A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

UMA AULA SOBRE PERVERSÃO

Filme embasado em fatos reais sobre adolescente de aparência delicada, que pratica atos cruéis, dirigido por Luís Ortega e produzido por Pedro Almodóvar, questiona o estereótipo do bandido.

Uma aula sobre perversão

Sabe aqueles exemplos que professores buscam para falarem sala de aula sobre estruturas psíquicas? Pois bem, o filme O Anjo oferece uma ideia bastante clara do comportamento perverso. Os cachos louros, traços delicados, rosto angelical e corpo esguio fizeram com que, no início da década de 70, o jovem Carlos Robledo Puch fosse chamado por esse apelido. Preso há 45 anos (o período mais longo de detenção já registrado na história da Argentina), Puch confessou ter cometido, ainda na adolescência, 11 assassinatos, mais de 40 roubos e vários sequestros. Um recorte da história de sua adolescência conturbada é apresentado no filme dirigido por Luís Ortega e produzido por Pedro Almodóvar.

O jovem sem limites, interpretado por Lorenzo Ferro (chamado de Carlos no filme), apresenta o que a psicanálise considera um exemplo de perversão, uma estrutura psíquica caracterizada por mecanismos de recusa da castração. Ou seja, a pessoa com traços predominantemente perversos não se incomoda com noções de certo ou errado. Já nos primeiros minutos do filme, ao invadir calmamente uma casa, o personagem esclarece que é ladrão: “Sempre fui ladrão”. E, como tal, ele rouba sem culpa nenhuma – tanto objetos quanto vidas.

Em seu texto Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, de 1905, Sigmund Freud escreveu: “As perversões não são bestialidades nem degenerações no sentido patético dessas palavras. São o desenvolvimento de germes contidos, em sua totalidade, na disposição sexual indiferenciada da criança”. E mais adiante afirma: “Todos os psiconeuróticos são pessoas de inclinações perversas fortemente acentuadas, mas recalcadas e tornadas inconscientes no curso do seu desenvolvimento. Por isso suas fantasias inconscientes exibem um conteúdo idêntico ao das ações documentadas nos perversos”.

Na perversão, o desejo aparece como vontade de satisfação, isento de qualquer culpa. O perverso sabe o que quer e isso é a base da sua convicção de que pode “pegar o que quiser”, pois tudo está a seu alcance. Arrogância, inibições, recriminações, autoacusações e frustrações que angustiam o sujeito neurótico simplesmente não o atingem. Aliás, o perverso não se penaliza com o sofrimento alheio. Sem empatia, não compreende a dor do outro, que lhe parece estranha, desprezível. É assim que o personagem Carlos se mostra: sem limites, sem compaixão, sem culpa. Um rosto angelical, uma mente cruel.

Uma aula sobre perversão. 2

OUTROS OLHARES

TELA MAIOR. E DOBRÁVEL

Depois de uma década de ouro, as vendas globais de smartphones caíram nos últimos anos. Agora, as fabricantes apostam em telas flexíveis e conexão 5G para voltar a crescer – e essa é uma ótima notícia para o consumidor.

Tela maior. E dobrável

Desde que o iphone foi lançado, há mais de uma década, o visual dos smartphones mudou pouco. As telas até ficaram maiores e mais compridas, e os botões sumiram na parte frontal, dando lugar ao reconhecimento biométrico. Mas a característica física do display, em si, permaneceu essencialmente igual. Até 2019. Sem muito alarde, uma nova transformação começou a acontecer neste ano com o lançamento de smartphones com telas que podem ser dobradas ao meio. É como se a pessoa tivesse dois celulares, colocados um sobre o outro. Quando abertos na horizontal, eles formam uma única tela grande, que tem quase o tamanho de um tablet. Fechados, eles podem ser usados com uma mão só e cabem no bolso, como um celular qualquer. A mudança não é apenas cosmética. Com a tela ampliada, a tendência é que os smartphones ganhem ainda mais funcionalidades. Será mais confortável assistir a filmes e séries, principalmente na companhia de outras pessoas. Também será possível usar mais de um aplicativo ao mesmo tempo (como e-mail, música e navegador de internet), porque eles podem ser abertos em janelas diferentes na tela grande. E os consumidores que gostam de games deverão ter acesso a jogos com gráficos ainda mais elaborados. Aparelhos assim podem até substituir o tablet de vez.

