A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

BIBLIOTECAS PARA BEBÊS

Livros estimulam os sentidos e despertam o gosto dos pequenos pela leitura e pela escrita

Bibliotecas para bebês

Os sons e as palavras estão presentes desde a remota infância. Mais do que isso, precedem nossa entrada no mundo. Antes de nascer, já estamos imersos no universo da linguagem: fazemos parte de uma história, plena de significados a serem descobertos e construídos simbolicamente. O recém-nascido, antes mesmo de enxergar com clareza o ambiente, responde com o corpo e com vocalizações à fala prosódica dos adultos que dele cuidam e aos ruídos ao seu redor

Cantigas, histórias, cores e texturas são fundamentais nesse processo – estímulos necessários ao desenvolvimento cognitivo, que se inicia no cérebro e se completa nas interações com o meio, numa fina articulação dos sentidos com a memória, a atenção, o raciocínio, as representações e a linguagem.

Um instrumento que começa a ser utilizado agora no Brasil, para aprimorar esse processo e ainda despertar o gosto futuro pela escrita e leitura, são as bibliotecas para bebês e crianças em idade pré-escolar, também conhecidas como bebetecas. Algumas experiências já estão sendo realizadas com sucesso em escolas públicas e particulares. O Centro Municipal de Educação Infantil Cavalinho de Pau, na cidade de Castro, Paraná, é pioneiro nessa iniciativa, atendendo cerca de 130 crianças com idade entre zero e 5 anos, em uma perspectiva de desenvolvimento global.

Para isso, a escola disponibiliza aos pequenos e ávidos “leitores” não apenas livros que exploram os sentidos e a imaginação, mas também bonecos, jogos e vídeos. As mães podem participar, contando história aos filhos. Experiências semelhantes têm sido feitas no Centro de Educação Infantil Hilca Piazero Schnaider, em Blumenau, Santa Catarina; e no Colégio Objetivo, de Sorocaba, São Paulo.

Hoje se sabe que desde muito cedo os bebês já se lembram de coisas e comparam suas características. Aos 7 meses, conseguem diferenciar classes de objetos; aos 9, têm um aumento considerável no tempo de retenção na memória de informações ligadas a eventos; e aos 18 são capazes de compreender as figuras apenas representação de algo real, tudo isso, eles têm muito a se beneficiar com projetos como esse, que visa estimular o desenvolvimento da memória, da linguagem oral e escrita, do raciocínio, da capacidade de concentração, bem como promover  interações sociais. Mais informações: no site http://www.viva leitura.com.br

OUTROS OLHARES

PRECISAMOS FALAR DE SEXO

Especialista em medicina sexual, o carioca Alexandre Miranda alerta para o perigo de informar- se sobre o tema pela internet e aponta mitos que ainda persistem na sociedade.

Precisamos falar de sexo

Sempre que se reúne com os amigos em algum bar da Zona Sul do Rio de Janeiro, onde mora, o médico Alexandre Miranda vira o centro das atenções. Todos querem saber um pouco mais sobre seu trabalho e, às vezes, aproveitam para uma consulta disfarçada. “Garanto que, se fosse oftalmologista, não iria despertar tanto interesse”, brinca ele. Miranda, de 42 anos, é especialista em medicina sexual, formado pelo St Catherines College da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e aprovado no exame do Comitê Europeu de Medicina Sexual (um dos três únicos brasileiros a ter essa certificação). À frente do setor de andrologia e urologia reconstrutora do Hospital Federal de Ipanema, Miranda acompanha de perto as dúvidas sexuais de homens e mulheres, uma área sobre a qual a seu ver, ainda se fala muito pouco.  “O sexo precisa ser tratado de maneira mais natural, sem tabus. É uma questão de saúde pública”, diz. Em entrevista, ele iluminou temas pouco discutidos.

SEXO E INTERNET

“O consumo de pornografia aumentou muito com a popularização da internet e dos smartphones. A educação sexual que os jovens recebem hoje, em principalmente dos vídeos a que eles assistem cada vez mais cedo. Isso tem criado expectativas pouco realistas, com sérios efeitos colaterais. O rapaz olha para si mesmo, compara-se com o ator e se sente inferior. Pensa que o ato sexual tem de durar uma hora para ser bom e se frustra. A mulher acredita que precisa se submeter a tudo para satisfazer o parceiro. A euforia cenográfica torna uma relação normal menos interessante. São noções muito erradas, que prejudicam a autoestima de todos”.

TEMPO AO TEMPO

“O intervalo médio entre a penetração e a ejaculação masculina é de cinco minutos e trinta segundos. Para muitas mulheres, cinco minutos não é o suficiente para alcançar a excitação. Costumo usar a seguinte comparação: enquanto ele é um forno elétrico, ela é um forno a lenha. Por outro lado, a mulher conta com a grande vantagem de ser capaz de ter um, dois, três orgasmos seguidos. Para todo mundo ficar satisfeito, o homem precisa investir no antes ou no depois da mulher. E não custa lembrar: também precisa ter conhecimento da anatomia feminina. Isso é informação básica.”

