ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 29: 1-5

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 V. 1 – Aqui:

1. A obstinação de muitos ímpios, em um caminho ímpio, deve ser muito lamentada. Eles são frequentemente repreendidos por parentes e amigos, por magistrados e ministros, pela providência de Deus e, pelas suas próprias consciências, têm seus pecados apresentados diante de si, e recebem justos avisos das consequências desses pecados, mas é tudo em vão: endurecem a cerviz. Talvez eles nem ouçam com paciência a repreensão, ou, se o fizerem, ainda assim continuem nos pecados pelos quais foram repreendidos; não curvarão seus pescoços ao jugo. são filhos de Belial; eles rejeitam a repreensão (Provérbios 10.17), e a desprezam (Provérbios 5.12), e a aborrecem (Provérbios 12.1).

2. O resultado dessa obstinação deve ser intensamente temido. Os que persistem no pecado, apesar das admoestações, serão destruídos: os que não desejarem ser transformados devem esperar ser destruídos; se as varas não alcançarem o seu objetivo, esperem os machados. Serão subitamente destruídos, em meio à sua segurança, e de maneira irremediável; eles pecaram contra o remédio de prevenção, e por isto não devem esperar nenhum remédio de recuperação. O inferno é a destruição sem remédio. Eles serão destruídos, e não haverá cura, este é o significado. Se Deus fere, quem poderá curar?

 

V. 2 – Isto já foi dito antes (Provérbios 28.12,18).

1. As pessoas terão motivo para se alegrar ou lamentar, conforme seus governantes sejam justos ou ímpios; pois, se os justos tiverem autoridade, o pecado será punido e reprimido, a religião e a virtude serão apoiadas e terão uma ótima reputação; mas se os ímpios tiverem poder em suas mãos, a iniquidade será abundante, a religião e as pessoas religiosas serão perseguidas, e assim os objetivos do governo serão pervertidos.

2. As pessoas se alegrarão ou lamentarão conforme seus governantes sejam justos ou ímpios. Até mesmo as pessoas comuns têm tal convicção, sob a excelência da virtude e da religião, e se alegrarão, quando as virem promovidas e estimuladas; e, ao contrário, ainda que os homens tenham muita honra e poder, se forem ímpios e perversos, e usarem mal os seus dons se tornarão desprezíveis e infames diante de todo o povo (como os sacerdotes, Malaquias 2,9), e os súditos se consideração infelizes sob tal governo.

 

V. 3 – As duas partes deste versículo repetem o que já foi dito frequentemente, mas, na comparação, o seu sentido será ampliado.

1. Devemos observar. para a honra de um homem virtuoso, que ele ama a sabedoria, ele é um filósofo (pois esta palavra significa alguém que ama a sabedoria). pois a religião é a melhor filosofia; ele evita as más companhias, e particularmente a companhia de mulheres libertinas. Desta maneira, ele alegra seus pais, tem a satisfação de ser uma consolação para eles, aumenta os seus bens. e tem maiores chances de desfrutar uma vida confortável.

2. Devemos observar, para a vergonha de um jovem mau, que ele odeia a sabedoria: ele conserva a companhia de mulheres reprováveis, que serão a sua ruína, tanto em corpo como em alma; ele angustia seus pais e, como o filho pródigo, devora o sustento deles com prostitutas. Nada empobrecerá os homens mais rapidamente do que os desejos impuros; e a melhor maneira de evitar estes desejos destrutivos é a sabedoria.

 

V.4 – Aqui, temos:

1. A felicidade de um povo sob um bom governo. A preocupação e os negócios de um príncipe devem ser estabelecer a terra, manter as suas leis fundamentais, tranquilizar a mente de seus súditos, proteger suas liberdades e propriedades de hostilidades e garanti-las para a posteridade, e colocar em ordem coisas que estavam faltando; isto eles devem fazer por avaliação, por sábios conselhos e pela firme administração da justiça, sem acepção de pessoas; assim terão estes bons resultados.

2. A infelicidade de um povo sob um mau go­ verno: um homem de oblações (é o que diz a anotação de margem de algumas traduções da Bíblia Sagrada ) destrói a terra; um homem que é sacrílego ou supersticioso, ou que invade a função dos sacerdotes, como Saul e Uzias – ou um homem que não deseja nada além de obter dinheiro, e, por um bom suborno, será tolerante até mesmo com os mais culpados, e, com esperança de um bom suborno, perseguirá o inocente – estes governantes destruirão uma nação.

 

V. 5 – Podem ser descritos como homens que lisonjeiam o seu próximo aqueles que elogiam e aplaudem o bem que há neles (o bem que fazem ou o bem que têm), o bem que não existe ou que não é como o descrevem, e que professam esta estima e afeto por eles, quando, na realidade, não o sentem; estes homens armam uma rede aos seus passos:

1. Para os passos do próximo, a quem lisonjeiam. Eles têm nisto um mau desígnio; eles não os elogiariam como o fazem, mas o fazem esperando obter algum benefício deles, e por isto é sensato suspeitar dos que nos lisonjeiam, porque estão, secretamente, armando uma cilada para nós, e por isto devemos estar sempre vigilantes. Ou o efeito será nocivo aos que são lisonjeados; isto os incha de orgulho e os torna convencidos e confiantes de si mesmos, e assim é uma rede que os envolve em pecado.

2. Para os seus próprios passos; assim interpretam alguns. Aquele que lisonjeia outras pessoas, com a expectativa de que retribuam seus elogios e o adulem, apenas se torna ridículo e odioso, mesmo para aqueles aos quais lisonjeia.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.