A tendência não surgiu da noite para o dia. Tudo começou com os celulares que traziam telas com uma pequena curva na lateral que avançava para a parte traseira. O primeiro modelo desse tipo foi o Galaxy Note Edge, lançado pela fabricante sul-coreana Samsung em 2014. O que possibilitava a curvatura no display era uma tecnologia que utiliza materiais orgânicos, conhecida como Amoled. Agora, a mesma Samsung apresentou seu primeiro celular com tela dobrável, o Galaxy Fold, lançado em fevereiro. O executivo Antônio Quintas, vice-presidente da divisão de dispositivos móveis da Samsung no Brasil, conta que a criação surgiu para atender ao desejo dos consumidores, que mostraram interesse por telas mais amplas em pesquisas feitas pela empresa. “Queríamos fazer algo diferente, definindo um novo padrão em que a tela não é mais limitada pelo tamanho do dispositivo, e assim permitir aos usuários que façam, vejam, aprendam, criem e experimentem mais”, afirma Quintas.

A Samsung não está sozinha na empreitada. A fabricante chinesa Huawei apresentou seu smartphone com tela dobrável em fevereiro. Chamado de Mate X, ele tem um display um pouco maior do que o telefone da concorrente (8 polegadas ante 7,3 polegadas). José Luiz do Nascimento, diretor de vendas da Huawei no Brasil, afirma que o dispositivo chegará neste ano à Europa, mas o início das vendas aqui ainda não está definido. “É uma coisa tão nova que as possibilidades ainda não foram descobertas. Esse é um dispositivo para quem busca a mais alta tecnologia e inovação”, diz Nascimento.

Como qualquer tecnologia nova, as vendas de smartphones com tela dobrável devem ser pequenas no começo, mas tendem a crescer com o tempo. Elas devem passar de 1,6 milhão de unidades em 2019 para 66 milhões em 2023, segundo estimativa da consultoria americana Display Supply Chain Consultants, fornecedora de dados sobre telas para a indústria. A partir de 2020, espera-se que as telas flexíveis cheguem aos tablets e aos notebooks. Mas nenhum aparelho “dobrável” será tão popular quanto o smartphone – que, de fato, lidera a mudança de paradigma nas telas. A chegada das telas flexíveis coincide com um momento de enfraquecimento do mercado de smartphones no mundo depois de uma década de ouro – que, por sinal, foi muito bem aproveitada por empresas como a Apple e a Samsung. Em 2009, quando o iPhone ainda era uma novidade, o número de aparelhos vendidos mundialmente estava na faixa dos 174 milhões. Em 2017, as vendas tinham saltado para 1,46 bilhão de unidades. De lá para cá, porém, os números vêm caindo. Para 2019, a expectativa é de uma retração de 0,7% das vendas no mundo e de 4,3% no Brasil, segundo a consultoria americana IDC. É uma prova de que até os mercados mais promissores têm um teto.

A maioria dos consumidores está em seu segundo, terceiro, quarto, quinto ou sexto smartphone. O nível de exigência com a qualidade subiu, e os preços também. A principal linha do iPhone, que custava 650 dólares nos Estados Unidos até 2016, passou a ser vendida por pelo menos 1.000 dólares. Os novos modelos com tela dobrável ficam acima dos 2.000 dólares. Com isso, há uma mudança de mentalidade das empresas do ramo. “As fabricantes não olham mais para as vendas, apesar de isso ainda ser importante. A demanda agora é saber como o consumidor quer receber seu próximo dispositivo. Os principais desejos são telas maiores, mais memória e câmeras melhores”, afirma Renato Meireles, analista sênior da IDC no Brasil.

A tecnologia dos telefones está avançando tão rapidamente que os smartphones praticamente engoliram o mercado de outros equipamentos eletrônicos. As vendas de câmeras digitais, por exemplo, caíram 84% de 2010 a 2018. Em número de unidades. isso significa um tombo de 121 milhões para 19 milhões, de acordo com a Associação de Câmeras e Produtos de Imagem. Smartphones como o novo GalaxyS10, lançado em março, têm cinco câmeras – sendo uma delas uma lente grande angular, que fotografa com amplitude de 120 graus, como fazem as câmeras da marca GoPro. As demais lentes são usadas para o zoom ou para criar retratos com fundo desfocado, mais estilizadas.

Tela maior. E dobrável. 2

MAIS RECURSOS, MAIS VELOCIDADE

Com cada vez mais pessoas usando seus celulares para registrar – e, principalmente, enviar – fotos e vídeos, as empresas do ramo estão de olho em outra tendência: o 5G. Esse novo padrão de conexão móvel promete elevar a velocidade das redes para a casa dos gigabits por segundo (1 gigabit = 1.000 megas), ou dezenas de vezes mais rápido do que uma conexão 4G. A tecnologia ainda está em fase embrionária no mundo. No Brasil, nem mesmo as frequências de transmissão foram definidas, algo que deverá ficar para 2020. Já os Estados Unidos terão os primeiros serviços de 5G neste ano. Os primeiros smartphones 5G também já vão chegar ao mercado. o Mate X, da Huawei, e o Galaxy S10, da Samsung, são compatíveis com a conexão.

