A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

PALAVRAS PERDIDAS

Pessoas com os hemisférios cerebrais separados por doença ou trauma podem reconhecer o alfabeto e compreender o sentido geral das palavras, mas não conseguem pronunciá-las; o enigma se explica, em parte, pela interrupção da ponte formada pelo corpo caloso

Palavras perdidas

A senhora R. tinha 52 anos, estava em boa forma física e habituada a longas caminhadas. Para as férias, havia programado uma viagem ao campo. Certa manhã, sentiu uma violenta dor de cabeça que a impedia até de ficar em pé. Minutos depois, perdeu os sentidos e entrou em coma. Uma tomografia indicou hemorragia cerebral provocada pelo rompimento de uma artéria. As imagens mostraram que uma lesão no hemisfério esquerdo atingiu os centros responsáveis pela capacidade linguística. De fato, ao despertar, alguns dias depois, a paciente manifestava graves transtornos de linguagem, balbuciava e tinha dificuldade para encontrar palavras para se expressar.

Parecia tratar-se de um caso comum de afasia, transtorno provocado por hemorragia cerebral. A paciente recuperou suas habilidades linguísticas após dois meses de terapia. Mas a singularidade de seu problema surgiu no momento em que se percebeu que ela era incapaz de se dedicar a uma de suas atividades favoritas, a leitura. Quando foi encaminhada à seção de neurologia, os médicos constataram que não conseguia decifrar palavras escritas, nem as mais simples. Com exceção de alguns vocábulos que pronunciava com dificuldade (como as palavras “animal”, “cebola”, “fuzil”, “chimpanzé”, “carro”, “piano”), as palavras eram enigmáticas para ela. Isso valia para todas as categorias léxicas testadas (termos concretos ou abstratos, regulares ou irregulares, curtos ou longos, raros ou comuns), ainda que R. fosse capaz de reconhecer as letras do alfabeto.

Seria um fenômeno singular? Não, pois a alexia (incapacidade de ler) está, muitas vezes, associada aos casos de afasia. Casualmente, porém, descobrimos, nessa senhora apaixonada por caminhadas, algo de extraordinário. Quando mostramos a palavra “movimento” a paciente não foi capaz de lê-la, mas começou a mover os braços como se estivesse levantando pesos ou exercitando os músculos! Era como se tivesse captado parte do sentido da palavra. Com o termo circo aconteceu a mesma coisa. “Sei o que é, são coisas divertidas, engraçadas, com dança …”, afirmou ela, embora fosse incapaz de dizer qual era a palavra escrita. Afinal, ela era capaz de ler ou não? Compreendia significados sem reconhecer palavras?

LEITURA OU ADIVINHAÇÃO?

Verificamos que o problema não derivava de um defeito de pronúncia, já que a senhora R. repetia sem dificuldade as palavras “movimento ” ou “circo” quando ditas por outras pessoas. Na realidade, ela se comportava como se não soubesse que sons permitem pronunciar certos vocábulos escritos, mas conservava a ideia correta dos significados.

O que teria ocorrido em seu cérebro? Os resultados do imageamento cerebral mostravam lesões no lóbulo parietal do hemisfério esquerdo, parte do cérebro que funciona como uma espécie de zona de transição, na qual informações são transferidas das regiões de decodificação visual para as responsáveis pela linguagem , em particular para a de área de Broca, que permite a pronúncia de palavras – dessa forma, durante a leitura, os sinais visuais são convertidos em sons. Além disso, a senhora R. tinha problemas com os testes, em razão de sua dificuldade de leitura: tentava decifrar as letras uma por uma, como se isso pudesse ajudá-la a identificar a palavra, mas jamais conseguia. Decidimos então mudar de método.

Mostramos a ela uma palavra por um tempo muito breve (250 a 500 milésimos de segundo), mas suficiente para ser identificada por uma pessoa saudável. Também nesse caso, a paciente reagiu citando imagens ou sensações associadas às palavras Diante da rápida exposição do vocábulo “professor”, por exemplo, disse · “Me faz pensar em um livro, pessoas que escrevem… Não me agrada muito, me faz pensar na escola. É a palavra ‘escola’?”

Em outra apresentação, reagiu à palavra ”generosidade” – “Não me diz nada, vi algo e depois desapareceu …Não é porque, mas penso em ‘ajudar’. É isso? Também em “coragem”

Já “casa” suscitou uma forte emoção – que ela não soube explicar. Quando lhe perguntamos o que havia lido, respondeu que não tivera tempo de ver de que palavra se tratava. Porém, questionada sobre o que lhe vinha à mente, descreveu cenas de sua infância em particular a imagem do pai· “Em casa meu pai fazia bricolagem e gostava de jardinagem; vivíamos em uma casa ampla, com jardim e muitas flores”. Mas, ao indagarmos se a palavra era “casa”, ela não sabia.