NÃO É DOCUMENTO

“Quando pergunto a meus pacientes qual o tamanho médio de um pênis ereto, a resposta-padrão é ’18 centímetros’. Errado. Na verdade, está longe disso: 13 centímetros. Pode parecer pequeno, mas é assim que ele se encaixa melhor na anatomia feminina – sem falar que, nela, as principais terminações nervosas, como o clitóris, estão do lado de fora. O que faz diferença na relação sexual definitivamente, não é o tamanho do pênis.”

CADÊ O ORGASMO?

“É mais comum do que se pensa a mulher fingir orgasmo. Não existe estudo que crave um percentual, mas os pesquisadores trabalham com a estimativa de 40 % no mundo. Eu desconfio que seja mais. Muitas mulheres nunca tiveram um orgasmo na vida e não conseguem tocar no assunto com o parceiro. É como se sentissem culpa por não conseguir e chamassem a responsabilidade unicamente para si. A emancipação feminina é um fato, mas no sexo elas se conhecem pouco e são muito reservadas em relação a seus problemas.”

PRAZO DE VALIDADE

“Uma pesquisa do University College London, chamada “Base neural do amor romântico”, mostrou a casais uma foto do parceiro em diversas fases do relacionamento e mapeou suas reações cerebrais através de ressonância dinâmica. No início, as imagens fizeram com que várias partes do cérebro, principalmente as mais primitivas, reagissem. Três anos depois, as mesmas regiões não apresentaram estímulo. Daí a conclusão de que a paixão dura três anos e depois dá lugar a novos sentimentos ou a um novo relacionamento. Uma das explicações é genética: mantendo relações curtas, as mulheres têm filhos de pais diferentes, e para a espécie a variedade de DNA é mais interessante”.

MÍNIMO É MUITO

“Um estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine mostrou que o casal que contabiliza ao menos quatro relações sexuais por mês tem menos probabilidade de se separar. Não existe um número ideal, mas eu diria que esse é o mínimo em um relacionamento saudável. Pode parecer pouco, mas as pesquisas também revelaram que o homem casado faz mais sexo que o solteiro, porque é prático, seguro e confortável”.

RAZÃO E TRAIÇÃO

“Os índices de infidelidade masculino e feminino são bem diferentes: 60% e 25%, respectivamente. Do ponto de vista fisiológico, a explicação para tanta discrepância está na testosterona, o principal hormônio sexual masculino. Prova disso é que os percentuais de traição entre homossexuais do sexo masculino são muito maiores do que entre homem e mulher ou entre duas mulheres. É claro que o hormônio não serve de desculpa para a traição. Digo e repito aos meus pacientes: você não é macaco, você é um cara racional.  A racionalização pode vencer o instinto. O ser humano sempre consegue ser do contra. Nós modificamos a natureza todos os dias”.

APRENDE-SE NA ESCOLA

Nenhum país é mais evoluído hoje em dia em matéria de educação sexual do que a Holanda – o que é curioso, porque a sociedade holandesa é bastante conservadora. Lá a educação sexual é disciplina ensinada desde cedo na escola e isso faz toda a diferença, como comprovam os baixos índices de doenças sexualmente transmissíveis, de gravidez indesejada e de abortos clandestinos. Não se trata de invadir a crença das famílias, ir contra o que prega a Igreja ou masturbar bebês – a insanidade que a ministra Damares Silva chegou a propagar em pelo menos uma ocasião. Educação sexual é um conjunto de informações técnicas que precisam ser divulgadas. E, quanto mais cedo aprendermos a falar sobre o assunto de maneira natural, melhor todo mundo vai lidar com ele”.

GESTÃO E CARREIRA

MESTRE EM SUPERAÇÃO

Primeira professora com síndrome de Down no Brasil, Débora Seabra de Moura lutou para conquistar seu espaço no mercado de trabalho. Hoje, ela é uma referência na inclusão de pessoas com deficiência.

Mestre em superação

“O que será que essa professora ensina?” Esse foi o comentário que a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, fez no Facebook quando soube que o Brasil tinha uma educadora com síndrome de Down. A fala dizia respeito à Débora Seabra de Moura, que desde 2005 é auxiliar de uma classe de ensino fundamental em Natal (RN). A profissional não se intimidou como preconceito e respondeu sobre seu trabalho em uma carta aberta: “Estudo planejamento, participo das reuniões, dou opiniões, conto histórias acompanho aulas de inglês, música e educação física e muitas outras coisas”. O amor pelos livros começou na infância, quando Débora pôde estudar numa escola que não era específica para quem tem Down. Isso gerou uma sensação de acolhimento e estimulou sua vontade de trabalhar na área. Para conquistar o objetivo, entrou no magistério da Escola Estadual Luiz Antônio e, mais uma vez, enfrentou o preconceito. Alguns colegas foram intolerantes e o coordenador do curso teve de intervir. Com a ajuda da mãe, que a auxiliava nos estudos, ela superou os obstáculos e conquistou o diploma. Formada, bateu à porta de uma escola particular de Natal e se voluntariou como educadora auxiliar. “As professoras me ajudaram a aprender o trabalho.” Mas suas tarefas não se limitam aos quadros-negros. Débora é vice-diretora da regional do Nordeste da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, função que a Ieva à viajar pelo Brasil e para o exterior – já ministrou palestra até na sede da ONU em Nova York. Além disso, é autora de um livro de fábulas infantis sobre superação e amizade.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 29: 18-20