Assim como ocorre com as telas flexíveis, a esperança é que a tecnologia ajude a retomar as vendas. A previsão da consultoria americana Gartner indica que 65 milhões de smartphones 5G serão vendidos até o fim de 2020. A curva de crescimento, porém, será mais lenta do que a do 4G. “Em seus primeiros quatro anos, a tecnologia 4G já estava presente em 68% dos celulares. A previsão é que a 5G chegará a apenas 28% no mesmo período, por causa da complexidade da rede, do custo da implementação e do preço dos aparelhos”, diz Sarnir Vani, diretor no Brasil da MediaTek, empresa taiwanesa que projeta processadores para smartphones. A MediaTek só apresentará seu modem 5G ao mercado em 2020. Já a rival americana Qualcomm, líder no mercado de processadores para smartphones, está mais animada. “A tendência é que, com a transição para o 5G, haja um aumento exponencial da qualidade dos smartphones. Isso vai criar um novo ciclo de crescimento”, diz Cristiano Amon, presidente da Qualcomm. Mas, até que o 5G tenha um impacto nas vendas, os smartphones terão de ficar mais acessíveis. Para isso, a Qualcomm se aliou à chinesa USI na implantação da primeira fábrica de semicondutores de alta densidade no Brasil, que ficará em Jaguariúna, no interior de São Paulo. O plano é produzir na fábrica um novo módulo de processamento, chamado de SiP 1, que acomoda mais de 400 componentes para celulares em uma única placa. A primeira marca a abraçar a iniciativa é a taiwanesa Asus, que utiliza o módulo em dois smartphones. A tecnologia libera espaço no interior do celular para outros componentes, corno baterias e câmeras.

Ainda que os celulares 5G e com tela dobrável sejam o futuro da telefonia móvel, as duas tecnologias ainda devem levar tempo para se popularizar. “Elas precisam avançar muito para atender a todos os públicos. Precisam ter mais apelo para ser usadas”, afirma Tina Lu, analista de telecomunicações da consultoria Counterpoint Research, uma das principais da China. Grande parte dos consumidores já utiliza atualmente smartphones bastante avançados. E, como os aparelhos estão mais caros, os usuários tendem a ficar por mais tempo com o mesmo celular. Há dois anos, as pessoas trocavam de smartphone, em média, num período de 18 a 24 meses. Hoje, o intervalo está entre 24 e 30 meses. A tendência é que a periodicidade continue alta. É provável que o rápido crescimento do mercado de smartphones não volte a se repetir tão cedo. No entanto, para o consumidor, o lado bom é que ele terá telas cada vez maiores e uma conexão mais veloz em seus aparelhos.

VELOZES E DOBRÁVEIS

Apesar de ainda incipientes, os smartphones com telas flexíveis e conexão 5G devem conquistar uma fatia significativa do mercado nos próximos anos.

Tela maior. E dobrável. 3

A ASCENSÃO E A QUEDA

Depois de um crescimento acentuado, o mercado de smartphones no mundo e no Brasil atingiu um ponto de saturação e as vendas caíram.

Tela maior. E dobrável. 4

GESTÃO E CARREIRA

CUIDADO COM O POSITIVISMO

Pesquisas científicas questionam mito que sobrevive há décadas.

Cuidado com o pósitivismo

Há mais de meio século, a escola psicológica do “pensamento positivo” exerce grande influência, gerando, por exemplo, best-sellers como os de Norman Vincent Peale (autor de O Poder do Pensamento Positivo). Contudo, Gabriele Oettingen, psicóloga e professora das universidades de Nova York e Hamburgo, alerta em seu novo livro, Rethinking Positive Thinking (“Repensando o pensamento positivo”, em tradução livre), que essa prática tem sérias limitações, sobretudo no ambiente profissional.

Sonhar com um mundo melhor dentro da sua cabeça é uma perda de tempo, argumenta a autora, porque as pessoas tendem a simplesmente fantasiar com a realidade em vez de tomar medidas práticas para atingir um objetivo. Gabriele cita pesquisas feitas nos últimos 20 anos que comprovariam sua tese, como a que envolvia mulheres obesas participantes de um programa de redução de peso: aquelas que se mostravam mais otimistas sobre os resultados acabaram emagrecendo menos do que as mais pessimistas. Elas pensaram positivo, mas acabaram mastigando mais.