SONS COM SENTIDO

Incapaz de pronunciar a palavra escrita, a senhora R captava seu significado ou seu sentido geral. Quando os termos eram rapidamente projetados, ela dizia não as ter visto, ainda que suscitassem emoções e imagens mentais. Isso mostra que, mesmo não conseguindo ler ou ver as palavras, elas despertavam em sua mente associações razoáveis, em geral ligadas à sua história pessoal. “Professor” gerou emoção negativa, pois não gostava de ir à escola e, automaticamente, evocou imagens: livros, um homem que escreve e uma escola. “Casa” desencadeou uma forte emoção, ligada a recordações da infância e ao pai falecido. Essa modalidade de leitura, incomum, é denominada implícita pois o paciente não se dá conta de que tem uma capacidade residual de leitura.

Embora o caso da senhora R permanecesse enigmático, sabíamos, por exemplo, que casos de leitura implícita ocorrem em pessoas que passaram por cirurgia. Na maioria das vezes, os pacientes são epiléticos tão graves que é preciso separar os hemisférios cerebrais, cortando a conexão do corpo caloso que os liga. Esses pacientes passam a ter dois hemisférios quase independentes. Em tais casos, estudamos as tarefas de cada hemisfério e vimos que o direito “lê” de modo implícito: quando uma cena é percebida visualmente, a parte esquerda da retina de cada olho envia informações ao hemisfério direito do cérebro; assim, quando se projeta uma palavra na zona esquerda da retina, ela é enviada seletivamente ao lado direito.

Quando a palavra é projetada muito rapidamente, o paciente afirma que nada viu. Mas, se é solicitado que escolha um objeto correspondente à palavra, é capaz de fazê-lo com a mão esquerda (comandada pelo hemisfério direito). A pessoa que realiza a tarefa, contudo, tem a impressão de que a seleção do objeto foi casual.

LETRA POR LETRA

Da mesma forma, consegue indicar, pressionando uma tecla com a mão esquerda, se a palavra escrita é verdadeira ou fictícia ou se pertence a uma categoria particular, como a de nomes de animais. Tais situações evocavam a da senhora R., que lia provavelmente com o hemisfério direito e entendia o sentido das palavras que via sem poder decifrá-las nem pronunciá-las. Essa interpretação é compatível com o que sabemos sobre o modo como o cérebro lê. A capacidade de leitura é adquirida após um longo aprendizado. No início, a criança decifra cada letra e lhe atribui o som correspondente e, depois, aprende as sílabas. A sequência de letras em um termo corresponde a uma sucessão de sons, que constitui a palavra reconhecida pela criança como provida de significado.

Como primeiro passo, o córtex visual esquerdo visualiza as letras que constituem a palavra e define sua sucessão. A sequência de letras ativa, em seguida, uma pequena região da parte inferior do córtex temporal esquerdo, especializada na identificação das palavras, independentemente do modo como as letras são escritas (à mão ou à máquina, maiúscula ou minúscula) e de sua dimensão.

Com o passar do tempo, o processo de decodificação das palavras se acelera e sua pronúncia em voz alta exige apenas uma fração de segundo, provavelmente porque a leitura não é mais feita letra por letra, mas sim por grupos de letras. Intervém aí o hemisfério direito, que, dotado da capacidade de leitura global, parece também associar às palavras um conjunto de conceitos e estabelecer conexões semânticas, ou seja, de significado. Cabe a esse hemisfério estabelecer conexões com palhaço ou elefante quando a pessoa lê circo. A palavra circo deixa um traço na memória que permite reconhecê-la mais rapidamente em uma nova leitura.

Parecia que a senhora R. usava o hemisfério direito para reconhecer rapidamente a forma geral da palavra. Mas, como no caso de pacientes que têm os dois hemisférios dissociados, não podia transferir para o esquerdo a informação que lhe permitiria pronunciar os termos. Em compensação, o direito pode transferir informações relativas ao sentido, que se manifestam nos conceitos associados às palavras. Restava, porém, identificar aquilo que, na senhora R., equivaleria a uma secção do corpo caloso ou a uma separação dos hemisférios.