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 18 – Veja aqui:

I –  A infelicidade do povo que não tem um ministério estabelecido: onde não há visão, nenhum profeta que explique a lei, nenhum sacerdote ou levita que ensine o bom conhecimento do Senhor, nenhum meio de graça, a Palavra do Senhor é escassa, não há visão manifesta (1 Samuel 3.1), então o povo perece; isto tem vários significados, alguns dos quais serão expostos aqui.

1. As pessoas são despidas de seus ornamentos, e assim, expostas à vergonha, privadas de sua armadura, e assim, expostas ao perigo. Quão desolado é um lugar sem Bíblias e ministros, e que presa fácil é, para o inimigo das almas!

2. As pessoas se rebelam, não somente contra Deus, mas contra o seu príncipe; a boa pregação fará das pessoas boas súditas, mas, quando esta falta, elas se tornam turbulentas e facciosas, e desprezam os domínios, por­ que não têm conhecimento.

3. As pessoas são ociosas ou brincam como tendem a fazer os alunos quando o mestre está ausente; não fazem nada com bons propósitos, mas ficam ociosas o dia inteiro, e se divertem no mercado, por falta de instrução sobre o que fazer, e como fazê-lo.

4. As pessoas se dispersam, como ovelhas que não têm pastor, por falta dos mestres das assembleias, para chamá-los e mantê-los juntos (Marcos 6.34). Elas se afastam de Deus e do seu dever por apostasias, e se afastam umas das outras por divisões; Deus é provocado e as dispersa pelos seus juízos (2 Crônicas 15.3,5).

5. Elas perecem, são destruídas pela falta de conhecimento (Oseias 4.6). Veja quantas razões temos para ser gratos a Deus pela abundância de visões manifestas de que desfrutamos.

 

II – A felicidade de um povo que não tem somente um ministério estabelecido, mas bem-sucedido, entre eles, as pessoas que ouvem e observam a lei, entre as quais a religião é o principal; bem-aventurado é este povo, e cada pessoa entre eles. Não é ter a lei, mas obedecer a ela, e viver de acordo com ela, que nos dá direito à bem-aventurança.

 

V. 19 – Aqui está uma descrição de um servo inútil, preguiçoso, ímpio, um escravo que não serve com consciência ou amor, mas puramente por temor. Que aqueles que têm servos como estes tenham paciência, para suportar a irritação e não se atormentar por isto. Veja o seu caráter.

1. Palavras racionais não funcionarão com eles; eles não se emendarão, nem se modificarão, nem serão trazidos às suas atividades, nem curados de sua preguiça e ociosidade, seja por meios agradáveis, seja por palavras ásperas; até mesmo o mais gentil senhor será forçado a usar de severidade com eles; nenhuma razão servirá, pois são irracionais.

2. Nenhuma palavra racional se obterá deles. Eles são teimosos e obstinados, e, ainda que entendam as perguntas que você lhes faz, não lhe darão uma resposta; ainda que você explique claramente o que espera deles, não prometerão corrigir o que está errado, nem cuidar de seu trabalho. Veja a tolice dos servos cuja boca, pelo seu silêncio, pede maus tratos; eles poderiam ser corrigidos por palavras e dispensar os golpes, mas não o serão.

 

V. 20 – Aqui, Salomão mostra que há pouca esperança de trazer à sabedoria um homem que é precipitado, seja:

1. Por impulsividade e irreflexão: Tens visto um homem precipitado nos seus assuntos, que tem uma inteligência desordenada, que parece fazer uma coisa rapidamente, mas a faz somente pela metade, que estuda um livro ou ciência, mas não tem tempo par a digerir o que leu, não tem tempo para fazer uma pausa ou meditar sobre um negócio? Há mais esperança de fazer um estudioso e sábio de alguém que é tolo e lento em seus estudos, do que de alguém que tem uma inteligência veloz e não consegue se fixar.

2. Por orgulho e arrogância: tens visto um homem precipitado nas suas palavras, que fala sobre todos os assuntos iniciados, e se apressa para falar primeiro, para iniciá-lo e concluí-lo, para julgá-lo como se fosse um oráculo? Maior esperança há de um tolo modesto, que conhece a sua tolice, do que dele. que é arrogante.