O psicólogo Mark Goulston, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, endossa a teoria de Gabriele e recomenda que, em vez do pensamento positivo, se aja de maneira positiva no ambiente profissional. Esta é uma forma de lidar, por exemplo, com colegas de comportamento negativo: em vez de perder tempo analisando e tentando tornar positiva a atitude deles (afinal, nem todo mundo é psicólogo), mude a sua própria e passe a agir no sentido de obter destas pessoas os melhores resultados. Além disso, as pessoas que, no fundo, não são tão negativas responderão a seu esforço de forma calorosa e colaborativa.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 28: 21-24

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V21 – Observe:

1. É um erro fundamental na administração da justiça, e apenas leva os homens à abundância de transgressão, considerar os lados envolvidos mais do que os méritos da causa, de modo a favorecer um dos lados porque é um nobre, um acadêmico, um compatriota, um velho conhecido, ou alguém que nos fez alguma bondade, ou pode nos fazer uma, ou tem a mesma filosofia que nós, e oprimir o outro lado, porque é estrangeiro, pobre, ou nos fez algum mal, ou é ou foi nosso rival, ou não tem a mesma filosofia que nós, ou votou contra nós. O juízo é pervertido quando qualquer consideração desse tipo é admitida na balança, qualquer coisa, que não a pura justiça.

2. Aqueles que são parciais serão desprezíveis. Aqueles que romperam os limites da equidade, embora, a princípio, isto pudesse parecer um grande suborno, um nobre presente que os torna parciais, enganaram as suas próprias consciências; no final eles serão tão sórdidos que, por um pedaço de pão julgarão contra as suas consciências; eles preferirão ter poucos benefícios a não ter nenhum.

 

V. 22 – Aqui, novamente, Salomão mostra o pecado e a tolice dos que desejam ser ricos: eles decidiram que o serão, certos ou errados; eles o serão, o mais rápido possível; eles estão acumulando bens apressadamente.

1. Eles não têm nisto nenhuma consolação: Eles têm um olho mau, isto é, estão sempre se angustiando por causa dos que têm mais do que eles, e estão sempre reclamando de suas despesas necessárias, porque pensam que os outros os impedem de parecer ricos, e as despesas os impedem de ser ricos, e entre ambos eles ficam perpetuamente atormentados.

2. Eles não têm certeza da continuidade disto, mas não se dedicam a tomar providências contra a sua perda. A pobreza há de vir sobre eles, e as riquezas para as quais fizeram asas, para que pudessem voar até elas. farão asas para si mesmas, para voar e se afastar deles; mas eles sentem-se seguros e são imprudentes, e não consideram o fato de que, enquanto estão se apressando para ser ricos, na verdade estão se apressando para ser pobres; caso contrário, não se atira­ riam a riquezas incertas.

 

V. 23 – Observe:

1. Os aduladores podem agradar por algum tempo aos que, depois de pensar melhor. os detestarão e desprezarão. Se eles vierem a ser convencidos do mal dos caminhos pecaminosos em que são adulados, e se envergonharem da soberba e da vaidade que gratificaram com estas adulações, detestarão os aduladores por terem tido maus desígnios contra eles, e as adulações falsas e excessivas, por terem tido um mau efeito sobre eles, e por terem se tornado repugnantes.

2. Os que repreendem podem desagradar, a princípio, aos que, posteriormente, quando a paixão passar e o remédio amargo começar a trabalhar bem, os amarão e respeitarão. Aquele que se relaciona fielmente com seu amigo, que lhe fala sobre os seus erros, ainda que ele se inflame por algum tempo, e talvez receba palavras duras, em lugar de agradecimentos, pelos seus esforços, no futuro não somente terá o consolo, no seu próprio seio, de ter feito o seu dever, mas aquele a quem reprovou reconhecerá que isto foi um ato de bondade, e terá uma boa opinião da sua sabedoria e fidelidade, e o considerará apropriado para amigo. Aquele que reclama contra o seu médico, por machucá-lo, quando este está procurando o seu ferimento, ainda lhe pagará bem, e também lhe agradecerá, depois de curado.

 

V. 24 – Da mesma maneira como Cristo mostra o absurdo e a iniquidade daqueles filhos que pensam que não têm nenhum dever, em alguns casos, de sustentar seus pais (Mateus 15.5), também Salomão aqui mostra o absurdo e a iniquidade dos que pensam que não é pecado roubar seus pais, seja pela força ou secretamente, lisonjeando­ os ou ameaçando-os, ou dissipando tudo o que eles têm, e (o que não é nada melhor do que roubá-los) contraindo dívidas e deixando o pagamento sob responsabilidade deles.

1. Isto normalmente é menosprezado por filhos rebeldes: eles dizem: “Não é transgressão, pois logo isto será nosso, nossos pais podem muito bem viver sem esse dinheiro, nós temos um uso para ele, não podemos viver como nobres com os recursos que os nossos pais nos dão; é muito difícil para nós”. Com estas desculpas, eles se esforçam para desviar a condenação. Mas:

2. Ainda que uma juventude descontrolada menospreze este pecado, ele é, na realidade, um pecado muito grave; aquele que o comete é companheiro do destruidor, e não é melhor do que um ladrão na estrada. Que iniquidades terá escrúpulos para cometer alguém que rouba aos seus próprios pais?