O LUGAR DA SEMÂNTICA

Em 1981, o neurologista americano John Sidtis e seus colegas da Universidade Cornell, Nova York, descreveram o caso de um paciente operado, inicialmente, apenas na parte posterior do corpo caloso. Após a intervenção, a equipe de Sidtis projetou palavras no hemisfério direito do paciente, cujos comentários foram similares ao da senhora R. Por exemplo, diante da palavra cavaleiro, ele disse, “Tenho uma imagem na cabeça, mas não consigo dizer qual é… Dois homens que combatem em um círculo… Antigos uniformes e elmos… Estão a cavalo Cada um tenta desarmar o outro. Cavaleiros. Vendo “cebola”, descreveu o jardim de uma casa.

Depois de uma segunda operação, na qual seccionaram a parte restante do corpo caloso (a anterior), o homem deixou de emitir comentários, o que levou os médicos a acreditar que a parte anterior do corpo caloso veicula informações semânticas ligadas às palavras lidas. Podem ser transferidos ao hemisfério direito somente o sentido da palavra e suas associações com outras. Mas a palavra não é pronunciável se as informações fonológicas não passam pela parte posterior do corpo caloso.

TEMPO PERDIDO

O enigma da senhora R. estava esclarecido. Em seu caso, a lesão estava na área de junção entre os lóbulos occipital e parietal, indispensável para a correta transposição do sinal visual associado ao som correspondente. A senhora R. era incapaz de fazer essa mediação, ou a fazia muito lentamente, de tal modo que não podia elaborar nenhuma forma de enunciação quando o vocábulo lhe era apresentado por um breve intervalo. O hemisfério direito, porém, percebia a palavra instantaneamente, suscitando imagens mentais ou estados emotivos, ou evocava recordações de infância que tinham com ela um vínculo mais ou menos estreito.

Por analogia com o que observamos nos pacientes operados no corpo caloso, consideramos que as frases da senhora R. traduziam informações que o lado direito do cérebro transmitia ao esquerdo. Mas os sons enviados ao hemisfério esquerdo eram bloqueados na área visual, sem que fossem transcritos, já que a área responsável pela transcrição estava lesionada. Descobrimos assim uma propriedade insuspeita do hemisfério direito, o que nos faz pensar que a faculdade de criar associações de sentido para uma palavra talvez explique por que nas obras literárias – como Em busca do tempo perdido, de Proust – uma frase ou palavra evocativa faz surgir na consciência um universo de aromas, recordações, jardins, casas, circos e movimentos.

Palavras perdidas. 2

DA LETRA AO CONCEITO

Ao aprendermos a ler, começamos decifrando as palavras, letra por letra. No hemisfério esquerdo, as informações da área visual são transferidas a uma zona que as converte em informações fonéticas. Depois alcançam a área de Broca, que possibilita a pronúncia. Progressivamente, passamos a reconhecer o todo: certas zonas presentes nos dois hemisférios reconhecem a forma global da palavra, por exemplo, circo, e estabelecem conexões de natureza semântica com conceitos próximos, como lona, palhaço ou elefante, e o hemisfério esquerdo atribui a estes a palavra correspondente.

Uma palavra, como “cavaleiro”, projetada na retina esquerda de um paciente com a área posterior do corpo caloso seccionada, é transmitida, primeiro, à área visual do hemisfério direito e, depois, às zonas que geram os conceitos associados: “elmo”, “cavalo” ou “castelo”.  A pessoa é capaz de exprimir esses conceitos com palavras, pois as informações de natureza semântica passam intactas pela parte anterior do corpo. Mas caso seja seccionada também a parte anterior do corpo caloso, nenhuma informação passará – e o paciente não poderá pronunciar palavras.

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QUESTÃO DE HEMISFÉRIO

Estudos com pacientes com os hemisférios cerebrais separados mostram que o direito não percebe as palavras em sua forma fonológica, isto é, associando um som a uma letra ou grupo de letras, e sim de modo “global”, como um ideograma. De fato, nos povos asiáticos que têm uma modalidade de escrita fonológica e outras ideográficas, as lesões do hemisfério esquerdo anulam a leitura fonológica e as do direito, a leitura dos ideogramas. O direito associa uma palavra a contextos, imagens, afetos e outros termos de significado próximo. “Pássaro” é vinculado a “árvore”. No lado esquerdo, por sua vez, o significado é regido por regras similares às do dicionário. Palavras são classificadas e organizadas em grupos lógicos: o pássaro é uma ave e nada tem a ver com a árvore, que é um vegetal.

