida inclua e enfatize uma grande quantidade de leitura dos Evangelhos. Habitue-se a ler as palavras de Jesus, que em algumas Bíblias vêm destacadas em vermelho. Deixe Jesus ocupar o lugar central do seu coração durante esses momentos preciosos. Não deixe de fazer um registro diário de experiências pessoais, porque o Senhor estará prestes a fazer um download em seu coração com um resultado que você não experimenta há muito tempo.

Você provavelmente ficará surpreso com a forma como Deus honrará seu compromisso de encaixar um retiro de três dias em sua agenda aperta­ da, especialmente se isso incluir os quatro elementos mencionados acima. Entretanto, para pastores e líderes que gozam do privilégio de trabalhar em tempo integral na obra de Deus, recomendo um passo a mais. Sem dúvida, comece com um retiro de três dias. Mas prepare-se gradualmente para um período maior. Recomendo enfaticamente um retiro de sete dias, e depois um de dez ou doze. E, para alguns, um período ainda maior. Sabe por quê?

Há chances de que o primeiro ou os dois primeiros dias de retiro sejam preenchidos com quantidades de sono acima da média. Tudo bem, você precisa dormir para ficar renovado e limpar as teias de aranha. No final do terceiro dia, é normal surgir a sensação “agora estou acabando de ganhar um pouco de força espiritual”. E você estará certo. Descobri que a verdadeira força não começa até o quinto e sexto dias. Portanto, é altamente recomendável que aqueles que podem dedicar grandes períodos a um retiro anual, passem sete ou mais dias a sós com Deus.

Fico triste por ter consciência de que a maioria das pessoas que lerem este livro não acreditará nas minhas palavras o suficiente para praticá-las. Mas estou escrevendo para aqueles que têm ouvidos para ouvir. Se você puder receber isso, estou verdadeiramente indicando um dos maiores segredos do lugar secreto. Sua vida secreta pode ser impulsionada a novos patamares com Deus através do uso estratégico de retiros de oração e jejum, em intervalos planejados, no decorrer de toda a sua vida.

Os retiros de jejum têm produzido diferença em minha vida espiritual. Esse é o motivo pelo qual sou tão apaixonado por eles. Encontrei esses meios de forma inesperada e agora me empenho em “divulgar” sua eficácia para meus irmãos e irmãs.

Você nunca fez isso antes? Tudo bem. Apenas pule nas águas. Você tem um professor incrível, o Espírito Santo, que está ao seu lado. Ele o guiará em toda a verdade. Você não precisa de ninguém para ensiná-lo; o próprio Espírito Santo o ensinará e o guiará no tipo de busca que se ajusta perfeitamente a você. Pegue seu calendário anual e planeje agora um retiro em meio a programação do próximo ano.