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A tecnologia mais utilizada pelo setor é a de empilhadeiras autônomas. Em breve, drones para entrega de mercadorias e caminhões autônomos também devem se difundir. “Percebemos que esse movimento ocorre mais fortemente nos países emergentes, mesmo aqueles com mão de obra barata, pensando na competitividade no futuro”, diz Julien Imbert, sócio da BCG. Hoje, apenas 44% das 1.300 empresas ouvidas pela consultoria usam algum tipo de robotização. Mas, a julgar pela vontade dessas mesmas companhias, é possível que o índice suba para 86% nos próximos cinco anos.

Os robôs estão entre nós. 2

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SEGREDOS DO LUGAR SECRETO

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CAPÍTULO 2 – O SEGREDO DA PORTA FECHADA

Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. – Mateus 6.6

 

O próprio Jesus falou essas palavras abençoadas. Toda a Escritura é inspirada por Deus, mas todos os que o seguem sempre encontram deleite especial em dar atenção especial às palavras de Jesus.

Quando Jesus ensinou sobre oração, deu bastante ênfase ao lugar secreto. Nos versículos seguintes, Ele nos ensina como orar, mas primeiro nos ensina onde orar.

Mateus 6.6 contém um segredo poderoso em relação ao lugar de oração, mas antes de compartilhá-lo, deixe-me fazer algumas perguntas. Você luta frequentemente contra a sensação de estar desconectado de Deus? Você se esforça para sentir a presença de Deus quando ora? Deus parece estar distante de você? Deseja saber se Deus está com você e se, exatamente agora, está se aproximando de você?

Se sua resposta a algumas dessas perguntas for “sim”, então tenho ótimas notícias para você. Existe um modo garantido de entrar na presença de Deus. Há um modo 100% garantido de se obter intimidade imediata com o Pai, e o próprio Jesus nos deu a chave. Jesus nos revelou esse segredo, no versículo acima, quando disse “seu Pai, que está em secreto”. Jesus está dizendo: “Seu pai já está no lugar secreto. Ele foi à sua frente e está esperando por você. No momento em que você chegar ao lugar secreto, entrará imediatamente na presença dele”.

Jesus afirmou esta verdade duas vezes no mesmo capítulo. Ele a repetiu pela segunda vez em Mateus 6.18: “Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (ACF). Jesus disse isso duas vezes para enfatizar e, portanto, sabemos que esta Palavra é absolutamente certa. Nosso Pai está no lugar secreto!

Além disso, Jesus nos dá a chave para encontrar este lugar secreto. Se você está imaginando o que é preciso fazer para ir ao lugar secreto, Jesus deixou claro: para chegar lá, tudo o que você tem que fazer é fechar a sua porta!

Quando você entra em seu quarto e fecha a porta, você tem acesso à presença do seu Pai. Imediatamente! Não importa o que você esteja sentindo. Independentemente do estado de sua alma naquele momento, você sabe com absoluta certeza que adentrou a câmara do seu Pai no céu. O lugar secreto é o seu portal para o trono, o lugar onde você prova do céu.

Aceite esta palavra e você terá recebido um dos maiores segredos sobre ter intimidade com Deus. Pois quando você sabe que está na presença imediata de seu Pai, seu espírito e sua alma normalmente respondem àquele conhecimento com uma profunda conexão. O conhecimento dessa verdade liberará seu espírito para decolar.

Ao construir sua vida com base na intimidade abençoada de um relacionamento com Deus a partir do lugar secreto, você está se edificando sobre a rocha. Você está firmando seus alicerces no lugar certo. Isso não é simplesmente minha opinião, mas um ensinamento claro de nosso Senhor Jesus Cristo. Os princípios que Jesus ensinou nos capítulos 5 a 7 de Mateus foram dados de uma só vez por meio de um grande sermão. Jesus disse, nesse sermão, que era a pedra fundamental da vida de um discípulo. Veja como Ele se expressou:

Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda. – Mateus 7.24-27

A mensagem de Jesus é clara. Ele está dizendo: “Se você ouvir e praticar o que ensinei neste sermão da Montanha, construirá alicerces para sua vida que subsistirão às mais árduas tempestades”. E, acredite em mim, elas com certeza virão! E a minha pergunta é: Você tem alicerces bem fundamentados para subsistir às tempestades?

Um dos elementos essenciais desse alicerce é manter intacta uma vida de intimidade com Deus. Aqueles que derem crédito e praticarem esta Palavra não apenas gozarão de intimidade com o Pai diariamente, mas também estarão equipados para se manterem firmes em meio às grandes tempestades da vida, sejam elas decorrentes da fúria do inferno, das distrações do mundo ou das comportas que nos separam de algumas bênçãos de Deus.

Não se esqueça do segredo: feche a porta.